EM SÃO MIGUEL O ANJO

terça-feira, 31 de março de 2020

Filme de fotos de Pedrouços

FOTOS VERSADAS DO PASSADO 
E DO PRESENTE DE PEDROUÇOS - MAIA

GRATIDÃO


GRATIDÃO


A natureza não tem fronteiras,
Tem todo o tamanho e cor;
É imensidão sem barreiras,
É obra do criador.

Sua vida e de canseiras,
Continuamente em flor;
Por sementes verdadeiras,
De progresso promissor.

Só assim acreditando,
Vivendo a realidade,
Se encontra entendimento;

A existência é felicidade,
Que se vai avolumando,
E educando o pensamento.
José Faria

domingo, 29 de março de 2020

O CASTIGO COVID


O CASTIGO


Em dois mil e vinte grita o despertar,
O aviso severo sobre a humanidade
Obrigando-a a pausar, ter que parar,
Para que a mãe terra se possa curar,
De toda a agressão à divindade.

O aviso e castigo está a germinar,
Em propagação com celeridade;

O planeta quer-se harmonizar,
A espécie humana anda a castigar,
Exige existência com mais sanidade.

E vai respirando enquanto castiga,
Vai-se limpando e despoluindo,
Mantendo o homem enclausurado;

A ficar quieto e sem fadiga,
Invisível castigo a isso obriga
A manter na terra tudo parado.
José Faria

sábado, 28 de março de 2020

POEMA ACRÓSTICO

A POESIA NO GÉNERO LITERÁRIO ACÓSTICO


A MINHA CIDADE

Foi já cidade! – Disseram assim dela.
Religiosa sempre a sua gente,
Edificaram certo dia uma capela,
Guardando lá o Omnipotente.
Uma Via-sacra, logo, posteriormente;
Espalharam por uma, outra ruela;
Servindo povo com amor e fielmente,
Indicando o caminho à terra crente:
Antepassado nosso povo de outra era!

De Petrauzos e Pedroucos fala a história,
Enquanto o tempo não perder memória!

Passaram anos, séculos, até lembrança!
E os filhos continuam sempre novos.
De geração em geração nova esperança:
Renovando a lei da vida e a dos povos.
Ouvimos hoje um novo pensamento,
Um mais saber da vida bem diferente,
Contudo conta mais a história, o tempo;
Obrigando-nos a assumir, pois é urgente,
Servindo mais, com mais discernimento.

domingo, 22 de março de 2020

GÉNEROS LITERÁRIOS MAIS O ACRÓSTICO


GÉNEROS LITERÁRIOS
PROSA E VERSO


Os versos obedecem a certa regras, quanto ao número de sílabas, aos acentos, às pausas e à rima. Mas, atualmente, devido ao aparecimento de muita poesia livre ou verso livre, em muitas tertúlias e convívio de poesia, vão-se criando continuamente e por todo lado, “saladas literárias “sem peso, sem medida e sem regras.
E essas composições, que não são poesia, não são prosa, não são conto, não são narrativa, …são “saladas literárias”, mais ou menos longas condimentadas de géneros como, de oratório, dramático, drama, comédia, …mais ou menos ao gosto, saber e conhecimento de quem as cria.

Ex: - Ai, há quantos anos eu parti chorando
Desse meu saudoso, carinhoso lar!...         (Guerra Junqueiro)

Por outro lado, a poesia, porque fundada neles, excita a imaginação, e provoca a sugestão, o sonho:
“Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal.”             (Fernando Pessoa)

