segunda-feira, 1 de novembro de 2021
BEM VINDO NOVEMBRO
domingo, 31 de outubro de 2021
CHEGOU A CHUVA
CHEGOU A CHUVA!
Ai que boa, tão sagrada;
A chuva sempre voltou,
Há tanto tempo esperada,
Que tanto desesperou.
À terra seca e queimada,
Graças a Deus que chegou,
Esta água abençoada,
Que o povo tanto esperou.
No outono tudo pega,
Voltará tudo a nascer,
Por entre as cinzas do monte,
No porvir irá crescer
Por muitos caminhos de rega
Porque toda a vida é fonte.
VENTO DIVERTIDO
Anda o vento à solta,
Traz tudo despenteado;
Foge, corre, vai e volta,
Parece desnorteado.
Tudo sacode e revolta,
Parece mal-humorado;
O vento revira e volta,
Está mesmo esgazeado
E continua a ameaçar,
Que vai buscar aguaceiros;
Pois, quer a terra encharcada.
Ora sério, ora a brincar,
Aqueles olhos matreiros,
Já anunciam trovoada.
José Faria
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
MAR E CHUVA NO CAMINHO
O MAR E A CHUVANO CAMINHO DA COSTA
Pareço o corcunda de
Notre Dame,
Com a capa negra sobre a
mochila;
Respeita a vida quem a
vida ame,
Quem no caminho nunca
vacila.
A chuva cai e vida dá-me,Nesta caminhada tão
tranquila;
Que a natureza em mim
derrame,
O que o pensamento me
rejubila.
Vou no caminho de
Santiago,
Vou junto ao mar, fonte
de vida;
E amo o caminho a minha
existência.
Sempre esta entrega há
muito trago,
Minha alma assim anda
vestida,
Como entidade, é a minha
essência.
José Faria
SAGRADA CHUVA
Já chegou a chuva mais verdadeira,
Com intensidade à terra se lança;
Vem encher de água a minha ribeira,
Dar-nos de beber com confiança.
Pela plantação, pela sementeira,
A terra concebe e não se cansa;
Vem encher os rios e a albufeira,
E a primavera de mais bonança.
Saibamos recebê-la com gratidão,
A água sagrada que vêm do céu,
Para lavar o mundo da secura.
Regar as culturas a procriação,
Milagre que a terra sempre nos deu;
E nos alimenta com tanta fartura.
José Faria
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
LENDA DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GUADALUPE
LENDA DA GUADALUPEÁguas SantasReza a lenda que por
volta de 1720 e 1740, um morador do lugar do Paço, em Águas Santas, foi acusado
de um crime de morte que não cometera. Receando pela perda de liberdade e pela
sua vida, fugiu para Espanha, tendo[1]se
refugiado junto do santuário da Guadalupe. Por lá ficou e quase vegetou durante
alguns anos. O crime ainda não havia sido esquecido em toda a Maia, mas já se
sabia que ele estaria inocento, e que teria sido outro o autor desse crime de
morte. Junto ao santuário da Guadalupe, onde se recolhera, o aguasantense,
ansioso por voltar à sua terra, prometeu a Nossa Senhora de Guadalupe que, se
um dia pudesse regressar ilibado do crime de que era inocente, mandaria erguer
uma ermida em honra de Santa Maria de Guadalupe. Como tal se verificou, vindo a
ser identificado o verdadeiro autor do crime, o maiato regressou ao lugar do
Paço, onde foi bem recebido e ajudado no cumprimento da promessa, construindo a
ermida com a capela prometida em honra da Senhora Santa Maria de Guadalupe,
cuja imagem criada por um santeiro, com o menino num braço e o bastão no outro,
ocupa o altar.
A LENDA
No século dezoito, no
lugar do Paço,
Em Águas Santas, terra
maiata;
Uma agitação de
estardalhaço,
Estremeceu o povo, gente
pacata.
Um homem humilde, um
trabalhador,
Fora acusado de um crime
de morte,
A sofrer de medo, mágoa e
dor,
Fugiu do país de medo à
má sorte.
