quinta-feira, 21 de maio de 2026

XXV MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR

XXV MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR

MATOSINHOS

A Confraria Gastronómica do Mar. Fundada em 1999, é uma Associação dedicada à preservação, valorização e divulgação da piscicultura e da gastronomia baseada em peixes e mariscos frescos, promovendo a marca “World’s Best Fish”.

Filiada à Federação Nacional das Associações Portuguesas de Gastronomia, tem a sua sede social no edifício da Antiga Câmara Municipal de Matosinhos, na Rua de Brito Capelo.

O seu objetivo principal está na promoção de uma alimentação saudável e equilibrada à base de frutos do mar, com destaque para as boas práticas culinárias tradicionais.

O seu logotipo é composto por um tridente e um peixe. Os irmãos, confreiras e confrades, usam uma capa verde amarratada à perna com um capuz e uma estola em forma de rede de pesca.

Entre as diversas atividades socioculturais à mesa, tem o seu evento mais significativo com a realização anual de Capítulos, por altura das festas do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que em maio de 2026 corresponde ao XXV Capítulo desta Confraria.

Adotou como seu hino esta letra, ajustada à música da canção muito popular ao Senhor de Matosinhos.


O seu XXV Magistral Capítulo, é já no dia 23 de maio de 2026.

Esta Nobre Confraria Gastronómica do Mar, juntamente com as confrarias convidadas, reúne-se pelas 8,45 h no adro da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, para assistirem à Cerimónia Religiosa de Missa Celestial. Terminada a cerimónia religiosa, reúnem-se todas as confrarias presentes, confrades, confreiras e acompanhantes, na frontaria da Igreja, junto à porta principal para a foto coletiva.


O desfile de todas as confrarias tem início às 10,30 h, para às 10,45 h serem recebidas na Câmara Municipal de Matosinhos.

Pelas 11, h, decorrerá a Cerimónia Institucional deste XXV Capítulo, com a devida pompa e circunstância, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, com representantes da autarquia.

Seguidamente, todas as confrarias seguirão para o Restaurante “CASA DE SAM-THIAGO, situado no lugar do Souto, em Custóias, onde a confraternização animada irá abrilhantar todos os presente.


A complementar o evento gastronómico, o Grupo Gospel de Custóias, em Harmonia Gospel Choir, prendará todos os presentes, confrarias, confreiras, confrades e acompanhantes.

A terminar, a troca de lembranças fechará com chave de outro, este XXV Magistral Capítulo da Confraria Gastronómica do Mar, de Matosinhos.

José Faria

domingo, 10 de maio de 2026

POLITIQUICES DA MAIA DO PASSADO

 FIGURAS DA MAIA DO PASSADO

SOBRE SÁ E MELO,
(De Álvaro Aurélio do Céu Oliveira
Almanaque da Maia – 1983)
- “Sá e Melo” o regedor maiato “Melinho”, foi indiscutivelmente uma figura de extraordinária projeção política no concelho da Maia.
Sem necessidade de relembrar a sua ação decisiva na mudança da sede do concelho, ele, com tenacidade e força de ânimo, sagacidade e penetrante espírito de observação, conseguiu sempre dominar os adversários e levar a nau para o porto que mais lhe convinha.
De altura menos que meã. Sá e Melo desnorteava qualquer um com impulsos imprevisíveis do seu temperamento, pela firmeza do seu caráter e pelo seu aspeto de homem sério.
Político de raiz dos cabelos até aos pés, o antigo Administrador do concelho da Maia, foi objeto de várias gazetilhas nos comentários das redondezas do Porto, o que só provaram a sua popularidade e valor em período em que não havia falta de “chefes” nem de gestores municipais.
Numa dessas composições, assinada por ALMO, “O Lidador”, órgão do Partido Progressista dos concelhos da Maia e de Matosinhos, deu-se conta de um “golpe” de Sá e Melo que deixou o adversário desarmado.
Dizia pois a gazetilha o seguinte:


