segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PASSEIO POÉTICO A GUIMARÃES

COMBOIO POÉTICO ENTRE PORTO E GUIMARÃES

A "família" de poetisas e poetas da Galeria Vieira Portuense, depois de mais uma Tertúlia abrilhantada com o lançamento de mais uma coletânea, na tarde do dia 15 de Setembro, já se prepara para o passeio poético a Guimarães.



Com partida da estação de São Bento, ma manhã do dia 22 de Setembro de 2018, o COMBOIO POÉTICO das 10,15 h vai "derramar" texto, prosa e poesia, lida, cantada e declamada por todo o caminho, deixando essa fragrância cultural e literária em todas as estações.


Durante e depois do repasto na cidade nobre de Guimarães, as mensagens poéticas vão, possivelmente, dilatar com mais entusiasmo, até que à chegada ao Porto cada membro siga a sua vida.
Pelo menos 21 estações e/ou apeadeiros, serão contemplados com uma quadra cada, aludindo ao seu nome ou nome do lugar onde se encontram

No final e depois do passeio concluído, com mais documentação fotográfica do evento, será reproduzido um filme onde se incluirão todas estas fotos versejadas de todos os apeadeiros e estações.

domingo, 16 de setembro de 2018

MAIS LITERACIA NO AUDITÓRIO DA FREGUESIA


No auditório da Junta de Freguesia de Pedrouços, na Maia, assistiu-se ao lançamento de mais uma obra literária.
Desde a reconstrução da casa de lavoura do benemérito Augusto “Simões “Ferreira da Silva, filho de António “Simões” Ferreira da Silva (um e outro Simão e não Simões, conforme consta das suas certidões de nascimento) e de Rosa da Silva Neves, é a terceira vez que a literacia é abraçada pelos pedroucenses.

O primeiro lançamento foi a 28 de Julho de 2006, com a obra de texto, prosa e poesia, de um conterrâneo, com o título “Contos e Versos do Meu Caminho; editado pela Papiro editora.

A 8 de Abril de 2017, o mesmo autor lança um 2º livro de poesia, “ATALHOS”, edição do autor, no qual, na maior de sonetos refere fatos históricos, festas religiosas e usos e costumes da terra de Pedrouços onde nasceu e vive.

No dia 14 de Setembro, nova obra literária; Pedrouços – Petrauzos – Em busca das origens” da autoria de António Lopes Vaz, edição da Junta de Freguesia.
Todas estas 3 obras que iniciaram o seu caminho ao encontro dos olhos e entendimento dos seus leitores, versam sobre a terra e a gente de Pedrouços, Maia, e das suas origens, e embora este último livro tenha ignorado a poesia narrativa sobre história dos dois anteriores, ambos os 3 tem de muito em comum: o passado e o presente desta mais jovem freguesia da Maia, criada em 1985 e debruçada sobre a cidade do Porto (Circunvalação), enquanto “fronteira” de entrada e de saída da Maia.
Para que se dê continuidade ao enriquecimento cultural na criação de mais literacia nesta freguesia, será importante que as letras e palavras de se “espalhes” amadurecidas de forma a serem por todos apanhados, lidas e consumidas.

ESPALHAM-SE AS PALAVRAS                           

Rompeu da terra um fio de cultura,
Regato de palavras que correndo;
É arte de comunicar bem mais madura, 
É saber do porvir se promovendo.

Ansiando crescer em sã candura,
Frases e versos se vão lendo; 
Brotam da história que perdura,
E voltam à terra, não morrendo.

Espalham-se palavras, letras, poesia!
São passado e presente que nos rodeia,
De origem d’alma e do pensamento.

Suaves, dóceis e de euforia,
É voz do poeta que as rodeia,
São o saber de mais contentamento.

José Faria

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

PEDROUÇOS - PETRAUZOS - Lopes Vaz


CHEGOU O LIVRO DE ANTÓNIO LOPES VAZ
QUE OS PEDROUCENSES HÁ MUITO AGUARDAVAM

PEDROUÇOS – PETRAUZOS
Em busca das origens


 - Lançamento no Auditório da Junta de Freguesia de Pedrouços
Sexta-feira 14 de Setembro às 18,30.

