sexta-feira, 7 de julho de 2017

CIDADANIA DESPERTATIVA 2

CIDADANIA
DESPERTATIVA – 2
0707/2017


  A luta activa e persistente pela criação do Corpo de Bombeiros na Associação Humanitária de Pedrouços, foi também congregadora e unificadora do movimento associativo de Pedrouços.
Esta opinião e constatação, verifiquei-a quando na companhia do então Director do Jornal da Maia e meu amigo José Maria Meneses Lopes. Procedemos ao contacto com todas as colectividades desportivas, culturais e recreativas existentes, por altura da criação do CADERNO ESPECIAL, para comemorar a criação da Freguesia de Pedrouços. Pois já no centro de todo o movimento, destacava-se a Associação Humanitária liderada pelo Dr. António Lopes Vaz.

 Estávamos em  Novembro de 1986, Lopes Vaz referiu à nossa entrevista para o Caderno, de que a Associação se sentia como se num “fato apertado”, alegando a necessidade de um novo quartel mais amplo e capaz, para passar a Corporação de Bombeiros, porque outras e mais viaturas e meios humanos iriam se unir a esta “família” de humanitários de Pedrouços.

E, prevendo já nessa altura (1986) o que hoje se constata, disse-nos, quando questionei se a localização era a mais adequada:
-“ É a possível neste momento! Mas se quisermos pensar no futuro e dado que aqui mesmo à nossa frente vai passar a via interna de Águas Santas e Pedrouços, a nossa localização vai ser vital.”
Lopes Vaz referia-se à Avª Nª Srª da Natividade na altura inexistente 


E era congregadora e unificadora do movimento associativo por muitas e variadas razões.
A primeira, é que a então Direção a que aqui se faz referência e consta do pequeno jornal em questão, nunca procedeu à bênção de uma ambulância sem convidar todas as coletividades da nova freguesia maiata, às portas da cidade do Porto e ladeada por Gondomar por um lado e de Matosinhos por outro.
Nos aniversários da Associação, Lopes Vaz e os restantes membros da Direcção, chamavam todas as coletividades para participarem no seu aniversário e com pompa e circunstância, oferecia a cada uma delas uma medalha ou placa de agradecimento pela participação alusiva ao aniversário. Por vezes aproveitava também o momento festivo para distinguir sócios, voluntários e assalariados, não deixando de dar relevo às entidades convidadas presentes.
Era também o momento de com a “casa” cheia e as entidades oficiais a seu lado, para as lembrar das necessidades da Associação e do apoio que necessitava delas no seguimento do processo da criação do Corpo de Bombeiros.


Este género de memorando, que intitulo de “cidadania despertativa”, tendo por mote o início dos primeiros passos da freguesia de Pedrouços, pode também ser visto como um DESPERTAR e comparação, entre esse passado activo, progressista, participativo e interveniente, e congregador anímico pelos objectivos comuns que esta Direcção desenvolvia para o bem comum, reunindo sempre em seu redor todas as forças vivas da terra.

Só num aniversário gigantesco, esta Direção conseguiu reunir num almoço, cerca de 300 pessoas, entre sócios, amigos, pessoal da Associação, corpo de Bombos, Fanfarra, Colectividades e entidades oficiais.
Mas isso era dantes. Mudam-se os tempos e o avanço e recuo de uma ou outra comunidade, é uma realidade.
A realização deste Caderno Especial dedicado à nova freguesia, trouxe-nos a possibilidade de divulgar na altura a força anímica, interessada e participativa do movimento associativo, de todas as colectividades. Eram um tempo em que os dirigentes do associativismo mantinham a comunidade desperta, interessada e participativa, pela constante divulgação das suas iniciativas e actividades sociais e culturais.
José Faria

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