O TORTULHO E OS COGUMELOS VIZINHOS
domingo, 14 de novembro de 2021
O AZAR DO NÚMERO 13
PORQUE SE PENSA QUE O Nº 13 É NÚMERO DE AZAR?🤔“O espírito sobre matéria”
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
O AÇAFRÃO-BRAVO
O PÉ-DE-BURRO JÁ SORRI
De regresso do trino cicloturístico, ao passar junto à encosta do monte
da Casa do Alto em Pedrouços – Maia, voltei a reparar no Açafrão-bravo. Todos
os anos espero por estas flores que parecem aparecer do nada, da humidade da
terra e do húmus, por entre a folhagem morta que nesta altura as árvores dela
se sacodem, formando tapetes a seus pés.Estas delicadas
florzinhas autóctones dos montes e prados, surgem no outono, como aqui, por
entre as clareiras dos sobreiros e carvalhos do monte da Casa do Alto.Também
conhecido em Portugal pelo nome pé-de-burro ou cebolinhas, o açafrão-bravo
floresce a partir de um bolbo, mais habitualmente entre outubro e novembro, e é
também utilizado por vezes como planta ornamental.José Faria
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
LIBERTAÇÃO
LIBERTAÇÃO
Espreguiça-se a poesia ao despertar,
Bocejando e soltando alguns ais,
Sai do leito e vai a declamar,
Arte literária e muito mais.
Vai com os poetas se encontrar,
Nas tertúlias sempre semanais,
Quer da sua arte partilhar,
Oferecer os conhecimentos culturais.
Onde pode a escrita se afirmar,
Com mensagens de ensinamento,
De prosa e poesia em comunicação;
Nos encontros de escritores tão
salutar,
Anda a palavra a oferecer o seu
talento,
Do pensamento é a libertação.
José Faria
BEM VINDO NOVEMBRO
BOM DIA MÊS DE NOVEMBRO DE 2021
Ora vamos lá falar da terra e do que ela
sempre nos prometeu, ofereceu, oferece e nunca se arrepende, pois se em outubro
pega tudo, também em novembro desde que me lembro. É, pois, altura de se plantarem as couves,
as alfaces, os morangueiros, as cebolas, os espargos, alcachofras e árvores de
fruto.Nos canteiros com boa exposição, de
encosta ou de terra mais enxuta, não esquecer a sementeira das favas e ervilhas.
Limpar a terra de raízes que não podem passar o inverno na terra. Cante ou assobie enquanto “conversa” com
a terra e lhe dá que fazer:
Ainda o dia não nasceu já eu no campo,
Nesta terra que removo com a enxada;
Bebo da água do rio e do seu canto,
Do avesso viro a terra já cansada.
E nem tudo queime do que retira na limpeza
do terreno, faça pilha de esterco, compostagem que lhe servirá de adubo melhor
e mais saudável do que fertilizantes industriais.
E volte a assobiar e a cantarolar:
Faço a terra brotar vida e alimento,
Rego-a com suor, dor e sofrimento;
Como a seara de ouro dançando ao vento,
Darei à terra meu corpo no fim do tempo.
Se quiser também pode recordar os bons provérbios
que muito ensinam e que serviram de orientação no passado, quando as
informações de mete reologia eram escassas ou nenhumas:
- Dos santos ao Natal perde a padeira o
cabedal,
- São Martinho bebe o vinho, deixa a água
para o moinho,
- Cava fundo em novembro para plantares
em janeiro,
- Pelo São Martinho semeia o teu
cebolinho,
- De Santa Catarina ao Natal, mês igual,
. Pelo São Martinho semeia a fava e o
linho,
- Por São Clemente, alça a mão da
semente,
- As geadas de São Martinho levam a carne
e o vinho,
- De todos os santos ao advento, nem
muita chuva nem muito vento,
(…/…)
Fiquemos por aqui.
Feliz mês de novembro, para os que tiram
da terra o alimento e para quem o come.
Curiosidades do mês de novembro: - https://www.calendarios.info/novembro-e-o-mes-dos-magustos/
José Faria
domingo, 31 de outubro de 2021
CHEGOU A CHUVA
CHEGOU A CHUVA!
Ai que boa, tão sagrada;
A chuva sempre voltou,
Há tanto tempo esperada,
Que tanto desesperou.
À terra seca e queimada,
Graças a Deus que chegou,
Esta água abençoada,
Que o povo tanto esperou.
No outono tudo pega,
Voltará tudo a nascer,
Por entre as cinzas do monte,
No porvir irá crescer
Por muitos caminhos de rega
Porque toda a vida é fonte.
VENTO DIVERTIDO
Anda o vento à solta,
Traz tudo despenteado;
Foge, corre, vai e volta,
Parece desnorteado.
Tudo sacode e revolta,
Parece mal-humorado;
O vento revira e volta,
Está mesmo esgazeado
E continua a ameaçar,
Que vai buscar aguaceiros;
Pois, quer a terra encharcada.
Ora sério, ora a brincar,
Aqueles olhos matreiros,
Já anunciam trovoada.
José Faria
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
MAR E CHUVA NO CAMINHO
O MAR E A CHUVANO CAMINHO DA COSTA
Pareço o corcunda de
Notre Dame,
Com a capa negra sobre a
mochila;
Respeita a vida quem a
vida ame,
Quem no caminho nunca
vacila.
A chuva cai e vida dá-me,Nesta caminhada tão
tranquila;
Que a natureza em mim
derrame,
O que o pensamento me
rejubila.
Vou no caminho de
Santiago,
Vou junto ao mar, fonte
de vida;
E amo o caminho a minha
existência.
Sempre esta entrega há
muito trago,
Minha alma assim anda
vestida,
Como entidade, é a minha
essência.
José Faria
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