EM SÃO MIGUEL O ANJO

quinta-feira, 29 de abril de 2021

DIA MUNDIAL DA DANÇA

 

DANÇA DA VIDA

Não esqueças nunca a dança,
De movimento e alegria;
E não esperes festança,
Ou baile por liderança,
Envolve-te nessa magia.
Não precisas de mestria,

Só de sorriso e confiança;
E alguma coreografia,
E a graça da criança.
 
O caminho é uma dança,
Que se pratica na vida,
De toda a nossa existência;
 
A sobrevivência convida,
Essa é a nossa liderança,
Pois está na nossa essência.

José Faria

quarta-feira, 28 de abril de 2021

ADORMECIMENTO SOCIOCULTURAL ATUAL

 

DESPERTAR SOCIAL E CULTURALMENTE
É O MAIOR PROBLEMA DO PRESENTE

Quem ama o futebol ou o seu clube, mais que a sua própria família;
Quem ama mais o seu Partido político, mais que a sua própria família;
Quem ama mais os deuses, que nunca os viu e os desconhece, do que a sua própria família;
Quem vai na onda e é ludibriado pelo consumido fácil, supérfluo e exacerbado, e não se defende;
Quem acredita que os seus passos, a sua vida, o seu destino, não é da sua responsabilidade;
Quem acredita na lenda do pai natal e do menino Jesus uma vez por ano;
Quem elege e acredita em pacóvios, podres, ladrões e estragados, sem analisar as suas capacidades;
Quem anda a reboque dos outros e dos sistemas e não de si mesmo;
Quem ignorantemente acredita na utopia do político oportunista ou religioso charlatão;
Quem foge à responsabilidade de defender a sua própria dignidade;
Todas e todos quantos se encontram nestas condições, (e noutras semelhantes) contribuem para o adormecimento social e cultural,  de toda e qualquer comunidade humana.
 
- Minha opinião pessoal. - José Faria

 

terça-feira, 27 de abril de 2021

O CULTO DA INCOMPETÊNCIA

DESPERTAR

- Mantém-se em voga todo o legado,
- Nas comunidades, nada de novo;
- Em todos os governos e formas de estado,
- De soberano somente o povo.

 

- Princípios dos regimes de governação

“Como cada forma de governo deve ter um princípio, uma ideia geral que o inspire, tem sido constante objeto de curiosidade o determinar-se qual o regime que corresponde a cada um dos diversos governos que vão tomando ou ocupando o poder da governação.
Já Montesquieu dizia, por exemplo, que o princípio da monarquia é a honra, o do despotismo (governo absoluto e de prepotência), o terror e o da república a virtude, ou seja, o patriotismo, mas lembrando que os governos declinam e caem pelo excesso ou abandono do princípio em que se baseiam.

Semelhante asserção, embora paradoxal, é verdadeira. De facto, à primeira vista, não se compreende como o despotismo pode cair por inspirar terror excessivo, a monarquia moderada por desenvolver excessivamente o sentimento da honra, e a república por um aumento de virtude, e, contudo, repetimos, nada há mais conformidade que esta verdade.
O abuso do terror traz o esgotamento deste, pois quando se quiser lançar mão do terror, é necessário ter-se a certeza de que poderá ser sempre empregado.
Por outro lado, a honra nunca é demais; mas sempre que apenas se apela para esse sentimento e se multiplicam as dignidades, as distinções, os penachos, os galões, as honrarias… como estas não podem aumentar indefinidamente, suscitam a hostilidade dos que as não possuem e dos que, fruindo-as, nunca se consideram, todavia, suficientemente galardoados.  

Por isso, é fora de dúvida que a virtude e, especialmente, o patriotismo, por maiores que sejam, nunca são prolixos, sendo a queda dos governos, neste caso, devida mais ao abandono do que ao excesso do seu princípio basilar.
Apesar disso, quando se exige de um país excessiva dedicação, acaba-se por ultrapassar as forças humanas e estancar as mais pródigas virtudes.
Foi o que aconteceu exatamente com Napoleão, que porventura involuntariamente, teve exigências excessivas para a construção da França maior e mais grandiosa.
Apesar do governo de Napoleão ser uma república, pecou pelo excesso de sacrifícios exigidos aos cidadãos em prol da pátria, pois era mais uma república análoga à romana e à francesa de 1792. O seu lema era: “Tudo pela glória do país” e “heroísmo sempre e através de tudo”.
Por isso, a virtude cívica exigida excessivamente, acaba por se esgotar.
E é assim que os governos se arruínam pelo excesso como pelo abandono dos seus princípios fundamentais.” (…/…)

DESPERTAR - Parte 2

- Mantém-se em voga todo o legado,
- Nas comunidades, nada de novo;
- Em todos os governos e formas de estado,
- De soberano é somente o povo.
 
