sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

ANIVERSÁRIO DA MORTE DE FLORBELA




















08/12/2017 – 87 Anos depois


FLORBELA ESPANCA

Foi neste dia o seu nascimento,
Em que partiu e nos deixou a Florbela,
E foi seu dia também de casamento,
Como foi o de partida e do fim dela,

Do muito que legou seu pensamento,
Encheu de letra viva toda a tela;
Pela arte de escrever e entendimento,
Desde a poesia triste à mais bela.

Desde então oitenta e sete anos decorreram,
Desde de sua partida e sua ausência,
E ainda hoje semeia poesia;

À sua sombra e carinho já nasceram,
Tanto poeta por sua influência,
Que é riqueza da literacia.


José Faria

domingo, 12 de novembro de 2017

O LACAIO


Já quase esqueceu a gente,
Dos males que não tem cura,
Como os de  antigamente,
Do tempo da ditadura.

Que teve sempre presente,
A avareza e a usura.
Essa espécie tão doente
Que corrói a estrutura

E ainda tem continuidade,
Por poder e por dinheiro
Destruindo-nos o caminho;

Pode até ser companheiro,
Ser uma falsa amizade,
Ou até o tal vizinho.
José Faria


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

DOURO DO FADO E DA POESIA




O Douro vem a chorar,
Junto à Arrábida, por temer;
O seu fim que está a chegar,
Quando no mar se envolver.

Depois de tanto lutar,
Passo a passo e a correr;
Ainda sorri a abraçar,
Porto e Gaia, e agradecer,

A recepção sem igual,
Das cidades de alegria,
Em pontes e ligações.

Neste país de Camões,
Do fado e da poesia,
Que se chama Portugal.

José Faria


O DOURO DOS POETAS




Encontrei o Douro a dormitar,
Envolto em nevoeiro ressonando;
Temendo a sua luta com o mar,
Na sua foz onde o vi chegando.

Tranquilo, no cais velho, a pescar,
Onde suas águas se abanando;
Se ergueram na coragem de enfrentar,
O mar que o foi abocanhando.

Rio de paz e bravura dado à gente,
Que montanhas rasgou até à foz,
Levando a água à vida, à natureza.

Continuará correndo entre nós,
Por gerações e gerações será grandeza.
E trará mais poesia na corrente.

31/10/217 – José Faria


segunda-feira, 29 de maio de 2017

POESIA SEM ROSTO


FUTILIDADES POÉTICAS

Melhor fosse a perífrase utilizada,
Para dar à poesia mais aragem;
Porque há muita que ao ser declamada,
De metáforas está tão carregada,
Que nem se chega a perceber qual a mensagem.

E basta uma palavra desajustada,
Para inverter a ideia ou imagem,
E o sentido da frase versada.
Porque a vaidosa palavra realçada,
Tirou ao poema toda a coragem.

Depois vem a poesia do lamento,
Da tristeza, da dor e da saudade;
Tal como o fado choradinho;

Para o progresso é perda de tempo,
Não se constrói com isso felicidade,
Nem a sociedade quer esse caminho.

José Faria


VALOR DA ARTE



Há olhos pequenos em pequeno pensamento,
Tão pobre na leitura da arte e do autor,
Pela forma de ser, e fraco entendimento,
Valoriza o tamanho e nunca o seu valor.

Seja escultura, livro ou monumento,
Só a vê se com esplendor,
Pois no tamanho, para ele, está o talento;
Mas a arte requer olhos de condor.

Está nas mais pequenas dimensões,
E no grão da semente a vida grata,
A medição da arte e seu louvor;

Vale mais um grão de ouro ou de prata,
Do que tantas inúteis construções;

Ou que grandes livros só de capa.
José Faria

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ABRIL ANTIGO

ABRIL ANTIGO

Que recitar ou declamar,
Sobre Abril, sobre a história?
Que tenho eu para vos contar,
Se Abril foi de glória.

