sexta-feira, 17 de março de 2023
segunda-feira, 6 de março de 2023
MENSAGEIRO 300 - Estrofes proverbiais.
LIVRO – “MENSAGEIRO 300” de José Faria
No seguimento de outros trabalhos literários concebidos e publicados de prosa, conto e poesia, tais como “contos e Versos do Meu Caminho”, “Atalhos” e “Lendas da Maia”; a presente publicação a que dei o nome de “Mensageiro”, reúne 300 conjuntos de versos que nasceram com o propósito de saudação ao nascer do dia e ao pôr-do-sol, e aos elementos do universo. Saudações versadas com definições positivas dirigidas ao comportamento humano, no respeito pela vida de todas as vidas da mãe natureza, tendo por base o pensamento de que, “enquanto há vida, todo o dia é bom dia.”Esta entrega de publicar e divulgar mensagens
e pensamentos versados, muitas vezes me serviram de mote, de um despertar mais
abrangente do pensamento, como sementes na criação e floração de poesia. Daí o “Mensageiro 300” ser um livro de
consulta, de orientação e de partilha das suas mensagens versadas, em momentos
específicos em que se enquadre cada conjunto de versos, numerados para mais
fácil identificação.
Como diz o povo: “Cada cabeça, sua sentença”.
Por
isso Pitágoras referiu que “o filósofo não é dono da verdade, nem detém todo o
conhecimento do mundo.”
Que
a gratidão viva
na própria natureza do bom pensamento, e desperte a todo o momento, é o maior
desejo deste
“Mensageiro 300”.
Obrigado
pela leitura – José Faria
TERTÚLIA DE POESIA EM PEDROUÇOS - MAIA
SARAU CULTURAL DE PEDROUÇOS
Com a colaboração da Junta de Freguesia de Pedrouços, realizou-se o
primeiro SARAU CULTURAL no auditório desta autarquia maiata.
Esta tertúlia de poesia, irá realizar-se mensalmente, sempre na última
quarta-feira, a partir das 21:30 horas.
Estão convidados a participar, escritores, poetas e poetisas, dizedores e declamadores de poesia, e público, residente ou não residente, que goste e se identifique com esta temática cultural.
Em todas as sessões, haverá sempre um músico cantor convidado e um livro de poesia a ser sorteado pelos oradores.
CONTINUIDADE NA HISTÓRIA
DIVAGANDO PELAS VERDADES E INVERDADES DA HISTÓRIA
- Do Compêndio de História de Portugal de 1949
CONTINUIDADE
O
tempo passado ainda não passou,
De
ontem para hoje não vejo diferença;
Continuo
a ser o que fui e sou,
Do
passado ou presente, sou existência.
O
tempo é imparável, a vida é assim,
Nada
se começa ou se recomeça;
Só
existe o presente sem princípio ou fim,
O
tempo é do tempo sem vagar ou pressa.
Não
se fracione o que é continuidade.
Desde
o início, o tempo é assim;
Nele
mora a verdadeira e a inverdade,
É
continuidade sem princípio ou fim.
A
natureza é quem manda no tempo,
Dona
da vida, da essência e razão;
Passado
ou presente é só pensamento,
Do
amanhã ainda não há o momento,
O
tempo é só tempo de continuação.
José
Faria
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
PADRE ANTÓNIO VIEIRA
FRAGMENTOS DA HISTÓRIA
DA DIABÓLICA INQUISIÇÃO.
Há 355 anos, Os “Pidescos” ataques da igreja católica através da sua Inquisição ou Santo Ofício, também julgou e puniu o Padre António Vieira.
“Padre Antônio Vieira, em 23 de dezembro de 1667, seria condenado pela Santa Inquisição ao silêncio e à reclusão. Desse modo, era punido explicitamente por reconhecer autoridade no sapateiro–profeta Bandarra. Contudo, apenas a gota d’água, como veremos mais adiante.
Tendo vivido na Vila de Trancoso entre os anos de 1500 e 1556, Bandarra escrevera Trovas Messiânicas. A saber, escritos que profetizavam o futuro de Portugal como um reino universal. De tal forma que acabou servindo ao sebastianismo. (Mais para o futuro, terminou alinhando até o grande poeta Fernando Pessoa. Porém, essa é uma outra história.) (Fonte: -https://paraondeir.blog/padre-antonio-vieira/)
A leitura da sentença, sexta-feira 23/12/1667, na Sala da Inquisição, demorou duas horas e um quarto, no dia seguinte a mesma foi lida no Colégio. O réu, por motivos de saúde, foi autorizado a abandonar a sua reclusão no Colégio de Coimbra e a ir para a Casa do Noviciado de Lisboa. Por súplica do provincial da Companhia de Jesus, dirigida ao Santo Ofício, foi solicitada a anulação e perdão das penas que lhe foram impostas. Este pedido foi aceite por despacho do Conselho Geral do Santo Ofício, de 12/06/1668. A 30/06/1668, o réu foi chamado à Casa do Despacho da Inquisição de Lisboa, onde lhe foi comunicado o respetivo perdão e assinou o seu termo.
Em agosto de 1669, o padre António Vieira partiria para Roma com licença do Rei. (Fonte: - https://antt.dglab.gov.pt/.../padre-antonio-vieira-nos.../)”
E esta cegueira da governação, sempre atual, ainda incomoda muitos governantes.
A Cegueira da Governação
Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso do costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.”
Padre António Vieira, in "Sermões"
“Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.”
Padre Antônio Vieira
domingo, 18 de dezembro de 2022
A MINHA VIAGEM
A MINHA VIAGEM
Passou as sete décadas a minha
abordagem,
Sobre a existência, deste
meu caminho;
Aproxima-se o apeadeiro,
a nova paragem,
Desta viagem em que
embarquei sozinho.
Vou refletindo sobre a
minha passagem,
Sobre espaço e tempo, e
não adivinho;
Até quando aguentarei
esta bagagem,
Que a mãe terra me
alimenta com carinho.
Todos os seus milagres estão
mais além,
Em toda a terra, onde cria,
vive e anda…
A cuidar de todas as
vidas, da existência;
Não estão no céu como professa
alguém,
Que à sua sombra ajuíza, ensina
e manda,
E que cria rebanhos à sua
obediência.
José Faria
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
O CORAÇÃO NÃO PENSA
O AMOR E O RESPEITOESTÁ NO PENSAMENTO Ninguém limpa da sua
vida, do seu pensamento,
O que no seu caminho fez,
disse e até pensou;
Porque toda a existência
e todo o momento,
Não se perde com o perdão
ou com o lamento,
A mente, os bons e maus momentos registou.
Deve é mudar e ativar o seu
discernimento,Face ao tempo e aos anos
que já caminhou;
Para o seu caminho ter
mais puro andamento,
Ser mais livre e
responsável como o vento,
E encontrar a felicidade
que almejou.
O caminho é de cada ser,
de cada existência,
Que da terra brotou e a
todos alimenta,
Sem rezas, penitências,
mentiras ou orações;
A vida é mais do que dizem
todas as religiões,
Que tanta emoção, exploram e a fomentam,
Mas quem pensa é o cérebro
e não os corações,
José Faria
JANEIRAS NA IGREJA 2026
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