segunda-feira, 24 de abril de 2017

ABRIL ANTIGO

ABRIL ANTIGO

Que recitar ou declamar,
Sobre Abril, sobre a história?
Que tenho eu para vos contar,
Se Abril foi de glória.

Já tudo foi dito e escrito,
Do país é já memória.
Já tudo foi dito e escrito,
Tudo foi declamado;

Do que foi Abril o grito,
Da arma G3 com cravo.
Faz parte da nossa história,
E na escola é ensinado,

Da revolução pela liberdade,
Que novo mundo nos foi dado.
Que tenho eu para vos contar,
Se tudo já foi contado!
Falar dos militares de Abril,
Neste país tão mudado?

Falar dos nossos Partidos,
Que o tem ignorado?
Não!
Porque Abril são as nossas mãos,
Se dadas e se unidas.
É a amizade entre irmãos,
São as lutas conseguidas.

Abril é a nossa vontade,
É juventude, é mocidade.
Abril é servir a terra,
Que Abril aos filhos lega.

É de todos quantos dão,
Amor e fraternidade;
No lugar, terra, nação,
Ensinando a liberdade.
José Faria

domingo, 23 de abril de 2017

DEMOCRATA POR UM DIA

O DEMOCRATA SAUDOSISTA















Baseando-me nas citações despertativas do poeta José Fanha,
vou procurar compilar 3 das suas pequeninas citações, com dois personagens
num estilo Sketch de revista:

Porque há sempre alguém que consegue fazer-se passar por democrata num dia, continuando a ser o que é nos outros 364 dias do ano.
E o fingidor, envolvido na festa das comemorações do 25 de Abril,
Sobe ao palco disfarçando entusiasmo e procura declamar um poema:

“””- Porque hoje é democracia, a festa dos cravos… até já voa no céu
Liberdade é uma avezinha…

Aproxima-se um sem-abrigo que o interrompe:
- Ó sôtor, dê um eurinho pa uma sopinha!

Embaraçado, o democrata por um dia, já não sabe que dizer e retira-se, sem antes, com o punho fechado no ar, lhe dar um sermão:

- Eu também sou democrata, está a perceber sua besta!?

O sem-abrigo, cambaleando, apoiando-se num vara-pau, ergue os olhos ao céu, e procura, magoado, mas habituado a este desprezo diário, dar seguimento ao poema iniciado:

- Já voa, no alto azul do céu, águias, burgueses, patrões… e abutres a voar,

E batendo com o cajado no chão, desabafa:

- Deixa-os pousar, deixa-os pousar.

José Faria


sexta-feira, 14 de abril de 2017

LANÇAMENTO DO LIVRO DE POESIA "ATALHOS"

Aos oito dias do mês de Abril, teve lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Pedrouços, o lançamento do meu segundo livro de poesia "Atalhos". Livro de edição do autor.

O soneto abaixo, explicando o significado e as razões do título do livro, só foi criado após a publicação, tendo sido declamado na sessão.
Já "Zémaiato", também soneto, foi nome de um meu blog e actualmente é do email. Também este título foi esclarecido no evento e esta poesia consta do livro "Atalhos".

 Juntamente com a apresentação dos livros editados, esteve presente um poema onde cada verso seguiu a primeira letra do nome "Freguesia de Pedrouços", referindo-se à história desta terra de minha naturalidade e residência, o qual consta do meu primeiro livro "Contos e Versos do Meu Caminho", publicado em 2006.


A apresentação do autor e da obra literária, esteve a cargo do meu amigo Prof. Dr. José Maia Marques, do Forum da Maia, que, tal como já o fizera na apresentação do meu primeiro livro, me deu a honra de apresentar "Atalhos", a quem estarei sempre muito grato.

As honras da casa, Junta de Freguesia de Pedrouços, estiveram ao cuidado do seu presidente, Joaquim Araújo, que como sempre ,muito interessado e prestável, providenciou na criação de todas as condições à boa realização de apresentação da obra poética. 

Da parte da Câmara Municipal da Maia e em representação do seu Presidente Eng. Bragança Fernandes, a senhora Dra. Marta Peneda, mostrou-se muito agradada com esta iniciativa, reforçando votos de muitas mais iniciativas culturais e literárias, para as quais a Câmara Municipal sempre se predispõe a apoiar.


Entre-calando a explanação sobre a publicação deste livro e declamação de alguns poemas, foram projectados alguns filmes do autor a declamar, filmes que habitualmente vai criando, sempre sozinho e em diversos locais, inclusive no decorrer dos seus exercícios de cicloturista.

 Seguiu-se o registo de autobiografia nos livros adquiridos pelos presentes.