segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A POESIA NÃO DORME



A POESIA NÃO DORME

Durante a noite calada,
Já quando assenta a acalmia,
Minha alma sossegada,
Passeia de madrugada,
Nos passos da poesia.

Desperta a mente, acordada,
Sem sono por teimosia;
Entrega-se à desfolhada,
Onde a vida versejada,
Vai ser doada de dia



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CURRÍCULO DE AUTOR DE ATALHOS






José Luís da Silva Faria, nasceu no lugar de Pedrouços da freguesia de Águas Santas, a 15 de Setembro de 1954, onde frequentou o ensino básico.

Posteriormente e já a exercer uma atividade profissional na Administração Pública, frequentou o ensino noturno, como trabalhador estudante na escola D. Paio Mendes da Maia (1º Ciclo) e Escola Comercial Almeida Martins, onde concluiu o Curso Geral de Administração e Comércio.

A chegada da revolução do 25 de Abril de 1974, e a sua envolvência ativa em alguns movimentos sociais e culturais do associativismo, sobrepuseram-se à continuação dos estudos. Foi coordenador de uma Comissão de Moradores e colaborador do semanário Jornal da Maia na qualidade de repórter e cronista, do qual viria a ser Redator Principal, onde comunicava também através de poesia. Por essa entrega à comunicação. Frequentou e concluiu em 1996 o Curso de Jornalismo do CENJOR, Centro Protocolar de Formação Profissional de Jornalistas.

Paralelamente a esta envolvência social extraprofissional, foi escultor artesão, tendo-se distinguido com o 3º prémio de escultura na Bienal do Rotar Clube da Maia, no Fórum da Maia, e 2º prémio de escultura, “Mestre Albino”, nos Encontros com a Arte em Moreira da Maia.

Na fotografia, obteve o 1º Prémio Nacional de Fotografia, “Gondomar 800 anos” e 2º Prémio “A terra e a história, da Junta de freguesia de Folgosa – Maia.
Nesses primeiros passos de democracia, surge a criação da Junta de Freguesia de Pedrouços, onde foi membro a Assembleia, tendo como redator do Jornal da Maia publicado a 27/11/1986, uma edição especial dedicada a Pedrouços. Na Associação Humanitária, foi membro da assembleia, onde colaborou como repórter fotográfico e redator dos seus primeiros boletins informativos, comunicação onde a sua poesia sempre esteve presente.

                                                                                                    José Faria

ATALHOS - POESIA DE JOSÉ FARIA


Prefácio do meu segundo livro de poesia: 
"ATALHOS"
Vem de longe esta tendência e predisposição de versejar.
Ainda criança e a frequentar a escola primária, já elaborava uma ou outra quadra, fazendo referência a datas festivas e tradicionais, como o Natal, São João, São Martinho, Carnaval, Páscoa, e de outros momentos festivos.
Como cronista e redator de um jornal local, sempre divulguei situações do dia-a-dia das populações, incluindo na forma versejada, para promover e enaltecer eventos culturais e religiosos e outras vivências sociais e culturais da comunidade.
Nessa crescente dedicação à poesia, passando pela participação, coordenação e declamação em muitas tertúlias, publiquei conjuntamente com outros poetas, em coletâneas na Maia e em Matosinhos.
Em 2006 publico o meu primeiro livro “Contos e Versos do Meu Caminho”, editado pela Papiro Editora, onde está presente e subjacente o texto explicativo à história de cada poesia, situando-a no tempo e no espaço.
Motivadores e de constante criação poética, os encontros e convívios culturais de poesia, que apresentavam sempre um novo tema em cada sessão, reforçaram ainda mais a “fabricação” de poemas e mais poemas. Essa entrega, participação e colaboração, viriam a reforçar o hábito de quase diariamente construir poesia e quadras de mensagem, pensamentos ou de divulgação de casos pontuais; muitos registados e declamados em letra e vídeo, nas redes sociais, como o facebook e nos meus blogs. http://faria-palavrasvivas.blogspot.com e http://pedalnovo.blogspot.com e no http://youtube.com/TheBoimorto
É nessa entrega de gosto e dedicação que vai crescendo sempre o volume de poesia em sonetos e quadras soltas e livres, testemunho da minha vivência, ocupação e pensamento. Quadras soltas e livres que vão servindo de mote à conclusão de novas mensagens poéticas, onde se misturam os vários géneros literários.
Por este constante versejar e “fabricar de “poesia; e porque qualquer obra só o é quando do conhecimento do público, entendi publicar “ATALHOS”, porque o caminho da vida é feito de muitos pequenos caminhos e… atalhos.

José Luís Silva Faria

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PEDAÇOS DE HISTÓRIA DECLAMADOS NO MONTE

ATALHOS



O percurso aveludado,
Áspera terra batida;
De chão duro cascalhado.
Só plano, ou só subida;

É caminho assim criado,
Que se alonga em cada lida;
De maior ou menor fardo,
Só pertence a cada vida.

É obra da natureza,
Mistério de todo o tempo.
De tanta luta e trabalhos;

Misteriosa essa grandeza,
Dos passos do pensamento,
Por caminhos e atalhos.

 José Faria

REPAROS




SEU A SEU DONO

SE REPRODUZ O QUE NÃO É SEU,
OU SE PARTILHA
O QUE OUTRO ESCREVEU,
NÃO SE ESQUEÇA POR FAVOR
DE MENSIONAR O AUTOR.
Obrigado

É nas redes sociais,
No Facebook ainda mais,
Que a grandeza cultural,
É evolução social.

Onde a estupidez e progresso,
Também é a arma de arremesso.

É dizerem o que foi dito,
Partilhar o de outro escrito,
Sem ter disso consciência,
Ou dessa arte a abrangência.

Envolvem-se nessa mistura,
Os sem pingo de cultura;
Que são a fermentação,
Sem qualquer educação.

Por brincadeira ou estágio,
De tudo fazem plágio;
De quem escreve no tempo,
Memória de seu pensamento.

Teria a cultura mais jeito,
Mais progresso e mais valor,
Se quem partilha pensamento,
Mencionasse o seu autor.

Porque tanto oportunismo,
Plágio e ignorância;
Deixa a cultura em abismo,
Devolve o progresso à infância.


José Faria