segunda-feira, 4 de maio de 2026

BEIJA MÃO DO PASSADO E DO PRESENTE

 AINDA EXISTE O BEIJA-MÃO
EXISTIRÁ TODA A VIDA!

- Beija-mão foi representação pública que hoje, politicamente se faz às escondidas.

São tantos os beija-mão,
Até em democracia;
Qualquer terra ou nação,
Tem tanto lacaio e charlatão
Que só quer viver de mordomia.
 
Nem o abril em Portugal,
Acabou com essa mania;
Para obterem mais regalia,
Dão mais vida à hipocrisia,
Com postura antissocial.
 
Não se vê a vénia ou gesto,
Tudo é disfarçadamente;
Para agradar ao manifesto,
Esse apoio parece honesto,
E bajula todo o presidente.
José Faria

Hoje, 2026, o beija-mão faz-se por email, por mensagem privada, por telefone pessoal e também por WhatsApp e outros desvios não detetáveis publicamente.
Modernices do Beija-mão!

BEIJA-MÃO DO LACAÍSMO DO PASSADO:

“O beija-mão é uma tradição de reverência a personalidades eminentes, praticada em várias culturas desde tempos remotos.

Na cultura lusófona suas origens são medievais, sendo um costume da monarquia portuguesa em Portugal depois herdado pela corte imperial brasileira. O beija-mão era uma cerimônia pública em que o monarca se colocava em contato direto com o vassalo, o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar alguma mercê. A cerimônia tinha grande significado simbólico, lembrando o papel paternal e protetor do rei, invocava o respeito pela monarquia e a submissão dos súditos. Era grande o fascínio que exercia sobre o povo. No tempo de Dom João VI havia um protocolo preciso a ser seguido: a pessoa se aproximava, ajoelhava diante do rei, e beijava-lhe a mão estendida. Então levantava-se, fazia outra genuflexão e se retirava pelo lado direito.

Registro da cerimônia do beija-mão na corte carioca de D. João VI, um costume típico da monarquia portuguesa.

Dom João VI recebia seus súditos todas as noites, salvo domingos e feriados. Era sempre acompanhada com música e às vezes a cerimônia se estendia por longas horas, dada a grande afluência de pessoas. Chegava a receber 150 pessoas por dia. (É caso para dizer que ficaria sempre com as costas da mão cheia de cedo bucal e bactérias de centenas de bocas porcas.)

José António de Sá elogiou as audiências afirmando que Dom João "exercita o amor, e a confiança para o Soberano, e contém os ministros". Outra lembrança foi deixada por Henry L’Evêque: "o Príncipe, acompanhado por um Secretário de Estado, um Camareiro e alguns oficiais de sua Casa, recebe todos os requerimentos que lhe são apresentados; escuta com atenção todas as queixas, todos os pedidos dos requerentes; consola uns, anima outros....

A vulgaridade das maneiras, a familiaridade da linguagem, a insistência de alguns, a prolixidade de outros, nada o enfada. Parece esquecer-se de que é senhor deles para se lembrar apenas de que é o seu pai".

 Oliveira Lima registrou que Dom João VI tinha um deleite especial na cerimônia, onde se misturavam livremente nobres e plebeus, e, "dotado da prodigiosa memória dos Braganças, nunca confundia as fisionomias nem as súplicas, e maravilhava os requerentes com o conhecimento que denotava das suas vidas, das suas famílias, até de pequenos incidentes ocorridos em tempos passados e que eles mal podiam acreditar terem subido à ciência d'el-rei".

Fonte: - https://pt.wikipedia.org/wiki/Beija-m%C3%A3oN

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