quinta-feira, 13 de julho de 2017

CIDADANIA DESPERTATIVA 6

CIDADANIA
DESPERTATIVA – 6
13/07/2017

A festa de comemoração da criação da nova Freguesia realizou-se no dia 20 de Julho de 1985, no espaço do Mercado. 
A abrilhantar, a presença e a voz de Carlos do Carmo 
animou todos os pedroucenses presentes.

Mas, tal como prometi no Cidadania Despertativa 5, cá está: O cemitério foi na verdade a obra mais necessária e mais importante e urgente a ter que se concretizar, após a criação da nova freguesia de Pedrouços do concelho da Maia em 1985.


E o primeiro presidente eleito para a nova autarquia sabia disso, e por isso, deitou maus à obra.
Mas não lhe foi fácil. Francisco Dantas vinha da ala comunista e era a única Junta de Freguesia com essa orientação politica, num universo concelhio de mais 16 freguesia na sua maioria de orientação social-democrata, tal como o executivo camarário na sua maioria.
Perante tantas dificuldades naturais ou que lhe foram criadas, francisco Dantas viu-se obrigado a recorrer à engenharia militar para o tratamento, mistura e caldeamento de terras de preparação do terreno do novo e urgente cemitério. O de Águas Santas ficava a uma distância de cerca de 6 km, mas era da freguesia de Águas Santas.



Graças à coadjuvante intervenção das forças armadas, através da engenharia militar, concretizou-se o essencial, e daí a vedar e organizar todo o espaço, depressa se concluiu o novo cemitério da nova freguesia.
Outros registos dignos de referência e de recordação desses primeiros passos da freguesia, que divulgamos no Caderno Especial do Jornal da Maia, consta também o facto do edifício que foi escola das raparigas e depois Comissão de Moradores, que por abandono dos seus directores, Francisco Dantas criou nesse edifício um Centro de Convívio da Terceira Idade. Ainda lá está o Reclame, mas há muitos anos que isso não funciona.

E era aí que as pessoas de idade mais avançadas conviviam, liam, conversavam, faziam uns joguitos e tinham diariamente o pequeno-almoço oferecido pela Junta.

O Dumper, era o único meio de transporte e de trabalho para “atacar” em todas as direções, os muitos serviços de rua.
Tempos difíceis que posteriormente, com a partida (por doença) do primeiro presidente, veio a mudança de política que ficou em consonância com a maioria do executivo camarário e com a maioria das freguesias do concelho da Maia.
E o apoio, a proximidade, o investimento foi-se manifestando mais significativamente e realizando obras públicas de arruamentos, habitação social, educação, lazer, associativismo.
Para trás ficou um marco histórico de que todos os pedroucenses se devem orgulhar, liderado por bom homem, amigo do povo e de Pedrouços, um profissional de farmácia humanista.

Dez anos após a sua partida, a Câmara Municipal e o povo de Pedrouços prestou-lhe a 03/10/2003, a tão merecida e esperada homenagem, numa lápide no centro de uma pequena praça, mesmo em frente à rua também com o seu nome.
O melhor e mais frequentado local onde se encontra o registo da data e referência ao nascimento de Pedrouços como Freguesia, continua bem evidente no centro do Mercado do Povo da freguesia de Pedrouços.
Por todas essas razões a minha homenagem poética ficou registada no meu primeiro livro de Contos e Versos do Meu Caminho, e, mais uma vez utilizando as letras de FRANCISCO ARAÚJO DANTAS, para dar início a cada verso.
 















O PRIMEIRO PRESIDENTE

Foi em Pedrouços primeiro presidente,
Renovador da nova freguesia,
Amigo e dedicado à minha gente,
Nobres gestos semeou com alegria,
Cuidando o progresso, exigente.
Integro: teimava e conseguia!
Solícito: foi sempre presente!
Com a força social que oferecia,
Obra criou com a sua teimosia.

Até o cemitério que não havia,
Resistiu e contornou qualquer boicote;
A obra que Pedrouços merecia,
Usufruto depressa conseguia,
Já que a ajuda militar serviu de mote
Oferecendo tropas e mais-valia.

Doada por trabalho militar,
A entrega da sua engenharia,
No terreno todo a preparar,
Trouxe o campo santo à freguesia.
Atento o presidente a acompanhar
Soube dar essa obra à freguesia

José Faria



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