quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O BACALHAU CARA DE PAU

                                   VERSEJAR SOBRE O JOELHO
Já está bem o bacalhau,
Está gostoso, nada mal;
Ainda tem cara de pau,
Para a noite de Natal.
Às postas não se vê nada,
Punheta!? - Só triturado!
P´rá noite de consoada,
Só com um século de molhado.
E mesmo assim não vai lá,
Pois é de madeira dura;
Vai continuar a estar cá,
Meu bacalhau de escultura.
Seja como cada um gosta,
Mesa de bom bacalhau;
Aos bocados ou à posta...
Deste não que é de pau.
(Escultura e poema de...
José Faria

PREPARAR O NOVO ANO

                                        PREPARAR O NOVO ANO

Ano Novo, vida nova,
Já com chão desinfetado,
Do conto e dito de sobra,
Que não levou a nenhum lado.

Até nas páginas sociais,
Onde o saber se renova;
Há burros que sabem mais,
Há sempre pobres de sobra,

Onde até na letra só,
Ou na palavra sozinha;
Há cuscas que metem dó,
Duma existência fuinha,

Há falsidade vaidosa,
E a bela hipocrisia;
E a amizade enganosa,
De burra sabedoria.

Dê voltas o pensamento,
Como as voltas dá o linho;
Saiba que este é o momento,
Para renovar o caminho.

Que o Novo Ano possa ser,
Mais limpo de erva daninha;
Para a vida florescer,
A todo o ser que caminha.

Dê  voltas o pensamento,
Como as voltas dá o linho;
Saiba que este é o momento,
Para renovar o caminho.



José Faria

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NATAL DE AREIA


Já são dois mil e dezasseis os nascimentos do menino Jesus. E, embora e sempre de nascimento recordado em areia, com arte a valer, não desiste de nascer.

É assim o Natal. O "menino nasce, festeja-se o seu nascimento, muita alegria entre a fome e a grandeza;... Come-se e bebe-se como tolos, enquanto outros se sustentam de mig
alhas, sobras, restos ou nada. 
Depois, vem o vento de Janeiro e todo este "amor" festivo cultural e tradicional, perde-se. Vai no tempo, para só aparecer e se repetir em Dezembro, e logo se perde o convívio familiar e as alegrias, quando deveriam ser de todos os dias.
São Festas Tradicionais, religiosas... tradições, usos e costumes de entretenimento, que dá riqueza às religiões, lhes dá aumento e sustento. 
É a hipocrisia entretenimental que só uma vez por ano nos fala de salvação em festa de Natal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

POETA É QUEM CANTA


Poeta é quem canta,
É quem lança o pensamento,
Como o silvar de uma flauta;
À luz dos olhos do vento.

É quem guarda o monte,
O pasto,
E sua amigas ovelhas,
É quem mastiga o tempo gasto,
Nas côdeas de broa velhas.

É quem adora o se cajado,
Sua sina, monte agreste;
Quem ama o fiel ao lado,
Que o uivar do lobo veste.

É quem lança o sol nascente,
Lá da serra sobre a aldeia,
Poeta do povo veste,
Aquece-o a lá, o leite a ceia.

É do pensamento profundo,
Que caminha junto ao céu;
Que é grato no fim Mundo,
Pela vida que Deus lhe deu.


José Faria

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O MEU MERCADO










A terça chega de novo,
Como em toda a semanada;
Ao mercado que é do povo,
Do barato de bancada.

Mais fresco é peixaria,
Ou de frutas e legumes;
Porque no que é rouparia,
Manda a moda e os costumes.

E os pregões dos ciganos
Tem tudo para vender,
Barato e roupa bem forte,
E continuam a dizer;
É de marca, é comport (!?)

Há de tudo no mercado,
De Pedrouços, Oliveiras,
Para o rico e carenciado,
Há oferta em todo o lado,

A  gordas e magras carteiras.
- José Faria -

domingo, 11 de dezembro de 2016

PAZ DA PESCA









Fui à pesca e não pesquei,
Como tem acontecido;
Mas junto ao mar encontrei,
Aquilo que gosto e sei,
Estar em paz e divertido.

Até lhe declamei,
Poesia ao ouvido;
Onde engodo lhe dei,
E isco lhe atirei,
E ficou-me agradecido.


José Faria

LIMPO REGRESSO


Mantém a vida arrumada,
A existência organizada,
E a paz no pensamento;

Pode a tua caminhada,
Ter partida inesperada,
Findar a qualquer momento.

Limpa e purificada,
Foi aqui tua chegada,
Logo após teu nascimento;

Mantém a vida arrumada,
Termina cada jornada;
Que foi dada ao teu tempo.

José Faria

O MENINO ESTÁ ACORDADO




O menino está acordado,
Presente, vivo e sagrado,
A olhar a fantasia;

Do tempo continuado
Natalício e mal contado
Ao povo em alegria;

Mas é assim que festejado,
E nunca questionado,
O Natal é mais-valia,

Do egoísmo acomodado,
De consumismo alienado,
Natal de hipocrisia.

E o menino está acordado,
Presente, atento e sagrado,
Distrai-se na fantasia;

E a Nikita a seu lado,
Com seu ar admirado,
Não pertence à ousadia.
 José Faria