terça-feira, 10 de outubro de 2023

OS MEUS SETE CAMINHOS

O CAMINHO É SEMPRE NOVO

Já fiz o caminho de bicicleta por 3 vezes, e se o meu caminho a pé (mais 3) não foi suficiente para absorver do muito que o caminho nos tem para dar, então, de bicicleta, nem se fala…quase nem é caminho, é pedalar e estar atento ao que vai a fazer e não ao que quer ver.

O muito pedalar rouba-nos o prazer de parar para observar, contemplar onde o devemos fazer; de meditarmos e agradecermos pela nossa existência, pela nossa vida e pela vida de todas as vidas. O sentimento mais sentido, a emoção do caminho, da vida e do constante milagre de todos os milagres do universo… está nos nossos passos calmos, tranquilos, alegres e agradecidos, vagarosos e pensativos, durante todo o caminho de Santiago de Compostela.

 De bicicleta quase todo esse sentimento e perceção se perde no pedalar, no esforço, na atenção da condução, no equilíbrio e na velocidade.

Por isso, por muitas vezes que se faça o caminho a pé, fica sempre muito por se ver, por se contemplar, por se aprender e por se agradecer.

O meu primeiro caminho “só” e a pé, foi o da costa (2021). Depois veio-o o Caminho Português (2022) e no ano seguinte o Caminho da Geira e dos Arrieiros (2023).

Penso que a experiência e vivência com os meus passos e com a natureza, neste meu quarto caminho, me dotou de mais conhecimento e de gratidão à vida e à mãe natureza que nos criou e nos alimenta, e ao místico e motivador que há no caminho que a história do Apóstolo Tiago enaltece.

Assim, conclui-o que por muitas vezes que se faça o caminho, (qualquer deles), mesmo que seja sempre o mesmo, nunca é o mesmo sempre que o fazemos de novo; pois se muita coisa já vimos e sentimos, muito mais há a descobrir que nunca vimos nem sentimos.

Daí ansiar voltar ao caminho, para concluir o 7º Caminho, porque o número SETE tem muito que se lhe diga;

Os nossos antepassados só contavam 7 planetas,

São 7 as cores primitivas,

Também as maravilhas do mundo são 7,

7 São os sábios da Grécia,

Foram 7 os generais destinados à conquista de Tebas,

O tempo está dividido em 7 dias, (semana),

Na música soam 7 notas musicais, (DÓ RÉ MI FÁ SÓ LÁ SI)

Durante muitos e muitos anos só eram conhecidos 7 metais;

E este número 7 misticamente, encontra-se repetido muitas vezes na bíblia;

- São 7 as testemunhas, as 7 igrejas, os 7 candeeiros, as 7 lâmpadas, as 7 estrelas, os 7 anjos, as 7 trombetas, as 7 pragas do Egipto, as 7 cabeças do dragão e as 7 diademas que traziam.

No catecismo temos os 7 salmos de penitência, as 7 alegorias, as 7 dores da Virgem, os 7 dons do Espírito Santo, os 7 sacramentos, os 7 pecados capitais e ainda as 7 partes do ofício ou as horas canónicas.


Por isso tomem nota e respeitem o número sete e não se esqueçam de tudo quando nele encerra, e que é o 7 de todos os setes, incluindo também o meu 7º Caminho a Santiago que espero que Santiago permita que o faça em 2023.

Obrigado pela leitura e bom caminho, da existência e de Santiago.

José Faria

 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

VI CONVÍVIO SÉNIOR DE PEDROUÇOS - MAIA

O VI CONVÍVIO SÉNIOR DE PEDROUÇOS…
FOI MAIS UM DIA HISTÓRICO PEDROUCENSE!
 

O Passeio convívio para a terceira idade de Pedrouços, organizado pela Junta de Freguesia, encheu 9 camionetas de boa gente pedroucense e maiata.

Com a colaboração e constante vigilância e acompanhamento, dos Bombeiros de Pedrouços, a grande excursão partiu da av. Nossa Senhora da Natividade, com destino a Viana de Castelo, com paragem e visita a Esposende, uma bela cidade portuguesa localizada na sub-região do Cávado, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Braga. 

Depois de um pequeno almoço tardio e do “fazer xixi” como aconselhou o guia da camioneta nº 4, os pedroucenses maiatos das nove camionetas, acompanhadas sempre pela atenção e vigilância dos Bombeiros de Pedrouços, seguiram para Viana do Castelo,  uma das mais bonitas cidades do norte de Portugal. A sua participação nos Descobrimentos portugueses e, mais tarde, na pesca do bacalhau mostram a sua tradicional ligação ao mar.

Do monte de Santa Luzia pode observar-se a situação geográfica privilegiada da cidade, junto ao mar e à foz do rio Lima. Esta vista deslumbrante e o Templo do Sagrado Coração de Jesus, edifício revivalista de Ventura Terra, de 1898, é sempre local de partida para visita a toda a cidade.

Daí à QUINTA DO CARVALHO foi um pulinho.


Com as mesas redondas numeradas por número de camioneta, foi o requintado salão de verdura fresca envolvente, preenchido pelos seniores de Pedrouços.

O almoço para cerca de 450 pessoas, iniciou-se com boas entradas bem regadas, a que se seguiu o almoço a sério e a valer e… até dizer, chega!

O pé de dança, de convívio alegre e festivo, animou ainda mais a grande confraternização de todos, com grande entrega dos elementos do executivo autárquico, orientadores distribuídos pelas nove camionetas.

