terça-feira, 11 de julho de 2017

CIDADANIA DESPERTATIVA 5


CIDADANIA
DESPERTATIVA – 5
11/07/2017


Parece-me terem sido os anos 80/90 os melhores do Pedrouços Atlético Club, e da freguesia em constante transformação, mas baseando-me na entrevista de Novembro de 1986 que efetuamos à direção do Clube mais representativo da Maia da freguesia recém criada, ouvimos do presidente Eduardo Monteiro, Pereira Pinto, Joaquim do Vale e restantes elementos do elenco directivo, que a colectividade contava mais de 1300 sócios e que por mérito próprio levaram o Pedrouços à 3ª Divisão Nacional. – “ Subiu ao 1º lugar logo na 2ª jornada e conseguiu um autêntico recorde de pontos (57/60).”
Ainda a nova freguesia dava os primeiros passos, tendo como sede uma casa de habitação da rua de Sacadura Cabral, e já Eduardo Monteiro acrescentava: - “Só precisamos de mais estruturas para podermos dar mais apoio às camadas mais jovens”.
Era o momento em que a população e as colectividades entusiasmadas reviam tantas necessidades que foram ficando esquecidas e ignoradas durante tantos e tantos anos, quer pela Câmara, quer por falta de apoio e intervenção da própria Junta de Águas Santas a que pertencia o então lugar de Pedrouços..
Nessa altura, o campo de jogos ainda era de terra batida, saibro marcado a cal.
As estruturas nos anos seguintes foram surgindo. A pouco, e pouco, veio o campo relvado, vieram as bancadas,… mas consequentemente, a sociedade foi oferecendo cada vez mais e de forma continuada, imparável, muitas e diversas actividades de lazer, cultura, música e diversão, e muita tecnologia informática para comunicação e entretenimento.
Logicamente, melhores e mais atrativos para a juventude e população em geral, do que as actividades dos clubes populares cá da terrinha maiata de olhos postos na cidade do Porto do outro lada da Circunvalação, fronteira da Maia.
E isso reflete-se na falta de procura e de interesse que cada vez mais se sente na procura do associativismo popular.

Por isso o Pedrouços Atlético Clube e todas as colectividades sofrem com isso.
Nessa altura era diferente, e apesar do aparecimento gradual de mais e melhores estruturas, serão sempre insuficientes para reporem toda a dinâmica do associativismo e desportivismo bairrista de então.
A concluir, e referindo-se a uma dessas estruturas, disse Eduardo Monteiro: -“ Sentimo-nos orgulhosos por a Maia ter um Estádio Municipal”.
Mas isso era dantes, porque até por aí a procura já não é o que era.
Dentro do mesmo espírito e entusiasmo, falamos com a Associação Lusitana de Pedrouços fundada em 1955, inicialmente como Sport Lusitano de Pedrouços.
E foi aqui no Lusitano que uma referência de importante abrangência concelhia nos foi transmitida. Primeiro lembrando-nos sobre a necessidade de realização de um Congresso anual das Coletividades da Maia. Outra não menos importante colocada pela Direção do Lusitano presidida por Fernando Venâncio Pinto Pinheiro, foi a de que a Câmara Municipal, ao contrário de conceder subsídios às colectividades, deveria criar um organismo de ligação ao movimento associativo maiato, para lhe prestar apoio técnico, médico e logístico.


Ora, se essa necessidade já se colocava em 1986, com o associativismo a “borbulhar” de dinamismo, agora meio adormecido e só nos BARs acordado, era altura de abordar de novo essa questão.
A terminar esta recolha de informação de entrevista para o Caderno Especial, questionamos sobre o que esperam com a criação da nova freguesia: - “Estamos numa zona populosa que bem justifica infraestruturas desportivas. Por exemplo, um pavilhão polivalente e uma pista de manutenção. – E adiantando, acrescentou o presidente: - É nossa obrigação pressionarmos os futuros eleitos para que criem estas e outras condições de que sempre estivemos carenciados.”.
Já lá vão 31 anos.

Muito foi feito e há sempre necessidades sociais e as mais importantes são sempre as mais esquecidas e ignoradas. Atá pelo associativismo (Colectividades) que deveriam acompanhar também a evolução da ocupação e lazer cultural (informática) da juventude e (cultural) da população onde cada colectividade se insere.
O ténis nunca foi despertado conveniente na freguesia, apesar da Câmara lhe colocar um Campo de Ténis ao dispor, actualmente a sofrer obras e alterações depois de tantos anos sem utilização.
Também o campo de jogos do Municipal do Cutamas, onde se integra o de ténis também está a sofrer remodelação.
A questão cultural vai continuar ausente do associativismo, e até dá jeito porque o poder não gosta muito de evolução cultural popular, para quem fado e futebol… e missa, chegam muito bem.

Com a colaboração da Engenharia Militar, francisco Dantas deu início aos trabalhos de criação do cemitério da nova freguesia, assunto para o “Cidadania Despertativa – 6.
Até.
José Faria





Sem comentários:

Enviar um comentário