segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A FORÇA DO PEREGRINO ESTÁ EM CALDELAS

 

PRIMEIRA PARAGEM É FORÇA DOS PEREGRINOS

QUE DESPERTA NO ALBERGUE DE CALDELAS. 

Caríssimo e bom meu amigo, de todos os peregrinos e do progresso da terra e do povo de Caldelas, José Manuel Almeida.

Há sementes criadas na existência do caminho de cada um e no caminho de todos, que fermentam mais tarde ou mais cedo, produzindo flor e fruto, humano, social e cultural, como em mim frutificou o caminho da Geira e dos Arrieiros, onde o bom cidadão José Manuel Almeida, foi o anjo a alertar-me para a beleza da paisagem, virgem e humanizada; para a riqueza histórica monumental e em ruinas dos tempos ancestrais, celtas e romanos, como terá sido para centenas de peregrinos que passaram por Caldelas.

Foi meu guia sem sair de Caldelas, que me dotou dos cuidados a ter, da aplicação Wikiloc que deveria instalar para me orientar e que me indicou todo o caminho que caminhei só, e não deixou que me perdesse;  assim como dos contactos que me indicou, onde pernoitar em  pensões por falta de albergues no caminho.


Por cá, na minha terra da Maia e em toda a cidade do Porto e concelhos limítrofes, realizam-se continuamente convívio culturais de tertúlias de poesia, onde a literatura, na sua comunicação em mensagem através da poesia, são uma constante.

Já os amantes e respeitadores do caminho da Geira e dos Arrieiros, realizaram um almoço convívio em Caldelas, e são tantos que nos transmitem as suas odisseias do caminho através da poesia.


Tendo em conta todas as condições já realizadas e conseguidas para segurança dos peregrinos do Caminho da Geira e dos Arrieiros, um novo encontro, de almoço ou de jantar, de um dia ou de um fim de semana, complementado com outros eventos relacionados com este caminho no seio da natureza, a abraçar o Gerês e a história ancestral de celtas romanos e outros povos, poderia ser e deve ser, o maior evento cultural e histórico dos peregrinos e do povo de Caldelas, a primeira paragem, o primeiro descanso e do primeiro albergue a ser criado para os peregrinos com destino ao túmulo do Apóstolo na Catedral de Santiago de Compostela.


O evento, almoço, jantar ou de fim-de-semana, com mais iniciativas a incluir no programa, deveria ser abrilhantado com a descrição de momentos vividos no caminho pelos peregrinos. Mas, que essa descrição, DECLAMAÇÃO!,  fosse somente transmitida em poesia ou canto, com a inclusão de canções sobre o caminho, incluído a de, “LOS AMIGOS!” a ser motivada a ser cantada por todos, no inicio e no fim de um grande encontro cultural e histórico sobre o Caminho da Geira e dos Arrieiros em Caldelas.


E porque não incluir este grande encontro PEREGRINO CULTURAL, no programa das Grandes Festas de Caldelas!?

O MEU ABRAÇO AO POVO DE CALDELAS A PARTIR DAS MAIA

José Faria

O BOLONHÊS - D. AFONSO III

 O BOLONHÊS – D. AFONSO III

MORREU HÁ 747 ANOS
Porquê a excomunhão do rei e do reino!

“O Infante Dom Afonso, nasceu em Coimbra a 5 de Maio de 1210 e faleceu em 16 de Fevereiro de 1279, em Alcobaça.
Era o secundogénito do Rei D. Afonso II e de D. Urraca de Castela. D. Afonso III, por parte do pai, era bisneto do Rei D, Afonso Henriques e de D. Mafalda de Saboia, por parte da sua mãe, era bisneto de Henrique II de Inglaterra e de Leonor de Aquitânia.
Como segundo filho, D. Afonso não deveria herdar o trono, que estava destinado a D. Sancho e por isso saiu do Reino e foi para França, onde se casou com a Condessa de Bolonha em 1235, tornando-se conde jure uxoris de Bolonha, onde servia como um Chefe militar, notabilizando-se na batalha de Saintes (1242), travada contra o monarca inglês combatendo em nome do Rei Luís IX de França, que era seu primo, pois as mães de ambos eram irmãs.