Os versos, como se referiu, obedecem a certas regras, quanto ao número de sílabas, aos acentos, às pausas e à rima.
O VERSO: é uma palavra ou conjunto de palavras, com um certo número de sílabas e com determinados acentos. (“Horas mortas…Curvada aos pés do Monte” – Florbela Espanca)
Os Elementos do Verso são a sílaba, o acento e a rima.
SÍLABA é gramatical ou métrica.
A métrica, é somente o som apreciado pelo ouvido: PIE-DA-DE
A Gramatical: PI-E-DA-DE
O Acento predominante ou silaba tónica, está normalmente na última palavra do verso.
A RIMA  é a correspondência de sons entre dois ou mais versos.
QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS DOS VERSOS:
Os mais frequentes são de: cinco, sete, dez e doze sílabas.
Mas também os há de uma sílaba: “de homem – só – tende – dó.
Duas sílabas: Tormento – e eco – de lágrimas – tombando.
(Casimiro de Abreu)
De três sílabas: - “Nem palavras – Nem cinzéis – Nem acordes – Nem pincéis.” (António Gedeão)
Quatro sílabas – seis sílabas – oito sílabas – nove silabas –
Os de Dez Sílabas – são “heroicos”, porque são usados nos nossos poemas heroicos. Têm acentos na 6ª e 10ª ou, sendo sáficos, na 4ª, 8ª e 10ª.
Exemplo: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce,
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse”. – F. Pessoa
Também os há de 11 sílabas: “Nas terras soberbas da grande cidade” (S. Passos)
E de DOZE SÍLABAS: - Alexandrinos: Têm os acentos na 6ª e na 12ª.
Exemplo: Aquela cujo amor me causa alguma pena
Põe o chapéu ao lado, abre o cabelo à banda, (Cesário Verde)
TIPO DE VERSOS RIMADOS

EMPARELHADOS: Os que rimam dois a dois, ou três a três consecutivamente. aa, aaa
CRUZADOS: Os que rimam alternadamente: ab, ab, ab, ab
INTERPOLADOS: abc, abc.
ENCADEADOS: aqueles cuja última palavra rima com o meio do seguinte.
ESTÃNCIAS: grupo de versos que formam, geralmente, sentido completo.
São regulares, irregulares, pares e ímpares:
Parelha se consta de dois versos.
Terceto se consta de três versos.
Quadra se consta de quatro versos.
Quintilha se consta de cinco.
Sextilha se consta de seis.
Oitava se consta de oito.
Décima se consta de dez versos.
Género literário das composições poéticas:
ÉPICO – LÍRICO – DRAMÁTICO – DIDÁTICO – PASTORIL
Épico = ação. Lírico = todos quantos exprimam sentimento.
Dramático = ação da vida humana, conflito, desenlace…
Didático - o poeta com o fim de instruir, expõe as suas ideias.
Pastoril: descreve cenas agradáveis do campo.
Narrativa – romance, novela, conto.
Canção: - Composição de pensamento uno, repetido por vezes, em cada estrofe ou estância. Termina com uma conclusão ou epílogo – fecho da canção.
SONETO: - composição de catorze versos, dispostos em duas quadras e dois tercetos. A tradição clássica exige que o último verso do soneto seja uma “chave de ouro”
O soneto clássico é um verso decassílabo.
Embora nunca houvesse regras fixas quanto à rima, pode indicar-se como mais geral a seguinte:
Nas quadras, o 1º verso rima com o 4º 5º e 8º;
O 2º com o 3º, 6º e 7º;
Nos tercetos, o 1º verso rima com o 3º e 5º
O 2º com o 4º e 6º;

OU
O 1º com 4º
O 2º com o5
E o 3º com o 6º.
 A ELEGIA, é uma composição inspirada por acontecimento triste.



Já o Acróstico, é um gênero de composição geralmente poética, que consiste em formar uma palavra vertical com as letras iniciais ou finais de cada verso, gerando um nome próprio ou uma sequência significativa.
Como exemplo, escolhi esta frase que escrevi na vertical, para criar uma composição poética de mensagem aos operários: 

EXISTIR SOMENTE E NADA MAIS…


Enquanto o passo é incerto,
Xisto e aço, vida dura,
Importa o rosto que sua,
Sem pensamento liberto,
Tempo longo, sempre perto,
Incómoda sina, leitura,
Resiste e é ditadura.

Social, jogo encoberto,
Onde a cruz sem céu aberto,
Maior dor e a morte dura
Em vida sem luz, escura
Não se existe, se perdura
Tanta incerteza por perto,
E vampiro em cheia lua;

Envolvem-nos em amargura.

Nem que o osso mal coberto,
Ande em chaga, esquelético,
Ditará sempre a luxúria,
Azar, dor e desventura.

