CHEIAS
DO RIO LEÇAEM
TEMPOS IDOS
Junto
à porta do moleiro há muitos anos desativado, aí se encontram gravadas as datas
em que o rio mais subiu: 1909 -1912 e 1922.
Também nessa parte do rio, onde havia uma levada, as crianças e jovens de Pedrouços e de outras paragens fazia dele a praia dos tesos, assim se dizia por graça…verdadeira nos anos sessenta.
A
maioria dos que por aí chafurdavam, aprenderam a nadar muito cedo, por volta
dos sete, 10 anos, se necessidade de instrutor.
Nestas
cheias, a ponte de Parada ficava sempre submersa impossibilitando a sua
travessia.
Se fosse hoje, as imagens e comentários andariam na memória de milhares de telemóveis e seria notícia de televisão, que nem ela existia ainda no tempo das grades cheias deste rio que nasce no Monte Córdova, banha Santo Tirso, Valongo, a Maia e Matosinhos, antes de derreado, de rastos e muito conspurcado entrar no Atlântico em Leça da Palmeira.
Porque a gravação esta à porta do moleiro, lembremos aquele provérbio tão verdadeiro que se refere ao Leça em tempos de seca e de enchentes:
Pois
o moleiro, “quando não tinha água, bebia água, e quando tinha água bebia vinho!”
José
Faria




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