EM SÃO MIGUEL O ANJO

sexta-feira, 14 de junho de 2024

MONTANTES PEDREIROS DA CAVERNEIRA

 AS PEDRAS DA CAVERNEIRA
DO MONTE PENEDO – NA MAIA
CORRERAM MUNDO


Porque me toca profundamente esta obra maravilhosa dedicada aos pedreiros montantes da Maia, em especial aos das pedreiras da Caverneira, em Águas Santas, onde em criança acompanhei o meu progenitor ajudando-o na limpeza da “praça” (local onde partiam a pedra, criando os blocos a marreta e a picão); e na limpeza e preparação do piso rochoso no local do “bojo”, mais propício ao furo para se introduzir a pólvora para o tiro.
Num tempo em que eram as mãos robustas, fortes e cheias de conhecimento desta atividade de extrair a pulso a pedra dos montes.
Daí nunca deixar de contemplar este motivo escultórico aos montantes maiatos, escultura cheia de memórias que ainda guardo e me emociona.
AOS PEDREIROS MONTANTES
A derrubar montanhas,
Montante de profissão,
De xisto ou de granito,
Rasgadas por sua mão.
Já o dia se levanta,
Se levanta a força, o grito;
Canta o pisco, chasco canta,
Canta o picão no granito.
Montante que lá no monte,
Tua força não conheces;
Sai de tuas mãos a pedra,
P’ra palácios, desconheces?
É feito um furo no bojo,
Com a broca à pulsação,
Num compasso cantador,
Que dá força ao marretão.
É metida a dinamite,
Nas entranhas da montanha;
Mãos robustas, cuidadosas,
Não se percam na façanha.
Já o tiro rebentou!
Cuidado, não saltem guilhos!
Não vá a pedra que voou,
Deixar sem pai os teus filhos.
“MEMÓRIA
No dia 19 de dezembro de 2004, foi inaugurado o motivo escultórico em honra do pedreiro montante da Caverneira.
Com esta justa homenagem, o município da Maia distingue e releva todos os artífices que, com o seu abnegado trabalho, levaram bem longe o nome da sua terra.
A cerimónia foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal, o Eng. António Gonçalves Bragança Fernandes, sendo presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas, o Senhor Manuel José da Silva Correia.”

quinta-feira, 13 de junho de 2024

SANTO ANTÓNIO DE PÁDUA - O SANTO

 
SANTO ANTÓNIO DE PÁDUA
FALECEU A 13/06/1231

“Batizado com o nome de Fernando, Santo António nasceu em Lisboa, possivelmente a 15 de agosto de 1125. Filho de uma família nobre, entrou com 15 anos, para a Ordem do Cónegos Regulares de Santo Agostinho, para o sacerdócio no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. Aí foi ordenado sacerdote já com 24 anos de idade. Foi encaminhado à carreira de filósofo e teólogo. Mas, desejava uma vida religiosa mais severa. A reviravolta deu-se em 1220, quando chegaram à igreja de Santa Cruz os restos mortais de cinco missionários franciscanos, torturados e assassinados em Marrocos.

Fernando (Santo António) decidiu deixar os Cônegos agostinianos para seguir as pegadas de São Francisco de Assis, onde escolheu ser chamado Antônio, para imitar o santo anacoreta egípcio. Amadureceu um forte impulso à missão e, seguindo este ideal, partiu para o Marrocos.

Porém, contraiu uma doença e foi obrigado a um repouso forçado, sem poder pregar. Não teve outra opção a não ser ir para a Itália. No entanto, o navio no qual embarcou, naufragou no golfo da Sicília. Tendo-se restabelecido, em 1221, foi parar em Assis, onde Francisco havia convocado todos os seus frades. Esta foi uma ocasião propícia para conhecê-lo pessoalmente, não obstante tenha sido um encontro simples. Revigorando sua escolha de seguir a Cristo, na fraternidade Franciscana, Antônio foi enviado ao eremitério de Montepaolo, na Romanha. Ali, dedicou-se, sobretudo, à oração, meditação, penitência e trabalhos humildes.

No dia 13 de junho, Antônio sentiu-se mal; entendendo que a sua hora se aproximava, pediu para morrer em Pádua. Foi transportando por um carro de bois, mas, ao chegar à Arcella, um bairro às portas da cidade, expirou murmurando: “Vejo o meu Senhor.

