EM SÃO MIGUEL O ANJO

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Vila Nova da Telha - A LENDA


LENDA DE VILA NOVA DA TELHA

Reza a história e a lenda,
Que certo dia num pinhal:
Vila Nova ainda se lembra,
De um milagre sem igual.
 
Andava a mulher no monte,
Às pinhas para vender;
Que era sua única fonte,
Para poder sobreviver.
 
Viúva e com três crianças,
E em constante correria;
Entregava as esperanças,
Nas pinhas que conseguia.
 
Quando andava nessa apanha,
Muito assombrada ficou,
Ao ouvir uma voz estranha,
Que misteriosa lhe falou:
 
“Há mais abaixo a floresta,
Que te dá mais rendimento;
A pinha daqui não presta,
E não garante teu sustento”.
 
Júlia ficou assustada,
E ergueu-se prontamente;
À sua volta não viu nada,
Não havia ali mais gente.
 
Mesmo assim obedeceu,
E foi onde há mais pinheiro;
Depressa o seu saco encheu,
Que lhe dará mais dinheiro,
 
Quando cansada chegou,
À sua humilde habitação,
Logo que o saco pousou,
Foi grande a admiração.
 
Quando o saco foi abrir,
Com as suas criancinhas;
Pasmou ao ver reluzir,
Brilhavam de ouro de três pinhas

José Faria

sábado, 5 de junho de 2021

SANTO LENHO DE MOREIRA - MAIA

LENDA DO SANTO LENHO

O Santo Lenho é lasca de madeira,
Que diz a lenda ser do Oriente;
É o despertar de outra maneira,
Muito ardilosa e também matreira,
De alimentar a fé a todo o crente.
 
É quem na oração mantém canseira,
Dedicação ativa e presente;
Todo o cristão dela se abeira,
Com muita entrega e fé derradeira,
A um pouco de pau omnipotente.
 
E da devoção do povo, da gente,
Germina na terra a sementeira;
Até no verão seco e bem quente,
A natureza produz, está presente,
Em todos prados, em qualquer lameira.
 
Energia sagrada do Lenho se sente,
Na pedra de ara há muito guardado;
Ainda faz milagres e cura o doente,
Em quem acredita e nele se tente,
É luz da cruz no altar de Moreira.
José Faria

terça-feira, 1 de junho de 2021

JOSÉ VIEIRA DE CARVALHO

O GRANDE OBREIRO DA MAIA MODERNA

Histórico obreiro presidente da Câmara da Maia, 

Era o Dia Mundial a Criança de 2002.

Só depois:

Depois da alegria das cores e das fantasias das crianças da Maia,

Das novas gerações do Lidador.

Depois do movimento festivo e colorido nos Paços do Concelho.

Era Dia Mundial da Criança!

Depois do dever cumprido e da Maia construída,

Só depois, veio a derradeira homenagem.

Um mar de gente na despedida, já com a Maia feita e entregues às maiatos.

Cumpriu-se a obra e a história moderna para a gente maiata.

Cumpriu-se o propósito de Deus,

Que à Maia o deu e da Maia o levou…

Só depois da obra feita:

José Vieira de Carvalho

O cidadão de todos os maiatos regressou ao Criador,

Deus o deu, Deus o levou.

Antes, a derradeira homenagem;

Encheu-se de um mar de gente a Praça do Município,

Tão pequena para um mar imenso,

De todas as idades e classes sociais,

Todas as entidades oficiais, culturais e de solidariedade,

E o mar de gente fez-se rio caudaloso…

Silencioso deslizou em passo lento e pesado…

Em sofrimento.

Pela partida do obreiro que à Maia de lugar primeiro.

E o mar fez-se rio sem fim até à última morada,

Do grande mestre estadista

Que legou aos maiatos nova forma de ser, estar e de agir

Que, como ele continuará a crer e a construir.

Vão continuar a ser como ele,

Mesmo sem o saber.

José Faria

- in “Contos e Versos do Meu Caminhos”