Pois de nada sabia o
pobre coitado,
Do que era acusado, tão
inocente;
Fugiu para Espanha,
viu-se obrigado,
P’ra não ser linchado
pela sua gente.
Este homem humilde por lá
andou,
A deambular e a passar
fome;
Junto a Guadalupe se
refugiou,
Ao pé do rio com o mesmo
nome.
Por fim conseguiu o seu
sustento,
Vivendo angústia, saudade
e cansaço;
Com a sua terra no
pensamento,
Ansiava voltar ao lugar
do Paço.
Prometeu um dia à Santa
Senhora,
A Guadalupe com fé e
amor;
Se fosse ilibado, pudesse
ir embora,
Faria uma ermida em seu
louvor.
Foi descoberto do crime o
autor,
E o homem do Paço logo se
apressa;
Corre para Águas Santas
todo feitor,
Onde cumpriu a sua
promessa.
José Faria
IGREJA DE SÃO MAMEDE INFESTA
A IGREJA DE SÃO MAMEDE
INFESTA
E O CONDE RODRIGO PEREIRA
FELÍCIO
A igreja de São Mamede
Infesta foi iniciada a 27 de agosto de 1864, mas já em 1320, esta igreja
figurava como igreja de S. Mamede de Thresoires. Ficou concluída a 7 de
setembro de 1866.É uma igreja neoclássica
de planta longitudinal de nave única, com torre quadrada ao centro da fachada
principal.
De realçar que a atual
igreja existe graças ao benemérito “sanmamedense” Rodrigo Pereira Felício, que
era conde de São Mamede, que doou 12 (doze) contos de reis, (uma fortuna nesse
tempo de 1860), para a sua construção.
A igreja de São Mamede
infesta foi projetada pelo arquiteto portuense Pedro Oliveira, que se inspirou
na igreja da Trindade da cidade do Porto, possivelmente contra a vontade
daquele benemérito que a subsidiou, que desejava uma igreja com duas torres, à
semelhança da igreja de Matosinhos.“reza a história, que
quando o conde benfeitor, Rodrigo Pereira Felício foi recebido nas cerimónias
de inauguração da igreja, com a presença do Bispo, povo, autoridades e
representantes de muitas instituições, que esperavam do Brasil o conde
benemérito e benfeitor, quando a carruagem que o transportava chegou ao
cruzeiro (atual cruzamento da Rua Godinho de Faria com a Av. Do Conde, o conde
ao ver a igreja só com uma torre, deu meia volta e voltou para o Brasil sem
sequer se dirigir aos presentes. – E afinal, como ainda hoje se constata, o seu
interior tem muitas características com o interior da igreja da Trindade,
interior que, pelo que diz a estória, o conde nem viu!?- Era o tempo dos condes,
que o dinheiro, a escravatura e o poder, elevaram com a exploração em terras
brasileiras. Por toda a parte se encontram grandes mansões, vivendas e grandes
quintas, criadas pelos “condes portugueses exploradores em terras brasileiras).
É caso para dizer que
este conde, e tantos outros por esse pais fora, hoje com tanto património em
ruínas; não se deveria ter ofendido por a igreja ter uma só torre e não duas
como era seu capricho, para a qual deu uma dúzia de contos que não eram seus.
Afinal foram roubados na exploração e na escravatura que granjeou no Brasil.José Faria
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
JANEIRAS NA IGREJA 2026
ENCONTRO DE JANEIRAS IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de ...
-
LENDAS DAS 17 FREGUESIAS DA MAIA ANTES DA UNIÃO Águas Santas – 3 Lendas, - Fonte de Aqui Sanctys - a da Guadalupe e a Vozes da Cova...
-
AS JANEIRAS DE 2026 DO RANCHO FOLCLÓRICO E ETNOGRÁFICO “FLOR DE LINHO” - Por terras da Maia Era o início da tarde da primeira segunda-fe...
-
No monte pedregoso que terá dado o nome de Petrauzos, pedrouzos ou pedroucos, e atualmente Pedrouços, à mais jovem freguesia da Maia, ...












