quinta-feira, 22 de setembro de 2016

LEMBRANÇAS FOTOPOÉTICAS

LEMBRANÇAS FOTOPOÉTICAS















CONTO DO VIGÁRIO



CONTO DO VIGÁRIO

Como diziam os antigos:
Mentem com todos os dentes,
Para vender fazem-se amigos
De reformados e doentes.

Nunca a mentira foi tão
Vendida por habilidosos,
Por donos de televisão,
Aos mais pobres e idosos.

Calcitrins e mangustão
E babas de caracol,
Banha da cobra de televisão;
Prometem vida melhor.

De resultados milagrosos,
Publicidade de iludir,
De apresentadores mentirosos.
Bem pagos para mentir

José Faria

terça-feira, 13 de setembro de 2016

IMAGENS SOLTAS





NOVO DIA

Todo o dia é um novo dia,
Que nos oferece a natureza;

Para o aceitar com alegria,

Em toda a sua grandeza.

CHEGADA DA NOITE


CHEGADA A NOITE

Já que a noite está chegando,
E não posso fugir dela;
Vou-me entregar dormitando,

Sonhando-a como a mais bela.

RECORDAÇÕES QUE ME VOLTAM À MEMÓRIA

 RECORDAÇÕES QUE ME SALTAM À MEMÓRIA
Esta é uma abraçadeira de ferro e "pega", entalada a chumbo no granito da parede, onde em criança, entre o 5 e os sete anos, me pendurava em "artes Infantis de malabarismo exibicionista próprio de crianças.

Já lá vão mais de cinquenta anos. Servia para prender o gado daqueles que se dirigiam à grande feira do Gado de Pedrouços, Maia. Mesmo ao lado da barbearia do Zé Barbeiro, onde aparavam a barba e o cabelo, na ida ou no regresso da feira, enquanto o gado comprado ou a caminho da venda, aí preso, aguardada.

Hei de segurar meu Mundo,
Mesmo com olhos fechados;
Com meu pensamento profundo,
Por caminhos partilhados.

12/09/2016
José Faria



MILAGRE DE PEDROUÇOS

CAPELA DO SENHOR DOS AFLITOS DE PEDROUÇOS

O prometido é devido, e tal como ontem (06/09/2016), aqui prometi divulgar o milagre ou lenda, da Capelinha do Senhor dos Aflitos, que muitos fiéis da Natividade ignoram.

Esta história, muito pouco divulgada e que deveria constar e ser registada como património histórico, teve inicio por volta do ano de 1440, no lugar conhecido por Petrauzos, ou Pedrouzos, lugar importante das terras de Águas Santas no concelho da Maia.
Consta-se mesmo que, devido à sua importância agrícola, era chamada de “cidade” de Petrauzos; por comportar elevado número de Casais, 19, pois em toda a Maia, só o lugar de Ardegães possuía o maior número, 21).
Foi por essa altura que a capelinha foi construída, por promessa em louvor ao Senhor dos Aflitos.
Aquando redactor do extinto Jornal da Maia, fui recolhendo aqui e ali, contos e dicas sobre a história, as mais relevantes, numa entrevista com o pedroucense, Avelino Moura Lopes.
A partir de toda essa recolha, elaborei a história que de novo divulgo, e para uma mais agradável leitura, procedi ao conto versado. – LENDA OU MILAGRE
- Andava uma mulher do povo atarefada a estender roupa sobre penedos, giestas e mato, no pedregoso monte, onde se situa hoje a igreja paroquial, construída em 1871 e ampliada, entre 1926 e 1928, altura em que passou esta terra a freguesia eclesiástica a 8 de Setembro, para paróquia de Nossa Senhora da Natividade.
Nesse monte de penedia e bouça, a mulher deitou a filhita de tenra idade à sombra das giestas, sobre o avental e fetos, enquanto punha a roupa a secar ao sol.
A fome despertou a criança que desatou a chorar continuamente. 
Apressada e cuidadosa, a roupeira ergueu o cachopo nos braços e aconchegou-o ao peito, sentada numa rocha. 
Deitada sobre o colo da mãe, de boquita aberta e sôfrega, o cachopo procurava desesperado o mamilo da progenitora, que prontamente lhe solta a mama a descoberto sobre o franzino e tenro rosto.
Entretanto, o cheiro do leite atraíra uma cobra que deslizou silenciosamente na sua direção, e lhe saltara para o regaço. Aflita e assustadíssima... a mulher mais não fez do que rezar com toda a sua fé ao Senhor dos Aflitos, pedindo-lhe que a livrasse do réptil. E, parecendo obedecer a ordem divina, a cobra sem lhe provar o leite nem os morder,  deixou-se deslizar pelo regaço até ao chão e foi de novo recolher-se no interior de uma brecha entre dois penedos a seus pés.
Acreditando tratar-se de milagre, a roupeira ajoelhou-se rezando e agradecendo ao Senhor por a escutar, prometendo mandar construir uma capela junto ao caminho na encosta do monte.

