quarta-feira, 25 de setembro de 2024
terça-feira, 24 de setembro de 2024
O CAMINHO - DA MAIA A SANTIAGO
Iniciei a 13 de setembro de 2024, o meu sétimo caminho a Santiago de Compostela, o quarto feito a pé, depois de três caminhos percorridos de bicicleta. De bicicleta um pelo Interior e o central português (2); a pé duas vezes o central português, e duas o da costa.
A ideia de iniciar na
Maia, teve o propósito de destacar o caminho a partir da Maia em direção a
Vilar do Pinheiro e de passar pela campa do Santo Preto em Gemunde.
Também a data teve em
conta repetir o aniversário no albergue “Casa da Carolina”, e de agradecer os
cuidados e a atenção que tiveram comigo em 2021, quando lá festejei os 67 anos
a 15 de setembro, conseguindo assim repetir o aniversário dos setenta anos
novamente no mesmo albergue acolhedor.
Porque iniciei a sinalética do caminho a partir de Vilar do Pinheiro, do caminho central português, que vai em direção a Barcelos, Ponte de Lima…, precisei de, a partir de São Pedro de Rates onde pernoitei no fim da primeira etapa, desviar-me em direção a Esposende para seguir o caminho da costa, pois só assim passaria pelo albergue “Casada Carolina”, o que aconteceu conforme o desejado e onde cheguei a 15 de setembro por volta das 15 h.
A chegada ao Obradouro,
Santiago de Compostela, deu-se a 22 de setembro por volta das 12 horas, tendo
regressado ao Porto, Campanhã, em camioneta com saída de Santiago às 22 horas e
chegada à uma hora da madruga.
Sempre só, o caminho foi
de novo enriquecedor e de respeito pela vida, pela natureza e pela divina
providência.
José Faria
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
PASSEIO CONVÍVIO DOS SENIORES DE PEDROUÇOS - MAIA - 2024
CONVÍVIO SÉNIOR DE
PEDROUÇOS 2024
Eram 9 horas da manhã do dia 4 de setembro, quando dez camionetas saíram de Pedrouços levando mais de quinhentos seniores pedroucense, apoiados e orientados pelos autarcas do executivo desta freguesia.
O primeiro destino foi
Mirandela, cidade portuguesa desde 28 de junho de 1984, com foral emitido por
Afonso III, a 25 de maio de 1250; onde uma paragem “técnica” e turística,
providenciou momentos de liberdade e de desentorpecimento locomotor aos séniores
excursionistas de Pedrouços, da Maia.
Após um pequeno-almoço rápido ou só um cafezinho, dedicaram-se a admirar a cidade, a tirar selfies e a contemplar o rio Tua, com cerca de 40 km de extensão.
“O rio Tua é um
afluente da margem direita do Douro e resulta da junção dos rios Rabaçal e
Tuela, ambos com nascente em Espanha, um pouco a norte de Mirandela. No seu
percurso passa pelos concelhos de Mirandela, Vila Flor,
Carrazeda de Ansiães, Murça e Alijó.”
Depois de umas compras mirandesas, tais como alheiras e outros enchidos e lembranças várias a testemunharem que por ali passaram, os mais de quinhentos pedroucenses regressaram às 10 camionetas, agora com destino à Quinta da Dona Adelaide – Quinta Valle de Passos, das serranias de paz e tranquilidade, onde muitas mesas preparadas para o almoço e confraternização, aguardavam os maiatas e maiatos de Pedrouços.
Já no fim do repasto, Isabel Carvalho acompanhada
de Emília Santos, vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, fez uma breve
intervenção dirigida a todos os presentes, mostrando todo o agrado pelo evento
e pela confraternização e convívio, salutar, alegre e festivo, e da importância
que estes momentos e estas vivências terão para todos os presentes, realçando o
quanto é salutar esta partilha de alegria coletiva.
Da mesma forma, num discurso profícuo, animador e de grande proximidade, se dirigiu aos séniores pedroucenses, a Vice-presidente da municipalidade maiata, lembrando e agradecendo o empenho da Junta de Freguesia de Pedrouços neste almoço, neste convívio, lembrando os presentes que foram ele, com o seu trabalho, com a sua vida, com a sua entrega, que “fizeram muito por nós, foram vós que olharam por nós, foram vós que olharam pela vossa e nossa terra; agora somos nós que devemos olhar por vós, somos nós que devemos apoiar-vos e ajudar-vos na vossa caminhada”.
