EM SÃO MIGUEL O ANJO

sexta-feira, 23 de abril de 2021

HOJE É DIA MUNDIAL DO LIVRO

POETA ESCRITOR PAPINIANO CARLOS

O escritor Papiniano Carlos viveu muitos anos em Pedrouços.

Entre muitas obras que escreveu, destaca-se “A Menina Gotinha de Água”.

Foi residente na habitação do gaveto da rua António Feliciano de Castilho, com a rua General Humberto Delgado, durante cerca de quatro décadas; foi um escritor democrata que acompanhou de muito perto a criação da freguesia de Pedrouços, antes e depois da sua desanexação da freguesia de Águas Santas, e o seu pulsar nas primeiras caminhadas desta nova região administrativa da Maia, a 17ª freguesia maiata criada em 1985.

Participou em vários eventos sociais, políticos e culturais que foram refrescando os primeiros anos de vida desta nossa freguesia.

Papiniano Manuel Carlos de Vasconcelos Rodrigues, nasceu em Lourenço Marques (atualmente Maputo), capital de Moçambique, no ano de 1918.

Foi um incansável promotor e divulgador da poesia africana de expressão portuguesa, tendo colaborado com muitas publicações literárias de relevante importância, como a Seara Nova, a Vértice, a Bandarra e as Notícias do Bloqueio, que eventualmente dirigiu.

Em 1942 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de poemas intitulada Esboço que, com os volumes que seguiram, como …

Ó Lutador (1944), Poema da Fraternidade (1945), e Estrada Nova (1946). Assim se foi destacando entre os poetas neorrealistas portuenses.

Estreou-se como contista em 1946, ao publicar Terra com Sede, prosseguindo as suas contribuições para o género com o híbrido As Florestas e os Ventos (1952).

Com uma obra poética bastante dispersa, caracterizada pela riqueza anafórica e pela redundância simbólica, compilou ainda alguns volumes de sucesso, como Caminhemos Serenos (1957), Uma Estrela Viaja na Cidade (1958) e o célebre A Menina Gotinha de Água (1962), vocacionado para o público infantil, pelo qual Papiniano Carlos nutria grande estima. Também para crianças compôs Luisinho e as Andorinhas (1977), O Cavalo das Sete Cores e o Navio (1980), O Grande Lagarto da Pedra Azul (1986) e A Viagem de Alexandra (1989). De referir também o seu único romance, O Rio na Treva (1975), e uma crónica, A Rosa Noturna (1961).

Aos dez anos veio viver com a mãe para o Porto e depois integrou-se na nossa comunidade de Pedrouços, onde faleceu a 05/12/2012.

De entre os eventos políticos, sociais e culturais com maior visibilidade na nossa comunidade, estão as comemorações de abril, algumas realizadas na Associação “Leais e Videirinhos de Pedrouços”, num tempo onde ainda não havia sede de junta nem auditório para eventos socioculturais e comemorativos.

Pois que, se um dia se vier a construir um Centro Cultural em Pedrouços, que lhe seja dado o nome de CENTRO CULTURAL PAPINIANO CARLOS.

CAMINHEMOS SERENOS

Sob as estrelas, sob as bombas,
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas
caminhemos serenos.

De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade
caminhemos serenos.

Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
aos que nem com a morte podem vencer-nos

caminhemos serenos.

O que nos leva é indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,

já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, ó minha querida?:
caminhemos serenos.

No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
em busca do país da aurora,
de mãos dadas, querida, de mãos dadas
caminhemos serenos.

Papiniano Carlos

 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

O REGRESSO DAS JUMENTINHAS

AS INVASÕES FRANCESAS

E A FUGA DAS JUMENTINHAS

terceira invasão francesa que teve início em julho de 1810 e terminou precisamente no mês de abril, mas em 1811, deixaram rastos de destruição e de “gamanço” por passaram.
Em Gueifães, do concelho da Maia, o exército francês, bem se abasteceu numa grande quinta de um senhor feudal, um ricaço maiato de renome. Aí pernoitaram, encheram a mula, roubaram tudo quanto quiseram e puderam transportar, até duas burritas levaram.