Afinal o Sá e Melo
Apesar de não ser gordo
Co’a colher da intrigazinha
Comeu as papas na pinha
Dos influentes do acordo.
Sousa Dias, Farinhote
E Luís de Magalhães.
Pegou neles com tal feito
Que os passou todos ao estreito,
Como quem come dois pães.
- Só ficou irto e direito,
O Albino Guimarães.
O Sá e Melo andou murcho,
Com ar de quem concordoa.
Mas agora – que prazer!-
Faz lembrar o Chantecler
Fazendo a corte à faiscoa!
E tudo ´r: Meu Albininho!
Filho do meu coração!
És os meus novos amores
Como prova de afeição!”
E ao longe, nas Costa Nova,
Soa a voz do conselheiro:
“Nada fiz co’a minha treta!
Tenho mais jeito p’ra poeta
Que p’ra ser politiqueiro.
(…/…)
Neste tempo, de mil e novecentos e troca o passo, -“Na Maia foi mais movimentada a intriga para as eleições camarárias. Com Sousa Dias, e Padre Farinhote, progressistas juntamente com o Dr. Arnaldo Barbosa Soares, franquista, entenderam-se com o conselheiro Luís de Magalhães para tentarem um acordo com o governo.”
Todo esse desenvolvimento politico pelo poder municipal, entre Henriquistas e Texeiristas, contra franquistas e progressistas. Desse jogo político, a onda de apoio recaiu sobre o grande lavrador do lugar de Pedrouços.
Dizia-se então a alta voz, - “Será presidente da futura Câmara Municipal da Maia, Augusto Simões Ferreira da Silva, que milita no Partido Regenerador, levando a um resultado em que a Câmara Municipal ficaria constituída por Henriquistas e Regeneradores.
A verdade é que Augusto Simões só não foi eleito nessa altura, porque entretanto se deu o 5 de outubro, situação e transformação da política nacional, que fez Sá e Melo passar por alguns dissabores.
- Histórias de Álvaro do Céu Oliveira revistas e divulgadas por José Faria maiato natural da terra de Augusto Simões.

O CAMINHO É VIVÊNCIA E NÃO DESEJO!

O CAMINHO É VIVÊNCIA E NÃO DESEJO!

Se o caminho não for duro, de sacrifício,
Para aos valores da vida servir de esteio;
Não é mais do que desporto e exercício,
De vaidades e de religioso comício,
Por alcatrão, somente grande passeio.





OS CABOS DE ORDEM DA MAIA

 ATÉ OS CABOS DE ORDEM ENFIARAM O BARRETE!

