sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O ONTEM ESTÁ PRESENTE














O ontem está presente, não desiste,
Acompanha-me na vida até à morte;
Desde que tu minha mãe me pariste,
É presença em meu azar e minha sorte.

É história desta vida que resiste,
Esse ontem tão fraco e tão forte;
Que o saber e viver em mim insiste,
E não quer perder o rumo Norte.

Até o ensinamento que investiste,
Nos rebentos, a tua descendência;
Foram tantos que na luta te feriste,
 
Sou de ontem, sou sobrevivência,
Sou a força materna que resiste,
E no futuro manterá tua presença.

José Faria
Abril/06

PERDOA PRIMAVERA


 
 
Tenho andado distraído,
 
Esqueci-te Primavera;
 
Sinto-me até ofendido,
 
Não fiquei à tua espera.
 
Noutro tempo mais liberto;
 
Quando em tudo reparava,
 
Tinha-te sempre tão perto
 
Todo o eu te admirava.
 
Como me deixei levar,
 
Ser assim absorvido!
 
Anda a lida a me enganar
 
Perdoa ter-te esquecido.
 
Nesta luta acelerada
 
Atrás da sobrevivência;
 
Na vida urbana stressada,
 
Esqueci tua existência.
Mas despertei e vou estar,
 
De atenção mais atrevida
 
Já não te vou ignorar,
 
Tu Primavera que és vida!

José Faria

CONTOS E VERSOS DO MEU CAMINHO



 
                                                   
 
 
 
 
 
 




Cuida ser útil, colaborante,
Ouve teu desejo e pensamento;
Narra, versa, o passo caminhante,
Tem algo a deixar ao novo tempo.
Ousa aventuras e formas de viver,
Saúda a ousadia séria e triunfante.

Escreve-nos contos do teu caminho!

Vale-te da mestria, no gosto de escrever.
Em jeito de semeares cidadania;
Rompe valores nefastos, de hipocrisia,
Sabe dar ao povo, dá a conhecer,
O que pensas ser dele, da tua alegria
Semeia pensamento para se ler.

Dá passos em frente, sejam de aventura,
Onde o silêncio é luz de cultura.

Movimenta vontades só para vencer.
Em passos firmes no dom da vida:
Um traço, um risco, as folhas a crescer

Caminha só, de ideia objectiva,
Adianta a força da alma, do coração,
Memória nas mãos, na ideia criativa.
Informa teu saber, tua razão,
No meio social em toda a vida.
Habitua-te a ser célula da nação,
Oferece-te à grandeza da razão.

José Faria


PENAS DO VENTO QUE PASSA



 
Esvoaçam novas penas, vão no vento,
Imposto por donos de tempestades;
E sejam elas grandes ou pequenas,
Enfrentam ambas adversidades.

Teve a vida social já outras cenas,
De alegria e mais contentamento;
É constante a evolução, as novidades,
De verdades claras e morenas.

E a vida segue nas mãos da natureza,
Com avanços e recuos da humanidade,
Que nem sempre vê essa grandeza,
Cuja existência pouco a persuada.
 
É dádiva a vida sobre a mesa
Da terra, de fertilidade;
Que dela nasce e nela é presa,
Até partir para a eternidade.


José Faria – 11/1/2012

Comissão de Moradores



 
 
COMISSÃO DE MORADORES DE PEDROUÇOS EXTINGUIU-SE HÁ 38 ANOS

A PRIMEIRA Acta (nº1) data de 30 de Maio de 1975 e a última, de 25 de Janeiro de 1985.

Apesar de o lugar de Pedrouços, da freguesia de Águas Santas, ser elevado a freguesia, ao contrário de sair reforçada a Comissão de Moradores, os autarcas de então permitiram a sua extinção.

Recorde-se que foi daqui também que partiram abaixo assinados da população a proporem a criação da freguesia.

Este edifício que já foi Escola feminina (das raparigas como lhe chamavam) serviu de sede à dita Comissão, (de 75 a 85) onde se desenvolveram muitas actividades socioculturais e cinema em prol da população, com os “25 de Abril e 1º de Maio a serem comemorados com grande participação e alegre entusiásmo popular; e onde 12 balneários serviam os moradores mais carenciados.

Depois do seu fim, (ainda sobre a orientação comunista) a autarquia instalou um Centro de Convívio para a Terceira Idade, um ponto de encontro onde era servido gratuitamente o pequeno-almoço aos frequentadores.

Devido às obras de reconstrução da casa de Augusto Simões, a Junta de Freguesia (PSD)  mudou-se para a extinta Comissão de Moradores. O Centro de Convívio e o pequeno almoço gratuito acabaram! (!?)

O reclame ou designação do Centro colocado ainda no tempo do primeiro executivo, Comunista, ainda lá está, sem corresponder à verdade.

José Faria
 

 

CONFORMISMO SOCIAL




O conformismo tão exacerbado
É teimosia constante e presente,
Num país comido e tão sugado,
Por tanta mentira ao eleitorado.
Que o povo enganado ainda consente.

Ficam promessas sempre de lado,
O mais necessário sempre ausente,
E este progresso adulterado,
Arrasta o povo sempre enganado
Que espera seu voto seja semente.

E o sistema de mentira, continuado,
Contamina o povo, e toda gente,
Anda tão longe de ser acordado,
Traz o estômago alienado
Que lhe congestiona a sua mente.

Homem livre, verdadeiro e ousado,
Conspurcar seu pensamento não consente;
Por muito que o tentem controlado,
Ser dono de si é seu agrado,
Porque é célula do mundo existente.

José Faria

LOUVOR À NATUREZA


 
Vou para o monte
Porque é no monte
Que sei quem sou.

É no monte à tardinha
Que encontro a alma do Mundo,
E a minha.

E aí, no monte
No silêncio do meu olhar,
Deixo o pensamento caminhar.

Sem machucar as flores do monte,
Nem conspurcar as Águas da fonte.
E aí, no monte,
Deixo-me vaguear no silêncio,
Até às portas da verdade
E da alegria,
Rodeado de vida
Envolta em pureza.

E antes de voltar à fantasia,
Abraço a terra,
Toda a sua grandeza!
E beijo o monte,
Num louvor à natureza

José Faria