EM SÃO MIGUEL O ANJO

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

LEONARDO COIMBRA

Leonardo Coimbra nasceu há 136 anos.

Num tempo em que os valores culturais e o progresso escolar e educativo /formativo, valiam mais do que passados esses 136 anos. 
Hoje, o consumismo exacerbado em todos os passos da actividade económica, calou e continua a calar a cultura e os valores lançados e projectados para a humanidade, por Leonardo Coimbra, como tantos como ele que nem sabiam nem queriam saber o que é futebol, novelas, atritos e conflitos desviantes do caminho do progresso da humanidade.


Já lá vão 83 anos desde que partiu, e no entanto do tanto que escreveu, continua tão actual e intemporal, pois parece que tudo se desaprendeu. - São ciclos os avanços e retrocessos da humanidade e vive-se esse momento, possivelmente de meio século de retrocesso de sapiência, tempo a vaidade, a ostentação, o poder e o dinheiro por maior valência.


"Leonardo Coimbra, Obras de Leonardo Coimbra, ed. Lello e Irmão, 2 volumes, Porto, 1983 (Vol. I: Criacionismo - Esboço de um Sistema Filosófico; Criacionismo - Síntese Filosófica; A Alegria, a Dor e a Graça; Do Amor e da Morte; A Questão Universitária; A Rússia de Hoje e o Homem de Sempre. Vol. II: Pensamento Criacionista; A Morte; Luta pela Imortalidade; O Pensamento Filosófico de Antero; Problema da Indução; A Razão Experimental; Notas sobre a abstracção científica e o silogismo; Jesus; S. Francisco de Assis; Problema da Educação Nacional; S. Paulo de Teixeira de Pascoaes, O Homem às Mãos com o Destino).
Leonardo Coimbra, Dispersos I - Poesia Portuguesa, Lisboa, 1984.
Leonardo Coimbra, Dispersos II - Filosofia e Ciência, Lisboa, 1987.
Leonardo Coimbra, Dispersos III - Filosofia e Metafísica, Lisboa, 1988.

domingo, 29 de dezembro de 2019

O PÓRTICO DO SOL CAIU!

O PÓRTICO DO SOL Encomendado por Vieira de Carvalho.
CAIU!


Porque andava e ainda ando, a braços com um romance que se desenvolve, em grande parte, na casa e terrenos da Casa do Alto, em Pedrouços, Maia, escrevi ao autor desta escultura Sr. Volker Schnuttgen.

A minha abordagem relacionava-se com esta escultura, no cimo do auditório (pedreira) que me parece se coadunar com a razão desse meu romance, que envolve três irmãos, (uma rapariga e dois rapazes) um deles, o mais novo, bastardo. Como esta escultura me pareceu representar esse trio, contactei o autor que me respondeu:
 “Fico contente que a minha escultura lhe “intriga”. Há uns tempos escrevi num texto sobre esse meu trabalho o seguinte… “Pórtico do Sol” no Alto da Maia.
A minha linguagem é lapidar no sentido da origem da palavra…(…/…) A força do suporte dos elementos verticais, joga com o peso dos blocos horizontais, criando figurações tridimensionais muito complexas. Apesar do seu peso real, a minha escultura entra em suspensão, apesar de uma escala monumental, surge leveza (…/…)Com os melhores cumprimentos - Volker Schnuttgen.

Apesar desta monumental leveza parecendo estar em suspensão, encontrei-o no dia 26/12/2019 caído e partido por terra.
Sempre aqui me desloco para o fotografar, durante qualquer hora do dia, mas mais vezes ao nascer e pôr-do-sol para me inspirar. Tem sido com estas fotos que tantas vezes por aqui deixo o BOM DIA, BOA TARDE OU BOA NOITE.
O PÓRTICO DO SOL CAIU! ...