Já se passaram mais de cento
e vinte anos, desde que o Administrador do Concelho da Maia, António Cecioso de Moreira de Sá e Melo, conhecido popularmente por “Melinho”, se deu ao cuidado de proceder a uma restruturação no município.
Nesse seu tempo em que o policiamento rural era feito pelos regedores de freguesia e pelos cabos de ordem, nesses tempos em que o respeito e a disciplina cívica era valorizada, os serviços dos Cabos de Ordem cumpriam e faziam cumprir a ordem e a disciplina social das populações.
No entanto, esta polícia municipal era muitas vezes desrespeitada, porque se apresentavam à civil e nem sempre eram reconhecidos como autoridade da nossa Maia desses tempos de há mais de cem anos.
Para evitar estas ocorrências de falta de respeito ao Cabos de Ordem, e manter o prestígio desta polícia municipal, o major Melo, então Administrador da Maia, “oficiou aos vinte e um regedores maiatos, dando-lhes ordens no sentido de procederem, para que os Cabos de Polícia, começassem a usar em serviço, um distintivo de identificação."
Esta ordem, ao fim de muito ser pensada, decidiu-se para que fosse um chapéu de Saragoça, com lista de pano vermelho da largura de três dedos.
Essa decisão, cumprida na íntegra, foi levada à prática, e quer quisessem, quer não quisessem, a partir daquela altura os “nossos cabos tiveram que enfiar o barrete (boné). E ai daquele que se negasse a fazê-lo!
No entanto, para lhes dar um ar mais policial e de autoridade municipal, o major “Melito”, ordenou que os seus agentes começassem a usar jaqueta e calça azul, mas… calçados. É que parecia mal que a autoridade andasse fardada e de pés à mostra, como era uso em terras de África e da Maia também.
Na verdade, a farda até deu resultado e acabou-se a falta de respeito aos Cabos de Ordem do Município da Maia, evitaram-se muitos problemas de falta de respeito e, a partir daí, sucederam-se as ofertas de gente nova que queria prestar serviço nas regedorias.”
- Apanhados do Almanaque da Maia de 1982, de Álvaro Aurélio do Céu Oliveira.
“Álvaro Aurélio do Céu Oliveira, vulgarmente conhecido como «Oliveirinha», natural da freguesia de Chavães, concelho de Tabuaço, deambulou, na sua carreira de funcionário público, um pouco por todo o Norte e Centro do País. Braga, Viseu, Leiria, Covilhã, Porto e Maia, foram alguns dos locais por onde passou, e onde sempre deixou registos sociais, históricos, culturais e cívicos, como no Jornal da Maia, seguido por José Maria Meneses Lopes, que foi diretor desse semanário regional maiato, do qual fui redator principal.
(Nota: - Recorde-se, que mais próximo dos nossos dias de 2026, nos anos sessenta, ainda vigoravam e atuavam, esses “cabos”, designados de Cabos de Secção”, vigilantes (informadores) e atuantes sobre pequenos delitos da causa pública.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

XXV CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR - 2026

 CONFRARIAS EM DESFILE EM MATOSINHOS
PARA A CERIMÓNIA DO XXV CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR

É já no próximo dia 23 de maio, que as Confrarias estarão a animar as ruas das festas do Senhor de Matosinhos. Depois da cerimónia religiosa e missa celestial a partir das 9,00 horas na igreja Matriz de Matosinhos, segue-se o colorido desfile de Confrarias em direção à Câmara Municipal, onde se irá realizar a Cerimónia Institucional do XXV Capítulo da Confraria Gastronómica do Mar, no Salão Nobre deste município à beira mar plantado.
É o momento alto, animado, clássico e colorido, das confrarias presentes e em desfile, que anualmente por esta altura, complementam o programa das festas do Bom Jesus de Matosinhos.

Depois destes eventos culturais promotores e divulgadores da gastronomia portuguesa, o convívio à mesa com todas as confrarias presentes, terá lugar no restaurante “Casa de San-Thiago, no lugar do Souto, em Custóias.
Será o momento de partilha de valores socioculturais e gastronómicos, onde não faltarão estórias, usos e costumes das terras de cada Confraria, e naturalmente, de Matosinhos com destaque para a Lenda do Senhor de Bouças, que antecede o nome de Matosinhos.

Pois, como reza a história, a igreja do Bom Jesus de Matosinhos terá sido mandada erguer no século XVI, pela Universidade de Coimbra, para substituir um templo que existiria nas proximidades, no lugar de Bouças.
À frente da sua construção esteve João de Ruão, um famoso arquiteto da época, ao qual se juntou Tomé Velho, já na fase final da edificação. Edificação essa que em vez dos quatro anos previstos, acabou por demorar vinte.
Atualmente, dificilmente se observam vestígios desse templo inicial, dado que este foi profundamente alterado no século XVIII.
Assas remodelações, deram-se tanto na capela-mor, como no restante edifício, e tiveram a assinatura de um nome bastante conhecido no Norte de Portugal, Nicolau Nasoni. O arquiteto italiano também foi responsável pela fachada barroca, totalmente nova, que continua a impressionar quem a vê a partir do bonito adro ladeado por plátanos.
Entrar no edifício permite apreciar a imponente talha dourada que reveste o seu interior e a figura de Cristo crucificado – uma escultura em madeira, com dois metros de altura, com origem na idade média, entre finais do século XII e início do século XIII.

