domingo, 5 de julho de 2020

POR TERRAS DE FOLGOSA DA MAIA

Sanctus Salvator de Felgosa. Maia
Felgosa deriva do latim 'filictum' que quer dizer, 'lugar onde há fetos'. Assim temos 'Filic' que evoluiu para 'Felic' que por apofonia do 'i' em 'e' deu'Felg'. Querendo 'Felg' dizer feto, e 'osa' dizer abundância, temos Felgosa, designação pela qual foi conhecida esta freguesia até 1258, altura em que passou a Folgosa, nome que ainda hoje tem. 
Em 1320 a Igreja paroquial de S. Salvador de Folgosa, entre outras, pertencia ao Mosteiro de Santo Tirso.
Folgosa, freguesia de S. Salvador na Idade Média, traz história que remontando à era pré-romana é enriquecida pela história do Mosteiro de Santo Tirso, e pela das populações vizinhas. D'entre os lugares que a compõe, Monforte é, sem dúvida, o mais antigo. O seu nome, composto pela aglutinação de Monte e Forte, alude à defesa Castreja e significa que o monte aí existente foi em tempos fortificado.
Já em 1027 se grafava 'Monte Fortin'. Em 1258, nas Inquirições Afonsinas encontramos a expressão 'Martinus Paiço' e a variante 'Martinus Paaço', ou seja, 'Palácio de Martinus'.
O termo Paiço que passou a Paço, originando esta palavra, derivou por sua vez de Palatium-Palácio.
O Lugar de Quintã era, também ele, 'paiço' de um senhor fidalgo, assim como o Lugar de Paiço, que por lá morar o Senhor da Vila, era assim designado. 
Vilar de Luz é mais um lugar, cuja palavra Vilar, remonta ao séc. XII.
Villa Felgosa é já citada em 1080, e no 'Rol das igrejas do Rei' levado a cabo em 1258, figura a sua igreja 'Sanctus Salvator de Felgosa'.
A atual Igreja Matriz de Folgosa é um edifício aparentemente seiscentista. Subindo ampla escadaria que a antecede, deparamos com o edifício cuja frontaria é ladeada por duas esbeltas torres sineiras coroadas com cúpulas bulbiformes rodeadas de quatro fogaréus.

O templo primitivo debruado a cantaria, seria apenas ladeado por uma torre, pois a segunda torre, surge como resultado das obras de restauro e ampliação das quais foi mentor o pároco, Padre Roriz. 
A sua fachada, revestida a azulejo, mostra-nos de cada lado do amplo portal em esquadria, encimado por frontão arqueado sobre o qual se abre um janelão retangular, imagens alusivas aos apóstolos S. Pedro e S. Paulo.
No tímpano da empena, um relevo em cantaria ergue-se até ao nicho que alberga um Anjo. Esta é rematada com frontão terminado em acento circunflexo, em cujo vértice se equilibra uma cruz celta, ladeada por quatro fogaréus. (…/…) Mais informação na fonte. 
https://www.geocaching.com/geocache/GC3RDKK_igreja-matriz-folgosa-maia

