terça-feira, 13 de setembro de 2016

RECORDAÇÕES QUE ME VOLTAM À MEMÓRIA

 RECORDAÇÕES QUE ME SALTAM À MEMÓRIA
Esta é uma abraçadeira de ferro e "pega", entalada a chumbo no granito da parede, onde em criança, entre o 5 e os sete anos, me pendurava em "artes Infantis de malabarismo exibicionista próprio de crianças.

Já lá vão mais de cinquenta anos. Servia para prender o gado daqueles que se dirigiam à grande feira do Gado de Pedrouços, Maia. Mesmo ao lado da barbearia do Zé Barbeiro, onde aparavam a barba e o cabelo, na ida ou no regresso da feira, enquanto o gado comprado ou a caminho da venda, aí preso, aguardada.

Hei de segurar meu Mundo,
Mesmo com olhos fechados;
Com meu pensamento profundo,
Por caminhos partilhados.

12/09/2016
José Faria



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

AS GRAÇAS

         AS GRAÇAS
 As graças que as Graças me dão,Depois do trabalho feito;São obra de artesão,Com seu valor e seu jeito. Entrega e dedicação,Com minha arte, meu jeito,Já não me nasce da mão;Guardo-a dentro do peito. Todo o tempo vê na obra,Pegadas do criador,E novo fruto de entrega. Haja respeito de sobra,De gratidão e amor,A quem a obra nos lega. 
José Faria


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

QUEM SOU EU ...


                                                  QUEM SOU EU...

Não sei o que vos pareço,
O que sou eu de verdade;
Se até eu desconheço,
A minha capacidade.

De mais saber também padeço,
E de quem sou de verdade;
Como todos eu mereço,
Ter a mesma faculdade.

Como ao comum dos mortais,
Com menor ou mais saber
De entender a existência.

Hoje já é muito mais,
O tempo de se aprender,
Melhor e de mais abrangência.


José Faria

RAZÃO PERDIDA



                                    RAZÃO PERDIDA

Seja histórico o momento,
Vincado em fraternidade;
Que alimente o pensamento,
Em actos de amizade.
Quem perde o conhecimento,
Esse dom de faculdade;
Fica no isolamento,
Com maior dificuldade.
Deixa que a frustração,
E todo o empobrecimento,
Tome conta do seu ser.
Evapora-se a razão,
Domina o constrangimento,
Até tudo se perder.
José Faria

domingo, 21 de agosto de 2016

A ALMA NÃO DÓI!

  • A ALMA NÃO DÓI!
  •  
  • Será que a alma dói,
  • Ou só dói o sentimento!?
  • Se a alma é só tradução,
  • Do humano pensamento;
  • É desabafo e ilusão,
  • Que se cria a todo o tempo, 
  • A dor só no corpo mói,
  • E quebra contentamento;
  • Pois só o avançar no tempo,
  • O tempo a vida corrói.
  •  
  • José faria

segunda-feira, 30 de maio de 2016

PEDAL NOVO EM SANTIAGO


O caminho que trilhamos,
Há muito entre os primeiros;
É Pedal Novo que criamos,
Entre amigos, companheiros.                                                    Caminho de Santiago 2016


Solidários, acreditamos,
Nas rotas de aventureiros;
Esta equipa em que apostamos,
É entusiasta de obreiros.

Os pedais que pedalamos,
Por montes, campos outeiros;
São da alma que criamos,
Como a água dos ribeiros.

Todos com todos contamos                                   
Entre os quatro pedaleiros
Quando juntos bem estamos,
Vão de Baik os caminheiros.


José Faria

quinta-feira, 19 de maio de 2016

FADOS DA DESGRAÇA


FADOS DE CHORADINHO


TRISTE SINA

Quando ela passa,
Seus olhos cheios de graça,
Dizem bem como a desgraça,
Lhe roubou a formusura.

Essa infeliz,
Com quem brinquei em petiz,
Casar comigo não quis,
Hoje vive na amargura.

Morreu-lhe a mãe,
Por sua infelicidade,
E hoje percorre a sina,
É tão triste a sina sua.

Disse-me alguém,
Que a linda Rosa Maria,
Da rua da Banharia,
É a triste flor da rua.

Passando um dia
Numa certa leitaria
Da rua da Banharia
Cheia de dor e emoção;

Meu coração,
Palpitou de comoção,
Ao ouvir esta canção,
Lá do fundo de uma mesa:

Ó meu amor,
Eu sou uma desgraçada,
Minha sina malfadada,
Não me deixou ser só tua;

Mas por favor,
Fazes que não me conheces
E decerto desconheces,
A mulher que já foi tua.

(Autor desconhecido) – (Há + de 40 anos nas minhas mãos)




                  PERDIÇÃO

Quando ele passa,
Quase sempre vai c’o  a nassa;
Sua vida é uma desgraça,
Pendurado na bebida.


Esse homenzinho,
Foi meu namoro em menino;
Já perdeu o seu caminho,
No prazer de bebedeiras.


Perdeu o emprego,
Já nem sabe trabalhar,
Vive só a deambular,
Não tem família nem lida.


Esse homenzinho,
Que já foi meu amorzinho,
Perdeu rumo ao seu caminho,
Fez sua existência ferida.


Perdeu o emprego,
Já nem sabe trabalhar,
Vive só a deambular,
Não tem família nem lida.


Quando ele passa,
Quase sempre vai c’o  a nassa;
Sua vida é uma desgraça,
Pendurado na bebida.


Perdeu o tino,
Deambula sem destino;
Na valeta do caminho
Foi encontrado sem vida.

12/05/2016
José Faria

JANEIRAS NA IGREJA 2026

ENCONTRO DE JANEIRAS IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de ...