“No final da sua vida, envolveu-se em conflitos com a Igreja, tendo sido excomungado em 1268 pelo Arcebispo de Braga e pelos Bispos de Coimbra e do Porto , bem como pelo próprio Papa Clemente IV , tal como os reis que o precederam. O clero aprovou uma denúncia contendo quarenta e três acusações contra o monarca, incluindo a proibição da cobrança de dízimos pelos bispos, a utilização de fundos para a construção de igrejas, a obrigação de o clero trabalhar na construção de muros de aldeias, a prisão e execução de membros do clero sem autorização dos bispos, as ameaças de morte contra o arcebispo e os bispos, e a nomeação de judeus para cargos de grande importância. Para piorar a situação, este rei favorecia as ordens mendicantes , como os franciscanos e os dominicanos, e foi acusado pelo clero de apoiar espiritualidades estrangeiras. O grande conflito com o clero deve-se também ao facto de o rei ter promulgado leis para equilibrar o poder municipal em detrimento do poder do clero e da nobreza.
O rei, muito amado pelos portugueses por decisões como a abolição da anúduva (um imposto de trabalho forçado que obrigava as pessoas a trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muralhas, fossos e outras obras militares), recebeu o apoio das Cortes de Santarém em janeiro de 1274, onde foi nomeada uma comissão para investigar as acusações feitas contra o rei pelos bispos. A comissão, composta maioritariamente por partidários do rei, absolveu-o. O Papa Gregório X , contudo, não aceitou a resolução aprovada pelas Cortes de Santarém e ordenou a excomunhão do rei e decretou o exílio do reino em 1277.”

ATÉ JÁ SANTIAGO, VOU AO FIM DO MUNDO

 

O FIM OU INÍCIO DO CAMINHO
ATÉ AO MAR DO FIM DO MUNDO

O caminho pela rota jacobina singular com destino ao “fim do mundo, tem início junto à Catedral de Santiago de Compostela e termina junto ao mar Atlântico. Uma caminhada a pé de cerca de 150 km que pode ser feita durante 5 ou 6 dias, numa média de 25/30 km por dia.

Repleto de história, natureza, monumentos de tempos ancestrais, este caminho celta e romano, inicia-se com um “até já” a Santiago, pois todos os caminho terminam junto da Catedral e este, continua o caminho para Finisterra e Muxia, para no “Fim do Mundo”, se libertar de tudo quanto é negativo.

É aí, onde a terra acaba e o mar começa, que antes do cristianismo, os povos pré-romanos acreditavam que o Cabo de Fisterra era o lugar onde a terra terminava e as almas ascendiam ao céu, por isso um local de culto, onde, para se ascender ao céu, teriam que se purificar com orações ao sol. O nome Finisterra é a consequência linguística daquilo a que os romanos chamavam de “Finis Terrae” (fim da terra).

Entre as várias lendas que envolvem a história da chegada de Santiago a Compostela, a de Muxia conta que a Virgem Maria terá chegado aí num barco de pedra para o apóstolo Santiago, na sua evangelização, por isso o Santuário da Virgem da Barca está situado nas rochas míticas, associadas a feridas milagrosas.

Os peregrinos partem junto à Catedral com um “até já Santiago, eu já volto”, fazendo-se à estrada em direção à ponte medieval de Ponte de Maceira, seguindo para Negreira onde opta por se dirigir a Fisterra ou a Muxia. São cerca de 90 km até Fisterra e aproximadamente 120 km incluindo Muxia.

É com este caminho singular de continuação depois da chegada a Santiago de Compostela, e de visitarem o Túmulo do Apóstolo, que os peregrino que seguem para o “Fim do Mundo”, podem dizer “Vamos mais longe!”, o que significa Ultreia.