Muitos são os bons e dedicados amigos de Pedrouços, com grande intervenção e obra feita que já partiram desta vida terrena e que vão sendo esquecidos. Entre eles e em lugar de destaque, está o Dr. António Lopes Vaz que partiu a 4 de Maio de 2018.
Foi sacerdote da Paróquia de Pedrouços. Batizou e casou muitos pedroucenses, até abdicar do sacerdócio para casar e cumprir o serviço militar. Enquanto padre, procedeu a várias alterações e melhorias no património histórico da igreja, nomeadamente, na construção da residência paroquial, salas mortuárias e salões de catequese e outras estruturas ligadas à paróquia.
Mais tarde, depois da vida militar, continuou entregue à causa pública, como autarca e como presidente da direção da Associação Humanitária de Pedrouços. A sua entrega e dedicação constante, repercutiu-se na realização de inúmeros eventos de dinamização e de apelo à colaboração da população, que se refletiu com a primeira ambulância oferecida pela população e outra pela Câmara Municipal da Maia. Vieram os momentos de festa e de alegria com a bênção das duas primeiras ambulâncias com a presença dos respetivos padrinhos solidários e de todas as associações culturais, desportivas e recreativas de Pedrouços.

Outras ambulâncias foram chegando ao longo do tempo. Concluíram-se as obras do quartel.
Incansável, Lopes Vaz, enquanto presidente da Direção da Associação Humanitária e secretário da nova freguesia criada em 1985, gerindo e administrando, vai realizando eventos festivos de angariação de fundos para as obras e equipamentos. Os aniversários da Associação e da fanfarra, eram sempre motivo de festa e convívio com sócios, amigos e colaboradores, por vezes com almoço ou jantar coletivo, com entrega de lembranças a voluntários, assalariados e membros da fanfarra e a diversas entidades oficiais presentes ou representadas nesses eventos.
Foi então que travou uma das maiores “batalhas” pela criação de um Corpo de Bombeiros, com muitas dificuldades encontradas pelo caminho. Muitas vezes alertando as entidades oficiais para a necessidade de um quartel maior, pois dizia, referindo-se ao quartel (ainda o mesmo) “começa a ser muito difícil usar um fato tão apertado, num corpo sempre a crescer”.
Partiu sem conseguir um novo e amplo quartel, mas venceu a “batalha” pela Corporação de Bombeiros, e hoje, esta freguesia tem uma boa Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrouços.
Pelo caminho há uma longa história rica de toda essa entrega e envolvência de sucessivos acontecimentos, eventos, aniversários festivos, bênçãos de ambulâncias e muitas, mas muitas homenagens, condecorações, diplomas, menções honrosas, atribuídas e colocadas na lapela ou ao pescoço de tantos membros do corpo ativo de bombeiros voluntários, assalariados, sócios e colaboradores, e Fanfarra dos Bombeiros que chegou a ter mais de 60 elementos, que ele sempre acarinhou, porque a via como “embaixadora” da Associação.
Como autarca, chegou a lembrar a necessidade e importância da criação de um museu em Pedrouços para aí reunir utilidades diversas do passado, como alfaias agrícolas.
Iniciou um trabalho de recolha e registos sobre fragmentos da história de pedrouços, pois entendia que essa abrangência e registo cultural, era e é, um trabalho de que as autarquias nunca se devem abster de realizar.

Por isso e por iniciativa pessoal, reuniu com vários amigos que sempre o acompanharam nas suas jornadas sociais, pela abordagem ao passado e presente desta mais jovem freguesia maiata.
Entretanto adoeceu e, mesmo doente, ainda se manteve por bastante tempo na Direção dos Bombeiros, (era a sua casa).
Posteriormente abdicou, deslocando-se para Vizela e mais tarde, com permanência no Lar Torres Soares de Vizela, onde veio a falecer a 4 de Maio do corrente ano.
Muito fica por dizer e contar e que muito poderia enriquecer uma cultura local que se vai perdendo. Uma cultura sobre o passado e o presente desta localidade, que apesar de tantas lacunas, recebe agora uma “lufada de ar fresco com este livro de registo da alma e história coletiva dePEDROUÇOS – PETRAUZOS  Em busca das origens” escrito  por um dos mais notáveis amigos de Pedrouços, que será apresentado pelo seu filho Paulo António Soares da Silva Lopes.