Reconhecido pela influência de Santo Agostinho, Antônio conjugou, de modo original, mente e coração, pesquisa teórica, prática das virtudes, estudo e oração. Doutor da Igreja, Santo Antônio é simplesmente chamado em Pádua como “o Santo”.

 

Fonte: - https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/06/13/s--antonio-de-padua--sacerdote-franciscano-e-doutor-da-igreja.html

sábado, 8 de junho de 2024

QUINTA E PALACETE DA PONTE DA PEDRA - Leça do Balio

A HISTÓRIA NA PONTE E NAS RUÍNAS
DA GRANDE QUINTA ABANDONADA
Quinta e Palacete frequentado por Camilo Castelo Branco
quando passava férias no Porto, há muito abandonado pelo Estado português
 

A minha recente caminhada pelas margens do rio Leça, por Águas Santas e Milheirós, até ao centro da Maia, trouxe-me de regresso em direção a São Mamede de Infesta e daí a Pedrouços.
Mas foi, mais uma vez que a minha observação e atenção despertou para factos e testemunhos históricos que sempre encontro nas minhas caminhadas ou pedaladas, desportivas e culturais.

Pois, ao passar na Ponte da Pedra, - pela tão antiga estrada romana que ligava a cidade de Olisipo (Lisboa), à capital da região da Callaecia, a cidade de Bracara Augusta (Braga), e que passava por Cale (Porto/Vila Nova de Gaia), cuja construção da ponte, “Ponte da Pedra”, remonta ao século II d.C..
Se esse despertar de memórias e de histórias me recordou leituras sobre a Romanização das terras da Maia, lembrou-me também tempos mais recentes, dos anos 50/60, os passeios de barco no rio Leça a dez testões hora, aí junto à “Ponte da Pedra”.

A ponte de tabuleiro plano e construída com um só arco de volta perfeita, já sofreu diversas alterações, não perdendo vestígios e características romanas.
Um despertar mais triste envolto em lamentação, focou-se nas ruínas da Quinta e Palacete mesmo ao lado da ponte, sobranceira ao rio Leça.
Datada do século XVIII, mas possivelmente mais antiga, foi designado durante décadas como Palacete Oitocentista.

“O Palacete mereceu grande atenção no século XIX, tendo sido ampliado e funcionado como residencial, e era o local predileto de Camilo Castelo Branco quando passava férias no Porto. Consta também que aqui se instalou o rei D. Miguel durante a guerra que travou com o seu irmão D. Pedro IV.

No início do século XX a Quinta e Palacete da Pedra foram doados ao estado português, que aí albergou pessoas idosas até ao 25 de abril de 1974, altura que o palacete ficou disponível para alojamento de famílias retornadas das ex-colónias.
Mais tarde, em 2005, deflagrou um grande incêndio que devastou grande parte do palacete, ficando apenas as paredes exteriores.
Até hoje! - 08/06/2024

José Faria

 

sexta-feira, 7 de junho de 2024

PARQUE FLUVIAL DE ALVURA - MILHEIRÓS - MAIA

 

PARQUE FLUVIAL DE ALVURA
EM BOM RITMO – MILHEIRÓS - MAIA


O Parque Fluvial de Alvura, nome do lugar e da ponte romana, em Milheirós, por onde passa o caminho de Santiago pela Maia em direção a Braga, da responsabilidade da Câmara Municipal da Maia; vai-se aprontando com caminhos pedestres, nova arborização, pontos de iluminação, e de tudo quanto é necessário de frescura e de segurança para um parque como este nas margens do rio Leça, rodeado de história, bem patente nas levadas e nas ruínas dos moinhos nas suas margens.
Todo este investimento e inovação, reforçam naturalmente, uma maior exigência e controle na poluição (ou despoluição) do rio, que continua a ser “agredido” por descargas poluentes escondidas, irresponsáveis e não identificadas.

José Faria – 07/06/2024

 

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

MENSAGEIRO E LENDAS DA MAIA

As Lendas da Maia e o Mensageiro,
Vão às Festas da Maia, Feira do Livro;
Junto à torre a que chamam isqueiro,
Falar do que penso, falo e digo.










domingo, 2 de junho de 2024

RIPERT OU AMERICANO!?


RIPERT OU AMERICADO…
EIS A QUESTÃO!

