quinta-feira, 7 de maio de 2026

XXV CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR - 2026

 CONFRARIAS EM DESFILE EM MATOSINHOS
PARA A CERIMÓNIA DO XXV CAPÍTULO DA CONFRARIA GASTRONÓMICA DO MAR

É já no próximo dia 23 de maio, que as Confrarias estarão a animar as ruas das festas do Senhor de Matosinhos. Depois da cerimónia religiosa e missa celestial a partir das 9,00 horas na igreja Matriz de Matosinhos, segue-se o colorido desfile de Confrarias em direção à Câmara Municipal, onde se irá realizar a Cerimónia Institucional do XXV Capítulo da Confraria Gastronómica do Mar, no Salão Nobre deste município à beira mar plantado.
É o momento alto, animado, clássico e colorido, das confrarias presentes e em desfile, que anualmente por esta altura, complementam o programa das festas do Bom Jesus de Matosinhos.

Depois destes eventos culturais promotores e divulgadores da gastronomia portuguesa, o convívio à mesa com todas as confrarias presentes, terá lugar no restaurante “Casa de San-Thiago, no lugar do Souto, em Custóias.
Será o momento de partilha de valores socioculturais e gastronómicos, onde não faltarão estórias, usos e costumes das terras de cada Confraria, e naturalmente, de Matosinhos com destaque para a Lenda do Senhor de Bouças, que antecede o nome de Matosinhos.

Pois, como reza a história, a igreja do Bom Jesus de Matosinhos terá sido mandada erguer no século XVI, pela Universidade de Coimbra, para substituir um templo que existiria nas proximidades, no lugar de Bouças.
À frente da sua construção esteve João de Ruão, um famoso arquiteto da época, ao qual se juntou Tomé Velho, já na fase final da edificação. Edificação essa que em vez dos quatro anos previstos, acabou por demorar vinte.
Atualmente, dificilmente se observam vestígios desse templo inicial, dado que este foi profundamente alterado no século XVIII.
Assas remodelações, deram-se tanto na capela-mor, como no restante edifício, e tiveram a assinatura de um nome bastante conhecido no Norte de Portugal, Nicolau Nasoni. O arquiteto italiano também foi responsável pela fachada barroca, totalmente nova, que continua a impressionar quem a vê a partir do bonito adro ladeado por plátanos.
Entrar no edifício permite apreciar a imponente talha dourada que reveste o seu interior e a figura de Cristo crucificado – uma escultura em madeira, com dois metros de altura, com origem na idade média, entre finais do século XII e início do século XIII.

Segundo a lenda, a peça terá sido apenas uma das várias esculpidas por Nicodemus, que, mais tarde, seriam atiradas ao mar mediterrânico. E, a mais perfeita delas todas, meio século depois, daria à costa no mar de Matosinhos, no dia 3 de maio de 143, mas já sem um braço, o qual foi achado por uma jovem surda e muda que apanhava lenha no areal da praia.
Quando em casa a jovem o colocou na lareira, esse pedaço de madeira (braço) o mesmo teimava em saltar para fora da lareira, o que levou a jovem a chamar pela mãe, dizendo à mãe para não insistir, que aquele pedaço de madeira era o braço que faltava ao Nosso Senhor de Bouças.”
Milagre: A mãe ficou boquiaberta ao verificar que a filha falo!
(Texto da revista Evasões – especial, Matosinhos ao sabor do mar, da arte e da história)
O MILAGRE DO SENHOR DE BOUÇAS
Certo dia uma menina surda-muda,
Conhecida por Maya da Purificação;
Andava a prestar aos pais a sua ajuda,
A apanhar lenha na praia para o fogão.
Entre a madeira que na areia recolheu,
Um pedaço de pau pareceu-lhe estranho;
Um pouco tosco, um braço lhe pareceu,
Quer pela forma e quer pelo tamanho.
Regressou a casa, estranha e contente,
Ia alimentar o fogo, a sua canseira;
Mas quando lançou aquele pau diferente,
Assustou-se ao vê-lo saltar da lareira.
Várias vezes o lançou àquela chama,
Mas ele para fora sempre saltou;
Admirada, por gestos logo chama,
Pela mãe, a quem por milagre, falou.
Nesse instante a mãe então entendera,
Que aquele pau, o braço que ali estava;
Era do santo, que há muito se perdera,
E ao Nosso Senhor de Bouças faltava.
Tão gratos pelo milagre, e pelo achado,
Acorreram ao Senhor de Matosinhos;
Onde o braço de madeira foi ajustado,
No Senhor de todos os caminhos.
Narrativa e poema de José Faria
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