LETRAS VIVAS
PEDROUÇOS - MAIA - Arte, cultura e poesia de José Faria
segunda-feira, 6 de julho de 2026
terça-feira, 30 de junho de 2026
JANEIRAS NA IGREJA 2026
IGREJA
MATRIZ DE PEDROUÇOS
O
último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da
Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.
O
grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de
Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e
Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro
da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do
Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade,
padroeira desta freguesia maiata.
A
apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa
da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro
de Janeiras na igreja matriz.
Uma
tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que
leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares
onde se insere, e nas igrejas Cristãs.
Todos
os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino
Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos,
somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que
assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.
Se
recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura
pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito
de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a
Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em
troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das
canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar
cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais
pobre”.
Este
pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com
carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.
Esta
cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a
ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como
embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.
Este
encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos
de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da
paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais
música, canto e dança.
José
Faria
segunda-feira, 15 de junho de 2026
FEIRA MEDIEVAL DE SÃO MAMEDE INFESTA - 2026
A Feira Medieval de São Mamede Infesta, acampou e animou, mais uma vez, no seu parque urbano, oxigenante e verdejante, junto ao CATI (Centro de Apoio à Terceira Idade) e às piscinas desta cidade matosinhense, às portas da Maia.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
CASCATA DO QUIM DO PEDRO - VERMOIM
A
CASCATA DO QUIM DO PEDROÉ
UMA ENCICLOPÉDIA ANIMADA
A monumental cascata em exposição na Casa do Povo de Vermoim, na Maia, é uma grande enciclopédia animada e pormenorizada, sobre a vida dos povos da Maia e de além Maia. O rigor e a perfeição das figuras em movimento, leva-nos a quase todas as atividades humanas desde tempos muito antigos. As profissões, as festas e romarias, os convívios sociais, desportivos e de lazer; os equipamentos urbanos, sociais, educativos, religiosos…o rio Douro, a Ribeira, os Clérigos, a Câmara Municipal, a torre do Lidador, as pirâmides, o Zoo da Maia, a Banda de Música, a Amália a cantar o fado, as manifestações religiosas, os jogos e as diversões festivas, a noitada de São João, o monumento Portas da Maia, de portas abertas até ao santuário de Fátima.
Uma
enciclopédia sempre viva, ativa e animada, com tanta arte e talento, criada por
Quim do Pedro, continua a crescer e a enriquecer nas mãos de Augusto Pedro.
Cada
atividade humana aqui representada, conta-nos a sua história com muitos anos, e
recorda-nos as transformações operadas na criação de outros meios de trabalho e
produção para as mesmas atividades que se praticam atualmente.
A
cascata do Quim do Pedro, representa uma vasta comunidade humana, com todas as
suas atividades, usos, costumes e tradições, como uma enciclopédia viva, em movimento,
a despertar a elevação cultural para todas as idades, a que as escolas não
devem perder esta oportunidade formativa.
Obrigado mestre Augusto Pedro pela oportunidade.
À MAIA
É a Maia terra da amizade,
De convívio social a todo o tempo;
E o presente de contentamento,
Onde o passado e futuro é mocidade.
É onde vive a história e a saudade,
Do maiato e seu temperamento;
De horizontes sempre em crescimento,
Que no caminho construiu a felicidade.
Guardião da terra e do seu povo,
O novo Lidador senhor da cidade,
Representa um progresso sem igual;
Presente na Maia em tudo que é novo,
É luz de progresso e de fraternidade,
É semente do seu pequeno Portugal.
José
Faria
sexta-feira, 5 de junho de 2026
VERDE LEÇA CHEGA A ARDEGÃES
MOINHOS DE ARDEGÃES
ESTÃO A DESAPARECER.
- Renovação dos caminhos nas margens do rio Leça.Os moinhos das margens do rio Leça, que há muitos anos se calaram, foram-se transformando em ruinas.
Os tempos são outros, longe vão os trabalhos e canseiras parecidos com os de escravatura.
Por ali andou muito cansada a necessidade de se transportar em carros de bois, carroças e burritos, e até às costas, os sacos de cereais, milho e centeio, aos moinhos de Ardegães, aos de Milheirós, e a todos onde os moleiros mantinham os rodízios em constante movimento, pela força motriz da correnteza das águas do rio.
Era aí que os grãos eram triturados e transformados em farinha, entre as pedras circulares, do pé e da mó, sempre em movimento.
No lugar de Ardegães, na Maia, alguns desses moinhos já foram recuperados e transformados em aprazível espaço vivencial. Outra parte, está presentemente a ser demolida, para desaparecimento de ruinas de moinhos e casebres de habitação nas margens, para dar ligar à ciclovia do Verde Leça..