- Como cai tanta coisa nesta terra.
A arte e a cultura cada vez mais ausente por estas paragens, tem a agravante deste e de outros acontecimentos, por desleixo, abandono e de acidentes naturais.
José Faria✍️🤔😢

ACTIVIDADE DESPORTIVA

A MINHA ACTIVIDADE DESPORTIVA

DO AUTOR DESTE BLOG, 

   ---- # 2019 # ----
Número anual de actividades = 111
Escala trail                               = 22 km
Bicicleta                                    = 689 Km
Natação / Hidroginástica        = 9,1 Km
Corrida estrada                       = 560 Km
Caminhada                               = 37 Km
Totais: Tempo em movimento = 166 horas
Total de distancia:                    = 1.401 Km
Total de elevação:               = 17.782 m
Este ano fiquei mesmo muito aquém,
Dos objetivos que tracei para alcançar;

Em dois mil e vinte quero ir mais além,
Pela saúde, alegria e bem-estar.

José Faria🚶‍♂️🏃‍♂️🏊‍♂️🚴‍♂️🏋️‍♂️

domingo, 22 de dezembro de 2019

INCULTURA

Difícil é se encontrar,
Uma tertúlia elevada;
Capaz de ter e ofertar
A gramática respeitada.

São tantos a poetizar,
Escrita mal cuidada;
Quer seja ou não a rimar,
Anda a língua maltratada.

A ler ou declamar,
Escrevem-na como falada;
Não conseguem vislumbrar,
Que o que leem não é nada.

É poesia? – Nem pensar!
Se nem é prosa pensada;
É só letra para deixar
A cultura perturbada,

Que se quer valorizar,
E ser mais frutificada;
Que exige a quem a criar,
Seja decente e letrada.

Para promover e organizar,
Esta escrita selecionada;
Tem mesmo que se separar,
Quem a anda a estorvar,
Que de cultura não tem nada.
José Faria

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

TROVOADA DO DIABO


Anda o diabo à solta,
Traz tudo despenteado;
Foge, corre, vai e volta,
Parece desnorteado.

Tudo sacode e revolta,
Está fulo e mal-humorado;
Roda e reviravolta,
Está mesmo esgazeado.

Continua a ameaçar
Que vai buscar aguaceiros
E pôr a terra inundada.

E não o diz a brincar,
Aqueles olhos matreiros
Já anunciam trovoada.
18/12/2019
José Faria

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

AOS OPERÁRIOS

OPERÁRIO

Calosas mãos sempre entorpecidas,
Seca a pele dura pelo cimento;
É também a branca cal esquecimento,
Só se mantém o saber em mãos feridas.

Saber de ti, qualidades esquecidas,
Noutros há onde não há esquecimento;
Que te dão, com fim no lucro, sofrimento,
Dilatando de riqueza ócias vidas.

Mais um dia sobrevives e são doridas,
Essas mãos que ao mundo dão aumento;
Dissipa-se o que é teu e por direito,
Restando só essa côdea que mastigas.

Sobre o solo as tuas obras são erguidas,
Porque lutas pela vida contra o tempo;
De sadia existência há impedimento,
Para as mãos que as cria e são devidas.

Dão-te valor dóceis palavras, fingidas,
Falsas razões, vãs, que te são tormento;
Dá-te a fome obrigado ensinamento,
E morrendo vais de forças emagrecidas.
 José Faria

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

REGRESSO AO PASSADO


GUIMARÃES
Caminhava a chuva indiferente,
Na solidão do caminho a passo lento;
Por onde Portugal se fez gente,
Regando o coletivo pensamento,


À frente do Castelo o Rei presente,
Ainda hoje é raiz e fundamento;
Incentivo lusitano exigente,
Senhor das conquistas deu talento.

A solidão em passos enevoados,
Entregue a pensamentos ancestrais,
Despertaram o passado vigoroso;

E das catacumbas os antepassados,
Que pariram esclavagistas e feudais,
Acordaram neste tempo mais honroso.