sexta-feira, 3 de julho de 2020

LENDA DE NOGUEIRA DA MAIA

NOGUEIRA DA MAIA - HISTÓRIA E LENDA
Nogueira urbanizou-se ao longo da Rua da Igreja, ou do Padre António Costa. A Igreja Matriz é uma das mais importantes das terras maiatas. Imponência criada por um artifício arquitetónico: a frontaria de um biombo, grandioso e requintado, maior do que o interior. Na torre sineira, a data em azulejo (1929) é a da sua reconstrução, pois o templo é setecentista. No interior, bem conservado, o altar-mor possui talha extraordinária. Os tetos de caixote são bem pintados. À esquerda do altar, a imagem da Senhora do Rosário, do século XVIII, e, do lado direito do arco triunfal, à expressiva Senhora das Dores. Na Igreja e no jardim lateral festeja-se em Agosto a Nossa Senhora de Fátima.
Conforme consta no site da autarquia, a região de Nogueira, remonta-nos ao ano ano de 1195, onde a Paróquia Santa Maria de Nogueira aparece mencionada no "Censual do Cabido da Sé do Porto"; usando o nome "Santa Maria de Nogueira de Vilar";
Pensa-se que a origem do no desta região “Nogueira” da Maia esteja relacionada com a existência de um grande número de nogueiras, ou de um grande exemplar desta espécie de árvores, que durante séculos existiram nesta terra, possivelmente com outros nomes que o uso linguístico foi alterando ao longo do tempo até aos nossos dias. Primeiramente, Nocaria, depois Nugaria, Ngeira, Nugueyra… Nogueira.
Abrigada no sopé do Monte da Senhora da Hora, ou do Calvário, Nogueira urbanizou-se ao longo da Rua da Igreja, ou da Padre António Costa.”
Fonte: http://www.nogueira.pt/
Curioso e para minha satisfação, aqui em Nogueira encontrei mais uma lenda, à qual, em tempo oportuno, lhe acrescentarei mais uns “posinhos” para a enriquecer sem lhe alterar em nada a traça original, conforme nos chegou do passado aos dias de hoje e, naturalmente, lhe acrescentarei a discrição de forma poética, para que em todas as lendas que possa reunir tenham a poesia.
A lenda é esta:
“Milagre de Santo António
Diz-se que um lavrador que transportava uma pipa de vinho em cima de um carro puxado por uma junta de bois, foi surpreendido por um insólito acidente quando passava em Silva Escura.
Transitando pela estrada real (um caminho medieval que ligava o Porto a Guimarães e Braga, que passava no sopé do Monte Calvário) devido à irregularidade do piso e ao provável mau acondicionamento da pipa, esta terá deslizado para trás provocando o desequilíbrio do carro.
Os bois, apoiados apenas pelas patas traseiras, estavam na iminência de morrerem asfixiados.
Ante a tragédia, o lavrador ajoelhou juntamente com o moço da soga e suplicou ajuda a Santo António de quem era devoto. O Santo apareceu, a pipa endireitou e assim o carro nivelou, permitindo a retoma da viagem. Este, milagre segundo consta, terá ocorreu na primeira metade do século XVIII. No local foi construído um nichinho para perpetuar o acontecimento. A fé do povo levou a erigir, por volta de 1770, uma capela no cimo do monte em honra de santo António.
O monte passou a chamar-se Monte de Santo António e o nome de Monte do Calvário caiu no esquecimento.”

terça-feira, 30 de junho de 2020

LENDA DE ÁGUAS SANTAS




















Segundo a lenda, por volta do século II depois de Cristo, já a Virgem Santa Maria era venerada num Convento na região de Silva Escura, nas terras da Maya.
Com a aproximação dos romanos aquando da romanização das terras da maya, estavam prestes a atingir o Rio Ave em Vila do Conde, na sua missão de se apropriar de riquezas e de destruir tudo que se relacionasse com os prosseguidores de Cristo na terra.
Sophia, a madre superiora desse convento em Silva Escura, muito devota da Santa Virgem Maria, recolheu a imagem do altar, embrulhou-a em finos panos brancos de linho e saiu correndo com duas noviças, Krissana e Mafalda, à procura de um local para a esconder, para que os romanos não a destruísse.
Depois de vários quilómetros e de muitos momentos de indecisão onde esconder a santa, acabaram por a colocar dentro de um silvado perto de uma fonte.
Logo depois de regressar, já muito tarde e cansadas, deitaram-se mas não pregaram olho toda a noite. De manhã, com grande estrondo, o convento era invadido pelos romanos que tudo destruíram e roubaram, maltratando, torturando e chacinando as freiras e noviças do convento, por não renegarem a Cristo.
Anos depois, uma mulher que habitualmente se abastecia de água da referida fonte, reparou num estranho embrulho de pano dentro do silvado. Arrastou-o para junto de si com um pau, para não se picar e pegou nele.
Quando o desembrulhou deparou com uma linda imagem de Nossa Senhora, de olhos molhados, como que chorando.
Muito surpreendida com o achado, a mulher correu a dar a notícia. Os populares cercaram-na curiosos e todos acharam que dos olhos da imagem da santa corriam lágrimas e quiseram ver onde foi encontrada.
Uma multidão se juntou no local dizendo que aquela nascente, aquela fonte, era fonte de águas santas.
Assim ficou para sempre e até aos nossos dias, o nome desta terra da Maia.
Mais tarde, foi construída naquele local uma igreja que se passou a chamar a Igreja das Águas Santas, tendo como orago atual Nossa Senhora do Ó.
Foi, segundo a tradição, mosteiro duplex que adotou depois a Regra de Santo Agostinho. No séc. XIV passou para a do Santo Sepulcro e no seguinte para a Ordem de Malta. (Há uma outra narrativa sobre a lenda, mas esta continua a ser a mais plausível)
É também designado de MOSTEIRO de Águas Santas e encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910, pelo Decreto de 16 de junho de 1910, DG n.º 136, de 23 de junho de 1910.[1]
(Tal como já procedi com a Lenda de Pedrouços, Lenda da Guadalupe e da Campa do Preto, também sobre esta lenda criei 8 quadras descritivas da história, que ficam a aguardar divulgação para quando (e se possível) a publicação de LENDAS DA MAIA. Até lá continuarão quadras inéditas.

