EM SÃO MIGUEL O ANJO

terça-feira, 20 de julho de 2021

NATIVIDADE


NATIVIDADE DA VIDA

DA PAZ E DA SAÚDE.

 

Senhora da minha terra,
Ó santa Natividade,
Pedrouços de Ti espera,
Santas horas e bondade.
 
Vive-se uma enfermidade,
Devastadora e temor;
Que destrói a humanidade,
Em momentos de terror.
 
Um vírus tão invasor,
Forte contaminação;
Anda a semear a dor,
A morte e aflição.
 
Que a pureza, a devoção,
À vida que é sagrada;
Tenha em Ti a salvação,
Senhora imaculada.
 
Que a terra seja regada,
Com a divina bênção;
Que fique purificada,
A nossa população.

 José Faria

SER OU NAO SER...

 

SER OU NÃO SER...
 
Lembrar-te a ti, amigo?
Já o fiz outrora,
Te lembro hoje, como o faço agora,
Se a cara viras, não me queres contigo,
Nem escutas o que por bem te digo:
Ou não existes, ou estás por fora.
 
Só não desiste quem ainda está vivo,
E que se evita de andar à nora:
Quem faz da vida e carência o livro,
Da dura lida a melhor escola.
 
Se todos seguem para onde eu sigo,
Que fica além de onde a gente mora:
Sejamos antes do caminho findo,
Algo futuro, saudade de agora.
 
É a família o núcleo mais pequeno,
E mais antigo, desde a pré-história!
Razão de um país e do mundo inteiro,
Onde cada um deve ser obreiro,
E cada um comum memória.
 José Faria


DONA MORRINHA

Ai que boa, tão sagrada;

A morrinha já voltou,

É miudinha, esperada,

Que já tanto refrescou.

 

À terra seca e queimada,

À natureza agradou;

Esta água abençoada,

E logo a terra brotou.

 

Em terra boa tudo pega,

Anda tudo a florescer,

Por entre prados e montes,

 

No porvir sempre a crescer

A chuvinha é que mais rega,

E de toda a vida é fonte.

José Faria


sexta-feira, 16 de julho de 2021

O GRITO DA MÃE TERRA

 

Há tanto tempo a terra grita,
De desespero, em convulsão;
Este planeta em que a gente habita,
Sofre a doença da poluição.
 
É a mãe terra doente, aflita,
Violentada com tanta agressão;
Pela humanidade, espécie maldita,
Que a levará à destruição.


A todos oferece o alimento,
Subsistência e felicidade;
Até ao homem a quem deu juízo,
 
Mas continua a humanidade,
Animal ousado de atrevimento;
A destruir o seu paraíso.

José Faria

(Foto da Net - Site "TERRA - BBC New Mundo)

sábado, 10 de julho de 2021

PÃO DA TERRA

Cresce milho em toda a parte,
Do trabalho e dedicação;
Da lavoura engenho e arte,
Que um dia há de ser pão.

Não há tempo que me farte,
Do prazer, contemplação;
Pois, é este o baluarte,
Da nossa alimentação.
 
Sigo adiante, e mais além,
Mais milheirais sorrindo,
Animam a alma e o olhar;

E outras culturas também,
Que da terra vão surgindo,
Para a vida prosperar.
José Faria

LENDA DA BARCA - MAIA



LENDA DA BARCA
O Senhor da Cruz vai na procissão,
Há muito povo a vê-lo ver passar;
Os crentes aguardam com devoção,
O momento sagrado dele se juntar
Ao andor da senhora, no caminho.
A santa do Encontro vem-se encontrar,
Ao Senhor dos Passos que é seu vizinho,
Que o povo aos dois quer venerar.

No sítio marcado, na capelinha,
Os dois andores das procissões;
O Senhor dos Passos mais a Santinha,
Ambos envoltos em orações,
Seguem adiante subindo o monte,
Com os fiéis que neles vê luz,
E logo adiante, mesmo defronte,
Entram na capela do Senhor da Cruz.
O Senhor dos Passos, mais devagar,
Com tanta gente em todas as ruas,
Para Vermoim não o roubar,
Entra na capela às arrecuas.
E a tradição que de Barca é lenda,
Sempre em setembro com primazia;
A arte e cultura, de grande contenda,
É festa do povo, é romaria.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Vila Nova da Telha - A LENDA


LENDA DE VILA NOVA DA TELHA

Reza a história e a lenda,
Que certo dia num pinhal:
Vila Nova ainda se lembra,
De um milagre sem igual.
 
Andava a mulher no monte,
Às pinhas para vender;
Que era sua única fonte,
Para poder sobreviver.
 
Viúva e com três crianças,
E em constante correria;
Entregava as esperanças,
Nas pinhas que conseguia.
 