Já tudo foi dito e escrito,
Do país é já memória.
Já tudo foi dito e escrito,
Tudo foi declamado;

Do que foi Abril o grito,
Da arma G3 com cravo.
Faz parte da nossa história,
E na escola é ensinado,

Da revolução pela liberdade,
Que novo mundo nos foi dado.
Que tenho eu para vos contar,
Se tudo já foi contado!
Falar dos militares de Abril,
Neste país tão mudado?

Falar dos nossos Partidos,
Que o tem ignorado?
Não!
Porque Abril são as nossas mãos,
Se dadas e se unidas.
É a amizade entre irmãos,
São as lutas conseguidas.

Abril é a nossa vontade,
É juventude, é mocidade.
Abril é servir a terra,
Que Abril aos filhos lega.

É de todos quantos dão,
Amor e fraternidade;
No lugar, terra, nação,
Ensinando a liberdade.
José Faria

sexta-feira, 14 de abril de 2017

LANÇAMENTO DO LIVRO DE POESIA "ATALHOS"

Aos oito dias do mês de Abril, teve lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Pedrouços, o lançamento do meu segundo livro de poesia "Atalhos". Livro de edição do autor.

O soneto abaixo, explicando o significado e as razões do título do livro, só foi criado após a publicação, tendo sido declamado na sessão.
Já "Zémaiato", também soneto, foi nome de um meu blog e actualmente é do email. Também este título foi esclarecido no evento e esta poesia consta do livro "Atalhos".

 Juntamente com a apresentação dos livros editados, esteve presente um poema onde cada verso seguiu a primeira letra do nome "Freguesia de Pedrouços", referindo-se à história desta terra de minha naturalidade e residência, o qual consta do meu primeiro livro "Contos e Versos do Meu Caminho", publicado em 2006.


A apresentação do autor e da obra literária, esteve a cargo do meu amigo Prof. Dr. José Maia Marques, do Forum da Maia, que, tal como já o fizera na apresentação do meu primeiro livro, me deu a honra de apresentar "Atalhos", a quem estarei sempre muito grato.

As honras da casa, Junta de Freguesia de Pedrouços, estiveram ao cuidado do seu presidente, Joaquim Araújo, que como sempre ,muito interessado e prestável, providenciou na criação de todas as condições à boa realização de apresentação da obra poética. 

Da parte da Câmara Municipal da Maia e em representação do seu Presidente Eng. Bragança Fernandes, a senhora Dra. Marta Peneda, mostrou-se muito agradada com esta iniciativa, reforçando votos de muitas mais iniciativas culturais e literárias, para as quais a Câmara Municipal sempre se predispõe a apoiar.


Entre-calando a explanação sobre a publicação deste livro e declamação de alguns poemas, foram projectados alguns filmes do autor a declamar, filmes que habitualmente vai criando, sempre sozinho e em diversos locais, inclusive no decorrer dos seus exercícios de cicloturista.

 Seguiu-se o registo de autobiografia nos livros adquiridos pelos presentes.




quarta-feira, 22 de março de 2017

GRANIZO NA PRIMAVERA



Quando do tempo menos se espera,
Ele muda de rosto e perde o sorriso;
E o sol alegre de Primavera,
Dá lugar a chuva, frio e granizo.

E o novo fruto que da terra aparecera,
Pelas mãos do suor, o pão que é preciso;
É o bem da lavoura que se perdera,
Deixa de novo todo o espaço liso.

Perdem-se culturas que a neve queimou,
Diz-se do arejo que semeia dor,
Repentina descida da temperatura;

O chão removido por quem labutou,
Chora o seu trabalho que esteve em flor;
E a perda de toda a sua cultura.


José Faria 22/03/2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

GRITO


Grito como o vento, 
Tantas vezes, 
Em silêncio.
Grito em mim,
Só para mim 
Só por dentro.

Grito revoltado, 
De cuidado, calado
E manso;
Grito escusado;
Que nasceu do mal-falado,
Mal dito e mal pensado;
E nesse gritar me canso.

É grito que em qualquer ser,

Não deveria acontecer;
Nem fazer ninguém ferido.

Oh vento de ignorância,
Que só fala por falar,
A soprar sem importância,
Fruto de seu mal-estar.