José Faria


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

CLARIVIDÊNCIA


CLARIVIDÊNCIA
O mês da mentira e da verdade
É aquele em que finaliza o ano;

Cheio de afetos, amor e amizade,
Também de hipocrisia e falsidade,
Que mais conforta e magoa o ser humano.

Mês da vida, sagrada natividade,
Do despertar da luz sobre o profano,
Onde a verdade da razão, da humanidade
Que apela à confraternidade,
Está no ser do pensamento soberano.
Corre o tempo a passo, ou lentamente,
É constante e imparável o ser andar,
A determinar o percurso de existência,
De todo e qualquer ser aqui vivente,
Que na terra existe e irá findar,
Como manda a clarividência.

domingo, 24 de novembro de 2019

VOZES DE NINGUÉM


Anda um som por aí no ar,
No ar anda uma voz também;
Não é voz de se falar,
É uma voz de ninguém.

Chega mesmo a assobiar,
E como assobia tão bem;
É como um lamento a passar,
Num constante vai e vem.

Por entre as brechas das casas
Das janelas e telhado,
Sacode árvores do jardim,

Estas falas que tem asas,
Andam de lado para lado,
O vento sempre foi assim.
José Faria


quinta-feira, 21 de novembro de 2019

O DEVER

Visitando as melancólicas ruinas de Pompeia, aponta-se, fora das muralhas, o lugar onde as escavações trouxeram à luz, depois de dezassete séculos, o cadáver de um sentinela romano.
Apareceu junto da guarita, ao lado da porta que dava de rosto ao Vesúvio; apareceu incinerado mas de pé e com a lança segura na mão direita.
Dali ouvira os pavores estrondosos com que a cratera pronunciaba a fúnebre catástrofe; ali sentira debaixo de si abalarem-se com a comoção vulcânica as raízes das montanhas; dali vira surgirem, dilatarem-se, avançarem as tempestades de fogo, rolarem-se precípites. As correntes caudais de lava aproximarem-se até o envolverem, as chuvas de cinza, de enxofre, e de escórias. Mas não arredou pé. Não fugiu, curvou a fronte e ficou, para assombro da posterioridade, com a face voltada ao sítio de onde lentamente viera a colhê-lo de morte.
A medonha destruição da cidade não foi instantânea, como fulminada de raio. Salvaram-se na fuga os moradores, homens, mulheres, crianças, enfermos. Muitos chegaram a recolher e a levar os seus melhores haveres e jóias, que tão poucas foram descobertas pelas pesquisas. Alguns ainda levaram e conduziram animais domésticos. Nem os escravos nem os mesmos desprezíveis escravos, que deram a velar as propriedades desamparadas de seus senhores.
Tudo, por terra e por mar, se escapou e se pôs a bom recato, como evidenciam as exumações naqueles sombrios destroços.
E que é dela a causas por que não fugiu e s deteve aí, diante do horroroso espetáculo e vítima dele, o mísero soldado, aquela solitária sentinela!?
Porquê? Pelo santo princípio do dever, pela lei suprema da honra. Ficou!

Aires de Gouveia – Ensaios do púlpito – Século XIX
Do Livro de Leitura de (Parte II 2º Ano) – 24- VI – 1950
Por José Faria

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

VIVA SÃO MARTINHO !



Foi a 11 de novembro que São Martinho foi sepultado na cidade francesa de Tours, a sua terra natal, e é por esse motivo que a data foi a escolhida para celebrar o Dia de São Martinho

“São Martinho foi um cavaleiro, um monge e um santo. É capaz de trazer o verão ao outono e, graças a ele, todos os anos comemos castanhas. Descobre a história por trás do Dia de São Martinho!