José Faria



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

PEDROUÇOS EM FESTA COM A HISTÓRIA A DESCOBERTO




O lugar de Pedrouços que fez parte integrante das terras de Santa Maria de Águas Santas, ou Aquis Santys; foi em tempos muito distantes designados de Petrauzos, Pedroucos ou Pedrouzos. Lugar muito importante e de intensa exploração agrícola (como foi toda a Maia) chegou a ter 19 casais, (grandes lavradores feudais) logo a seguir ao lugar de Ardegães, que tinha 21, lugar dos muitos moleiros das margens do rio Leça, também em Aquis Santys.

Segundo registos da autoria do padre Azevedo (Maia História Regional e Local, pg. 40) no local onde se encontra hoje a igreja da padroeira Senhora da Natividade, existiu uma Ermida a São Pedro no cimo deste monte. Por volta do ano 1400, foi construída a capela privada ao Senhor dos Aflitos, e só cerca de 300 anos depois é que, por volta de 1743 foi construída a capela de Nossa Senhora da Natividade, nesse local que foi ermida a São Pedro, segundo o padre historiador Azevedo.
Entre 1926 e 1928, as obras de restauro, aplicação e de conservação, deram início à criação da freguesia eclesiástica de Pedrouços – Areosa, (8/9/1928) pelo primeiro ciclo do Porto.
Com a inauguração religiosamente festiva, participada e saudada pelo povo, passou a sede da paróquia de Pedrouços, sendo atualmente um importante monumento do património histórico e cultural e edificado há 275 anos.
 José Faria

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

FOTOS VERSEJADAS










HONRA DE VIEIRA

Ser maiato me contento
Pela obra do passado;
Com mais saber e talento,
Com toda a Maia a seu lado.

Quando o ar mais transparente,
E por todos respirado;
Tinha Vieira inteligente,
Que respeitava toda a gente,
E por todos era honrado.
José Faria


terça-feira, 21 de agosto de 2018

AÇÃO HORRENDA



Na última intervenção poétiva declamei esta poesia muito antiga, que procura retratar um acontecimento por mim vivido aquando dos eventos de angariação de fundos para a Associação Humanitária de Pedrouços.
Porque é um tema, infelizmente sempre presente, entendi declamá-lo com sentimento no passado dia 18/8/2018 na Galeria Vieira Portuense.

QUE ACÇÃO HORRENDA!

Dava eu o meu ser, tão livremente,
No asseio, no enfeite sem contenda:
Dava o suor que ofereci alegremente,
Quando triste recebi, ação horrenda.

Era a festa popular da nossa gente,
Num salão que humanitário vos prenda,
Quando a alegria, os sorrisos docemente,
Feneceram deparando ação horrenda:

Sobre mim caiu um dirigente,
Que um grupo ali nos deu à cena:
Um amante da agressão, nisso exigente,
Deste amigo brutamontes tive pena!

Provocava p’ra agressão, fisicamente;
Por prazer inconsciente de armar tenda.
Gesticulava o animal que ódio sente,
Eu amansando procurava dar-lhe emenda.

Se não houvesse em mim calma aparente,
E fácil fosse em mim se abrir a fenda:
Andaríamos os dois raivosamente,
Enleados como cães, que ação horrenda.
José Faria


PIC NIC NO RIO CÁVADO - ADAÚFE



PRAIA FLUVIAL DE ADAÚFE
A dar banho a tanta gente,
Anda o Cavado divertido;
Está de férias sorridente,
Com todo o leito aquecido.

Junto ao milho já crescido,
E da frescura atraente;
O paraíso é vivido,
Com a alegria envolvente.

Mora a nora e a beleza,
Os moinhos e a levada,
Neste vale ao pé da serra;
Onde toda a natureza,
Mesmo sendo humanizada,
É vida de toda a terra.
 José Faria