terça-feira, 12 de abril de 2022
SANTA É A VIDA E A EXISTÊNCIA
quinta-feira, 31 de março de 2022
OS CRIMES DA INQUISIÇÃO CATÓLICA
Fragmentos da história dos crimes da humanidade.
Dia 31 de maio de 2022
Há 201 anos foi extinto o Tribunal da Inquisição.
“Essa diabólica Inquisição da igreja católica, resistiu
durante 300 anos de atividade, até que o Tribunal do Santo Ofício foi extinto,
no dia a 31 de março de 1821, na sequência de uma decisão nas cortes gerais do
reino. A inquisição, estabelecida no país durante 285 anos,
perseguiu e condenou aqueles que considerava hereges ou seguidores de outras
religiões que não a católica.”
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
SENHORA DAS CANDEIAS
Que
a Senhora das candeias,Venha
alegre e a sorrir;Pois, as coisas estão feias,Que
faça a chuva cair.
A senhora das candeias de
iluminação, Chegou com esperança
luminosa e tão feliz;Vem cumprir o provérbio,
o ditado, a tradição,Anunciando água da chuva
a todo o país.
À espera estamos já com pressa,Pela chuva que venha bem caída;Para todos os rios e para o Leça,Pela nossa saúde e pela vida.
José Faria
terça-feira, 28 de dezembro de 2021
O SILÊNCIO DA GIESTA
Aquela giesta no cimo do
monte,
Hiberna sozinha entre a
penedia;
E nessas fendas tem a sua
fonte,
A todo o tempo e na
estação fria.
Virada a Sul ao seu
horizonte,
Jaz em silêncio de noite
e de dia;
Tem na distância, mesmo
de fronte,
O mar imenso de força
bravia.
De amarelo e verde esteve
vestida,
É da natureza de onde
provém,
Espera o tempo para
florir;
No cimo do monte parece esquecida,
Perdeu a folhagem e
flores também,
Mas na primavera volta a
sorrir.
28/12/2021 José Faria
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
FLOR BELA LOBO
FLORBELA ESPANCA
Poetisa
Batizada de FLOR BELA
LOBO
Nasceu há 127 anos - a 8
de dezembro de 1894 – Vila Viçosa
Casou há 108 anos – a 8
de dezembro de 1913 - Évora
Morreu há 91 anos – a 8 de dezembro de 1930 - Matosinhos
“Flor Bela Lobo, autonomeou-se de Florbela De Alma da Conceição Espanca, Nasceu em Vila Viçosa, Alentejo, a 8 de dezembro de 1894. Foi batizada pela sua mãe, Antónia da Conceição Lobo (morta em 1908), com o nome de Flor Bela Lobo, e dada como filha de pai incógnito - este, João Maria Espanca, só virá a perfilhá-la dezanove anos depois de ela ter morrido. Conclui o curso liceal (Letras) em Évora, onde vive até 1917 e onde casa pela primeira vez, a 8 de dezembro de 1913, com Alberto Moutinho. O casamento dura apenas seis anos e Florbela, consumado o divórcio, muda-se para Lisboa, matriculando-se na Faculdade de Direito em 1919. Em junho desse mesmo ano é editado, por Raul Proença, o primeiro livro com sonetos de Florbela Espanca, “Livro de Mágoas”. Casa então pela segunda vez, com Guimarães, a 29 de junho de 1921. Em 1923 é editado “Livro de Soror Saudade”. Mas o segundo casamento também chega ao fim. casará pela terceira e última vez com Mário Lage, a 15 de outubro de 1925. Mas se Florbela vivia já em constante tensão com a vida, devido ao seu próprio temperamento e à doença que a assolava., a morte do seu único irmão (filho do pai que não a perfilhara) vem toldar-lhe em definitivo a vontade de viver. Apeles da Rocha Espanca, aluno-aviador, morre a 6 de junho de 1927, quando o hidroavião que pilotava se despenha no Tejo, frente à Torre de Belém. O choque é, para Florbela, enorme, dada a paixão que a ligava a ele: “Eu fui na vida a irmã de um só Irmão, / E já não sou a irmã de ninguém mais!” Na noite de 7 para 8 de dezembro de 1930, em Matosinhos, a poetisa põe fim à vida com uma dose excessiva de Veronal. Morre durante o sono, no dia em que devia completaria o 36º aniversário. A publicação póstuma de “Charneca em Flor”, em 1930, e a crítica elogiosa que dele fez António Ferro nas páginas do “Diário de Notícias”, levaram Portugal a reconhecer, a pouco e pouco, o génio de Florbela, garantindo-lhe a entrada na história da literatura como um dos grandes vultos da poesia portuguesa.”