Corria o ano de 337, no século IV, e um outono duro e frio assolava a Europa. Reza a lenda que um cavaleiro gaulês, chamado Martinho, tentava regressar a casa quando encontrou a meio do caminho, durante uma tempestade, um mendigo que lhe pediu uma esmola. O cavaleiro, que não tinha mais nada consigo, retirou das costas o manto que o aquecia, cortou-o ao meio com a espada, e deu-o ao mendigo. Nesse momento, a tempestade desapareceu e um sol radioso começou a brilhar. O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". Desde então, por altura de novembro, o ríspido tempo de outono vai embora e o sol ilumina-se no céu, como aconteceu quando o cavaleiro ofereceu o manto ao mendigo.É por causa desta lenda que, todos os anos, festejamos o Dia de São Martinho a 11 de novembro. 
O famoso cavaleiro da história era um militar do exército romano que abandonou a guerra para se tornar num monge católico e fazer o bem.São Martinho foi um dos principais religiosos a espalhar a fé cristã na Gália (a atual França) e tornou-se num dos santos mais populares da Europa! Diz-se que protege os alfaiates, os soldados e cavaleiros, os pedintes e os produtores de vinho!Além de Portugal, também outros países festejam este dia. Em França e Itália, à semelhança de Portugal, comem-se castanhas assadas. Já em Espanha, faz-se a matança de um porco, e na Alemanha acendem-se fogueiras e organizam-se procissões.

A LENDA DE SÃO MARTINHO

Chovia torrencialmente quando Martinho,
Discípulo de Santo Hilário cavalgava,
Por um estreito e lamacento caminho,
Quando avistou um peregrino que gelava.

Ao ver o pedinte carente, curvadinho,
Sobre a chuva e o vento que o gelava;
Não hesitou ao ver o pobre tão sozinho
Deu-lhe metade da capa que trajava.

Outro mendigo lhe surgiu mais adiante,
E nem sequer Marinho hesitou,
Entregando ao pobre a outra metade.

Foi então que o tempo sorridente,
Dando graças à sua bondade,
Toda a chuva e vento dispersou.
José Faria

sábado, 9 de novembro de 2019

O EDITAL - 1950

Manuel era um petiz de palmo e meio
(ou pouco mais teria de verdade),
De rosto moreninho, e olhar cheio
De inteligente e enérgica bondade.

Orgulhava-se dele o professor…
No porte e no saber era o primeiro.
Lia nos livros que nem um doutor,
Fazia contas que nem um banqueiro.

Ora uma vez ia o Manuel passando
Junto ao adro da igreja. Aproximou-se,
E via à porta principal um bando
De homens a olhar o quer que fosse.

Empurravam-se todos em tropel,
Ansiosos por saberem, cada qual,
O que vinha a dizer certo papel
Pregado com obreiras no portal.

“Mais contribuições!” - Supunha um.
“É prás sortes, talvez!” – Outro volvia.
Quantas suposições! Porém nenhum
Sabia ao cero o que o papel dizia.

Nenhum (e eram vinte os assistentes)
Sabia ler aqueles riscos pretos.
Vinte homens, e talvez inteligentes,
Mas todos – que tristeza! – Analfabetos!

Furou Manuel por entre aquela gente
Ansiosa, comprimida, amalgamada,
Como uma formiga diligente
Por um maciço de erva emaranhada.

Furou, e conseguiu chegar adiante.
Ergueu-se nos pesitos para ver;
Mas o edital estava tão distante,
Lá tanto em cima, que não o pôde ler.
 
Um dos do bando agarrou-o então
E levantou-o com as mãos possantes
E calejadas de cavarem o pão…
Houve um silêncio entre os circunstantes.,

E numa clara voz melodiosa
A alegre e insinuante criancinha
Pôs-se a dizer àquela gente ansiosa,
Corretamente o que o edital continha.