Mais não é do que tormento,
A prender o sofrimento;
Insultam humana harmonia.
Sofre quem riqueza cria,

Os acrósticos já existiam na antiguidade com escritores gregos e latinos, e na Idade Média com os monges. Foi um gênero muito utilizado no período barroco, durante os séculos XVI e XVII, e ainda hoje é muito utilizado por pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e culturas diferentes.
A palavra ACRÓSTICO originou-se da palavra grega Ákros (extremo) e stikhon (linha ou verso), onde o prefixo indica extremidade, apontando a principal característica desse tipo de composição poética: as letras de uma das extremidades de cada verso vão formando uma palavra vertical. Mas as letras podem também aparecer no meio do verso.
José Faria


quinta-feira, 19 de março de 2020

MEGA JANTAR HUMANITÁRIO


MEGA JANTAR HUMANITÁRIO
POR UM CORPO DE BOMBEIROS
FOI HÁ 30 ANOS
- É bom recordar os feitos dos bons
porque é dos bons os pilares da nossa história.

Muitos são os bons e dedicados amigos de Pedrouços e da Maia. Entre eles anda a saudade na obra feita por aqueles que já partiram. Sobretudo quando a obra é humanitária ao serviço das populações.
Estou a lembrar-me do Dr. António Lopes Vaz, que partiu a 14 de Setembro de 2018. Foi um dedicado e empenhado presidente da direção da Associação Humanitária de Pedrouços durante 15 (quinze) anos.
A ele se deve todo o entusiasmo contagiante a toda a população de Pedrouços, durante um incansável período de tempo de luta pela criação de um Corpo de Bombeiros na A.H.P. A sua total entrega a essa causa, repercutiu-se na realização de inúmeros eventos congregadores de apoios tão importantes e necessários ao crescimento da Associação; frutos que tiveram início com a chegada das duas primeiras ambulâncias; uma oferecida pela população e outra pela Câmara Municipal da Maia. Mais viaturas lhes seguiram e foram chegando para servir a AHP e a população. E, sempre que isso acontecia, era motivo de festa, de batismo e apadrinhamento dessas viaturas, com grande adesão da população, que o presidente da Direção. Dr. Lopes Vaz acarinhava e apelava à sua participação, nesses batismos e festejos de grande alegria para todos.
Periodicamente, organizava um almoço ou jantar convívio com todos os colaboradores da Associação. Mas a população, os sócios, amigos, contribuintes, tinha-os também sempre presentes, a quem apelava sistematicamente à participação nos eventos de apoio à criação do Corpo de Bombeiros na AHP: As viaturas eram já bastantes, e algumas tinham que “dormir” ao relento fora do quartel. Parecia que já não bastava a criação do Corpo de Bombeiros, mas também a construção de um novo e maior quartel, pois, como dizia: “Para esta Associação Humanitária, começa já a ser muito difícil usar um “fato” tão apertado, num corpo sempre a crescer”.
Era preciso congregar esforços, unir as forças vivas de Pedrouços, da Maia, dos Bombeiros de Portugal e do poder central, para que a AHP se faça ouvir mais alto e com justiça, para alcançar o tão almejado e necessário CORPO DE BOMBEIROS para a Associação Humanitária de Pedrouços, e quiçá, um novo e mais amplo e moderno quartel.
Os objetivos para envolver toda a comunidade e as entidades, estavam traçados, e os convites enviados. Tudo a postos.
Chegou o dia do mega jantar humanitário a 15 de Dezembro de 1990, às portas do Natal.
