O BOLONHÊS – D. AFONSO III
MORREU HÁ 747 ANOS
“O Infante Dom Afonso, nasceu em Coimbra a 5 de Maio de 1210 e faleceu em 16 de Fevereiro de 1279, em Alcobaça.
Era o secundogénito do Rei D. Afonso II e de D. Urraca de Castela. D. Afonso III, por parte do pai, era bisneto do Rei D, Afonso Henriques e de D. Mafalda de Saboia, por parte da sua mãe, era bisneto de Henrique II de Inglaterra e de Leonor de Aquitânia.
Como segundo filho, D. Afonso não deveria herdar o trono, que estava destinado a D. Sancho e por isso saiu do Reino e foi para França, onde se casou com a Condessa de Bolonha em 1235, tornando-se conde jure uxoris de Bolonha, onde servia como um Chefe militar, notabilizando-se na batalha de Saintes (1242), travada contra o monarca inglês combatendo em nome do Rei Luís IX de França, que era seu primo, pois as mães de ambos eram irmãs.
“No final da sua vida, envolveu-se em conflitos com a Igreja, tendo sido excomungado em 1268 pelo Arcebispo de Braga e pelos Bispos de Coimbra e do Porto , bem como pelo próprio Papa Clemente IV , tal como os reis que o precederam. O clero aprovou uma denúncia contendo quarenta e três acusações contra o monarca, incluindo a proibição da cobrança de dízimos pelos bispos, a utilização de fundos para a construção de igrejas, a obrigação de o clero trabalhar na construção de muros de aldeias, a prisão e execução de membros do clero sem autorização dos bispos, as ameaças de morte contra o arcebispo e os bispos, e a nomeação de judeus para cargos de grande importância. Para piorar a situação, este rei favorecia as ordens mendicantes , como os franciscanos e os dominicanos, e foi acusado pelo clero de apoiar espiritualidades estrangeiras. O grande conflito com o clero deve-se também ao facto de o rei ter promulgado leis para equilibrar o poder municipal em detrimento do poder do clero e da nobreza.
O rei, muito amado pelos portugueses por decisões como a abolição da anúduva (um imposto de trabalho forçado que obrigava as pessoas a trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muralhas, fossos e outras obras militares), recebeu o apoio das Cortes de Santarém em janeiro de 1274, onde foi nomeada uma comissão para investigar as acusações feitas contra o rei pelos bispos. A comissão, composta maioritariamente por partidários do rei, absolveu-o. O Papa Gregório X , contudo, não aceitou a resolução aprovada pelas Cortes de Santarém e ordenou a excomunhão do rei e decretou o exílio do reino em 1277.”
(Por José Faria)


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