domingo, 1 de fevereiro de 2026

ENCONTRO DAS JANEIRAS IGREJA DE PEDROUÇOS

 ENCONTRO DE JANEIRAS
IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS 

O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.

O grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade, padroeira desta freguesia maiata.


A apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro de Janeiras na igreja matriz.

Uma tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares onde se insere, e nas igrejas Cristãs.

Todos os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos, somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.

Se recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais pobre”.

Este pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.

Esta cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.

Este encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais música, canto e dança.

José Faria

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