sábado, 4 de outubro de 2014

CONTA-NOS OUTONO


OUTONO

Oh!
Este Outono!...
Repleto de histórias,
Este Outono
Inundados de saberes
E de memórias;

Continuas a ser dono
De experiências e glórias?

Vã!
Desabrocha tua graça,
Ao novo tempo que passa.

Como foram as Primaveras
Que vivestes e percorreste?
Esta vida ainda não esqueceu
Este Outono não esqueceu
Esse tempo que foi seu.

Conta-nos Outono,
Como outrora se viveu:
Quando eras Primavera
E o Verão era só teu;
Não deixes ver-se perder,
O que só tu tens para oferecer.

Dá testemunho à tua gente!
Ainda a luz terás que ser
Da Primavera presente.

José Faria

sábado, 27 de setembro de 2014

EMOÇÕES














Aonde vais de novo pensamento?
Nesse apressado sentir, de pulsações;
Porque levas para longe este momento
Deste corpo, todo ele de emoções.

Eu sei do teu temperamento;
Da teimosia, ousada por razões;
Voa de novo. Vai! Não percas tempo;
Traz-me a verdade que houver nos corações.

Traz-me o sentir e o saber, contentamento!
Que floresça de verdades e ilusões:
Vai! Não páres pensamento,
Traz-me o melhor dos povos,
E das Nações.

Não te percas na mentira ou fingimento;
Nem nos males que criam frutrações!
Vai! Não percas tempo.
Traz-me o saber, mais conhecimento
Para o dar às novas gerações.
                                 
José Faria    

SESSENTA VELAS

 
Gostei daquela festança,
De comemorar o fadário;
Que aos quarenta de esperança,
Soma vinte de aniversário

 Se já como quarentão,
De entrega, sempre entretido;
Juntei mais vinte, pois então,
Mas mais mole e mais sabido.

E estes vinte vieram,
Com sol sempre nascer;
Aos 3 vintes que trouxeram,
Mais amigos e saber.

Agora a tecnologia,
Com as redes sociais;
Traz amigos e alegria
Conhecimentos, muitos mais.
 
José Faria

DORME ZÉ



É disto que gosta o povo,
De alegria e festejar,
O que é à cultura estorvo,
O importante é reinar.

Todos os dias há de novo,
Muitos clubes a jogar,
O futebol que é do povo,
Que nem se sabe queixar

Do desemprego e da fome,
Dos roubos ao seu trabalho
Ou da miséria que cresce.

Só disto o povo consome,
É feliz neste baralho,
Mesmo o que sofre e padece.


José Faria.