E é esta a Capela, quase passa despercebida, porque foi "entalada" entre habitações que foram sendo construídas por total desrespeito pelo património histórico de Pedrouços.
O MILAGRE
(Lenda de Pedrouços – Maia)

Andava a mulher na lida,
Sobre as pedras a estender;
Roupa lavada, espremida,
Para secar e aquecer.
Mulher do povo e de vida,
No cimo do monte a corar,
Rouparia sacudida,
E o cachopo a chorar.
Deitado em fetos e rama,
De fome chorava a criança
Ansiando o leite, a mama,
Amor de mãe logo a alcança.
Pega o cachopo no colo,

- Teve a lida que esperar;
Deu a mama, deu consolo
À criança a amamentar.
Pela brecha de um penedo,
Uma cobra ou serpente;
Tolheu a mulher de medo,
Ao surgir tão de repente,
Assustada a roupeira,
Pôs-se aflita a rezar.
Mas a serpente matreira,
Foi o seu leite cheirar.
Com a cobra sobre o peito
A orar naquela hora
Que milagre fosse feito,
Que o bicho fosse embora.
Pela graça concedida,
Uma capela ali nasceu;
Naquele local erguida,
Como ao senhor prometeu.
O milagre está presente
Na cruz no seu interior
Mais o Senhor e serpente
Por devoção e louvor.
          José Faria

MILAGRE DE PEDROUÇOS

CAPELA DO SENHOR DOS AFLITOS DE PEDROUÇOS

O prometido é devido, e tal como ontem (06/09/2016), aqui prometi divulgar o milagre ou lenda, da Capelinha do Senhor dos Aflitos, que muitos fiéis da Natividade ignoram.

