EM SÃO MIGUEL O ANJO

domingo, 23 de setembro de 2018

COMBOIO DA GALERIA VIEIRA PORTUENSE

A POESIA SAIU À RUA 
foi declamar ao berço de Portugal
O lançamento da COLETÂNEA poética da Galeria Vieira Portuense, foi até Guimarães, embarcando no comboio das dez e vinte. 
Poetas e poetisas "derramaram" em toda a viagem poesia da sua autoria ou de outros autores e autoras.

O comboio completamente cheio foi assim animado literária e culturalmente.
Durante toda a viagem andou a mensagem poética na garganta e na voz dos seus amantes.
Esta viagem cumprimentou vinte e uma estações com quadras alusivas ao nome de cada uma delas.  

BOAS-VINDAS A OUTONO


Segundo o Equinócio, a astronomia, a estação de Outono ocorreu às 02:54 horas do dia 23 de 2018. Esta estação prolonga-se por 89,812 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 22:23 horas.

 Por tal razão e agradecimento, aqui lhe presto as Boas-Vindas numa homenagem poética num espaço de lazer e merendas de Pedrouços - Maia, envolvente da Casa do Alto, que irá receber significativamente a sua intervenção no amarelecimento e desprendimento da folhagem das árvores aí existentes.


FOLHAS SOLTAS
Soltam-se as folhas,
Vão no vento,
Amarelecidas e cansadas;
É o fim de vida
Em voo lento,
Na festa de Outono
Em desfolhadas.
Formam tapetes
Em chão barrento,
Nos campos, jardins,
Lagos, estradas;
E ganha a nudez,
Encantamento,
Nas árvores ao léu
Tão desnudadas.
Até fim de inverno
Em hibernação,
Em sono e silêncio
Descanso parado…
Na terra molhada,
Fresca é a quimera,
Que anseia o porvir
Da criação,
E o fruto da vida
Mais renovado,
Num novo sorrir
De Primavera.
José Faria

PASSEIO HISTÓRICO E POÉTICO EM GUIMARÃES

Durante o passeio histórico pela histórica cidade de Guimarães, levado pelo Comboio das 10,20 com início em São Bento, por iniciativa poética da Galeria Vieira Portuense;  deu para rever o seu património histórico, assim como para apreciar a vida activa e cultural de Guimarães.
os seus convívios sociais e populares, de lazer, arte, música e desporto no jardim público junto à praça central.
Foi aí que conheci um grande e senhor artesão, um artista especial da terra que se identifica por "MB Arte" com uma riqueza criativa e minuciosa como documento na foto.

Também por lá andou o prazer de pedalar com um evento de cicloturismo onde encontrei dois amigos das pedaladas "embrulhados" no mesmo sorriso rasgado do cicloturista Manuel Couto a quem desta vez fiz concorrência, rasgando mais do que ele. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PASSEIO POÉTICO A GUIMARÃES

COMBOIO POÉTICO ENTRE PORTO E GUIMARÃES

A "família" de poetisas e poetas da Galeria Vieira Portuense, depois de mais uma Tertúlia abrilhantada com o lançamento de mais uma coletânea, na tarde do dia 15 de Setembro, já se prepara para o passeio poético a Guimarães.



Com partida da estação de São Bento, ma manhã do dia 22 de Setembro de 2018, o COMBOIO POÉTICO das 10,15 h vai "derramar" texto, prosa e poesia, lida, cantada e declamada por todo o caminho, deixando essa fragrância cultural e literária em todas as estações.
Durante e depois do repasto na cidade nobre de Guimarães, as mensagens poéticas vão, possivelmente, dilatar com mais entusiasmo, até que à chegada ao Porto cada membro siga a sua vida.
21 estações e/ou apeadeiros
21 quadras cada, aludindo ao seu nome ou nome do lugar.


PASSEIO POÉTICO A
GUIMARÃES

Teve o seu início em São Bento,
A tertúlia do poema e da amizade;
De convívio e entretenimento,
E de almoço na nobre cidade.
                                                        
Segue por Campanhã e Contumil
Vai a voz se afinando nas gargantas;
Juntam-se palavras sorrindo de baril.
Cintilam de frescura em Águas Santas.

Está em movimento a poesia,
Com muito para contar na algibeira,
Já se ouve a voz da Galeria,
Junto à estação da Palmilheira.


Ó musas, prestem homenagem,
A este comboio d’alma vinde;
Ainda estamos no começo da viagem,
Que teve início antes de Ermesinde.

Vai cheiinha de poesia a carruagem,
E continua alegre, em movimento;
Mesmo tendo travado na Travagem
Esta arte contínua em crescimento.


Já espera Guimarães nossa chegada,
E a palavra deste grupo luminoso;
De estação a estação declamada,
Onde se inclui a de São Frutuoso

Amam paisagens, pura natureza,
São palavras de alma e do coração;
Cheias de vida de toda a pureza.
Neste caminho por São Romão.

A arte de rimar ou não rimar,
Forma de escrever que arte revela;
Tenha chave ou não para entrar
Passa também o apeadeiro da Portela.

No poema há também doce mensagem,
Que a si se sustenta e filosofa,
E vai em passeio nesta carruagem,
Semeia a sua escrita ao passar à Trofa

A arte de dizer, ler, declamar,
Deixou outra estação, outro povoado,
Vão em excursão, andam a viajar,
Tiveram paragem também em Lousado

Tem o nosso comboio nova paragem;
E como abelhas em redor do cortiço,
Recebe mais passageiros na viagem,
Na agitada estação de Santo Tirso.

Todos sentados, o mesmo destino,
Alguém de pé vai declamando;
Vão sobre trilhos, é esse o caminho,
Passam a Caniços lendo e pensando.


Há entusiasmo na literacia,
No som de vozes agudas e graves;
Poetas e poetisas da Galeria
Já se aproximam da Vila das Aves.

Esvoaçam palavras nas carruagens,
Viajam em convívio e brincadeira;
Os pensamentos de várias cunhagens,
Fazem uma pausa em Giesteira

Andam no ar letras animadas,
De paz, de pombas e andorinhas;
Rimam em frases declamadas
Tão divertidas em Pereirinhas.

E seguem caminho, vão deslumbrantes,
O seu sorriso dá gosto vê-lo;
E já se ouve nos altifalantes,
A próxima paragem é a de Lordelo.

Soltou a poesia as asas ao ar,
Mais a criação que lhe sai da nuca;
Vem no comboio anda a viajar,
Passa também no lugar de Cuca.
                                        José Faria
Perto do final quase avistado,
Entre a paisagem de aguarela;
Mais quatro estações e é terminado,
Pois ainda falta passar a Vizela.

Só a doçura da palavra em flor,
É fruto e fragrância que bem cheira,
Criada pelas mãos do criador,
No passeio que passa a Nespereira.

Esta é a excursão d’arte e amizade,
Vestida de paisagens sempre novas;
Vai a Guimarães, à nobre cidade,
E deixa poesia na estação de Covas.

A primeira viagem é terminada,
Que a poesia nos oferecera;
A mesa do repasto está preparada,
D. Afonso Henriques já nos espera.
 José Faria

No final e depois do passeio concluído, com mais documentação fotográfica do evento, será reproduzido um filme onde se incluirão todas estas fotos versejadas de todos os apeadeiros e estações.