Regressava o abade do passal,
A caminho da sua moradia.
Como era já idoso e via mal,
Acercou-se para ver o que haveria…

E deparou com este quadro lindo
De uma criança a ler a homens feitos;
De um pequenino cérebro espargindo
Luz naqueles cérebros imperfeitos…

Transpareceu no rosto ao bom abade
Um doce e espiritual contentamento,
E a sua boca, fonte de verdade,
Disse estas frases com um brando acento:

- “Olhai, amigos, quanto pode o ensino…
Sois homens; alguns pais e até avós.
Pois só por saber ler, este menino
É já maior do que nenhum de vós!”

Augusto Gil, Versos
Do livro de leitura (parte II (2º ano)
De 1950

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O CRUZEIRO NA BEIRA DO CAMINHO


Eramos muitos, mais de uma dúzia. As nossas idades deveriam andar entre os sete e os doze anos. Descalços como era habitual nos miúdos pobres dos anos sessenta. Íamos para Parada a banhos. - Parada é o nome de um lugar da freguesia de Águas Santas atravessado pelo rio Leça. Por isso quando nos referíamos a Parada, era ao rio que nos referíamos, onde nos banhávamos em dias de estio. Tínhamos como pontos de referência vários locais do rio, que eram os mais frequentados e menos perigosos, menos profundos. O canhoto velho, o canhoto novo (referindo-se aos locais dos cepos que ficaram depois do corte de velhos choupos na margem do rio), a leiteira, o moleiro, as “sete pedrinhas”, - cobre sete homens! Diziam desse local estreito e profundo que terminava numa parte mais larga com catarata, de areal no fundo, que serviu às mil maravilhas de Praia dos Tesos, como lhe chamávamos.
No caminho, depois descermos toda a rua do Boi Morto, e de comermos do chão junto com os pardais, grãos de centeio, que caiam dos camiões à entrada da fábrica de massas e bolachas, seguíamos rua do Mosteiro acima, para depois do cruzeiro cortarmos à esquerda por um caminho entre campos, até às margens do rio junto do moleiro, onde uma queda de água era limitada por um passeio em pedra de onde nos atirávamos à água.
Antes disso, ao passarmos junto do cruzeiro, havia um ou outro que dissera aos restantes que deveríamos rezar para não nos acontecer nada, para termos a proteção do senhor da cruz. Assim, sempre que íamos para Parada, para rio junto ao moleiro, já sabíamos o que fazer ao passarmos ao cruzeiro: rezarmos e pedirmos para não morrermos afogados. E fazíamo-lo com infantil e inocente devoção, terminando a oração que cada um improvisava, com o sinal da cruz. E lá seguia-mos mais confiantes e seguros para a praia dos tesos.
Um dia aconteceu uma desgraça. O nosso amigo que tinha o apelido de Totobola, jovem muito animado, divertido e destemido, de todos bem conhecido e quase nosso guardião, morreu afogado. Foi buscar a bola de um colega, que fora arrastada pela corrente para local profundo, cheio de redemoinhos e próximo de uma captação de água no rio e lá ficou.
A tristeza surda e profunda trouxe-nos a casa, silenciosos e entalados pelas margens de um afluente do rio Leça, o ribeiro do Boi Morto e de Teibas. Seguimos o seu curso para montante, pelos campos de cultivo, até à linha do comboio que atravessa o nosso lugar de Pedrouços.
Depressa se espalhou a notícia. O totobola morreu em Parada!
Eram as férias grandes da escola primária, mas naquele ano, depois desta desgraça e da perda do totobola, não fomos mais para o rio.

O TOTOBOLA MORREU
Foi o rio Leça banheira,
Dos putos de tenra idade;
Mergulho da mocidade,
No perigo da brincadeira.

O jogo da bola em água,
No rio que sem parar,
Foi um dia lá ficar,
Um de nós que deixou mágoa.

A perda de um companheiro,
Nesse tempo de criança,
Fica-nos no pensamento.

Foi o rio seu banheiro,
Onde morreu a esperança
Semeando sofrimento.
José Faria