Depois de mais umas palavras muito próximas, de reconhecimento e agradecimento a todo o executivo de Pedrouços e a todos os presentes, e de mais uns abraços, beijos e selfies, a música ao ar livre, envolvida por um verde refrescante junto à queda de água, ativou a “fisioterapia dançante”, e a animação prolongou-se até por volta das 18:30, altura em foram todos convidados de novo às mesas, agora para um lanche ajantarado.
Um gesto de grande respeito e valor humanista, pois tratando-se de séniores, se assim não fosse, possivelmente, alguns já não se iriam alimentar convenientemente antes de se deitarem, devido ao dia de convívio, para alguns, naturalmente muito alegre, festivo, mas cansativo.
Assim, depois da chegada…adivinhe-se: Foi só
lavar, xixi e cama.
Bem-haja às autarquias maiatas, nomeadamente à de
Pedrouços, a todo o seu executivo e a todos os meus conterrâneos.
José Faria
quarta-feira, 28 de agosto de 2024
OS MISTÉRIOS DOS NÚMEROS 7 E 13
OS MUNDOS OPOSTOS DOS NÚMEROS 7 E 13
Abordemos primeiro o número 15 que
corresponde ao dia em que minha mãe me pôs no mundo.
É o número 15 resultado da multiplicação
de dois números sagrados, 3 x 5 ou 5x3, e por essa razão, é considerado em
algumas culturas como o produto da relação entre o divino e o humano. Mas, como
para mim o divino é a própria natureza que nos criou e alimenta, esta relação
mantém-se ainda com mais verdade, sem misticismo e sem invenções religiosas.
Porque, de misticismo está o número 13, sempre associado ao mal, ao azar, só porque alguns acontecimentos negativos da história, aconteceram num dia 13. Até a Bíblia lhe dá aceitação e projeção negativa ao mencionar o fim do mundo, no capítulo 13 como o apocalipse. Depois é este número também associado ao facto de na Última Ceia estarem 13 comensais (12 apóstolos e Jesus) e o resultado foi uma traição, uma tragédia; ainda mais porque na Escandinávia , existe uma tradição semelhante: segundo a mitologia antiga, o deus Baldur foi morto por uma flecha enquanto os 12 grandes deuses estavam sentados à mesa. Ele foi convidado para jantar e não pôde comparecer. Depois a Torre de Babel tombou a 13.
“A má reputação do 13 também pode ter
a ver com a carta do Tarô que carrega esse valor, que é a Carta da
Morte ; Corresponde ao primeiro número após a conclusão de um ciclo
(12) e está relacionado a um novo começo (nascimento, morte e regeneração)
passando previamente pela dissolução.”
No entanto, há pensamentos positivos para o número treze,
como no caso da Maçonaria onde o 13 é um número
benéfico porque está associado à transformação e é
esse o objetivo que procuram, converter de simples mortais a homens iluminados
que conhecem os segredos.
Ora, para combater o negativismo associado ao número
13, depois de 3 caminhos de Santiago realizados de bicicleta, escolhi o número
13 de setembro de 2021, para fazer esse caminho a pé. Houveram mais dois em
datas diferentes. Mas surgiu o grande, histórico, religioso, forte e sagrado,
número sete, duas vezes, acompanhados de um círculo para fazerem frente ao
treze. “7X70”.
Pois este treze de setembro de 2024, perderá toda a
sua mística negativa perante o número 7, porque corresponde ao meu sétimo
caminho de Santiago, precisamente na companhia do número 70, tempo de existência
que farei neste caminho, desde que cá cheguei num dia numerado de 15.
Porque o número sete reúne em si as maiores valências socioculturais e religiosas da humanidade; ele é É MÍSTICO, CHEIO DE ESTÓRIAS E HISTÓRIAS, de CAMINHOS de FORÇA, EMOÇÃO, ENERGIA…É SAGRADO!
Desde os tempos imemoriais, o
número SETE é, sem dúvidas, o mais presente em toda a filosofia e literatura
sagrada, o que o torna também um número sagrado, perfeito e poderoso, como
afirmou Pitágoras, matemático e pai da numerologia.
Funcionando como um portal, ele indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido, um número místico por excelência, resultado da combinação entre os números 3 e 4. O 3, representado por um triângulo, é o Espírito. O quatro, representado por um quadrado, é a Matéria. Assim, podemos dizer que o 7 é o Espírito na Terra, apoiado nos Quatro Elementos, ou, a Matéria "iluminada pelo Espírito". O 7 é a Alma servida pela Natureza.
Para os Judeus, a conceção
oriental do 7 se manifesta no candelabro de sete braços (Menorah), que
representa tanto a divisão em quatro partes da órbita da Lua, que dura 4 vezes
7, quanto os sete planetas.