Recorde-se historicamente, que esse conjunto de edificações em granito, umas sendo mesmo moinhos e outras de habitações dos moleiros, com caraterísticas medievais, se estendem à esquerda e à direita ao longo das margens do rio Leça, desde a sua nascente em Santo Tirso, (monte Córdova), ate à sua foz em Matosinhos, (Porto de Leixões), depois de passar por Valongo, pela Maia e Santa Cruz do Bispo, sendo que a grande maioria dos quais se encontra em ruínas.
A partir do século XVIII, o aparecimento de outras artes e engenhos em novas e modernas formas de moagem, estes moinho foram-se calando a pouco e pouco, até serem abandonados.
Aqui em Ardegães, onde detinha a maior concentração de moinhos, mereceu inclusive, a construção de uma capela que se incluía na elevada atividade e vida dos moleiros, precisamente do outro lado do rio, frente à capela do Senhor dos Aflitos de Ardegães, cuja romaria religiosa anual se realiza em finais de julho.
José Faria
domingo, 24 de maio de 2026
FESTA ANIVERSARIANTE DO XXV CAPÍTULO DA CGM . MATOSINHOS
VIGÉSSIMO MAGISTRAL CAPÍTULO
DA CONFRARIAGASTRONÓMICA DO MAR –
MATOSINHOS
Para uma confraria dedicada na divulgação da gastronomia dos produtos alimentícios do mar, de Matosinhos, vinte cinco anos, é um quarto de século de entrega e dedicação ao bem-estar da economia de aquém e de além-mar, pela alimentação saudável deste concelho maravilhoso banhado a norte pelo atlântico, que contempla graciosamente a degustação da riqueza de todos os frutos do mar de Matosinhos, de todos os seres vivos complementares da humanidade.
Toda essa riqueza que
a Confraria Gastronómica do Mar anda há 25 anos a divulgar, respeitar,
preservar e promover, inclui toda a espécie de pescado saudável, de peixes e de
mariscos de muitas espécies, desde moluscos, como bivalves, ameijoas, ostras,
mexilhões… assim como cefalópodes; polvos, lulas, crustáceos; lagostins,
camarões, caranguejos, lagostas, ouriços-do-mar…
Também as plantas
marinhas, como as microalgas ou algas comestíveis, consumidas em todo o mundo,
não fogem à grande variedade divulgada e promovida por esta confraria, amante
do mar de Matosinhos e de toda a vida que o mar contém e produz.
O seu Magistral Capítulo
de 25 anos, integrado no programa das festas do Bom Jesus de Matosinhos, reuniu
em franco convívio muitas confrarias amigas e solidárias entregues a propósitos
de gastronomia histórica e tradicional, do passado e do presente, sempre se
inovando, de acordo com as sua localização regional de aquém e de além-fronteiras.
O evento confrádico do
XXV Magistral Capítulo da Confraria Gastronómica do Mar, teve o seu início na
cerimónia religiosa na Igreja Matriz do Bom Jesus de Matosinhos.
Terminada a cerimónia religiosa e após foto coletiva de todas as confrarias amigas presentes na frontaria da Igreja, deu-se início ao desfile até à Câmara Municipal de Matosinhos, onde todos foram recebidos, com Porto de Honra, no seu excelente salão nobre Municipal.
Foi o momento alto e
mais solene do XXV Capítulo da Confraria do Mar, coordenado e orientado pelo “mestre”
destas cerimónias, confrade Eng. Fernando M. Silva, seguido do Mestre Timoneiro
José Manuel Ramos de Carvalho e demais elementos da Confraria.
Esta cerimónia e evento de importante valor social, cultural e gastronómico, debruçada sobre a vida e respeito pelo mar de Matosinhos, teve a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal, Dra. Luiza Salgueiro e da Sra. Vereadora Marta Fontes, que na sua intervenção enalteceu a dedicação e trabalho sociocultural e gastronómico desta Confraria do Mar.
Explanou na sua intervenção toda a riqueza do seu concelho e do seu povo matosinhense, realçando as lutas diárias dos seus pescadores, peixeiras, e de todo o comércio, indústria e restauração, na captura, recolha, transporte e consumo gastronómico, realçando toda esta entrega, dedicação comercial e industrial, como o seu grande marco de maior riqueza do concelho de Matosinhos.
O evento festivo e aniversariante
do XXV Magistral Capítulo da Confraria Gastronómica do Mar, foi ricamente
abrilhantado com um grande almoço realizado na CASA DE SAN-THIAGO, em Custóias.
