terça-feira, 15 de agosto de 2017

O ZÉ AINDA DORME


O José anda intrigado,
Por vezes preocupado,
Falta-lhe esclarecimento;

Queria ser informado,
Como tudo é governado,
E do que está no esquecimento.

E um dia já saturado,
De esperar ser informado,
Sobre desenvolvimento;

Foi questionar apressado,
Um pedroucense honrado,
Sobre a terra e crescimento;

Este disse-lhe com cuidado,
Que o tempo é complicado,
Onde foi seu nascimento;

Anda o poder pendurado,
Num povo desinteressado,
Entregue a entretimento;

Que o melhor é estar calado,
Pedalar por todo o lado,
Dar-se à paz, contentamento.

Mas o Zé quis ser ousado,
Quis mais conselho e recado,
Para seu conhecimento.

E onde está instalado,
O que a qualquer terra é dado
Ao povo, equipamento?

O Centro Cívico não falado,
Não existe em nenhum lado
Por má-fé e esquecimento.

Um projeto aguado,
Piscinas para este lado,
Foi desejo fraudulento,

E o Centro mais alargado,
Cultural, bem pensado,
Não passou do pensamento.

O fim da vida ignorado,
Terceira idade é do privado,
A que os eleitos dão aumento.

Um serviço mais cuidado,
Público, bem instalado,
É só sonho e pensamento,

E vai de novo ser dado
O poder, para estar parado,
Progresso, desenvolvimento;

Pois quem a votos se é dado,
Pelo menos neste lado,
Só semeia entretimento.

José Faria


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