Na Europa Medieval dava-se
muita importância aos grupos de sete:
• 7 dons do Espírito Santo;
• 7 eram as virtudes;
• 7 eram as artes;
• 7 as ciências;
• Os 7 sacramentos;
• 7 pecados capitais;
• 7 pedidos expressos no Pai Nosso.
Outras "coincidências" em
relação ao número sete:
• São 7 as notas musicais;
• São 7 os Arcanjos;
• São 7 as obras de misericórdia;
• Sete são os níveis de densidade da matéria que nos envolve;
• O arco-íris tem 7 cores;
• Nossas células todas mudam de 7 em 7 anos;
• Temos 7 glândulas endócrinas;
• São sete os nossos chacras;
• Os 7 dias da semana também marcam profundamente nossos ritmos.
Mas há mais a descobrir para o número sete.
Um abraço, ou… sete abraços dos sete caminhos!
segunda-feira, 26 de agosto de 2024
NOVO PARQUE NO CAMINHO DE SANTIAGO, EM MILHEIRÓS - MAIA
PARQUE DE ALVURA E O CAMINHODE SÃO TIAGO EM MILHEIRÓS.
Retiradas as barreiras que impediam o acesso, devido aos trabalhos de construção do parque, o mesmo, a aguardar ainda muito trabalho a executar nos caminhos pedestres, ajardinamento, colocação de barreiras junto ao rio, e de mais cuidados a ter em conta, já se encontra acessível, mas não muito aconselhado, sobretudo nas margens inclinadas para o rio (muito poluído), com o terreno de forte inclinação e sem barreiras, que devem ser colocadas com urgência.
Ainda a proceder-se a terraplanagem na margem direita do rio,
do outro lado do parque, não levará muito tempo, em que o parque seja
inaugurado com todas as condições e segurança.
Para quem deseja informação oficial sobre o Parque, consulte:
https://www.cm-maia.pt/viver/ambiente/ambiente/agua/parque-fluvial-de-alvura
De recordar que, por aqui passa o Caminho de Santiago da Maia, por Braga.
E, como peregrino, reparo num pormenor (erro) que considero grave, sobretudo pelo facto de o caminho passar a cerca de 200 metros da igreja de Santiago de Milheirós. Na foto, a seta amarela do caminho a indicar em frente, (a que inclui uma seta maior) deveria indicar para a direita, para que os peregrinos seguissem a rua de Alvura, contornassem o cemitério novo à esquerda, pela rua Ponte do Argo, seguissem pela esquerda por detrás do cemitério antigo, para visitarem e contemplarem a igreja de São Tiago de Milheirós, da Maia.
“A Igreja de São Tiago, em Milheirós, destaca-se pelo seu
adro elevado com pavimento em basalto, acedido por escadaria. Ao lado da igreja
encontra-se a Casa dos Milagres e a casa do pároco e, além de tudo isso, o mais
importante é que não se deve “esconder” a igreja de São Tiago, a quem faz o
caminho de São Tiago.”
Que a Associação dos Caminhos de Santiago,
tenham em conta mais este “lapso”.
José Faria
segunda-feira, 12 de agosto de 2024
PEDALADAS AO ALBERGUE DO MOSTEIRO DE VAIRÃO
EXERCÍCIO FÍSICO DE PREPARAÇÃO DO CAMINHOE PESQUISA DA HISTÓRIA DO ALBERGUE DE VAIRÃO.
As pedaladas, com início em Pedrouços, passaram
pelo centro da Maia, em direção à campa do Santo Preto em Gemundo, e daí, ao
encontro do caminho de Santiago em Vilar do Pinheiro, seguindo as setas
amarelas até ao Mosteiro de Vairão.
Para muitos peregrinos, é o excelente e
acolhedor local de descanso no fim da primeira etapa do caminho, a partir da Sé
do Porto, pelo caminho Central Português, ou da Costa, que se desvia deste em
São Pedro de Rates, em direção a Esposende.
Quis mais uma vez (a 4ª vez), fazer o
reconhecimento deste percurso e reaver a história do Albergue do Mosteiro de
Vairão, contribuindo assim na sua divulgação.
“O Mosteiro de São Salvador de Vairão tem origem ainda no primeiro milénio d.C.
Indica-se no mais antigo documento que o
refere, uma escritura do ano 974, que já nesta época o
orago do Mosteiro seria São Salvador, para além de Santa Maria Virgem e São
Miguel Arcanjo. São Salvador é ainda o padroeiro da freguesia, tendo a Igreja paroquial como orago São Bento.
