ENCONTRO
DE JANEIRAS
IGREJA
MATRIZ DE PEDROUÇOS
O
último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da
Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.
O
grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de
Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e
Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro
da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do
Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade,
padroeira desta freguesia maiata.
A
apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa
da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro
de Janeiras na igreja matriz.
Uma
tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que
leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares
onde se insere, e nas igrejas Cristãs.
Todos
os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino
Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos,
somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que
assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.
Se
recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura
pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito
de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a
Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em
troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das
canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar
cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais
pobre”.
Este
pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com
carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.
Esta
cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a
ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como
embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.
Este
encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos
de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da
paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais
música, canto e dança.
José
Faria