Um belo espaço rural, verdejante e oxigenado, onde as entradas de receção a todas as confrarias e amizades participantes, confraternizaram, superou as espectativas, antes de se dar início ao grande convívio à mesa confrádica.
Seguidamente, depois dos parabéns ao XXV Capítulo da Confraria, e degustação do grande bolo de aniversário regado com fresco e especial champanhe, veio a tradicional troca deslembranças entre as confrarias e convidados de honra, sociais, culturais e artísticos, como sempre é da praxe das confrarias amigas e solidárias no mesmo diapasão gastronómico, no decorrer dos seus festivos capítulos.
O evento teve a
abrilhantar no decorrer do grande almoço deste Capítulo,
a animação cultural
pelo Grupo Gospel – Canto em Harmonios Gospel Choir, a que se seguiu o cafezinho,
o “drink” ou “chiribirí”, e cumprimentos
confrádicos de “até ao próximo capítulo, social, cultural, gastronómico e de
amizade.
- Nota do autor: A
recolha de imagens, apesar de estar ao cuidado e à vontade de cada
participante, deveria ter em todos estes eventos, um só voluntário captador de
imagem por confraria, de forma a eliminar a exploração fotográfica comercial,
que sempre se infiltra nestas cerimónias, e quase impedem a captação de imagens
por parte dos presentes, colocando-se o fotógrafo do “negócio” sempre à frente,
para impedir que outros fotografem momentos importantes, para depois venderem
as fotos a 5. Cada. Uma exploração que continua “irresponsavelmente” a ser
permitida por quase todas as confrarias, sem qualquer necessidade, já que
qualquer amigo/a confrádico/a podem, voluntariamente registar estes momentos e publicar
estas imagens nas redes sociais, onde todos podem as ir “sacar” (guardar imagem
como), ou solicitar o seu envio, ao contrário de alimentar oportunismos e
exploração sem sentido. Pois destes comerciais fotógrafos, por muito que seja
fotografado, ou compra a foto a cinco euros cada uma, em suporte de papel, ou
nunca mais a verá, pois eles não as publicam!
José Faria - 23/05/2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
XXV MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR
XXV
MAGISTRAL CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR
MATOSINHOS
A Confraria Gastronómica
do Mar. Fundada em 1999, é uma Associação dedicada à preservação, valorização e
divulgação da piscicultura e da gastronomia baseada em peixes e mariscos
frescos, promovendo a marca “World’s Best Fish”.
Filiada à Federação Nacional das Associações Portuguesas de Gastronomia, tem a sua sede social no edifício da Antiga Câmara Municipal de Matosinhos, na Rua de Brito Capelo.
O seu objetivo principal
está na promoção de uma alimentação saudável e equilibrada à base de frutos do
mar, com destaque para as boas práticas culinárias tradicionais.
O seu logotipo é composto
por um tridente e um peixe. Os irmãos, confreiras e confrades, usam uma capa
verde amarratada à perna com um capuz e uma estola em forma de rede de pesca.
Entre as diversas
atividades socioculturais à mesa, tem o seu evento mais significativo com a
realização anual de Capítulos, por altura das festas do Senhor Bom Jesus de
Matosinhos, que em maio de 2026 corresponde ao XXV Capítulo desta Confraria.
Adotou como seu hino esta letra, ajustada à música da canção muito popular ao Senhor de Matosinhos.
O seu XXV Magistral Capítulo,
é já no dia 23 de maio de 2026.
Esta Nobre Confraria Gastronómica do Mar, juntamente com as confrarias convidadas, reúne-se pelas 8,45 h no adro da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, para assistirem à Cerimónia Religiosa de Missa Celestial. Terminada a cerimónia religiosa, reúnem-se todas as confrarias presentes, confrades, confreiras e acompanhantes, na frontaria da Igreja, junto à porta principal para a foto coletiva.
O desfile de todas as
confrarias tem início às 10,30 h, para às 10,45 h serem recebidas na Câmara
Municipal de Matosinhos.
Pelas 11, h, decorrerá a
Cerimónia Institucional deste XXV Capítulo, com a devida pompa e circunstância,
no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, com representantes da
autarquia.
Seguidamente, todas as confrarias seguirão para o Restaurante “CASA DE SAM-THIAGO, situado no lugar do Souto, em Custóias, onde a confraternização animada irá abrilhantar todos os presente.
A complementar o evento
gastronómico, o Grupo Gospel de Custóias, em Harmonia Gospel Choir, prendará
todos os presentes, confrarias, confreiras, confrades e acompanhantes.
A terminar, a troca de
lembranças fechará com chave de outro, este XXV Magistral Capítulo da Confraria
Gastronómica do Mar, de Matosinhos.
José Faria
POESIA EM IMAGENS
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