Segundo a lenda, a peça terá sido apenas uma das várias esculpidas por Nicodemus, que, mais tarde, seriam atiradas ao mar mediterrânico. E, a mais perfeita delas todas, meio século depois, daria à costa no mar de Matosinhos, no dia 3 de maio de 143, mas já sem um braço, o qual foi achado por uma jovem surda e muda que apanhava lenha no areal da praia.
Quando em casa a jovem o colocou na lareira, esse pedaço de madeira (braço) o mesmo teimava em saltar para fora da lareira, o que levou a jovem a chamar pela mãe, dizendo à mãe para não insistir, que aquele pedaço de madeira era o braço que faltava ao Nosso Senhor de Bouças.”
Milagre: A mãe ficou boquiaberta ao verificar que a filha falo!
(Texto da revista Evasões – especial, Matosinhos ao sabor do mar, da arte e da história)
O MILAGRE DO SENHOR DE BOUÇAS
Certo dia uma menina surda-muda,
Conhecida por Maya da Purificação;
Andava a prestar aos pais a sua ajuda,
A apanhar lenha na praia para o fogão.
Entre a madeira que na areia recolheu,
Um pedaço de pau pareceu-lhe estranho;
Um pouco tosco, um braço lhe pareceu,
Quer pela forma e quer pelo tamanho.
Regressou a casa, estranha e contente,
Ia alimentar o fogo, a sua canseira;
Mas quando lançou aquele pau diferente,
Assustou-se ao vê-lo saltar da lareira.
Várias vezes o lançou àquela chama,
Mas ele para fora sempre saltou;
Admirada, por gestos logo chama,
Pela mãe, a quem por milagre, falou.
Nesse instante a mãe então entendera,
Que aquele pau, o braço que ali estava;
Era do santo, que há muito se perdera,
E ao Nosso Senhor de Bouças faltava.
Tão gratos pelo milagre, e pelo achado,
Acorreram ao Senhor de Matosinhos;
Onde o braço de madeira foi ajustado,
No Senhor de todos os caminhos.
Narrativa e poema de José Faria
Ver menos

segunda-feira, 4 de maio de 2026

BEIJA MÃO DO PASSADO E DO PRESENTE

 AINDA EXISTE O BEIJA-MÃO
EXISTIRÁ TODA A VIDA!

- Beija-mão foi representação pública que hoje, politicamente se faz às escondidas.

São tantos os beija-mão,
Até em democracia;
Qualquer terra ou nação,
Tem tanto lacaio e charlatão
Que só quer viver de mordomia.
 
Nem o abril em Portugal,
Acabou com essa mania;
Para obterem mais regalia,
Dão mais vida à hipocrisia,
Com postura antissocial.
 
Não se vê a vénia ou gesto,
Tudo é disfarçadamente;
Para agradar ao manifesto,
Esse apoio parece honesto,
E bajula todo o presidente.
José Faria

Hoje, 2026, o beija-mão faz-se por email, por mensagem privada, por telefone pessoal e também por WhatsApp e outros desvios não detetáveis publicamente.
Modernices do Beija-mão!

BEIJA-MÃO DO LACAÍSMO DO PASSADO:

“O beija-mão é uma tradição de reverência a personalidades eminentes, praticada em várias culturas desde tempos remotos.

Na cultura lusófona suas origens são medievais, sendo um costume da monarquia portuguesa em Portugal depois herdado pela corte imperial brasileira. O beija-mão era uma cerimônia pública em que o monarca se colocava em contato direto com o vassalo, o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar alguma mercê. A cerimônia tinha grande significado simbólico, lembrando o papel paternal e protetor do rei, invocava o respeito pela monarquia e a submissão dos súditos. Era grande o fascínio que exercia sobre o povo. No tempo de Dom João VI havia um protocolo preciso a ser seguido: a pessoa se aproximava, ajoelhava diante do rei, e beijava-lhe a mão estendida. Então levantava-se, fazia outra genuflexão e se retirava pelo lado direito.

