EM SÃO MIGUEL O ANJO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

SENHORA DO SALTO


De acordo com Manuel Ferreira Coelho, autor da Monografia do Concelho de Paredes – Freguesia de Aguiar de Sousa (1988) a Lenda da Sr.ª do Salto tem duas variantes: uma é a do cavaleiro que perseguido pelo demônio, se apercebe de um precipício mesmo à sua frente e da sua iminente queda. Aflito, invoca Nossa Senhora. 
Esta aparece-lhe e diz-lhe que se atire à vontade. Então o cavaleiro e cavalo rolam para o precipício. Por efeito de milagre, não houve perigo para ambos. Deste salto resultou a impressão de cinco marcas numa laje do rio, que terá ficado mole como cera.
Os cinco buracos visíveis numa laje do leito do rio, próximo da capela, têm sido atribuídos às patas e focinho do cavalo ao aterrar. A outra versão é semelhante à anterior, divergindo apenas na figura do Diabo que aparece em forma de lebre, a correr diante do cavaleiro provocando a mesma situação de perigo. Esta lenda foi registada em 1874 pelo botânico Augusto Luso da Silva que sendo poeta a transformou em quadras, que dizem:
Pela serra d’Abelheira
Montado em nédio corcel,
Leva seguida carreira
Um cavalheiro donzel.
A barba luzente brilha
Do orvalho que em gotas cai;
Fareja veloz matilha
Que em roda saltando vai.
Não vê dez braças em frente
Com tamanha névoa assim!
Ouve saltar de repente
Os cães a latir! Enfim.
Rompe-lhe rápida lebre
Que ali lhe escapa do pé!
Deita a correr com tal febre,
Que nada teme nem vê.
A lebre corria adiante,
E ele atrás, sempre a correr.
Ia o cavalo ofegante
Já em suor a escorrer.
Ela ia de rabo alçado,
E o via seguir atrás,
Por ter os olhos de lado;
Que fino que é Satanás!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

SEM FACEBOOK HÁ MAIS VIDA


SEM FACEBOOK O TEMPO PROLONGA A VIDA 
E AINDA SOBRA


Depois de alguns anos com página no Facebook, onde deposito elevado número de informação, política, social, cultural, poesia; muitas fotos e filmes, sobre a natureza, o desporto de cicloturismo, corridas e caminhadas, com o explicativo registo pela aplicação do Strava, decidi abrandar o "passo" como
forma de ganhar mais tempo e vida.

Porque na verdade, sem Facebook, (ou só um pouquinho) vive-se mais tempo e mais vida… com olhar e pensamento mais limpos.
José Faria

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A LAGARTA DO PINHEIRO


A lagarta já desceu
Do pinheiro para a estrada;
Foi aí que ela nasceu
E em pouco tempo cresceu
Tão peluda, organizada.


Outro caminho apareceu,
Com a sua retirada.
Até o passeio é seu
A uma filinha se deu,
Na primeira caminhada.

É melhor ter-se cuidado
E evitarmos o contacto,
Que dá alergia e comichão;

Se este bicho foi criado,
A natureza de facto,
Lá tem a sua razão.
José Faria

A QUEIMADA



Nem demónio, nem feitiço,
Nem bruxo, nem bruxaria;
Foram capazes de enguiço,
No jantar da Galeria.

Para aquecer o toutiço,
Contra a maleita, ousadia;
Foi a queimada por isso,
Mais forte que a sangria.



Animado o ambiente,
Com a cura quente e calma
Do fogo dessa queimada

Na boca de toda a gente,
Nasceu o verso da alma
No convívio, jantarada.

José Faria

SÃO DAVID


Ó filho de Santa Nom
Criador de tanto mosteiro,
Converteste o povo pagão,
E em Gales foste o primeiro.

Servo de Deus, sempre bom,
De milagres curandeiro;
Do corpo e do coração
E da fé um sementeiro;

Nas curas de tanto mal,
De doenças e de dores,
Deu-te a pomba essa magia;

És Santo celestial,
Padroeiro de escritores,
Criadores de poesia.

José Faria


MEU PEDIDO AO ANJO


O MEU PEDIDO
A São Miguel-O-Anjo


Meu anjo pede ao Senhor
Neste lugar que te mostras;
Que me livre desta dor,
Que tenho nas minhas costas.

Já nem o senhor doutor
Com tanto medicamento;
Me livra desta má dor,
Que me tolhe em sofrimento.

Dizem que é vertebra rompida,
A que dão nome de artrose...
Que ainda vai piorar.

Não pode ser corrigida,
Nem com outra em simbiose
Que nem dá para restaurar.

José Faria


SÃO MIGUEL-O-ANJO





No sítio mais alto do monte,
Tão divino e tão leal;
Olha o anjo o horizonte,
Mostrando o bem sobre o mal.

Simboliza a pura fonte
De ventura intemporal;
Não há mal que o afrontre,
É ligação celestial.

Todos lhe pedem protecção,
E guarda a todos os perigos;
Paz, saúde e bem-estar.

Por apelo e devoção,
Que afaste os inimigos,
Da alma e do coração.

José Faria


DEPRESSÃO ATMOSFÉRICA


HELENA ATMOSFÉRICA



A Helena é tão incerta,
Com a sua aparição;
Ora calma e irrequieta,
Com sol e precipitação.

Põe-nos a terra encoberta,
Com chuva e vento, um tufão;
E a seguir o sol desperta,
Para acalmar a agitação.

Não tem culpa com certeza,
De todas as alterações
Nem nisso está envolvida;

Isso é da natureza,
Que lá tem suas razões,
De manter desperta a vida.

José Faria


O LEÇA ENVENENADO




Corre o Leça livremente,
Ainda sorri em Milheirós;
Mas uns metros mais à frente,
Em Águas Santas poluente,
Morre para todos nós.

Recebe todo o tipo de cocós,
Toda a marca de detergente;
E como os moinhos e mós,
Sem o rio estamos sós,
Não há terra que alimente.
 
As águas tão conspurcadas,
Levadas por enxurradas,
Alagam tudo o que vemos.

E as terras enlameadas,
Ficam envenenadas,
Produzem o que comemos.








POESIA FOTOGRÁFICA 3






POESIA FOTOGRÁFICA 2





POESIA FOTOGRÉFICA