“Disse um dia Aristóteles a Montesquieu que “Os que creem ter encontrado a base de um governo, levam ao extremo as consequências do princípio que estabeleceram, ignorando que, embora o nariz, afastando-se um pouco da sua linha reta, de todas a mais bela, se transforme em aquilino ou arrebitado, conserva ainda parte da sua beleza; mas que, se o afastamento for excessivo, esta parte componente da pessoa perderá as suas justas proporções, podendo até dar-se o caso, de o nariz deixar de o ser.”
Esta comparação aristotélica aplica-se com muita propriedade a todos os governos.
Partindo destas ideias gerais, muitas vezes perguntamos a nós mesmos qual seria o princípio dos democratas no relativo ao seu governo interno, e não tivemos necessidade de empregar grandes esforços para percebermos que esse princípio era o culto da incompetência. (…/…)”

(Fragmentos de “O culto da Incompetência” de Émile Faguet, 1919.)
Por José Faria

sexta-feira, 23 de abril de 2021

LENDAS DA MAIA


Prefácio

LENDAS DA MAIA POR FREGUESIAS

Nesta organização editorial constam todas as “antigas” 17 freguesias da Maia.

Para além das lendas existentes correspondentes a algumas delas, novas lendas criei que acrescentei às freguesias que as não tinham, complementando poeticamente todas elas, antigas e novas, com quadras descritivas de cariz popular.

A presente obra tem o propósito de contribuir para a divulgação da história cultural local, de forma a que haja sempre uma lenda para se contar, quando se fala de qualquer freguesia da Maia. As lendas são sempre agradáveis de se ler e de se ouvir, e podem-se manter vivas durante muito tempo, de geração em geração, sem perderem a pureza da verdade e da mentira envoltas em fantasia.

As lendas nascem da mesma forma que as estórias de ficção: “Diz-se que antigamente”, “era uma vez”, “reza a lenda”, “reza a estória…” e, quer na lenda, quer na estória, há cumplicidade na narrativa ou redação, logo a partir das primeiras letras e fábulas dos bancos da escola, tantas vezes a brilharem de mistérios, de emoção e fantasia, sobre situações irreais e sobrenaturais, com príncipes, princesas, anjos, santas e santos, e com milagres quase sempre presentes. 

Assim, das novas lendas, umas criadas outras recriadas, constam na freguesia de Pedrouços, (mais três novas), a “lenda do Boi Morto”, - a “lenda da Morte do Rapaz das Laranjas” (a partir do “consta-se” popular), e a “lenda do Ribeiro dos Amores”. Da freguesia de Milheirós, “Santiago e os Mouros”, - da freguesia de São Pedro de Avioso, “A Morte da Pastora Maya”, - da freguesia da Maia, a “lenda de D. Afonso Henriques e o Eremita”, e a “lenda da Morte do Lidador”. Da freguesia de Águas Santas, Ardegães, “Vozes da Cova da Moura”, - da freguesia de Nogueira, “lenda de Santo António e o Menino”, - da freguesia de Vermoim, “lenda de São Romão e os Leprosos”,- da freguesia de Vila Nova da Telha, “lenda das Pinhas de Ouro”, - da freguesia de Gondim, “Lenda do Divino Salvador”, - e da freguesia de São Pedro de Fins, “Lendas de São Pedro de Fins”.

O autor: José Faria


HOJE É DIA MUNDIAL DO LIVRO

POETA ESCRITOR PAPINIANO CARLOS

O escritor Papiniano Carlos viveu muitos anos em Pedrouços.

Entre muitas obras que escreveu, destaca-se “A Menina Gotinha de Água”.

Foi residente na habitação do gaveto da rua António Feliciano de Castilho, com a rua General Humberto Delgado, durante cerca de quatro décadas; foi um escritor democrata que acompanhou de muito perto a criação da freguesia de Pedrouços, antes e depois da sua desanexação da freguesia de Águas Santas, e o seu pulsar nas primeiras caminhadas desta nova região administrativa da Maia, a 17ª freguesia maiata criada em 1985.

Participou em vários eventos sociais, políticos e culturais que foram refrescando os primeiros anos de vida desta nossa freguesia.

Papiniano Manuel Carlos de Vasconcelos Rodrigues, nasceu em Lourenço Marques (atualmente Maputo), capital de Moçambique, no ano de 1918.

Foi um incansável promotor e divulgador da poesia africana de expressão portuguesa, tendo colaborado com muitas publicações literárias de relevante importância, como a Seara Nova, a Vértice, a Bandarra e as Notícias do Bloqueio, que eventualmente dirigiu.

