EM SÃO MIGUEL O ANJO

quarta-feira, 24 de abril de 2019

ANTES E DEPOIS DA DITADURA

- ALGUMAS LEMBRANÇAS PARA QUEM SE ESQUECEU:
O QUE MUDOU COM A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
PORTUGAL

ANTES, NO TEMPO DA DITADURA:
Só havia um partido político, a Acção Nacional Popular, que apoiava o governo;
Não havia eleições livres;
Só se podia votar no partido do governo;
As mulheres só podiam votar se tivessem concluído o curso secundário;
As mulheres não podiam viajar sozinhas para fora do País sem autorização escrita do marido;
Não se podia dizer mal do governo e quem o fizesse era preso;
Havia uma polícia política, com milhares de informadores em toda a parte, que escutavam praticamente todas as conversas;
As pessoas casadas pela Igreja não se podiam divorciar;
Cada patrão pagava o que queria aos seus trabalhadores;
As notícias só podiam sair nos jornais depois de terem sido lidas e autorizadas pelos Serviços de Censura;
Os jovens passavam quatro anos da tropa, dois dos quais na guerra;

DEPOIS da REVOLUÇÃO DE ABRIL:

Passou a haver muitos partidos políticos.
As eleições passaram a ser completamente livres.
Toda a gente pode e deve votar e escolher os seus representantes para o governo e autarquias.
Mulheres e homens têm os mesmos direitos.
Passou a haver liberdade de opinião.
Não existe polícia política.
O divórcio estendeu-se a toda a população.
Passou a haver um salário mínimo nacional.
A Imprensa é livre.
Acabou a Guerra Colonial. Uns anos mais tarde, o serviço militar deixou mesmo de ser obrigatório.

(.../...)

terça-feira, 9 de abril de 2019

CORAÇÃO ENTRE PALAVRAS


                           


Coração entre palavras,
Palavras de paz, de amor,
De compreensão!...

De respeito, de amizade,
Convívio e felicidade                 
E de humanização!
      
Palavras mudas e sonoras,     
Falantes, susurrantes;

Em todas as boas horas.  

                             

Palavras calmas, ditas,                              

Lidas e declamadas,                              

Por vezes são perturbadas. 

          

Como amigas de formação,          

Da frase e compreensão,          

Tantas vezes magoadas;   

             

E só porque a emoção,               

Sem rédeas nem contenção,              

As deixas de mãos atadas.    

                   

E as palavras… caladas,                      

Mais nobres de instrução,                      

Sentem-se deslocadas,        

              

Nos ventos de agitação. 

E vão procurar a razão,

Refúgio na retidão,


Da sua ortografia.                                           

Pela sua elevada função,                                          

Até por educação,        

                                  

Que é a sua mais-valia.        

Palavras que o vento leva,       

Pela sua salvação;      

 

Por ordem do coração.Coração entre palavras,Não lhes dês muita atenção.


domingo, 7 de abril de 2019

EXTINÇÃO


EXTINÇÃO

Rasgue-se o coração, o pensamento,
Destrua-se a vida, a existência;
Da humanidade do constrangimento,
Que aniquila a sua graça e valência.

E arrancam rios dos olhos o sofrimento,
Dos gemidos de dor e morte da inocência;
Que o amor passou a esquecimento,
Só a ânsia de poder é inteligência.

Caminha a humanidade quase brincando,
Destruindo tudo que é vida, onde se insere;
Até o sentimento e a compaixão.

E quando do impossível menos se espere,
Já muita vida se foi desmoronando,
Até o momento de chegar sua extinção.

José Faria