Continuarei a procurar à descoberta de lendas da Maia, e muito grato ficaria que se me comunicassem se dessas "coisas" souberem, por muito insignificantes que possam parecer, poderão ser a ponta de uma meada mais lenda e mais da nossa história. - Para que não se percam estes contos, milagres, achados, promessas e lendas que fazem parte da nossa história.

sábado, 27 de junho de 2020

ARTE PÚBLICA AO PÉ DO MAR

O peixe anda no ar,
É feito de chapa cromada;
É arte para animar,
Disposta como ramada.
A anémona está pasmada,
Ao vê-los assim juntinhos,
Brilhantes e a animar,
Junto ao mar de Matosinhos.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

POR TERRAS DA MAIA E DE VILA DO CONDE


Por ruas e ruelas que primitivamente foram do caminho de Santiago de Compostela pela costa, visitei em ambiente medieval, a Igreja Paroquial de Santa Eulália de Aveleda, onde se encontra uma pia Batismal de 1817.
A Igreja datada da centúria de setecentos. A fachada pauta-se pela sobriedade, onde se destaca um pórtico rematado por um frontão de arco abatido, sobre o qual se rasga um grande janelão rectangular o qual permite a iluminação do interior do templo, sendo a frontaria rematada por uma cornija adornada nos 3 vértices, sendo o superior com uma Cruz e os laterais por dois fogaréus.”
Tem a seu lado o cemitério de capelas antiquíssimas de granito e na frente um (do outro lado da rua principal) o grande cruzeiro com as 21 cruzes da Via-Sacra que anteriormente se encontravam em muitas ruas da freguesia.
“A freguesia de Santa Eulália de Aveleda foi curato dos cónegos de S. João Evangelista integrando, então, o concelho da Maia, sendo anexada a Vila do Conde em 1871.”

OBELISCO DA MEMÓRIA


O obelisco da nossa história é louvor,

Tão heróico e imponente junto ao mar;

É memória do exército libertador,

Que o absolutismo veio derrotar.


Veio aqui um dia desembarcar,

A esquadra resistente e dura;

Para um regime moderno instaurar,

D. Pedro IV contra a ditadura.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

ENTRE RIOS E MAR


ENTRE RIOS E MAR


São os braços do mar
Que ao mar me levam,

Que amo e percorro

Nas suas margens;

Verde natureza

E frescas paisagens,

Que no meu pensamento


A alma elevam.

E já junto ao mar

Imenso e sem fim,

Até ao horizonte

De meu olhar,

No meu sentir

Enredo e porfio;

Que os braços do rio

Me trouxeram ao mar.
José Faria


FESTAS DA NATIVIDADE DE PEDROUÇOS - 2026

  FESTA E ROMARIA DE PAZ E ALEGRIA POR NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE - Pedrouços – Maia – Setembro de 2026   Estoura no céu o fogo da alegria,...