Quando andava nessa apanha,
Muito assombrada ficou,
Ao ouvir uma voz estranha,
Que misteriosa lhe falou:
 
“Há mais abaixo a floresta,
Que te dá mais rendimento;
A pinha daqui não presta,
E não garante teu sustento”.
 
Júlia ficou assustada,
E ergueu-se prontamente;
À sua volta não viu nada,
Não havia ali mais gente.
 
Mesmo assim obedeceu,
E foi onde há mais pinheiro;
Depressa o seu saco encheu,
Que lhe dará mais dinheiro,
 
Quando cansada chegou,
À sua humilde habitação,
Logo que o saco pousou,
Foi grande a admiração.
 
Quando o saco foi abrir,
Com as suas criancinhas;
Pasmou ao ver reluzir,
Brilhavam de ouro de três pinhas

José Faria

sábado, 5 de junho de 2021

SANTO LENHO DE MOREIRA - MAIA

LENDA DO SANTO LENHO

O Santo Lenho é lasca de madeira,
Que diz a lenda ser do Oriente;
É o despertar de outra maneira,
Muito ardilosa e também matreira,
De alimentar a fé a todo o crente.
 
É quem na oração mantém canseira,
Dedicação ativa e presente;
Todo o cristão dela se abeira,
Com muita entrega e fé derradeira,
A um pouco de pau omnipotente.
 
E da devoção do povo, da gente,
Germina na terra a sementeira;
Até no verão seco e bem quente,
A natureza produz, está presente,
Em todos prados, em qualquer lameira.
 
Energia sagrada do Lenho se sente,
Na pedra de ara há muito guardado;
Ainda faz milagres e cura o doente,
Em quem acredita e nele se tente,
É luz da cruz no altar de Moreira.
José Faria

terça-feira, 1 de junho de 2021

JOSÉ VIEIRA DE CARVALHO

O GRANDE OBREIRO DA MAIA MODERNA

Histórico obreiro presidente da Câmara da Maia, 

Era o Dia Mundial a Criança de 2002.

Só depois:

Depois da alegria das cores e das fantasias das crianças da Maia,

Das novas gerações do Lidador.

Depois do movimento festivo e colorido nos Paços do Concelho.

Era Dia Mundial da Criança!

Depois do dever cumprido e da Maia construída,

Só depois, veio a derradeira homenagem.

Um mar de gente na despedida, já com a Maia feita e entregues às maiatos.

Cumpriu-se a obra e a história moderna para a gente maiata.

Cumpriu-se o propósito de Deus,

Que à Maia o deu e da Maia o levou…

Só depois da obra feita:

José Vieira de Carvalho

O cidadão de todos os maiatos regressou ao Criador,

Deus o deu, Deus o levou.

Antes, a derradeira homenagem;

Encheu-se de um mar de gente a Praça do Município,

Tão pequena para um mar imenso,

De todas as idades e classes sociais,

Todas as entidades oficiais, culturais e de solidariedade,

E o mar de gente fez-se rio caudaloso…

Silencioso deslizou em passo lento e pesado…

Em sofrimento.

Pela partida do obreiro que à Maia de lugar primeiro.

E o mar fez-se rio sem fim até à última morada,

Do grande mestre estadista

Que legou aos maiatos nova forma de ser, estar e de agir

Que, como ele continuará a crer e a construir.

Vão continuar a ser como ele,

Mesmo sem o saber.

José Faria

- in “Contos e Versos do Meu Caminhos”

terça-feira, 25 de maio de 2021

Moinhos de Jancido


 

MOINHOS DE JANCIDO 

Um grupo de amigos tão prestáveis,
Dedicados respeitadores da natureza;
Desbastaram tanto mato, incansáveis,
Descobriram os moinhos, esta beleza.
 
Estava o património histórico escondido,
Coberto de vegetação, tão abafado;
Nas margens do rio Sousa, em Jancido
E agora por tanta gente, admirado.
 
Por estradãos a caminhada é salutar
Na frescura do monte junto ao rio;
Dá saúde, alegria e bem-estar,
Este prazer, esta aventura e desafio.

Ao grupo de amigos zeladores,
Do restauro e toda a preservação;
A todos os obreiros benfeitores,
Expresso o meu respeito e gratidão.
 José Faria


sexta-feira, 21 de maio de 2021

LOUVOR À NATUREZA

          

Fui para o monte,
Porque é no monte
Que sei quem sou.
É no monte à tardinha;
Que encontro a alma do Mundo...
E a minha.
E aí, no monte,
No silêncio do meu olhar,
Deixo-me por lá pedalar,

Sem machucar as flores do monte,
Nem conspurcar as águas da fonte.
Só o canto das aves e o murmurar;
Dos rios Sousa e Ferreira
Se mantém à minha beira,
Que sabem os montes rasgar

E namorar a ladeira.
E aí, no monte sem canseira,
Envolto em sombras de silêncio,
No milagre da terra de pureza;
E antes de voltar à fantasia,
Abraço o monte,
Toda a sua grandeza!
E beijo a terra,
Num louvor à natureza.