Registro da cerimônia do beija-mão na corte carioca de D. João VI, um costume típico da monarquia portuguesa.

Dom João VI recebia seus súditos todas as noites, salvo domingos e feriados. Era sempre acompanhada com música e às vezes a cerimônia se estendia por longas horas, dada a grande afluência de pessoas. Chegava a receber 150 pessoas por dia. (É caso para dizer que ficaria sempre com as costas da mão cheia de cedo bucal e bactérias de centenas de bocas porcas.)

José António de Sá elogiou as audiências afirmando que Dom João "exercita o amor, e a confiança para o Soberano, e contém os ministros". Outra lembrança foi deixada por Henry L’Evêque: "o Príncipe, acompanhado por um Secretário de Estado, um Camareiro e alguns oficiais de sua Casa, recebe todos os requerimentos que lhe são apresentados; escuta com atenção todas as queixas, todos os pedidos dos requerentes; consola uns, anima outros....

A vulgaridade das maneiras, a familiaridade da linguagem, a insistência de alguns, a prolixidade de outros, nada o enfada. Parece esquecer-se de que é senhor deles para se lembrar apenas de que é o seu pai".

 Oliveira Lima registrou que Dom João VI tinha um deleite especial na cerimônia, onde se misturavam livremente nobres e plebeus, e, "dotado da prodigiosa memória dos Braganças, nunca confundia as fisionomias nem as súplicas, e maravilhava os requerentes com o conhecimento que denotava das suas vidas, das suas famílias, até de pequenos incidentes ocorridos em tempos passados e que eles mal podiam acreditar terem subido à ciência d'el-rei".

Fonte: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-m%C3%A3oN

domingo, 26 de abril de 2026

PASSADIÇOS DA RIBEIRA DE SÃO MAMEDE DE RIBATUA

 

ENTRE O TUA, O TÃMEGA E O DOURO
TODAS AS PAISAGENS SÃO TESOURO!

O caminho de São Mamede de Ribatua, em Alijó, que inclui a grande extensão de passadiços, que permitem a grande subida e descida montanhosa, têm aproximadamente quatro quilómetros. O número exato pode variar, dependendo do contágio (para cima ou para baixo).

O percurso representa um grande desafio físico considerável, com uma longa escadaria que liga o vale ao mirante. 

A inauguração desta grande e maravilhosa obra turística, desportiva e paisagística, dos Passadiços de São Mamede de Ribatua, verificou-se a 29 de março de 2026, com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ambiente, Dr. João Manuel Esteves e do Senhor Presidente da Câmara de Alijó, Eng. José Rodrigues Paredes.

Todos os caminhantes que a este saudável esforço físico se predisponham, contemplam paisagens deslumbrantes, só possíveis a partir das várias elevações serra acima, na constante companhia de sonora beleza musical e fresca, da ribeira de São Mamede de Ribatua, que como grande escultor natural no granito, vai criando pequenos lagos, fundões covas e “calões”, esculpidos ao longo de séculos pela água, fazendo juz ao ditado dos povos desde tempos ancestrais. “Água mole em pedra dura, tanto bate ate que fura!”

AVENTURA PELOS PASSADIÇOS
DA RIBEIRA DE SÃO MAMEDE DE RIBATUA
 
Pelos passadiços e na paz do monte,
No seio da natureza a namorar o rio;
Entre escarpas encontra a sua sorte,
Que obriga o Tua a grande desafio.
 
Tuela e Rabazal são a sua maior fonte,
Como um só entre penedias sem fastio;
Nascem em Espanha, lá no horizonte,
No inverno turbulento e verão doentio.
 
Em Carrazeda de Ansiães, na sua foz,
Entrega-se ao rio Douro tão cansado,
Na verde freguesia de Castanheiro;
 
Na barragem de Foz Tua e já a sós,
Pelo grande rio do norte aguardado,
Aí se entrega ao grande companheiro.
José Faria - 25/04/2026

sábado, 4 de abril de 2026

MINHAS MEDALHAS DO PASSADO

Tanta entrega e colaboração,
Neste caminho já percorrido;
Tantas medalhas e gratidão,
Por tanto trabalho oferecido.
 