Desde tempos ancestrais, que muito peregrinos se livram da roupa que usaram no caminho e vestem outra, nova ou lavada, e tomam banho nas águas do Atlântico, com o propósito de se purificarem, de se livrarem de maus pensamentos e das coisas negativas, simbolizando o fim do caminho, o fim da sua jornada até aquele momento, para, fazendo jus à história ou lenda de ascensão ao céu, iniciarem uma nova vida…limpa.

Quem me dera chegar ao fim do mundo,
Antes de o mundo findar para mim;
Que o caminho desta vida tem no fundo,
O
percurso de existência com o seu fim.
José Faria

 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

CHEIAS ANTIGAS DO RIO LEÇA

CHEIAS DO RIO LEÇA
EM TEMPOS IDOS

Junto à porta do moleiro há muitos anos desativado, aí se encontram gravadas as datas em que o rio mais subiu: 1909 -1912 e 1922.

Também nessa parte do rio, onde havia uma levada, as crianças e jovens de Pedrouços e de outras paragens fazia dele a praia dos tesos, assim se dizia por graça…verdadeira nos anos sessenta.

A maioria dos que por aí chafurdavam, aprenderam a nadar muito cedo, por volta dos sete, 10 anos, se necessidade de instrutor.

Nestas cheias, a ponte de Parada ficava sempre submersa impossibilitando a sua travessia.

Se fosse hoje, as imagens e comentários andariam na memória de milhares de telemóveis e seria notícia de televisão, que nem ela existia ainda no tempo das grades cheias deste rio que nasce no Monte Córdova, banha Santo Tirso, Valongo, a Maia e Matosinhos, antes de derreado, de rastos e muito conspurcado entrar no Atlântico em Leça da Palmeira.


Porque a gravação esta à porta do moleiro, lembremos aquele provérbio tão verdadeiro que se refere ao Leça em tempos de seca e de enchentes:


Pois o moleiro, “quando não tinha água, bebia água, e quando tinha água bebia vinho!”

José Faria

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ENCONTRO DAS JANEIRAS IGREJA DE PEDROUÇOS

 ENCONTRO DE JANEIRAS
IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS 

O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.

O grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade, padroeira desta freguesia maiata.


A apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro de Janeiras na igreja matriz.

Uma tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares onde se insere, e nas igrejas Cristãs.

Todos os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos, somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.

Se recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais pobre”.

Este pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.

Esta cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.

Este encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais música, canto e dança.

José Faria

VIVA FEVEREIRO DE 2026

 VIVA FEVEREIRO DE 2026!

Para quem trabalha a terra e dela colhe o nosso sustento, tem que lhe dar e criar condições para produzir alimento, por isso é hora de pôr novos bacelos (plantar novas varas de videira), semear laranjeiras, limoeiros, coentros, erva-doce e mostarda. Plantar batatas, cebolas, alcachofras, espargos, morangos e cenouras.
A rega pluvial da mãe natureza foi intensa em janeiro, e contínua em fevereiro, as terras andam encharcadas, o que não é impedimento de entrega e dedicação do lavrador, pois como diz o ditado; “quando não chove em fevereiro, não há bom prado nem bom centeio”.

Assim, quem trabalha a terra não se pode queixar de falta de água, até porque este fevereiro que nasceu enevoado e chovido, assim vai continuar.
Se acreditarmos nos provérbios criados e respeitados pelos nossos sábios antepassados, verificamos que tinham razão.
Ora tomem nota:
- Ao fevereiro e ao rapaz, perdoa-se quanto faz,
- Neve de fevereiro, presságio de mau celeiro,
- Em fevereiro, uma hora ao sol, outra ao braseiro, até porque “fevereiro enganou a mãe ao soalheiro”.
“Que aproveite em fevereiro, quem folgou em janeiro”, que a terra para nos alimentar é preciso a trabalhar.

