AINDA EXISTE O BEIJA-MÃOEXISTIRÁ TODA A VIDA!
- Beija-mão foi representação pública que hoje, politicamente
se faz às escondidas.
São tantos os beija-mão,
Até em democracia;
Qualquer terra ou nação,
Tem tanto lacaio e charlatão
Que só quer viver de mordomia.
Nem o abril em Portugal,
Acabou com essa mania;
Para obterem mais regalia,
Dão mais vida à hipocrisia,
Com postura antissocial.
Não se vê a vénia ou gesto,
Tudo é disfarçadamente;
Para agradar ao manifesto,
Esse apoio parece honesto,
E bajula todo o presidente.
José Faria
Hoje, 2026, o beija-mão faz-se por
email, por mensagem privada, por telefone pessoal e também por WhatsApp e
outros desvios não detetáveis publicamente.
Modernices do Beija-mão!
BEIJA-MÃO DO LACAÍSMO DO PASSADO:
“O beija-mão é uma
tradição de reverência a personalidades eminentes, praticada em várias culturas
desde tempos remotos.
Na cultura lusófona suas origens são
medievais, sendo um costume da monarquia
portuguesa em Portugal depois
herdado pela corte imperial brasileira. O beija-mão era
uma cerimônia pública em que o monarca se colocava em contato direto com
o vassalo,
o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar
alguma mercê. A cerimônia tinha grande significado simbólico,
lembrando o papel paternal e protetor do rei, invocava o respeito pela monarquia e
a submissão dos súditos. Era grande o fascínio que exercia sobre o povo. No
tempo de Dom João VI havia um protocolo preciso a
ser seguido: a pessoa se aproximava, ajoelhava diante do rei, e beijava-lhe a
mão estendida. Então levantava-se, fazia outra genuflexão e se retirava pelo
lado direito.
Registro da
cerimônia do beija-mão na corte carioca de D. João VI, um costume típico da
monarquia portuguesa.
Dom João VI recebia seus súditos
todas as noites, salvo domingos e feriados. Era sempre acompanhada com música e
às vezes a cerimônia se estendia por longas horas, dada a grande afluência de
pessoas. Chegava a receber 150 pessoas por dia. (É caso para dizer
que ficaria sempre com as costas da mão cheia de cedo bucal e bactérias de
centenas de bocas porcas.)
José António de Sá elogiou
as audiências afirmando que Dom João "exercita o amor, e a confiança para
o Soberano, e contém os ministros". Outra lembrança foi deixada por Henry L’Evêque: "o
Príncipe, acompanhado por um Secretário de Estado, um Camareiro e alguns
oficiais de sua Casa, recebe todos os requerimentos que lhe são apresentados;
escuta com atenção todas as queixas, todos os pedidos dos requerentes; consola
uns, anima outros....
A vulgaridade das maneiras, a
familiaridade da linguagem, a insistência de alguns, a prolixidade de outros,
nada o enfada. Parece esquecer-se de que é senhor deles para se lembrar apenas
de que é o seu pai".
Oliveira Lima registrou
que Dom João VI tinha um deleite especial na cerimônia, onde se misturavam
livremente nobres e plebeus, e, "dotado da prodigiosa memória dos
Braganças, nunca confundia as fisionomias nem as súplicas, e maravilhava os
requerentes com o conhecimento que denotava das suas vidas, das suas famílias,
até de pequenos incidentes ocorridos em tempos passados e que eles mal podiam
acreditar terem subido à ciência d'el-rei".
Fonte: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-m%C3%A3oN
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