- O saber não ocupa lugar e ao que parece, só enriquece.

Fiquei a saber aquando da minha participação como “polícia das Barreiras”, que o Ripert ou o Americano, fazia também o trajeto, entre a Praça de Carlos Alberto e São Mamede Infesta.

E o ser “Polícia das Barreiras”, não passou de simples encenação de ator, numa peça de teatro, no Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta. Chamava-se essa peça de teatro, “ A ÚLTIMA VIAGEM DO RIPERT”, cuja representação teatral, terminava encenando a queima do Ripert na Praça de São Mamede.

Uma peça de teatro cheia de arte, história, que nos repotava para o tempo das barreiras que existiram em diversos pontos dos limites da cidade do Porto. Este Ripert tinha que passar a Barreira do Amial, atravessar aí a Circunvalação para entrar ou sair da cidade Porto/São Mamede. Ora a função do polícia das barreiras era fiscalizar o contrabando que ia ou vinha do Porto.

Nada disto viria, possivelmente, a saber, se não tivesse sido ator nessa peça de teatro, embora estivesse, e estou, bem recordado, da Barreira da Areosa, do posto da Guarda e da grande balança para pesar todo o tipo de viaturas com a respetiva carga em cima, que era uma continuação da “Barreira” do passado.

Ora, o “Americano", puxado por cavalos, circulou no Porto por volta de 1870 e o início do séc. XX, vindo a ser substituído pelo carro elétrico, que chegou depois a usar inicialmente o Riper como atrelado, sem cavalos, claro.

E para que conste, saiba-se que o nome Ripert, vem do seu inventor. Um cidadão francês de nome Antoine Ripert, que obteve a patente da sua invenção por 10 anos.

E porque o saber não ocupa lugar, e ao que parece só enriquece, ainda pesquisei no livro “À Descoberta de São Mamede Infesta, de António Durval.

José Faria

 

RIO ONDA

 Nasce na Poça do Inferno, o rio Onda,
Descendo calmo, segue sem canseiras;
Sem arvoredo no caminho que o esconda,
Para se espraiar entre Labruja e Angeiras.

José Faria

“O rio Onda é um rio de Portugal, pertencente à bacia hidrográfica da região costeira entre o Ave e o Leça. Nasce na "Poça do Inferno" em Guilhabreu e vai desaguar entre as praias de Labruge e de Angeiras. Pertence à região hidrográfica do Cávado, Ave e Leça”. 


Também chamado de Donda, tem cerca de 11,8km e atravessa maioritariamente terrenos agrícolas e florestais. Em tempos, foi conhecido pelas boas pescarias e pela intensa atividade moageira.

A sua foz pode ser apreciada através da ponte que lhes serve de fronteira. Tem a particularidade de ser o único rio a nascer e desaguar em pleno território vilacondense.

Fonte: - https://www.visitviladoconde.pt/pages/976/?geo_article_id=4508 

domingo, 26 de maio de 2024

MOSTEIRO DE LEÇA, ONDE D. FERNANDO CASOU COM D. LEONOR.

 O MAJESTOSO MOSTEIRO, AO PÉ DO RIO LEÇA,
ONDE D. FERNANDO CASOU COM D. LEONOR.

“Uma antiga tradição refere que aqui existiu um primeiro edifício religioso pré-românico, construído no século X, mas de que nenhum elemento chegou até nós. Nos primeiros tempos da nacionalidade, pelos meados do século XII, D. Afonso Henriques doou o couto de Leça à Ordem do Hospital, a primeira Ordem Militar documentada em território português.

A construção que atualmente observamos não data do século XII, apesar de, nessa altura, se ter edificado um mosteiro românico. O imponente edifício fortificado que sobreviveu até hoje é uma construção gótica, datado da primeira metade do século XIV, e impulsionado por Fr. Estêvão Vasques Pimentel, falecido em 1336 e que se fez sepultar, em campa rasa, diante do altar.”

