EM SÃO MIGUEL O ANJO

domingo, 18 de abril de 2021

LENDA DE SÃO ROMÃO E OS LEPROSOS

Lendas da Maia - autor - José Faria

A ALMA RESISTENTE DA ÁRVORE FREIXO
E A LENDA PARA VERMOIM

Tal como o velho freixo venerado pelo povo, que se encontra em Freixo de Espada à Cinta junto da igreja matriz, também o secular freixo maiato frente à igreja de São Romão de Vermoim, faz parte destas cerca de 21 “velhas guardas” ainda existentes em Portugal.

Pela sua secular idade, o freixo de Vermoim, que mora frente à igreja,  poderá ter “assistido” ao nascimento de Joana D’Arc em 30 de maio de 1431, bem que poderia ter influenciado o nome desta terra onde nasceu e vive, que poderia chamar-se “Vermoim de Freixo ou Freixo de Vermoim”, como acontece com Freixo de Espada à Cinta, Freixial, Freixofeira, Freixieiro, Freixo de Cima, Freixo de Numão…

Freixo de Vermoím - Maia

Pode dizer-se que a árvore de freixo é maravilhosamente resistente e sagrada, que foi muito utilizada nos cultos das antigas religiões pagãs. Pelo menos eram sagradas para o povo Celta, escandinavo e grego.
Merece todo o nosso respeito até pela nossa saúde, tão indicada que é para nos tratar de muitas maleitas.
Além disso, reza a lenda, que D. Dinis terá adormecido à sombra de um secular freixo e que durante o sono o espírito da árvore lhe revelou o que deveria fazer para o bom futuro de Portugal.

Outra lenda relacionada com esta árvore, acrescenta que o Deus Odin (um Deus nórdico nomeado como o pai de todos), se enforcou num freixo, acreditando que assim atingiria a iluminação divina.

ÀS VOLTAS COM AS LENDAS DA MAIA

Ora, na procura e criação de lendas para as 17 freguesias da Maia, como em Vermoim também não encontrei nenhuma interessante e de interesse popular, baseei-me na história, na vida de São Romão e na memória do velhinho Freixo de Vermoim.

E assim, esta freguesia agora integrada na FREGUESIA DA MAIA, pela união das freguesias Gueifães, Vermoim e Maia, passa também a ter a sua lenda em LENDAS DA MAIA, a que dei título de “Lenda de São Romão e os Leprosos”.

José Faria

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