José Faria

 

sábado, 15 de maio de 2021

CURIOSIDADES DA SARDANISCA

Quando o sol está de feição sobre os velhos muros, onde as sardaniscas se expõem ao sol a carregar as baterias, ou a aquecer o seu sangue-frio, adoro as fotografar.

Desde criança que vem este respeito e admiração por este pequenino e gracioso réptil. Também designada de lagartixa, répteis sáurios da família dos Lacertídeos, que nos faz lembrar os crocodilos e jacarés em ponto pequenino, a sardanisca pode atingir uma média de 10 anos de vida e medir até 10 cm, sem incluir a cauda. Esta cauda é mais longa que o corpo e pode se estender ainda mais se a lagartixa se sentir ameaçada.
Quanto à sua pele, é coberta por escamas minúsculas, com maior preponderância nas costas do que no abdómen. As cores e tons oscilam entre verde-escuro, verde-claro e castanho.
Da curiosidade que sempre me fascinou e intrigou, está o facto de a sardanisca, quando perde a cauda por que quer, por defesa, ou por acidente, ela volta a crescer.

Pois, para se defenderem, como acontece com outros lagartos; as lagartixas são capazes de soltar a cauda por autotomia (mecanismo conhecido como auto = voluntário, próprio e tomia = partir, cortar).

Elas forçam uma fratura num ponto específico do rabo, que se desprende de forma indolor e continua se movimentando, distraindo a atenção do predador enquanto fogem. Essa estratégia pode ser repetida, porém, a cada episódio, o rabo ficará mais curto. Se a rutura da cauda for forçada, por acidente, mordida ou uma pisão, a regeneração é completa.

Curioso é quando há ferimento sem perder a cauda, e outra nasce-lhe no lugar do ferimento, como se a tivesse perdido, ou cresça noutra direção ao alinhamento do rabo.

Respeite as lagartixas.

Estas fotos foram tiradas em Pedrouços – Maia em maio de 2021.

José Faria

 

POR AQUI, POR ALI, POR ACOLÁ!

quinta-feira, 13 de maio de 2021

O MISTICISMO

PELO MISTICISMO NOS EXTRAÍMOS DAS NOSSAS MAIS ÍNTIMAS
E BIOLÓGICAS NECESSIDADES REAIS DE EXISTÊNCIA

 

- “O Misticismo é a busca da comunhão com uma verdade espiritual que é realizada por meio de experiências diretas ou intuitivas. A origem do termo está nos escritos de Dionísio no século V, o qual foi empregado para definir um tipo de teologia. Esta é a marca para definir um sistema religioso que possui Deus como transcendente. Assim, o Misticismo marca uma relação direta e íntima com Deus ou com a espiritualidade, resultando em uma religião em seu estado mais apurado. Por isso mesmo, o termo é empregado em crenças paralelas à religião principal, como é o caso da Kabala para o judaísmo, do Sufismo para o islamismo e do Gnosticismo para o cristianismo. Os orientais, por sua vez, acham o misticismo redundante.

Misticismo vai além da religião tradicional por permitir uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão. O que fere os dogmas das maiores religiões do mundo, pois elimina a figura do intermediário. A iluminação ou a experiência mítica é o nome dado para o contato direto com a divindade, que é um estado de consciência no qual o indivíduo vislumbra tudo aquilo que está além do plano físico. Porém essa união com o todo só é possível através de uma dedicação espiritual que capacita o ser humano a se livrar das tentações mundanas.”

Como dizia e cantava José Mário Branco, e isto aplica-se aos 3 Fs.

“O faduncho choradinho
de tabernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões

canto mole em letra dura
nunca fez revoluções

Se tu cantas a reboque

não vale a pena cantar
se vais à frente demais
bem te podes engasgar
a cantiga só é arma
quando a luta acompanhar.”

Fonte: - https://www.infoescola.com/religiao/misticismo/?fbclid=IwAR2HumVPT0HtGfkas8egvqHsujPpbU3tMvLvn-ewffiou0dwZXB1LeZCJzo

terça-feira, 11 de maio de 2021

O SEGREDO - Casa do Alto

O SEGREDO


Velhas ruínas da Casa do Alto - Pedrouços - Maia (Recuperada)


De olhos e pensamento apontados noutra abordagem literária, que abarque realidade e ficção, passeio-me no passado por entre ruínas recuperadas e transformadas no presente.
Só a compilação e interação de muitas histórias, rascunhos, apontamentos e do conhecimento de recordações acumuladas, possibilitarão a criação de um novo trabalho literário historicamente romanceado.