Fonte: - https://culturanorte.gov.pt/patrimonio/igreja-do-mosteiro-de-leca-do-balio/


O Mosteiro de Lela, é considerado um dos melhores exemplares arquitetónicos existentes no país, de transição do estilo românico para o gótico. Com origem anterior ao séc. X, foi posteriormente (séc. XII) a primeira casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários da Ordem de Malta em Portugal. Da construção românica resta apenas, nas traseiras da igreja, uma ala incompleta do claustro, um portal e uma janela com decoração vegetalista. Foi reedificado no séc. XIV, segundo o modelo das igrejas fortaleza. A fachada principal de estilo gótico, com ampla rosácea radiada e rematada por uma cruz da Ordem de Malta, possui torre de menagem de traça românica, coroada de ameias. No interior, dividido em três naves, podemos admirar a capela-mor com abóbada de nervuras, a capela de Nossa Senhora do Rosário ou do Ferro e os túmulos de vários cavaleiros e frades, destacando-se a arca tumular de Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem, com estátua jacente da autoria de Diogo Pires, o Moço, bem como a pia batismal, cuja base é decorada por animais exóticos. No exterior, o Cruzeiro é também da autoria do mesmo mestre coimbrão. Foi neste Mosteiro que o rei D. Fernando casou com D. Leonor de Teles.– Fonte: - https://www.cm-matosinhos.pt/servicos-municipais/ambiente/parques-e-jardins/largo-do-mosteiro-de-leca-do-balio-e-parque-das-varas

(Por José Faria)

quarta-feira, 22 de maio de 2024

DESPRENDIMENTO SÃO!

 


DESPRENDIMENTO SÃO
 
São precisos pelo menos dois dias,
De caminho, sempre caminhando;
Sem o aconchego do lar, das regalias
Para aos poucos se ir desintegrando,
 
Da casa, do meio, das mordomias,
Que na sua vida foi cimentando;
Para sentir a perda das parcerias,
Que ao longo da vida foi criando.
 
Se caminha só, vai mais consciente,
Mais liberto não se distrai da natureza,
Capaz de reflexões nunca sentidas;
 
A existência da vida, é mais abrangente,
Muito mais sensível e com mais firmeza,
Desperta a gratidão por todas as vidas.
José Faria

segunda-feira, 20 de maio de 2024

As Bandas na Romaria do Bom Jesus de Matosinhos - 2024

ROMARIA AO SENHOR
BOM JESUS DE MATOSINHOS 
O Bom Jesus de Matosinhos,
Acolhe à festa, à sua romaria;
Povo vindo de tantos caminhos,
Ao seu ar festivo com a maresia.
 
Entre os fiéis anda o peditório,                                         
A todos apela a contribuição;
Terlinta na cesta o ofertório,
Por entre rezas de oração.
 
Momento de fé da população,
De muitos pobres e ricos senhores;
A majestosa, grande procissão;
É gosto de ateus e de pecadores.
 
À frente a Fanfarra alegre, fogosa,
Seguem-na estandartes oscilando;
E a manifestação tão religiosa,
Aos olhos do povo se vai mostrando.
 
Tantos fiéis a estão esperando,
Desde a igreja matriz, em comunhão;
Por paz e saúde, pedem, rezando,
Com as suas preces de religião.
 
Lá vem os andores tão floridos,

O Bom Jesus na cruz vem pregado;
Curvam-se cristãos tão comovidos,
Rogam ao Cristo crucificado.
 
E lá vem a música da Banda a tocar,
Em Matosinhos, semeiam alegria;
De passo acertado, vem a marchar.
Com música religiosa de nostalgia.
 
Continua o repasto, tanta diversão,
Cheias as ruas de povo festejar;
Rios de gente sempre em digressão,
Que só a noite poderá estancar.

É a fé e o profano em comunhão,
Há comes e bebes por todo o lado;
A festa divertida é que tem razão:
A paz e a alegria é o mais sagrado.
 
A festa vai longa, é já madrugada,
A romaria de sono, esmoreceu,
Que o povo foi indo de retirada,
Abandonou a noite e adormeceu.

José Faria

O ESCUTISMO É SEMPRE... NATUREZA!

 


RADIOSA FLORAÇÃO
- “Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraste!”

"Radiosa floração, gentil da vida,
Dando frutos de glória verdadeira,
A mocidade heroica e destemida,
Ergue em triunfo a nacional bandeira.
 
Há mães cheias de orgulho, sorridentes,
Ao ver passar falanges imponentes,
Os seus filhos seus, num garbo deslumbrante,
Escuteiros leais, avante, avante!"
 

