domingo, 11 de dezembro de 2016

O MENINO ESTÁ ACORDADO




O menino está acordado,
Presente, vivo e sagrado,
A olhar a fantasia;

Do tempo continuado
Natalício e mal contado
Ao povo em alegria;

Mas é assim que festejado,
E nunca questionado,
O Natal é mais-valia,

Do egoísmo acomodado,
De consumismo alienado,
Natal de hipocrisia.

E o menino está acordado,
Presente, atento e sagrado,
Distrai-se na fantasia;

E a Nikita a seu lado,
Com seu ar admirado,
Não pertence à ousadia.
 José Faria


terça-feira, 15 de novembro de 2016

MOMENTOS E IMAGENS VERSEJADOS









RENOVAÇÃO


Todos os dias são santos,
Todas as noites também;
Na vida não deixes prantos,

Nem na morte de ninguém.

Do caminho, verdes mantos,
De onde a vida provém;
De séculos passaram tantos,
De idade que a terra tem.

Cada mundo, cada ser,
Cada espécie concebida,
É obra da natureza;

Nasce, vive e irá perecer,
E no seu lugar de partida,
Outro ocupante irá ter.

José Faria

terça-feira, 13 de setembro de 2016

RECORDAÇÕES QUE ME VOLTAM À MEMÓRIA

 RECORDAÇÕES QUE ME SALTAM À MEMÓRIA
Esta é uma abraçadeira de ferro e "pega", entalada a chumbo no granito da parede, onde em criança, entre o 5 e os sete anos, me pendurava em "artes Infantis de malabarismo exibicionista próprio de crianças.

Já lá vão mais de cinquenta anos. Servia para prender o gado daqueles que se dirigiam à grande feira do Gado de Pedrouços, Maia. Mesmo ao lado da barbearia do Zé Barbeiro, onde aparavam a barba e o cabelo, na ida ou no regresso da feira, enquanto o gado comprado ou a caminho da venda, aí preso, aguardada.

Hei de segurar meu Mundo,
Mesmo com olhos fechados;
Com meu pensamento profundo,
Por caminhos partilhados.

12/09/2016
José Faria



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

AS GRAÇAS

         AS GRAÇAS
 As graças que as Graças me dão,Depois do trabalho feito;São obra de artesão,Com seu valor e seu jeito. Entrega e dedicação,Com minha arte, meu jeito,Já não me nasce da mão;Guardo-a dentro do peito. Todo o tempo vê na obra,Pegadas do criador,E novo fruto de entrega. Haja respeito de sobra,De gratidão e amor,A quem a obra nos lega. 
José Faria


FADO NÃO, POR FDAVOR!

  “O FADUNCHO CHORADINHO DAS TABERNAS E SALÕES SEMEIA SÓ DESALENTO MISTICISMO E ILUSÕES.” (José Mário Branco)     Fado não, por favor! Fique...