Em 1942 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de poemas intitulada Esboço que, com os volumes que seguiram, como …

Ó Lutador (1944), Poema da Fraternidade (1945), e Estrada Nova (1946). Assim se foi destacando entre os poetas neorrealistas portuenses.

Estreou-se como contista em 1946, ao publicar Terra com Sede, prosseguindo as suas contribuições para o género com o híbrido As Florestas e os Ventos (1952).

Com uma obra poética bastante dispersa, caracterizada pela riqueza anafórica e pela redundância simbólica, compilou ainda alguns volumes de sucesso, como Caminhemos Serenos (1957), Uma Estrela Viaja na Cidade (1958) e o célebre A Menina Gotinha de Água (1962), vocacionado para o público infantil, pelo qual Papiniano Carlos nutria grande estima. Também para crianças compôs Luisinho e as Andorinhas (1977), O Cavalo das Sete Cores e o Navio (1980), O Grande Lagarto da Pedra Azul (1986) e A Viagem de Alexandra (1989). De referir também o seu único romance, O Rio na Treva (1975), e uma crónica, A Rosa Noturna (1961).

Aos dez anos veio viver com a mãe para o Porto e depois integrou-se na nossa comunidade de Pedrouços, onde faleceu a 05/12/2012.

De entre os eventos políticos, sociais e culturais com maior visibilidade na nossa comunidade, estão as comemorações de abril, algumas realizadas na Associação “Leais e Videirinhos de Pedrouços”, num tempo onde ainda não havia sede de junta nem auditório para eventos socioculturais e comemorativos.

Pois que, se um dia se vier a construir um Centro Cultural em Pedrouços, que lhe seja dado o nome de CENTRO CULTURAL PAPINIANO CARLOS.

CAMINHEMOS SERENOS

Sob as estrelas, sob as bombas,
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas
caminhemos serenos.

De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade
caminhemos serenos.

Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
aos que nem com a morte podem vencer-nos

caminhemos serenos.

O que nos leva é indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,

já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, ó minha querida?:
caminhemos serenos.

No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
em busca do país da aurora,
de mãos dadas, querida, de mãos dadas
caminhemos serenos.

Papiniano Carlos

 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

O REGRESSO DAS JUMENTINHAS

AS INVASÕES FRANCESAS

E A FUGA DAS JUMENTINHAS

terceira invasão francesa que teve início em julho de 1810 e terminou precisamente no mês de abril, mas em 1811, deixaram rastos de destruição e de “gamanço” por passaram.
Em Gueifães, do concelho da Maia, o exército francês, bem se abasteceu numa grande quinta de um senhor feudal, um ricaço maiato de renome. Aí pernoitaram, encheram a mula, roubaram tudo quanto quiseram e puderam transportar, até duas burritas levaram.


Mas as jumentinhas foram mais espertas do que eles, e piraram-se sem que eles dessem por isso, e segundo a lenda, compuseram o desfalque de que sofrera o grande senhor de Gueifães. Isto, fazendo fé na lenda de LENDAS DA MAIA.


domingo, 18 de abril de 2021

LENDA DE SÃO ROMÃO E OS LEPROSOS

Lendas da Maia - autor - José Faria

A ALMA RESISTENTE DA ÁRVORE FREIXO
E A LENDA PARA VERMOIM

Tal como o velho freixo venerado pelo povo, que se encontra em Freixo de Espada à Cinta junto da igreja matriz, também o secular freixo maiato frente à igreja de São Romão de Vermoim, faz parte destas cerca de 21 “velhas guardas” ainda existentes em Portugal.

Pela sua secular idade, o freixo de Vermoim, que mora frente à igreja,  poderá ter “assistido” ao nascimento de Joana D’Arc em 30 de maio de 1431, bem que poderia ter influenciado o nome desta terra onde nasceu e vive, que poderia chamar-se “Vermoim de Freixo ou Freixo de Vermoim”, como acontece com Freixo de Espada à Cinta, Freixial, Freixofeira, Freixieiro, Freixo de Cima, Freixo de Numão…

Freixo de Vermoím - Maia

Pode dizer-se que a árvore de freixo é maravilhosamente resistente e sagrada, que foi muito utilizada nos cultos das antigas religiões pagãs. Pelo menos eram sagradas para o povo Celta, escandinavo e grego.
Merece todo o nosso respeito até pela nossa saúde, tão indicada que é para nos tratar de muitas maleitas.
Além disso, reza a lenda, que D. Dinis terá adormecido à sombra de um secular freixo e que durante o sono o espírito da árvore lhe revelou o que deveria fazer para o bom futuro de Portugal.