Não podia deixar de refletir nestas duas estrofes do escutismo, que memorizei desde a juventude, quando, na manhã do dia 20/05/2024, ao passar, pedalando, junto da igreja de Nogueira, da minha terra maiata, deparei com este apelo aos valores do escutismo cultural, religioso e, sobretudo, abrangente à alma social coletiva do povo da Maia. Um apelo à integração, participação e cultural vivência, social e educativa, de crianças e jovens.

Daí o meu cuidado em coadjuvar na divulgação destes valores, que vão escasseando um pouco por toda a parte, face aos exageros do desenvolvimento das novas tecnologias.

José Faria

 

O MILAGRE DE SILVA ESCURA - MAIA

 

 LENDA DO MILAGRE DE SANTO ANTÓNIO

Silva Escura/Nogueira


Reza a lenda que por volta de 1770, um lavrador que transportava uma pipa de vinho em cima de um carro puxado por uma junta de bois, foi surpreendido por um insólito acidente quando passava em Silva Escura, na encosta do Monte de Santo António. Transitando pela estrada real, um caminho medieval que ligava o Porto a Guimarães e Braga, que passava no sopé do Monte Calvário, devido à inclinação do piso e ao provável mau acondicionamento da pipa cheia de vinho, esta terá deslizado para a traseira, provocando o desequilíbrio do carro. Os bois, apoiados apenas pelas patas traseiras, estavam na iminência de morrerem asfixiados.

Ante a tragédia, o lavrador ajoelhou-se juntamente com o moço da soga e suplicaram ajuda a Santo António de quem eram devotos. O Santo apareceu, a pipa endireitou e assim o carro nivelou, permitindo a retoma da viagem. Este milagre ocorreu na primeira metade do século XVIII. No local foi construído um nicho para perpetuar o acontecimento. A fé do povo levou a erigir, por volta de 1770, uma capela no cimo do monte do Calvário em honra de santo António. Desde então, o monte passou a chamar-se Monte de Santo António e o nome de Monte do Calvário caiu no esquecimento.”

LENDA DO PIPO DE VINHO
 
O lavrador bom João,
Ia seguindo caminho;
Guiando um carroção,
Com uma pipa de vinho.


De Silva Escura a Nogueira,
Com destino a S. Romão;
Tomou cedo essa canseira,
Que era o seu ganha-pão.
 
Bem amarrado aos fueiros,
No carro de bois deitada;
Ao passar por atoleiros,
A carga mais balançava.
 
Até que o carro empinou,
Ao resvalar de repente,
Quando a pipa recuou,
Fez subir o carro à frente.
 
Assustado o bom João,
Ao ver os bois pendurados;
Ficou em aflição,
Ao ver os bois sufocados.
 
Chorando o pobre campónio,
Ajoelhou-se a pedir;
Ajuda ao seu Santo António,
Que o viesse acudir.
 
Logo o Santo lhe apareceu,
E o lavrador acalmou,
A frente do carro desceu,
E tudo se estabilizou.
 
Pelo milagre que se deu,
E o livrou da fome e dor;
No monte a capela ergueu,
Ao seu santo protetor.
 
Pelo milagre solidário,
Deste Santo milagreiro;
Está a capela no calvário,
Ao pé de um velho sobreiro.
 
Já na encosta do monte,
Um nicho aí foi erguido
P’ra que a estória se conte,
Não seja o conto esquecido.
 
Do livro “LENDAS DA MAIA” de José Faria
 

sábado, 18 de maio de 2024

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA - ENXURREIRA

 DIA DA FAMÍLIA DE FESTA E ALEGRIA

Fica bem registado e por muito tempo será lembrado, o dia da família comemorado na escola aberta à comunidade de Pedrouços, na Maia.

Pais, avós e outros familiares dos pequenos alunos da EB das Enxurreiras, responderam e participaram, em festa e alegria, neste Dia Internacional da Família.


O entusiástico e o empenho do pessoal docente e da Associação de pais, proporcionaram às crianças e os seus familiares, um franco convívio de amizade, de amor, alegria, diversão, brincadeiras divertidas, música e canto, tudo abrilhantado com a participação e divulgação de usos, tradições, trajes e danças do passado, com a participação e envolvência do Rancho folclórico de Pedrouços FLOR DE LINHO.

 


Virados e entregues para o presente e para o futuro das novas gerações, são estes sociais e culturais eventos, que mais promovem o progresso harmonioso nas comunidades humanas.

Bem Haja!

José Faria