quinta-feira, 23 de julho de 2026

CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS

 CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS

Andam esquecidos os livros em prateiras cansadas do seu peso e da sua presença. De almas intactas, vidas caladas e páginas por desfolhar, aguardam e desesperam por mãos que os acarinhem e olhos que as suas vidas e almas absorvam. Porque todos os livros tem alma, tem vida, alma e vida do escritor que o concebeu, sempre enriquecida por todas as almas e vidas dos leitores que os desfolharam e compreenderam.
Mas são cada vez mais os livros com uma só alma e uma só vida vivida e sentida, do seu próprio autor.
As novas tecnologias sempre em constante desenvolvimento, criaram outros leitores, mais bombardeados e absorvidos pelo entretenimento dos telemóveis sempre em mãos, do que pelo aprendizado, pelo saber e pelo conhecimento que a alma e vida dos livros transmitem às almas e vidas dos leitores.
São várias as almas e vidas vividas e transmitidas por livros que recordo e complementaram (enriqueceram) a minha alma e vida. Outros vão chegando com o mesmo propósito educativo e enriquecedor através da sua leitura.
Pois muitas dessas almas e vidas lidas nesses livros continuam vivas no meu pensamento, como é o caso dos livros; “Amar à Sombra das Palmeiras” e “Morrer à Sombra das Palmeiras” de Heinz Konsalik, e do “Papillon”, de Henri Charriére, que nos mergulha no mundo dos condenados ao degredo.
Ou ainda “O Poder do Subconsciente”, de Joseph Murphy, que nos leva a melhor compreender o pensamento humano.
Mas, atualmente, o “desenvolvimento” é tão elevado tecnologicamente, que mais promove o retrocesso do conhecimento e do desenvolvimento cultural e intelectual através da leitura, porquanto os livros que outrora foram fonte do saber, com almas e vidas para darem a conhecer, permanecem nas estantes sem ninguém os ler. Os telemóveis estão nas mãos que os deveriam ter.
José Faria

Sem comentários:

Enviar um comentário

CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS

  CHORAM OS LIVROS ESQUECIDOS Andam esquecidos os livros em prateiras cansadas do seu peso e da sua presença. De almas intactas, vidas calad...