Outra lenda relacionada com esta árvore, acrescenta que o Deus Odin (um Deus nórdico nomeado como o pai de todos), se enforcou num freixo, acreditando que assim atingiria a iluminação divina.

ÀS VOLTAS COM AS LENDAS DA MAIA

Ora, na procura e criação de lendas para as 17 freguesias da Maia, como em Vermoim também não encontrei nenhuma interessante e de interesse popular, baseei-me na história, na vida de São Romão e na memória do velhinho Freixo de Vermoim.

E assim, esta freguesia agora integrada na FREGUESIA DA MAIA, pela união das freguesias Gueifães, Vermoim e Maia, passa também a ter a sua lenda em LENDAS DA MAIA, a que dei título de “Lenda de São Romão e os Leprosos”.

José Faria

sábado, 17 de abril de 2021

GONDIM DA MAIA

 
GONDIM ESTÁ NO CASTELO DA MAIA
MAS JÁ TEM LENDA.

Gondim foi a mais pequena região administrativa do concelho da Maia, e juntamente com as freguesias de São Pedro de Avioso, Santa Maria de Avioso, Gemunde e Barca, constituem a atual união de freguesias do Castelo das Maia.


Como mantenho presente ainda (e muito bem) as então 17 freguesias da Maia, reuni as lendas que me foi possível encontrar; e nas freguesias onde não encontrei vestígios de lendas populares, dei-me ao criativo e cultural cuidado de as criar.
Em Gondim, onde foi presidente o meu saudoso amigo Azenha, colaborador como eu do então Jornal da Maia, apesar das pesquisas, e de questionar alguns anciãos gondinenses, não encontrei algo significativo referente a histórias ou lendas da terra; nem na origem do nome de GONDIM que nem do dicionário consta, supondo-se somente, que parece ter origem em Cerdal (Santa Eulália) Viana do Castelo, de uma família com o nome de Gondim, da Ordem de Cristo, cujos elementos se distribuíram por várias terras, incluindo o Brasil onde se verifica mais Gondim como nome pessoal.

Tal como a outras freguesias que não tinham lenda, contemplei Gondim com a 

LENDA DO DIVINO SALVADOR”
A apresentação/lançamento das 23 lendas, será no dia 23, aqui online, em homenagem ao dia Mundial do Livro,
altura em farei uma breve introdução à obra cultural LENDAS DA MAIA.

José Faria

segunda-feira, 12 de abril de 2021

DOURO DOS POETAS

 


O DOURO DOS POETAS

 

Encontrei o Douro a dormitar,

Junto à sua foz, ressonando;

Temendo a sua luta com o mar,

E a ver o seu fim aí chegando.

 

Tranquilo junto ao rio a caminhar,

Fui vendo suas águas se abanando;

Se erguendo na coragem de enfrentar,

O mar que o foi abocanhando.

 

Rio de paz e bravura dado à gente,

Que montanhas rasgou até à foz,

Levando água à vida, à natureza.

 

Continuará correndo entre nós,

Por gerações continuará sua grandeza.

E trará mais poesia na corrente.

                          José Faria         


 

ATIVIDADE DESPORTIVA

 




sábado, 10 de abril de 2021

CAMINHADA E CORRIDA À VOLTA DA CIDADE DO PORTO

Criatividade de arte e imagem sobre a história cinematográfica, após caminhada à volta da cidade do Porto.
Distancia de treino,caminhada e corrida à volta da cidade do Porto: Pedrouços, Areosa, Freixo,Ribeira, Ponte da Arrábida, Foz do Douro, Castelo do Queijo, Amial, Pedrouços - 31,49km
Tempo de treino sempre em movimento e corrida, só paragem para fotografar: - 5:26:13
Velocidade média de - 10:21/ km
Elevação reduzida de - 256 m
Calorias despendidas: - 3.096

✍🚶🕵️🎬
- A história dos canhões de Navarone.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Solos de violão primeiros passos. José Faria


É DO CONFINAMENTO
QUE SURGE NOVO TALENTO
 
Queria tocar viola,
Ser poeta e ciclista;
Mas é preciso ter tola
Dedicação que resista.
 
Não se pode em tudo estar,
Com certeza ao mesmo tempo;
Mas pode-se experimentar,
Em tudo que se gostar,
E nos dê contentamento.
 
Ser um pouco de tudo,
Mesmo sem ter formação;
É liberdade sem canudo,
Viver com satisfação.
 
Ora caminha ou escreve,
Vai correr ou pedalar;
Faça o que gosta e que deve
Até o que lhe consola.
Faça tudo o que gostar,
Para se realizar
Pode até tocar viola,
José Faria