EM SÃO MIGUEL O ANJO

sábado, 29 de junho de 2019

PEIXE GRAÚDO



PEIXE GRAÚDO



Eles andam aí, é peixe graúdo,
Nos bastidores de brumas caladas;
Atraem e comem peixe miúdo,
Mantém cardumes de mãos atadas.

São predadores que devoram tudo,
Em todas as águas mexidas, paradas;
Tem o poder de escama e escudo,
São reis de mares, rios e levadas.

Nadar matreiro sem agitação,
Em águas profundas, ou meia altura;
Tão ofensivo que dói e se sente;

E a fome prospera na população,
Mais na espécie de fraca estrutura;
Que sobrevive contra a corrente.
  José Faria

RIOS ENAMORADOS



RIOS ENAMORADOS

Fui ver o rio Ferreira,

Com o Sousa a namorar;

E o Douro perto, à beira,

Por eles a esperar.


Seguirão na dianteira,

Fundidos até ao mar;

Que depois da Cantareira,

Os anseia abraçar.

        
        Toda a natureza é arte,

E manda ciclicamente;

        A água ao céu voltar.

        
        Para que toda a corrente,

        De abundância a terra farte

        Para a vida prosperar.

         José Faria


segunda-feira, 24 de junho de 2019

A CHAVE DE SÃO PEDRO



O São Pedro da razão,
Deixou São João adormecer;
Vem com a chave na mão,
Para a dar a quem a merecer.

Para assim poder entrar,
Na porta da eternidade;
Se na vida soube dar,
Amor e fraternidade.

De outra forma não vai ter,
Nem chave, nem porta aberta,
Para a alma sossegar.

Por cá vai permanecer,
E com tristeza sofrer,
Até o eterno encontrar.
José Faria


NASCENTE DE POESIA



A poesia vai de novo,
A seguir ao São João;
Mostrar a alma do povo,
E também do coração.

Com São Pedro a despertar,
Também p’rá grande noitada,
Vem ler e declamar
Que a poesia é sagrada.

A Associação é do povo,
Que expressa o seu querer,
Onde a unidade mora;

Tem a arte mais de novo,
Sempre a se desenvolver,
Aqui na Senhora da Hora.

José Faria


quarta-feira, 19 de junho de 2019

FIM DO DIA


        
        

É chegada a noite, o fim do dia.

Já nem ouço os carros na garagem,

Nem a máquina de lavar em correria;

A trautear no fim doutra lavagem.



Só o silêncio escurecendo na vidraça,

Embalando a noite que chegando;

Me recorda a vivência e sua graça,

Deste dia que se esconde dormitando.



Cheira a terra molhada e remexida,

Recetiva a tanta novidade.

Despontam sementes nova vida

São sustento de toda a humanidade.

José Faria

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O MAIENSE



O MAIENSE

É a Maia a terra da amizade,
De convívio social a todo o tempo;
Onde o passado e futuro é mocidade,
E o presente de contentamento.


É onde vive a história e a saudade,
Do maiato e seu temperamento;
Que no caminho constrói a felicidade
De horizontes sempre em crescimento.

Guardião da terra e do seu povo;
O Lidador no centro da cidade,
Representa lutas sem igual.

Presente a Maia em tudo que é novo
Por progresso e fraternidade,
É semente também de Portugal.
                                                                       José Faria

terça-feira, 11 de junho de 2019

RIOS ENAMORADOS

RIO FERREIRA

Com uma extensão de 43 Km e uma área de bacia de 184 km quadrados; o rio Ferreira nasce de múltiplas nascentes situadas em grande parte na antiga zona de Chã de Ferreira, mas a principal e a mais importante nascente é a de Freamunde no lugar de Jóia.
Tem como afluente principal, o rio da Carvalhosa, que nasce em Lustosa, que depois de percorrer cerca de dez quilómetros, entrega-se ao rio Ferreira no lugar de Moinhos, em Paços de Ferreira.
No seu trajeto, por entre montes e vales, o rio Ferreira serve as populações das freguesias de Lordelo, Rebordosa, Sobrado, Campo e São Pedro da Cova, onde se entrega ao rio Sousa, para que os dois num só, sigam ao encontro do rio Douro, a cerca de um km adiante.


RIOS ENAMORADOS
Fui ver o rio Ferreira
Com o Sousa a namorar;
E o Douro perto, à beira,
Por eles a esperar.

Seguirão na dianteira,
Fundidos até ao mar;
Que depois da Cantareira,
Os anseia abraçar.

Toda a natureza é arte,
E manda ciclicamente;
A água ao céu voltar.

Para que toda a corrente,
De abundância a terra farta,
Para a vida prosperar.
José Faria