Só um reduzido número de voluntários estava confinado ao serviço para acudir às urgências da população. Entre esses voluntários estava o morador serralheiro, motorista voluntário, António dos Santos Correia, que conduzia a ambulância oferecida pela população. O megalómano jantar humanitário de mais de trezentas pessoas, aprontava-se nas instalações da rua das Enxurreiras, instalações conhecidas por “dos retornados”.
À porta das instalações, a Fanfarra da AHP, fazia as honras às entidades e a todos os convivas que iam chegando para o grande jantar convívio da humanitária de Pedrouços. Como antes nunca se vira em Pedrouços, e possivelmente nunca mais se verá, deu-se início ao mega convívio ajantarado.
Andava Lopes Vaz a receber e a encaminhar para a mesa de honra as entidades, quando um voluntário lhe foi segredar ao ouvido que morrera um motorista voluntário.
António Lopes Vaz, gelou e perguntou-lhe: -“Quem? – Foi o Correia. Não foi acidente, paragem cardíaca se calhar." Respondeu-lhe o voluntário que lhe trouxera a dura e triste notícia num momento de tanta força e alegria humanitária. – “ Tem calma. Façam tudo que é necessário, mas não digam nada,por enquanto, não me deixem sem saber o que fazer. Tenham calma." Ainda ouve aqui e ali, por entre as mesas do repasto, uns murmúrios, a cuidado, de “morreu o Correia” (!?) Mas não passou disso. Tinha que ser, não podia passar disso naquele momento face à situação.
No uso da palavra, para além das intervenções do presidente da Assembleia Municipal, Eng. Luciano Gomes, e de outros representantes de entidades com ligações aos bombeiros, Lopes Vaz mostrava-se satisfeitíssimo, exigente e até ansioso no seu longo discurso. Deixava por vezes transparecer momentos de tristeza pelo sucedido ao amigo Correia, que, para quem não sabia do sucedido, pensava que essa expressão de descontentamento, era por não ter uma Corporação e um bom quartel. Voltou a insistir e a lembrar às entidades convidadas, presentes e não presentes, que um corpo sempre em crescimento, não pode continuar a viver no mesmo fato, referindo-se ao crescimento da AHP e à urgência do Corpo de Bombeiros.
A notícia da perda do companheiro voluntário António Correia, veio a saber-se mais tarde por todos, tendo os companheiros, amigos e população lhe prestado as homenagens devidas de despedida.
Muito mais tarde, a força deste megalómano jantar de Natal humanitário da AHP, marcado pela partida do motorista António Correia, alcançou os seus propósitos e necessários objetivos, e unindo de novo todas as forças vivas e a população da freguesia de Pedrouços, deram vivas à CORPORAÇÃO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PEDROUÇOS. Ficou a promessa de se encontrar um terreno para um novo e maior quartel para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços, enquanto Instituição de Utilidade Pública. Mas apesar de prontamente e (politicamente) ter surgido recentemente um terreno e a construção de um Pavilhão Desportivo; e de há muitos anos estar destinado um terreno para uma nova igreja, que muito dinheiro angariou para o efeito e… nada,..A A.H. dos Bombeiros V. de Pedrouços, continua no mesmo fato apertadíssimo onde nasceu, com parte da sua frota de ambulâncias a dormirem ao relento.
Enquanto isso, a promessa fotogênica e sorridente de um novo, merecido e justo quartel, vai se renovando de quatro em quatro anos.
José Faria