A meio da tarde, o lanche “vestido de bifana no pão e caldo verde”, dançou em todas as mesas redondas, até que, a senhora presidente da Junta, D. Isabel Carvalho, discursou para agrado de todos os presentes, descrevendo a forma organizada e tão bem correspondida. Os seus agradecimentos estenderam-se aos seus colegas no executivo, à boa receção de acolhimento e bem servir da Quinta do Carvalho, aos Bombeiros Voluntários de Pedrouços e sobretudo a todos os seniores pedroucenses, para quem o evento foi promovido e que tão bem o acolheram, e certamente viveram um dia muito agradável, de grande convívio social e cultural, com passeio, almoço, música e dança, o que, como VI convívio sénior de Pedrouços, ficará na história da mais jovem freguesia da Maia.

E, antes que as dezanove horas os chamasse, todos regressaram aos seus lugares nas respetivas camionetas, e daí à av. de Nossa Senhora da Natividade, já quase pronta para a festa e romaria em honra da padroeira.

Bem-haja!

José Faria

 

ARTESANATO EM PEDROUÇOS

 ARTESANATO DE FARIA
NAS FESTAS DA SUA FREGUESIA

 
Vieira de Carvalho à entrada
Ao lado da rosa, guardião;
Olha a graça desnudada
A arte festiva do artesão.
 
O pelote em baixo junto à coruja
E os três santos, António ao lado
A impedirem que a ave fuja
Que voe dali para outro lado.
 
A latinha dos bombeiros a lembrar
Que acodem a tudo que caia
Junto a estórias de ler e recordar
No “Mensageiro e Lendas da Maia”
 
Cinco caixas cheias de dinheiro,
Moedas que não se usam agora;
São guarda joias ou mealheiro,
Cheias de moedas só por fora.
Há caixinhas também esculpidas,
Até para o peditório na missa;
Com horta de biscuit estão vestidas,
Outras com meias rolhas de cortiça.
 
Mas há muito arte nata na avenida,
A animar a alegria, a felicidade,
Muita animação, pinga e comida,
Nas festas da santa Natividade.
José Faria
 

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

ABERRAÇÃO HUMANA

 

ABERRAÇÃO HUMANA


Grita a toda a hora a mãe natureza,
Mas não a ouve a humana ousadia;
A espécie animal de tanta avareza,
Prefere a desgraça, à paz e alegria.

Envolve-se em guerras com tanta dureza,
Rezam aos deuses…parva cobardia;
Destroem as vidas com toda a frieza,
Em batalhas loucas de morte e agonia.

E o grito prossegue com inundações,
Tudo arrasando, tudo destruindo,
Com a crosta terrestre sempre alterada;

Repentinas, chuvas, calor e furacões,
Incêndios que tudo vão consumindo,
Doente a mãe terra, está descontrolada.
José Faria

O MEU LIBERTO CAMINHO

 

 
O meu caminho a Santiago,
Tem a ver com outra entrega;
A esse milagre que trago,
De mistério e de beleza.
 
Sem rezas ou adoração,
Às crendices inventadas;
Que só há libertação,
Sem gerações controladas.
 
Gosto de lendas, de estórias;
Que constam nas religiões;
Dos inventos de memórias,
De sacrifícios e orações.
 
Não estraguem a probidade,
Embaraçando a juventude;
Que a jornada com verdade,
Requer mais plenitude.
 
Não nos façam adotivos,
Voltamos à terra, é certeza;
Somos apenas seres vivos,
Filho da mãe natureza.
José Faria
 

NAS ONDAS DO RIO DOURO

 

NAS ONDAS DO RIO DOURO
 
Vai à pesca, mas não pesca,
E disso nem quer saber;
Só quer sol e água fresca,
E a paz do seu lazer.
 
Passam grandes embarcações,
Com as águas a agitar;
Provocam ondulações,
E lembras as ondas do mar.
 
Patos e patas, constantemente,
No rio mergulham e chapinham
Nadam ao sabor e contra a corrente.
Na dança na água todos alinham.
 
Avançam os treinos de natação,
Perde-se o medo a cada braçada;
Só se insistindo há perfeição,
Há já quem brinque a cada braçada.
 
E o sol se deita nos corpos na areia,
Com o bronzeado oferece energia;
Todos sabem disso, e têm a ideia,
Com a natureza em paz e alegria.
José Faria
 

SETEMBRO EM PEDROUÇOS - MAIA

 

SETEMBRO SOCIAL ANIMADO
NA FREGUESIA DE PEDROUÇOS
MAIA 

Quando o mês de agosto terminar,
Pedrouços oferece mais no mês seguinte;
Neste mês tem sempre muito para dar,
Em todo o ano não há outro o finte.
 
A freguesia de Pedrouços, da Maia,
Em setembro vai aquecer muito mais;
Mesmo que em férias e na praia
Aqui há arte, festa e arraiais.
 
A terceira idade vai de passeio,
Em excursão da junta de freguesia;
De convívio, de amizade e recreio,
Cultural, Social e de alegria.
 
A seguir devoção a Nossa Senhora,
Padroeira desta terra, à divindade,
Onde o obreiro pedroucense mora,
Com a Senhora da Natividade.
 
E chega do dia mundial das massas,
Já com setembro no seu terminal,
A 27 a cultura desperta em graças,
Com a cultura do Sarau Cultural.
José Faria

JANEIRAS NA IGREJA 2026

ENCONTRO DE JANEIRAS IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de ...