EM SÃO MIGUEL O ANJO

segunda-feira, 28 de maio de 2018

DIA DA MULHER



(já passou!)

Apareceram tantos “justos” com hipocrisia,
Donos e senhores de oportunismo consciente;
Escolhidos e eleitos pela democracia,
Para elogiar a mulher, o ser mais valente.

Até a violência doméstica, quem diria!?
Em tantas mulheres, milagrosamente!?
Parou para comemorar com alegria…
Mas já tudo voltou ao antigamente.

Já esqueceram o elogia, porca mente,
Já só da reunião de pose bem montada, 
Sobrou desse momento a fotografia.

E já desse dia se esqueceu essa gente;
A mulher mãe continua explorada,
É a maior vítima do dia-a-dia.

José Faria


POESIA NA ASSOCIAÇÃO DE PAIS


Associação de Pais Senhora da Hora

Também é aqui há sexta feira
Na última de cada mês;
Que a poesia em canseira,
Sempre reúne outra vez.

Se promove e se abeira,
Da palavra em português;
Pois que a literacia queira,
Quem assim a letra fez.

Particulas da oração,
Da frase de entendimento
Onde toda a letra mora;

Voam na Associação,
De pais e conhecimento,
Que é da Senhora da Hora.

José Faria


O LACAIO



Já quase esqueceu a gente,
Dos males que não tem cura,
Como os de antigamente,
Do tempo da ditadura.

Que teve sempre presente,
A avareza e a usura.
Essa espécie tão doente
Que corrói a estrutura

Que ainda tem continuidade,
Por poder e por dinheiro
Destruindo-nos o caminho;

Pode até ser companheiro,
Ser uma falsa amizade,
Ou até o tal vizinho.


CHEGOU A CHUVA



Ai que boa, tão sagrada;
A chuva sempre voltou,
Há tanto tempo esperada,
Que tanto desesperou.

À terra seca e queimada,
Graças a Deus que chegou,
Esta água abençoada,
Que o povo tanto esperou.

No Outono tudo pega,
Voltará tudo a nascer,
Por entre as cinzas do monte,

No porvir irá crescer
Por muitos caminhos de rega
Porque toda a vida é fonte.
José Faria



O DOURO DOS POETAS



Encontrei o Douro a dormitar,
Junto à Foz do Douro, ressonando;
Temendo a sua luta com o mar,
Na sua foz onde o vi chegando.

Olhar no turismo a navegar,
Rasgando as águas, se abanando;
Foi o Atlântico  enfrentar,
Esse mar que o foi abocanhando.

Rio de paz e bravura dado à gente,
Que montanhas rasgou até à foz,
Levando a água à vida, à natureza.

Continuará correndo entre nós,
Por gerações e gerações será grandeza.
E trará mais poesia na corrente.
 José Faria

quarta-feira, 2 de maio de 2018

VISITA À CITÂNIA DE SANFINS


CITÂNIA DE SANFINS
(Texto e poema para leitura de filme no local)

Aqui, em Sanfins de Ferreira e ocupando a Sudoeste parte da freguesia de Eiriz, no concelho de Paços de Ferreira, se instalou e se desenvolveu uma população muito antes da chegada de Cristo a este planeta que designamos de Terra.
Segundo registos, no Site cultural da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, (de onde retirei estes apontamentos) há vestígios de ocupação humana já no ano 11 antes de Cristo. -  Outros falam em relevantes vestígios no ano 5, mas com maior intensidade e vivência no ano 1 antes de Cristo.
Tratou-se de uma civilização castreja, ora, e há muitos CASTROS que muitos de nós conhece em quase todo o norte litoral.
- “Os castros eram povoados fortificados, situados num lugar estratégico para facilitar a defesa da população. Tinham também que dispor de acesso fácil a recursos alimentícios e água, pelo que se situam habitualmente entre a zona de montes e prados e a de bosque e cultivo.”


Aqui, este Castro designado de CITÂNIA DE SANFINS, com uma área de 15 hectares, numa colina integrada numa zona de montanhas, era a cidade – sede….. de uma região mais vasta, que abrangia as atuais de Valongo, da Maia e de Penafiel e, … onde estava o poder político e militar.
Os romanos, com muita dificuldade, acabariam por cá chegar, poucos anos antes do nascimento de Cristo.


Homenageemos pois, aqueles que procederam primeiramente aos estudos, às escavações e registos desta Citânia de Sanfins., aos historiadores como Francisco Martins Sarmento e José Leite de Vasconcelos. As suas escavações iniciaram-se em 1944 e prolongaram-se por mais 50 anos. Novas escavações se sucederam por C. F. da Silva. De 1972 a 1974, foi a vez de Carlos Alberto F. de Almeida - Entre 1977 e 1983, uma nova equipa da Faculdade de Letras do Porto, sob a responsabilidade de Armando C.F. da Silva e Rui Sobral Centeno, novas escavações, que terminaram com um projeto de musealização da Estação Arqueológica.

Depois, já em 1995, promoveu-se a reconstrução etnoarqueológica de um núcleo habitacional, e foi feita uma réplica de um guerreiro, que foi colocada junto à porta da segunda muralha, estravada entre dois enormes penedos que ladeavam uma entrada estreita.

Por tudo isso, pela vivência desses povos e pelo trabalho e dedicação dos historiadores e de arqueólogos e demais colaboradores e entidades envolvidas, as Juntas de Freguesia e à Câmara Municipal, e ao povo desta região... o nosso reconhecimento e agradecimento. 
Penso que todos temos a obrigação de respeitar, promover e divulgar a  CITÃNIA DE SANFINS, enquanto nosso património histórico onde moram as raízes, as vivências... ! nossos antepassados.

Venham até cá, respeitem, divulguem e sintam a presença desses povos 
de quem somos descendentes.

A Citânia de Sanfins vim visitar,
E trago mais que um objetivo,
O primeiro de contribuir e divulgar,
O segundo por um treino desportivo.

De bicicleta desde Pedrouços a pedalar,
Foi meu gesto primeiro, imperativo;
Mas também de a história versejar,
Para a Citânia ter percurso mais cativo.

É dever do saber atualmente,
De conhecermos origens do passado.
Sobre as vidas do povo ascendente;

No futuro está o nosso legado,
Que queremos seja respeitado.
Do que fazemos hoje no presente,

José Faria