quarta-feira, 18 de março de 2020

A PRIMEIRA ACTA DOS MORADORES


(Porque a atual pausa forçada, necessária e revestida de todos os cuidados para bem da saúde de todos a isso a todos nos obriga, lembrei-me de recuar no tempo, para vos dar outras imagens e outros pensamentos… (e distração) atenuante aos pensamentos inflamados e doentios, do presente e critico momento.

Já aqui abordei as várias utilidades dadas aquele edifício do Largo de Conde Ferreira, que foi a Escola das Raparigas de Pedrouços e que depois do 25 de Abril de 1974, foi Comissão de Moradores, e depois Centro de Dia da Terceira Idade.
Sobre a Comissão de Moradores, ficaram algumas informações interessantes por divulgar, inclusive uma foto de quando como diretor da Comissão, procedia à entrega de placas e medalhas alusivas aos eventos realizados nas comemorações do 25 de Abril, julgo que de 1983.
Dessas informações interessantes, destaco o dinamismo e responsabilidade social e comunitária, daquele grupo de moradores, que imbuídos pelo despertar das movimentações democráticas e revolucionárias de Abril, tomaram a velha e abandonada Escola das Raparigas para aí instalar a Comissão de Moradores de Pedrouços.

O arranque deste projeto de intervenção local para a resolução de muitos problemas, sobretudo habitacionais, dos moradores de Pedrouços, foi dado por nove bons amigos desta terra e da nossa gente pedroucense e maiata.
Foram, Orlando Campo Grande, Avelino Moura Lopes, Domingos da Silva Faria, José Ferreira Magalhães, Acácio Valdemar, António Silva Soares, José Maria dos Reis, Vitor Manuel da Silva Moutinho e Elsa Maria Ferreira de Carvalho.
Só por curiosidade e registo histórico, transcrevo a Acta nº 1 – (muitas mais poderia transcrever, até para calar alguns que ainda por aí andam, que eram contra, e hoje dizem-no muitas vezes, de forma oportunista “Quando eu estive na Comissão de Moradores…” mas que nunca estiveram, e que as atas bem provam que mentem)
Assim reza a Primeira Acta, das muitas que se seguiram até 1992:
 “Aos trinta dias do mês de Maio de mil novecentos e setenta e cinco, na sede do “Flor de Pedrouços”, reuniu a direção da Comissão de Moradores (provisória) do lugar de Pedrouços. Esta reunião foi mais uma maneira dos moradores que acabam de ser eleitos em plenário efetuado no mesmo local, marcarem uma próxima reunião e ver o que havia a fazer de imediato. Quanto ao que era preciso fazer de imediato, ficaram alguns camaradas de irem a uma reunião da Comissão de Moradores de Contumil, para colherem alguma experiência, e ficarem outros camaradas encarregados de colar cartazes do Dia Mundial da Criança e de irem ao Palácio de Cristal, ajudar a organizar a festa feita pelas Comissões de Moradores. Quanto à próxima reunião, ficou o camarada Orlando Campo Grande encarregado, do dia, local e hora da próxima reunião. Pedrouços, trinta de Março de mil novecentos e setenta e cinco. O Secretário – Domingos da Silva Faria.”


Pois foi graças a este grupo de moradores e à sua benemérita e democrática intervenção, que muitos problemas de saneamento básico se resolveram na altura, nomeadamente junto das famílias mais carenciadas, junto das ilhas e casas abarracadas de então.
Foi pela sua intervenção humana, democrática e solidária, que muitas famílias passaram a usufruir de água em casa, ou na ilha de habitação de várias família, de uma só retrete para todas, (pois deslocavam-se a fontanários) e de chuveiro em balneários públicos que instalaram na Comissão de Moradores de Pedrouços.
Depois foi um crescer de mais e mais serviços, de eventos dirigidos aos moradores de Pedrouços.
E é por esses serviços e eventos do passado (atualmente tão necessários na freguesia) que hoje vos trago uma foto de recordação desses tempos, de uma comunidade ativa e interventiva pelo bem comum.

Na primeira foto: Junto ao balcão do BAR e Sala de convívio que se criou, procede-se à entrega de lembranças; e nas paredes, além das habituais informações aos moradores, os cartazes dos filmes que eram projetados no salão (piso superior).
Inicialmente os filmes eram projetados por mim, depois do curso de projecionista na Câmara Municipal que frequentei, como outros, para o efeito; e depois, pelos amigos, dois irmãos projecionistas, Armando Albuquerque e Alfredo Albuquerque. que foram ativos membros do Corpo de Bombos e da Fanfarra criada por Manuel Oliveira, na AHP.
Nesse salão, muitos eventos se realizavam, como as festas de Natal com ofertas de prendas (brinquedos e guloseimas, sumos, iogurtes e chocolates) às crianças de Pedrouços, produto de angariação de patrocínios, e outros eventos de convívio cultural, como hoje já não se fazem, apesar do lugar ter passado a freguesia.
- “Cego não é quem não vê, mas quem não quer ver ou quem permite que lhe tape os olhos”
José Faria - 18/03/2020

segunda-feira, 16 de março de 2020

A MÃE TERRA


A MÃE TERRA ESTÁ DOENTE
Eu sou a mãe terra, sou a natureza,
Sou o sol, a verdade e a razão;
Sou o fogo, sou água, toda a grandeza,
E o ar da vida e a respiração.

Sou tudo o que nasce, sou pureza,
Sou tudo que no planeta é criação;

Eu sou a vida, a vossa fortaleza,
A vossa ignorância que permanece.

Que inventa e alimenta deuses e oração.
Do mito e da crença que empobrece,
Que a mãe terra ofende e ignoram.

Tão ferida com a vossa poluição,
Sobre o fruto que a terra vos oferece,
Pela doença e pela morte hoje choram.

José Faria