LETRAS VIVAS
PEDROUÇOS - MAIA - Arte, cultura e poesia de José Faria
sábado, 1 de agosto de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS
CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS
segunda-feira, 6 de julho de 2026
POESIA EM IMAGENS
DANÇA
DA VIDA
Não
esqueças nunca a dança,
De
movimento e alegria;
E
não esperes só festança,
Envolve-te
nessa magia.
Não
precisas de mestria,
Só
de sorriso e confiança;
E
de alguma coreografia,
E
ter a graça da criança.
O
caminho é de esperança,
Que
se pratica toda a vida,
Durante
a nossa existência;
É
a sobrevivência nos convida,
A
mais cuidado, mais liderança,
E
proteção à nossa essência.
José
Faria
terça-feira, 30 de junho de 2026
JANEIRAS NA IGREJA 2026
IGREJA
MATRIZ DE PEDROUÇOS
O
último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da
Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.
O
grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de
Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e
Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro
da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do
Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade,
padroeira desta freguesia maiata.
A
apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa
da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro
de Janeiras na igreja matriz.
Uma
tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que
leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares
onde se insere, e nas igrejas Cristãs.
Todos
os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino
Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos,
somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que
assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.
Se
recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura
pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito
de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a
Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em
troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das
canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar
cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais
pobre”.
Este
pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com
carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.
Esta
cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a
ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como
embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.
Este
encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos
de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da
paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais
música, canto e dança.
José
Faria
segunda-feira, 15 de junho de 2026
FEIRA MEDIEVAL DE SÃO MAMEDE INFESTA - 2026
A Feira Medieval de São Mamede Infesta, acampou e animou, mais uma vez, no seu parque urbano, oxigenante e verdejante, junto ao CATI (Centro de Apoio à Terceira Idade) e às piscinas desta cidade matosinhense, às portas da Maia.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
CASCATA DO QUIM DO PEDRO - VERMOIM
A
CASCATA DO QUIM DO PEDROÉ
UMA ENCICLOPÉDIA ANIMADA
A monumental cascata em exposição na Casa do Povo de Vermoim, na Maia, é uma grande enciclopédia animada e pormenorizada, sobre a vida dos povos da Maia e de além Maia. O rigor e a perfeição das figuras em movimento, leva-nos a quase todas as atividades humanas desde tempos muito antigos. As profissões, as festas e romarias, os convívios sociais, desportivos e de lazer; os equipamentos urbanos, sociais, educativos, religiosos…o rio Douro, a Ribeira, os Clérigos, a Câmara Municipal, a torre do Lidador, as pirâmides, o Zoo da Maia, a Banda de Música, a Amália a cantar o fado, as manifestações religiosas, os jogos e as diversões festivas, a noitada de São João, o monumento Portas da Maia, de portas abertas até ao santuário de Fátima.
Uma
enciclopédia sempre viva, ativa e animada, com tanta arte e talento, criada por
Quim do Pedro, continua a crescer e a enriquecer nas mãos de Augusto Pedro.
Cada
atividade humana aqui representada, conta-nos a sua história com muitos anos, e
recorda-nos as transformações operadas na criação de outros meios de trabalho e
produção para as mesmas atividades que se praticam atualmente.
A
cascata do Quim do Pedro, representa uma vasta comunidade humana, com todas as
suas atividades, usos, costumes e tradições, como uma enciclopédia viva, em movimento,
a despertar a elevação cultural para todas as idades, a que as escolas não
devem perder esta oportunidade formativa.
Obrigado mestre Augusto Pedro pela oportunidade.
À MAIA
É a Maia terra da amizade,
De convívio social a todo o tempo;
E o presente de contentamento,
Onde o passado e futuro é mocidade.
É onde vive a história e a saudade,
Do maiato e seu temperamento;
De horizontes sempre em crescimento,
Que no caminho construiu a felicidade.
Guardião da terra e do seu povo,
O novo Lidador senhor da cidade,
Representa um progresso sem igual;
Presente na Maia em tudo que é novo,
É luz de progresso e de fraternidade,
É semente do seu pequeno Portugal.
José
Faria
sexta-feira, 5 de junho de 2026
VERDE LEÇA CHEGA A ARDEGÃES
MOINHOS DE ARDEGÃES
ESTÃO A DESAPARECER.
- Renovação dos caminhos nas margens do rio Leça.Os moinhos das margens do rio Leça, que há muitos anos se calaram, foram-se transformando em ruinas.
Os tempos são outros, longe vão os trabalhos e canseiras parecidos com os de escravatura.
Por ali andou muito cansada a necessidade de se transportar em carros de bois, carroças e burritos, e até às costas, os sacos de cereais, milho e centeio, aos moinhos de Ardegães, aos de Milheirós, e a todos onde os moleiros mantinham os rodízios em constante movimento, pela força motriz da correnteza das águas do rio.
Era aí que os grãos eram triturados e transformados em farinha, entre as pedras circulares, do pé e da mó, sempre em movimento.
No lugar de Ardegães, na Maia, alguns desses moinhos já foram recuperados e transformados em aprazível espaço vivencial. Outra parte, está presentemente a ser demolida, para desaparecimento de ruinas de moinhos e casebres de habitação nas margens, para dar ligar à ciclovia do Verde Leça..
Recorde-se historicamente, que esse conjunto de edificações em granito, umas sendo mesmo moinhos e outras de habitações dos moleiros, com caraterísticas medievais, se estendem à esquerda e à direita ao longo das margens do rio Leça, desde a sua nascente em Santo Tirso, (monte Córdova), ate à sua foz em Matosinhos, (Porto de Leixões), depois de passar por Valongo, pela Maia e Santa Cruz do Bispo, sendo que a grande maioria dos quais se encontra em ruínas.
A partir do século XVIII, o aparecimento de outras artes e engenhos em novas e modernas formas de moagem, estes moinho foram-se calando a pouco e pouco, até serem abandonados.
Aqui em Ardegães, onde detinha a maior concentração de moinhos, mereceu inclusive, a construção de uma capela que se incluía na elevada atividade e vida dos moleiros, precisamente do outro lado do rio, frente à capela do Senhor dos Aflitos de Ardegães, cuja romaria religiosa anual se realiza em finais de julho.
José Faria
FADO NÃO, POR FDAVOR!
“O FADUNCHO CHORADINHO DAS TABERNAS E SALÕES SEMEIA SÓ DESALENTO MISTICISMO E ILUSÕES.” (José Mário Branco) Fado não, por favor! Fique...
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