São testemunho e recordação,
De repórter do povo já vivido;
De fotojornalismo, divulgação,
De informar o que era devido.
 
Haja uma saída, outra utilidade,
A esta história pouco recordada,
Urge encontrar-se uma solução;
 
Se se vai perdendo a vitalidade,
Podem com o fim da caminhada,
Perderem-se numa fundição.
José Faria
 

sexta-feira, 20 de março de 2026

POR ONDE ANDA O BUSTO DE CARMONA


Foi no mandato do presidente da Câmara Municipal da Maia, Dr. Carlos Pires Felgueiras, que foi inaugurado na Praça do Município, a 7 de julho de 1951, o busto de Carmona, Marechal António Óscar Fragoso Carmona.
A cerimónia da inauguração, teve pompa de circunstância, com a presença de grandes figuras da Maia e muito povo a assistir, no entanto, a chegada da revolução iniciada pelo golpe de Estada em Portugal, virou do avesso, o gosto, o respeito e a consideração por Carmona. E o busto acabou por abandonar pedestal por vontade do povo.
Como escreveu Fernando Maia, no Almanaque da Maia, de Álvaro do Céu Oliveira…

“- Porém,
Numa noite tingida do negro mais escuto,
Já quando o povo era quem mais ordenava,
E a liberdade se havia espalhado por todos,
Mas sem ter ordenado coesissimamente nada,
Nem tampouco ter sido consultado ou apenas avisado,
Arrancaram-lhe o monumento que havia e era seu.”
Mais tarde,…
“Tendo o povo descoberto o poiso ilícito do seu busto,
Toma-o, porque é muito seu,
E coloca-o no sítio ideal: no seu local de origem.
- Estava tudo certo.
O povo é dono e senhor do que lhe pertence;
O povo ordena realmente.
Mas…
Como porquê e por quem não interessado,
O busto é novamente arrancado…
- Fica tristeza, estupefação,
Discordância, humilhação, desassossego,
Revolta mal contida,” (…/…)

E o busto de Carmona por lá andou pelos aposentos municipais, de um lado para o outro, arruma para aqui, arruma para ali…
O povo é quem mais ordena, tantas vezes desordenado e comando por emoções que não se coadunam com valores socioculturais que a evolução das sociedades humanas tanto carecem.
Fotos: História dum certo busto, de Fernando Maia, de 6/1/1978, e foto da inauguração do busto de Camões, do livro, “Ilustres da Maia, pág. 15, da autoria de Vitor Maia.
José Faria


segunda-feira, 16 de março de 2026

10º ANIVERSÁRIO DO WILDEST NATURE

 

WILDEST NATURE FESTEJOU 10 ANOS DE AVENTURAS
NO CASARÃO EM SANTA MARINHA DO ZÉZERE

 O grande convívio almoçarado e dançante do décimo aniversário da Wildest Nature, reuniu cerca de uma centena de aficionados amantes da natureza. Transportados em dois autocarros, a partir dos habituais pontos de embarque, Barcelos, Braga, Trofa, Santo Tirso, Porto e Penafiel, o passeio teve como destino e primeira paragem, na bela e histórica cidade de Amarante, banhada pelo rio Tâmega.

A concentração deu-se no largo da Igreja e Convento de São Gonçalo

Monumento Nacional de construção deliberada em 154, por D. João III e Dª. Catarina, iniciada em 1543, cuja construção se prolongou até ao século XVIII, com intervenções no século XX.

Será interessante a divulgação das suas características, enquanto monumento nacional, de estilos renascentista, maneirista, barroco e oitocentista.

“A varanda dos Reis expõe os Reis patrocinadores da obra:

D. Sebastião, D. João III, Dª. Catarina e Filipe I de Portugal.

Fachada lateral, 1º e 2º piso de estilo renascentista, 3º piso de estilo maneirista.