Vento de estupidez,
Calado, mudo, aflito,
Teima de quando em vês,
Quando, mal humorado;
Despertar de novo o grito,
De silêncio incomodado.

Grita em mim tudo por dentro,
Esse grito tão calado,
Tem andar esfarrapado,
Como um embrulho de vento;
Caminha num passo lento,
Deixa um rasto magoado.

Nunca o grito em ti pense,
Foge dessa tempestade;
Da ignorante maldade,
Que a vida a ti pertence,
Só o saber te favorece,
O de paz e de felicidade.


José Faria – 26/02/2017


CHEIA DO LEÇA


Quando o temporal chegou,
Nem a chuva ouvi cantar;
E quando o Leça transbordou;
Ainda estava a me lavar.
Só quando senti oscilar,
Onde eu estava mergulhado,
Com a banheira a andar;
A deslocar-se para lado.
Aí levantei a cabeça,
Ainda meio ensaboada;
É que vi a andar com pressa,
A banheira na enxurrada.
Como um barco ou jangada,
Parecia não parar mais;
Como se fosse preparada,
Para os rápidos mais radicais;
E ao verem-me os populares,
Na margem do rio aflitos;
Só me conseguem salvar,
Depois da banheira atracar,
Entre arbustos e detritos.

José Faria – 09/03/2017

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A POESIA NÃO DORME



A POESIA NÃO DORME

Durante a noite calada,
Já quando assenta a acalmia,
Minha alma sossegada,
Passeia de madrugada,
Nos passos da poesia.

Desperta a mente, acordada,
Sem sono por teimosia;
Entrega-se à desfolhada,
Onde a vida versejada,
Vai ser doada de dia



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ATALHOS - POESIA DE JOSÉ FARIA


Prefácio do meu segundo livro de poesia: 
"ATALHOS"
Vem de longe esta tendência e predisposição de versejar.
Ainda criança e a frequentar a escola primária, já elaborava uma ou outra quadra, fazendo referência a datas festivas e tradicionais, como o Natal, São João, São Martinho, Carnaval, Páscoa, e de outros momentos festivos.
Como cronista e redator de um jornal local, sempre divulguei situações do dia-a-dia das populações, incluindo na forma versejada, para promover e enaltecer eventos culturais e religiosos e outras vivências sociais e culturais da comunidade.
Nessa crescente dedicação à poesia, passando pela participação, coordenação e declamação em muitas tertúlias, publiquei conjuntamente com outros poetas, em coletâneas na Maia e em Matosinhos.
Em 2006 publico o meu primeiro livro “Contos e Versos do Meu Caminho”, editado pela Papiro Editora, onde está presente e subjacente o texto explicativo à história de cada poesia, situando-a no tempo e no espaço.
Motivadores e de constante criação poética, os encontros e convívios culturais de poesia, que apresentavam sempre um novo tema em cada sessão, reforçaram ainda mais a “fabricação” de poemas e mais poemas. Essa entrega, participação e colaboração, viriam a reforçar o hábito de quase diariamente construir poesia e quadras de mensagem, pensamentos ou de divulgação de casos pontuais; muitos registados e declamados em letra e vídeo, nas redes sociais, como o facebook e nos meus blogs. http://faria-palavrasvivas.blogspot.com e http://pedalnovo.blogspot.com e no http://youtube.com/TheBoimorto . 
É nessa entrega de gosto e dedicação que vai crescendo sempre o volume de poesia em sonetos e quadras soltas e livres, testemunho da minha vivência, ocupação e pensamento. Quadras soltas e livres que vão servindo de mote à conclusão de novas mensagens poéticas, onde se misturam os vários géneros literários.
Por este constante versejar e “fabricar de “poesia; e porque qualquer obra só o é quando do conhecimento do público, entendi publicar “ATALHOS”, porque o caminho da vida é feito de muitos pequenos caminhos e… atalhos.

José Luís Silva Faria

FESTAS DA NATIVIDADE DE PEDROUÇOS - 2026

  FESTA E ROMARIA DE PAZ E ALEGRIA POR NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE - Pedrouços – Maia – Setembro de 2026   Estoura no céu o fogo da alegria,...