Mas as jumentinhas foram mais espertas do que eles, e piraram-se sem que eles dessem por isso, e segundo a lenda, compuseram o desfalque de que sofrera o grande senhor de Gueifães. Isto, fazendo fé na lenda de LENDAS DA MAIA.


domingo, 18 de abril de 2021

LENDA DE SÃO ROMÃO E OS LEPROSOS

Lendas da Maia - autor - José Faria

A ALMA RESISTENTE DA ÁRVORE FREIXO
E A LENDA PARA VERMOIM

Tal como o velho freixo venerado pelo povo, que se encontra em Freixo de Espada à Cinta junto da igreja matriz, também o secular freixo maiato frente à igreja de São Romão de Vermoim, faz parte destas cerca de 21 “velhas guardas” ainda existentes em Portugal.

Pela sua secular idade, o freixo de Vermoim, que mora frente à igreja,  poderá ter “assistido” ao nascimento de Joana D’Arc em 30 de maio de 1431, bem que poderia ter influenciado o nome desta terra onde nasceu e vive, que poderia chamar-se “Vermoim de Freixo ou Freixo de Vermoim”, como acontece com Freixo de Espada à Cinta, Freixial, Freixofeira, Freixieiro, Freixo de Cima, Freixo de Numão…

Freixo de Vermoím - Maia

Pode dizer-se que a árvore de freixo é maravilhosamente resistente e sagrada, que foi muito utilizada nos cultos das antigas religiões pagãs. Pelo menos eram sagradas para o povo Celta, escandinavo e grego.
Merece todo o nosso respeito até pela nossa saúde, tão indicada que é para nos tratar de muitas maleitas.
Além disso, reza a lenda, que D. Dinis terá adormecido à sombra de um secular freixo e que durante o sono o espírito da árvore lhe revelou o que deveria fazer para o bom futuro de Portugal.

Outra lenda relacionada com esta árvore, acrescenta que o Deus Odin (um Deus nórdico nomeado como o pai de todos), se enforcou num freixo, acreditando que assim atingiria a iluminação divina.

ÀS VOLTAS COM AS LENDAS DA MAIA

Ora, na procura e criação de lendas para as 17 freguesias da Maia, como em Vermoim também não encontrei nenhuma interessante e de interesse popular, baseei-me na história, na vida de São Romão e na memória do velhinho Freixo de Vermoim.

E assim, esta freguesia agora integrada na FREGUESIA DA MAIA, pela união das freguesias Gueifães, Vermoim e Maia, passa também a ter a sua lenda em LENDAS DA MAIA, a que dei título de “Lenda de São Romão e os Leprosos”.

José Faria

sábado, 17 de abril de 2021

GONDIM DA MAIA

 
GONDIM ESTÁ NO CASTELO DA MAIA
MAS JÁ TEM LENDA.

Gondim foi a mais pequena região administrativa do concelho da Maia, e juntamente com as freguesias de São Pedro de Avioso, Santa Maria de Avioso, Gemunde e Barca, constituem a atual união de freguesias do Castelo das Maia.


Como mantenho presente ainda (e muito bem) as então 17 freguesias da Maia, reuni as lendas que me foi possível encontrar; e nas freguesias onde não encontrei vestígios de lendas populares, dei-me ao criativo e cultural cuidado de as criar.
Em Gondim, onde foi presidente o meu saudoso amigo Azenha, colaborador como eu do então Jornal da Maia, apesar das pesquisas, e de questionar alguns anciãos gondinenses, não encontrei algo significativo referente a histórias ou lendas da terra; nem na origem do nome de GONDIM que nem do dicionário consta, supondo-se somente, que parece ter origem em Cerdal (Santa Eulália) Viana do Castelo, de uma família com o nome de Gondim, da Ordem de Cristo, cujos elementos se distribuíram por várias terras, incluindo o Brasil onde se verifica mais Gondim como nome pessoal.

Tal como a outras freguesias que não tinham lenda, contemplei Gondim com a 

LENDA DO DIVINO SALVADOR”
A apresentação/lançamento das 23 lendas, será no dia 23, aqui online, em homenagem ao dia Mundial do Livro,
altura em farei uma breve introdução à obra cultural LENDAS DA MAIA.

José Faria

segunda-feira, 12 de abril de 2021

DOURO DOS POETAS

 


O DOURO DOS POETAS

 

Encontrei o Douro a dormitar,

Junto à sua foz, ressonando;

Temendo a sua luta com o mar,

E a ver o seu fim aí chegando.

 

Tranquilo junto ao rio a caminhar,

Fui vendo suas águas se abanando;

Se erguendo na coragem de enfrentar,

O mar que o foi abocanhando.

 

Rio de paz e bravura dado à gente,

Que montanhas rasgou até à foz,

Levando água à vida, à natureza.

 

Continuará correndo entre nós,

Por gerações continuará sua grandeza.