O Convento é composto por três claustros e igreja de planta longitudinal, com nártex, de nave central dividida em três tramos, com capelas laterais intercomunicáveis, fechada sobre o cruzeiro, por cúpula e lanternim nervado e em caixotões decrescentes.

Transepto inscrito, cabeceira tripartida e capela-mor profunda. Entre a portaria conventual, junto à fachada principal da igreja, e o edifício da igreja de São Domingos, adossa-se a torre sineira de planta quadrangular.

Dependências conventuais estendem-se a Norte da igreja, compostas por três claustros; o primeiro marcado pela fonte centrada de Mateus Lopes.

Utilização inicial: Religiosa – Igreja e Convento Dominicano.

Utilização atual: Religiosa Igreja e piso térreo do primeiro claustro. Cultural, 1º andar do1º claustro e 2º claustro, afetos ao Museu de Amadeu de Souza-Cardoso. 3º Claustro: - Paços do Concelho.

A caminhada de dois quilómetros, do grande grupo, deu-se de seguida pelas margens do rio Tâmega, nesse dia soalheiro de 15 de março. Mais uma caminhada à descoberta dos velhos moinhos e azenhas, e da grande levada sorridente em arco, tão brilhante ao sol daquela manhã festiva. Local e momento excelente para captação de imagens e pinturas paisagísticas.

De regresso aos autocarros, tiveram estes o destino do Casarão (Turismo e Eventos) excelente miradouro sobre as montanhas.

O grande banquete de alegre e festivo convívio, pelo décimo aniversário da Wildest Nature, das aventuras, do turismo e das descobertas em “Montanhas que Escondem Segredos”, promoveu a grande animação da tarde.

Depois de bem comidos e bem regados, cantou-se os parabéns, com desejo de felicidades e sucesso por muitos anos, e de gratidão aos excelentes Guias/Monitores; Inácio Lima, Joana Pinheiro, Andreia Xara, Eduarda Duarte, Jorge Ferreira, Paula Silva, Bruno Matos e demais colaboradores.

Foi também um momento para realçar poeticamente o acontecimento, com dois sonetos:

O Wildest nos oferece o mundo a ver,
Por entre montes, prados, rios e Mar,
Que nos oferece o planeta a conhecer
E de tudo que a natureza tem para dar.
 
Muitas aventuras para o mais saber,
Sempre rotas e mais rotas a abraçar;

O conhecimento, a cultura e o prazer,
Há dez anos anda o Wildest a semear.
 
Excursões, aventuras e caminhadas,
Montanhas que escondem segredos,
Tantas rotas, caminhos e itinerários;

Por entre florestas de contos de fadas,
Por montes, cidades e por arvoredos,
Ativamente conta dez aniversários.


“HÁ MONTANHAS
QUE ESCONDEM SEGREDOS!”
Há montanhas que escondem segredos,
Aventuras que jamais serão esquecidas;
Entre vales, bosques, montes e penedos,
Que educam com riqueza as nossas vidas.
 
Por verdes campos, por vastos arvoredos,
Ao pé de rios calados, quase escondidos;
Alegres caminhadas de gracioso credo,
Amantes da natureza no mesmo sentido.
 
Na mesma ansiedade por conhecimento,
Os grupos turísticos estão na descoberta,
Desde a arte presente, à escrita rupestre;
 
Turismo natural de bom envolvimento,
Visitas bem guiadas e de franca oferta,
Com que nos presenteia a Wildest.


Só a tarde (de fisioterapia) dançante, muito movimentada e participada, deu por concluído o grande 10 º aniversário da Wildest Nature, promotora e realizadora de saudáveis, culturais e alegres eventos:

 "HÁ MONTANHAS QUE ESCONDEM SEGREDOS" – Caminhadas em Contexto de Natureza, Eventos Desportivos, Visitas Guiadas, tudo com reportagens fotográficas.

José Faria

 

 

XXV MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR

XXV MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR MATOSINHOS A Confraria Gastronómica do Mar. Fundada em 1999, é uma Associação ...