Ao contrário do
que acontecia nos mosteiros e conventos que conhecemos na Idade Contemporânea,
era comum a existência destas comunidades religiosas dúplices, com membros de
ambos os sexos, particularidade que se desvaneceu com o avançar da Idade Média.
Em Vairão, a separação terá ocorrido em meados do
século XII, sendo a partir daí uma comunidade monástica exclusivamente
feminina.
Fonte: - https://viladoconde.com/mosteiro-de-sao-salvador-de-vairao
O Mosteiro do Salvador de Vairão era feminino, pertencia à Ordem de São Bento e estava
sob jurisdição diocesana. Antes de 974, data da primeira menção documentada,
foi fundado, na freguesia do Salvador de Vairão, concelho de Vila do Conde, como comunidade dúplice.
“O Albergue de Peregrinos do Mosteiro de Vairão
abriu no dia 25 de julho de 2013, dia de Santiago, na sequência dos esforços
desenvolvidos por Ana Lobo e Pedro Macedo, casal de peregrinos e hospitaleiros
do Caminho de Santiago. Conta desde o início com o apoio incondicional da
comunidade local, com destaque para a Autarquia e a Paróquia.O Mosteiro de Vairão, com mais de 1.000 anos de história e uma
localização privilegiada, é o espaço ideal para acolher os peregrinos do
Caminho de Santiago. A criação do albergue permitiu recuperar instalações e
abrir as portas do Mosteiro à comunidade local e internacional, promovendo a
sua valorização.
Com a abertura do albergue o Caminho Português de Santiago fica “completo”: na ligação entre o Porto e
Santiago de Compostela, percorrida anualmente por cerca de 10.000 peregrinos, a
máxima distância entre albergues é agora de 25 km, distância que separa o Porto
de Vairão. Esta distância é a considerada “natural” entre os peregrinos.”
Fonte: - https://mosteirodevairao.blogspot.com/p/quem-somos.html
(Por José Faria)
sábado, 10 de agosto de 2024
Feira Medieval da Feira - Batalha por Ceuta
Pela Feira Medieval de
Santa Maria da Feira
Revive-se a história
portuguesa,
Santa Maria da Feira é o
palco;
De lutas, conquistas e
braveza,
Onde o poder do reino
fala alto.
As trocas e baldrocas do
poder,
Intrigas e disputas do reinado;
Na Feira Medieval a
acontecer,
Tanto povo atento,
admirado.
Andou a conquista de
Ceuta assanhada,
Em terras de Santa Maria
da Feira;
Quis D. João essa terra
açambarcada;
Com D. Pedro e D.
Henrique na dianteira.
Era já noite de luta e gritaria,
Por terra tombaram bons
guerreiros;
Pela posse de Ceuta que
se queria,
Onde os portugueses foram
primeiros.
“Ainda antes de assinar
a paz com o este seu único vizinho, D. João I havia lançado olhos a Ceuta e
iniciou os preparativos já em 1409. O principal promotor da expedição de
Ceuta foi João Afonso, vedor da fazenda, equivalente a ministro das finanças. O
príncipe-herdeiro D. Duarte, o infante D. Pedro e infante D. Henrique (mais tarde
apelidado de 'Infante Navegador') apoiaram com entusiasmo o projeto, pois a
perspetiva de tomar Ceuta oferecia-lhes a oportunidade de ganhar riqueza, fama
e glória.
Na manhã de 21 de Agosto de 1415, o rei D. João I deu ordens para o desembarque das tropas e um assalto geral à cidade. No entanto, quando o rei embarcou num escaler para ser levado a terra, feriu-se numa perna. Foi então dado sinal ao Infante D. Henrique para que liderasse as tropas a terra.
O primeiro a desembarcar foi Rui Gonçalves, conhecido pela sua ousadia; este encontrou resistência ao desembarcar com os seus homens na actual Playa San Amaro. O infante D. Henrique foi o primeiro infante a desembarcar à frente de um esquadrão de homens. Seguiu-lhe o seu irmão e o príncipe-herdeiro D. Duarte e, à frente de cerca de 300 homens, ambos lograram expulsar os defensores muçulmanos de volta ao portão de Almedina, que foi penetrado pelos portugueses antes que fosse firmemente encerrado.”
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conquista_de_Ceuta
Desceu
do castelo, o reino, as altezas,
Para
ver os aldeãos em festa, em romaria,
E
a sua tradição, arte e espertezas,
O
comércio, a diversão e a alegria.
José
Faria
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No monte pedregoso que terá dado o nome de Petrauzos, pedrouzos ou pedroucos, e atualmente Pedrouços, à mais jovem freguesia da Maia, ...





















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