Esta história, muito pouco divulgada e que deveria constar e ser registada como património histórico, teve inicio por volta do ano de 1440, no lugar conhecido por Petrauzos, ou Pedrouzos, lugar importante das terras de Águas Santas no concelho da Maia.
Consta-se mesmo que, devido à sua importância agrícola, era chamada de “cidade” de Petrauzos; por comportar elevado número de Casais, 19, pois em toda a Maia, só o lugar de Ardegães possuía o maior número, 21).
Foi por essa altura que a capelinha foi construída, por promessa em louvor ao Senhor dos Aflitos.
Aquando redactor do extinto Jornal da Maia, fui recolhendo aqui e ali, contos e dicas sobre a história, as mais relevantes, numa entrevista com o pedroucense, Avelino Moura Lopes.
A partir de toda essa recolha, elaborei a história que de novo divulgo, e para uma mais agradável leitura, procedi ao conto versado. – LENDA OU MILAGRE
- Andava uma mulher do povo atarefada a estender roupa sobre penedos, giestas e mato, no pedregoso monte, onde se situa hoje a igreja paroquial, construída em 1871 e ampliada, entre 1926 e 1928, altura em que passou esta terra a freguesia eclesiástica a 8 de Setembro, para paróquia de Nossa Senhora da Natividade.
Nesse monte de penedia e bouça, a mulher deitou a filhita de tenra idade à sombra das giestas, sobre o avental e fetos, enquanto punha a roupa a secar ao sol.
A fome despertou a criança que desatou a chorar continuamente. 
Apressada e cuidadosa, a roupeira ergueu o cachopo nos braços e aconchegou-o ao peito, sentada numa rocha. 
Deitada sobre o colo da mãe, de boquita aberta e sôfrega, o cachopo procurava desesperado o mamilo da progenitora, que prontamente lhe solta a mama a descoberto sobre o franzino e tenro rosto.
Entretanto, o cheiro do leite atraíra uma cobra que deslizou silenciosamente na sua direção, e lhe saltara para o regaço. Aflita e assustadíssima... a mulher mais não fez do que rezar com toda a sua fé ao Senhor dos Aflitos, pedindo-lhe que a livrasse do réptil. E, parecendo obedecer a ordem divina, a cobra sem lhe provar o leite nem os morder,  deixou-se deslizar pelo regaço até ao chão e foi de novo recolher-se no interior de uma brecha entre dois penedos a seus pés.
Acreditando tratar-se de milagre, a roupeira ajoelhou-se rezando e agradecendo ao Senhor por a escutar, prometendo mandar construir uma capela junto ao caminho na encosta do monte.

E é esta a Capela, quase passa despercebida, porque foi "entalada" entre habitações que foram sendo construídas por total desrespeito pelo património histórico de Pedrouços.
O MILAGRE
(Lenda de Pedrouços – Maia)

Andava a mulher na lida,
Sobre as pedras a estender;
Roupa lavada, espremida,
Para secar e aquecer.
Mulher do povo e de vida,
No cimo do monte a corar,
Rouparia sacudida,
E o cachopo a chorar.
Deitado em fetos e rama,
De fome chorava a criança
Ansiando o leite, a mama,
Amor de mãe logo a alcança.
Pega o cachopo no colo,

- Teve a lida que esperar;
Deu a mama, deu consolo
À criança a amamentar.
Pela brecha de um penedo,
Uma cobra ou serpente;
Tolheu a mulher de medo,
Ao surgir tão de repente,
Assustada a roupeira,
Pôs-se aflita a rezar.
Mas a serpente matreira,
Foi o seu leite cheirar.
Com a cobra sobre o peito
A orar naquela hora
Que milagre fosse feito,
Que o bicho fosse embora.
Pela graça concedida,
Uma capela ali nasceu;
Naquele local erguida,
Como ao senhor prometeu.
O milagre está presente
Na cruz no seu interior
Mais o Senhor e serpente
Por devoção e louvor.
          José Faria

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

SANTIAGO AO PÉ DA PORTA

PEDAÇOS DE MEU CAMINHO

CENTRAL DE SANTIAGO

Vou de novo pedalar,
Caminhos ao pé da porta;
Que me levam ao altar,
Pela minha nova rota.

Maiata de bom caminho,

Banhada pelo rio Leça;
Acompanhado ou sozinho,
Sou só eu, mais nada interessa.

Só a história e a natureza,
De minha terra e além dela;
É minha origem e beleza,
E de existência mais bela.

01/09/2016

José Faria
 

AS GRAÇAS

         AS GRAÇAS
 As graças que as Graças me dão,Depois do trabalho feito;São obra de artesão,Com seu valor e seu jeito. Entrega e dedicação,Com minha arte, meu jeito,Já não me nasce da mão;Guardo-a dentro do peito. Todo o tempo vê na obra,Pegadas do criador,E novo fruto de entrega. Haja respeito de sobra,De gratidão e amor,A quem a obra nos lega. 
José Faria