Quando na história local residem contos e o “diz-se que”, “aconteceu antigamente que”, sem explicações nem respostas concretas às questões fundamentais que se colocam para o entendimento desses “ditos”; a curiosidade vai ao encontro do mito, da ficção e da realidade, obrigando o escritor a ser ainda mais inspetor e criador.
Das ruínas da Mansão da Colina carregadas de mistério, que se transformaram, recuperadas em Casa do Alto, se vão soltando do pensamento, fragmentos de lembranças da história do tempo e de vidas ali vividas, que se vão intercalando nas verdades e mentiras de criação e ficção num trabalho literário que anseia nascer.

José Faria

 

GOLPE DE ESTADO DE 1974

LIVROS DE LENDAS DA MAIA

Cachoeira dos Aflitos

LENDAS DA MAIA - Prefácio

LENDAS DA MAIA POR FREGUESIAS

Nesta organização editorial constam todas as “antigas” 17 freguesias da Maia.

Para além das lendas existentes correspondentes a algumas delas, novas lendas criei que acrescentei às freguesias que as não tinham, complementando poeticamente todas elas, antigas e novas, com quadras descritivas de cariz popular.
A presente obra tem o propósito de contribuir para a divulgação da história cultural local, para haver sempre uma lenda para se contar, quando se fala de qualquer freguesia da Maia. 
Lendas da Maia por freguesias - José Faria

As lendas são sempre agradáveis de se ler e de se ouvir, e podem-se manter vivas durante muito tempo, de geração em geração, sem perderem a pureza da verdade e da mentira envoltas em fantasia.
As lendas nascem da mesma forma que as estórias de ficção: “Diz-se que antigamente”, “era uma vez”, “reza a lenda”, “reza a estória…

e, quer na lenda, quer na estória, há cumplicidade na narrativa ou redação, logo a partir das primeiras letras e fábulas dos bancos da escola, tantas vezes a brilharem de mistérios, de emoção e fantasia, sobre situações irreais e sobrenaturais, com príncipes, princesas, anjos, santas e santos, e com milagres quase sempre presentes. 
Lenda do Divino Salvador de Gondim

Assim, das novas lendas, umas criadas outras recriadas, constam na freguesia de Pedrouços, (mais três novas), a “lenda do Boi Morto”, - a “lenda da Morte do Rapaz das Laranjas” (a partir do “consta-se” popular), e a “lenda do Ribeiro dos Amores”. Da freguesia de Milheirós, “Santiago e os Mouros”, - da freguesia de São Pedro de Avioso, “A Morte da Pastora Maya”, - da freguesia da Maia, a “lenda de D. Afonso Henriques e o Eremita”, e a “lenda da Morte do Lidador”. Da freguesia de Águas Santas, Ardegães, “Vozes da Cova da Moura”, - da freguesia de Nogueira, “lenda de Santo António e o Menino”, - da freguesia de Vermoim, “lenda de São Romão e os Leprosos”,- da freguesia de Vila Nova da Telha, “lenda das Pinhas de Ouro”, - da freguesia de Gondim, “Lenda do Divino Salvador”, - e da freguesia de São Pedro de Fins, “Lendas de São Pedro de Fins”.

O autor: José Faria


- Reunidas e versadas, reuni as antigas e novas Lendas da Maia.

- Agora, quando se referir a uma das 17 freguesias da Maia (antes da união de freguesias), saiba que em qualquer uma delas há uma lenda que lhe diz respeito. Nalguns casos mais que uma:

Águas Santas 3 Lendas,

A da Fonte de Aqui Sanctys - a da Guadalupe e a Vozes da Cova da Moura

Na Barca – lenda do Senhor da Cruz e Senhora do Encontro

Em Fogosa Lenda São Frutuoso e os Passarinhos

Em GemundeLenda do Santo Preto

Em Gondim Lenda do Divino Salvador

Em Gueifães O Regresso das Jumentinhas

Freguesia da Maia 2 lendas, a de – D. Afonso, D. Gonçalo e o Eremita, e a da Morte do Lidador

Em Milheirós Lenda de Santiago e os Mouros

Em Moreira - Lenda do Santo Lenho

Em NogueiraSanto António e o Menino

Em Pedrouços, porque aqui nasci e aqui ainda vivo, criei 4 lendas, - a da Capela, o Cristo e a Cobra, a do Boi Morto, a da Morte do Rapaz das Laranjas e a do Ribeiro dos Amores.

Em Santa Maria de AviosoLenda da Bicha Moura

Em São Pedro de AviosoLenda da Pastora Maya

Em São Pedro de FinsLendas de São Pedro de Fins

Em Silva Escura/Nogueira Lenda do Milagre de Santo António       

Em Vermoim Lenda de São Romão e os Leprosos

Em Vila Nova da TelhaLenda das Pinhas de Ouro