E trará mais poesia na corrente.

                          José Faria         


 

ATIVIDADE DESPORTIVA

 




sábado, 10 de abril de 2021

CAMINHADA E CORRIDA À VOLTA DA CIDADE DO PORTO

Criatividade de arte e imagem sobre a história cinematográfica, após caminhada à volta da cidade do Porto.
Distancia de treino,caminhada e corrida à volta da cidade do Porto: Pedrouços, Areosa, Freixo,Ribeira, Ponte da Arrábida, Foz do Douro, Castelo do Queijo, Amial, Pedrouços - 31,49km
Tempo de treino sempre em movimento e corrida, só paragem para fotografar: - 5:26:13
Velocidade média de - 10:21/ km
Elevação reduzida de - 256 m
Calorias despendidas: - 3.096

✍🚶🕵️🎬
- A história dos canhões de Navarone.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Solos de violão primeiros passos. José Faria


É DO CONFINAMENTO
QUE SURGE NOVO TALENTO
 
Queria tocar viola,
Ser poeta e ciclista;
Mas é preciso ter tola
Dedicação que resista.
 
Não se pode em tudo estar,
Com certeza ao mesmo tempo;
Mas pode-se experimentar,
Em tudo que se gostar,
E nos dê contentamento.
 
Ser um pouco de tudo,
Mesmo sem ter formação;
É liberdade sem canudo,
Viver com satisfação.
 
Ora caminha ou escreve,
Vai correr ou pedalar;
Faça o que gosta e que deve
Até o que lhe consola.
Faça tudo o que gostar,
Para se realizar
Pode até tocar viola,
José Faria


quarta-feira, 31 de março de 2021

O TORREÃO DE PEDROUÇOS - MAIA

O TORREÃO

Do secular torreão,
Em Pedrouços erigido;
Pouco se sabe a razão,
De ali ser construído.
 
Pouca é a informação,
Tampouco é promovido;
Por falta de formação,
Ao património devido.
 
Diz-se que é secular,
Que serviu de miradouro,
Tão robusto, sempre novo,
 
Obra a salvaguardar,
A promover e respeitar,
Antiga arte do povo.
José Faria

segunda-feira, 29 de março de 2021

LENDAS DA MAIA

LENDAS DAS 17 FREGUESIAS DA MAIA ANTES DA UNIÃO

Águas Santas3 Lendas, -  Fonte de Aqui Sanctys - a da Guadalupe e a Vozes da Cova da Moura

Na Barca – lenda do Senhor da Cruz e Senhora do Encontro

Em Fogosa Lenda São Frutuoso e os Passarinhos

Em GemundeLenda do Santo Preto

Em GondimLenda do Divino Salvador

Em GueifãesO Regresso das Jumentinhas

Freguesia da Maia 2 lendas, – D. Afonso, D. Gonçalo e o Eremita, e a da Morte do Lidador

Em Milheirós Lenda de Santiago e os Mouros

Em Moreira - Lenda do Santo Lenho

Em NogueiraSanto António e o Menino

Em Pedrouços, 4 lendas, - a Capela, o Cristo e a Cobra, a do Boi Morto, a da Morte do Rapaz das Laranjas e a do Ribeiro dos Amores.

Em Santa Maria de AviosoLenda da Bicha Moura

Em São Pedro de AviosoLenda da Pastora Maya

Em São Pedro de FinsLendas de São Pedro de Fins

Em Silva Escura/Nogueira – Lenda do Milagre de Santo António       

Em Vermoim Lenda de São Romão e os Leprosos

Em Vila Nova da Telha Lenda das Pinhas de Ouro

José Faria

sexta-feira, 26 de março de 2021

Passarinhos. Duas felosas brincando

Felosas brincando?

Julgo tratar-se de felosas, Phylloscopus collybita,
 
A brincarem ou zangadas!? Filmadas da janela, em Pedrouços, Maia, em 19/08/2019.
A felosa-comum (Phylloscopus collybita) é uma pequena ave da família Phylloscopidae. É parecida com a felosa-ibérica, distinguindo-se sobretudo pelas vocalizações.
Esta felosa nidifica no centro e no norte da Europa e da Ásia. Em Portugal ocorre principalmente como invernante. (Fonte: Wikipédia)
Numa manhã de sexta feira,
Fui saudar o dia da minha janela;
Vi dois passarinhos na brincadeira,
Coisa mais linda de graça tão bela.
José Faria
✍️🙏🐦🐦- 16/08/2019