segunda-feira, 29 de julho de 2019
GRAÇAS PELAS COLHEITAS
Ó
Deusa Mãe, ó Deusa!
Ó
Terra de toda a fartura;
O
alimento é tua riqueza,
Que
por séculos e séculos perdura.
Ó
Deus Cornífero, ó Gamo Rei!
Deus
dos animais e vida selvagem;
Também
te presto vassalagem,
Por
todas as vidas que em ti achei.
Chegou
o tempo das colheitas, da alegria,
De
todo o fruto pela Mãe terra concebido,
Que
na roda do ano ao mundo oferecido,
De
toda a fartura que nossa Mãe cria.
José
Faria
segunda-feira, 24 de junho de 2019
A CHAVE DE SÃO PEDRO
O São Pedro da razão,
Deixou São João adormecer;
Vem com a chave na mão,
Para a dar a quem a merecer.
Para assim poder entrar,
Na porta da eternidade;
Se na vida soube dar,
Amor e fraternidade.
De outra forma não vai ter,
Nem chave, nem porta aberta,
Para a alma sossegar.
Por cá vai permanecer,
E com tristeza sofrer,
Até o eterno encontrar.
José Faria
quinta-feira, 13 de junho de 2019
O MAIENSE
O MAIENSE
É a Maia a terra da amizade,
De convívio social a todo o tempo;
Onde o passado e futuro é mocidade,
E o presente de contentamento.
É onde vive a história e a saudade,
Do maiato e seu temperamento;
Que no caminho constrói a felicidade
De horizontes sempre em crescimento.
Guardião da terra e do seu povo;
O Lidador no centro da cidade,
Representa lutas sem igual.
Presente a Maia em tudo que é novo
Por progresso e fraternidade,
É semente também de Portugal.
José Faria
terça-feira, 11 de junho de 2019
RIOS ENAMORADOS
RIO FERREIRA
Com uma extensão de 43 Km e uma área de bacia de 184 km quadrados; o rio Ferreira nasce de múltiplas nascentes situadas em grande parte na antiga zona de Chã de Ferreira, mas a principal e a mais importante nascente é a de Freamunde no lugar de Jóia.
Tem como afluente principal, o rio da Carvalhosa, que nasce em Lustosa, que depois de percorrer cerca de dez quilómetros, entrega-se ao rio Ferreira no lugar de Moinhos, em Paços de Ferreira.
No seu trajeto, por entre montes e vales, o rio Ferreira serve as populações das freguesias de Lordelo, Rebordosa, Sobrado, Campo e São Pedro da Cova, onde se entrega ao rio Sousa, para que os dois num só, sigam ao encontro do rio Douro, a cerca de um km adiante.
RIOS ENAMORADOS
Fui ver o rio Ferreira
Com o Sousa a namorar;
E o Douro perto, à beira,
Por eles a esperar.
Seguirão na dianteira,
Fundidos até ao mar;
Que depois da Cantareira,
Os anseia abraçar.
Toda a natureza é arte,
E manda ciclicamente;
A água ao céu voltar.
Para que toda a corrente,
De abundância a terra farta,
Para a vida prosperar.
José Faria
segunda-feira, 27 de maio de 2019
A SINA DE MORTE DO RIO LEÇA
SINA DO RIO LEÇA
27/05/2019 - José Faria
Sorri o Leça de ar tão fino
Por entre a frescura do monte;
No seu cantar cristalino,
Sua alma é pura fonte.
Não sonha com seu destino,
Que ninguém lhe diga ou conte;
Pois vai morrer no caminho,
Se perder no horizonte,
Nas águas do mar salgado,
Do Atlântico, em Leixões;
Onde a odisseia termina.
Tão doente e maltratado,
Com tantas poluições
Do rio Leça esta é a sina.
27/05/2019 - José Faria
sábado, 25 de maio de 2019
SOL DA ALMA DO MUNDO
Arranquem as lágrimas da alma e do coração,
Agitem o sentimento mais delicado;
Que flua a força pura da razão,
E que a verdade assuma o mais sagrado.
Deixem o sol doar sua oração,
Que seu calor pelo vivente seja amado;
De toda a existência dele é a bênção,
Até pelos bichos do monte é venerado.
É Deus da fonte da vida, é claridade,
É luz do mundo que o olhar alcança,
É calor da vida da humanidade;
De tudo que nasce, cresce e é mocidade,
Ou seiva, flor, fruto e esperança,
Dilata a vida e a continuidade.
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