Como afirmou com verdade científica Antoine Laurent Lavoisier: que nasceu a 26 de agosto de 1743 e faleceu a 8 de maio de 1794; “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Por essa razão é que se em fevereiro se “houver mais chuva, em agosto haverá mais uva”. Fevereiro é matreiro e gosta de mostrar muitas caras, por isso também se diz e se acredita que em “fevereiro é dia e logo Santa Luzia. (Mudou o olhar!) Há pois que ter fé e não esquecermos que fevereiro também nos recomenda: - “ Primeiro jejuarás, segundo guardarás, terceiro ir para São Brás”.
Mas deixemos ao tempo o que é do tempo e a Santa Barbara, o que é de Santa Bárbara.
Bom fevereiro de 2026.
José Faria

domingo, 25 de janeiro de 2026

O FLOR DE LINHO E O FOLCLORE NACIONAL

RANCHOS DE FOLCLORE E ETNOGRÁFICOS
EMBAIXADORES DA CULTURAL TRADICIONAL.

É no nosso folclore onde mais se reúnem tradições, usos e costumes vindos de tempos ancestrais. Considerado como o maior embaixador da nossa cultura popular, o Folclore Português reúne em si a grande fusão de danças e cantares dos antepassados, desde quando se manifestavam alegremente, no trabalho agrícola, na azáfama festiva das desfolhadas e no decorrer das grandes ceifas.


Os instrumentos musicais foram surgindo e se adaptando aos cânticos, às danças e a todas as modas desses convívios alegres e festivos, durante e no fim de cada jornada. Até que os arraiais populares e as festividades religiosas, passaram a ser contempladas e animadas com os Ranchos Folclóricos, com a suas danças, os seus cantares, os seus trajes que habitualmente usavam no dia-a-dia, cada qual destinado à sua função de trabalho no campo ou na casa senhorial, caraterizando a sua qualidade social, de acordo com o uso nas suas regiões.

Os contos e as lendas, também dão alma a tudo que transmitem os Ranchos de Folclore e o seu cantar das janeiras. Mas toda esta grandeza cultural não está somente na divulgação de tradições, usos e costumes do passado evidenciados no presente, mas na forte componente cultural, das raízes vivas da nossa identidade social, como nos mostra, informa e ensina, os Festivais de Folclore com a participação de vários grupos de várias regiões do país.

Outra grande e salutar vertente social e cultural promovida e desenvolvida por estes grupos animados e animadores, está na força de reunirem em si gerações de avós, pais, filhos e netos, chegando a comportar famílias inteiras enquanto elementos de canto e dança dos grupos.

Não menos importante, além dos conhecimentos que todos vão adquirindo sobre a história e tradições do passado das suas regiões e da regiões que visitam, onde participam em festivais nacionais e internacionais, sobressai sempre o salutar convívio social de amizade. De amizade entre si, entre os elementos de cada Grupo, ou do convívio sociocultural internacional de arraial mais alargado, entre os elementos de todos os Grupos de Folclore participantes nos Festivais promocionais das nossas tradições.

Pode-se mesmo afirmar que um Grupo de Rancho Folclórico e Etnográfico, é uma grande família que em si reúne muitas famílias, entregues ao mesmo propósito de embaixadores da cultura popular, em prol das regiões e dos seus povos e do seu país.
E é aí que se integra com entusiasmo e dedicação sociocultural o Rancho Folclórico e Etnográfico Flor de Linho, de Pedrouços, do concelho da Maia, como todos os Ranchos Folclóricos, em prol da cultura, usos e costumes das suas regiões de Portugal.
Bem-Haja a todos!

José Faria

A FORÇA DO PEREGRINO ESTÁ EM CALDELAS

  PRIMEIRA PARAGEM É FORÇA DOS PEREGRINOS QUE DESPERTA NO ALBERGUE DE CALDELAS.   Caríssimo e bom meu amigo, de todos os peregrinos e do...