FLORBELA ESPANCA
8 de dezembro
Foi neste dia o seu nascimento,
E em que nos deixou a Florbela,
E foi o seu dia de casamento,
Como o de partida e o fim dela,
Muito que legou o seu pensamento,
Encheu de letra viva toda a tela;
Na arte de escrever o entendimento,
Desde a poesia triste à mais bela.
Passaram tantos anos, decorreram,
Desde essa partida, a sua ausência,
E ainda hoje semeia poesia;
Na sua luz e carinho já nasceram,
Tantos poetas por sua influência,
Tanta riqueza de literacia.
José Faria
Fontes: -
https://sites.google.com/site/pequenashistorietas/personalidades/florbela-espanca
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
OS NOMES DE SÃO MAMEDE
AS
ALTERAÇÕES NA TOPONÍMIA DE SÃO MAMEDE DE INFESTAAO
LONGO DA HISTÓRIA
Sti Mamede de Tressores – São Mamede de Cerçores – São Mamede de Moalde – São Mamede de Leça e São Mamede da Ermida.
Se recuarmos ao tempo em que as terras da Maia se estendiam entre o Douro e o vale do Ave, encontramos todas essas alterações com que o nome de São Mamede de Infesta se “batizou”.
Pois
ainda no século XII, do Bolonhês (D. Afonso III), a Maia englobava noventa e
quatro (94) Vilas romanizadas que ao longo doa anos se foram transformando em
aldeias e paróquias, lugares e povoações, e todas elas numa fase em que a
evolução sociocultural mais se fez sentir, passaram a contar com um oficial
municipal e um juiz para decidir as causas em primeira instância.
Assim,
as paróquias que eram a base de toda a nossa divisão administrativa, segundo o
Padre Miguel de Oliveira, investigador de renome, esse desenvolvimento começou
a verificar-se nos séculos VI e VII, o que contribuiu para um notável impulso
já no século XIII, altura em que já se consideravam freguesias.
Logicamente
que havia uma certa correlação entre as áreas das terras medievais e as dos
governos eclesiásticos, sendo a maioria pertencente ao arcediagado da Maia.
Os seus nomes foram-se alterando ao longo dos séculos, e assim, tal como aconteceu em muitos outros lugares, paróquias, aldeias ou povoados, (cuja lista aqui divulgo por fotografia), achei interessante trazer de novo a público os registos que nos deixou Álvaro Aurélio do Céu Oliveira, no seu livro “Temas Maiatos – Desmembramento do Concelho. Tema – 9”.
Porque São Mamede de Infesta, então pertencente às Terras da Maia, ou melhor dizendo, ao Arcediagado e Comarca Eclesiástica da Maia, (área 67 no mapa), relembro os nomes por que passou aquela que é hoje a bonita cidade de São Mamede de Infesta do concelho de Matosinhos, como outras freguesias são, mas que já foram das terras da Maia.
José
Faria
quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
SÃO MAMEDE DA ERMIDA
FRAGMENTOS DA HISTÓRIA DE
SÃO MAMEDE DA ERMIDA
Século XVI
No livro do Tombo da
Baliagem de Leça, em 1566, São Mamede de Infesta possuía os seguintes
lugares: Aldeia de Baixo, Ermida, Outeiro, Carril Branco, Laranjeira, Casal da
Igreja, Casal das Devesa. Eirado, Moalde, Casal do Meio e Casal da Poupa. Em
1643, já se chamava São Mamede da Ermida e era constituída pelos seguintes
lugares: Eirado, Corujeira, Ermida, Laranjeira, Aldeia da Igreja, Telheiro,
Carril Branco, Tronco, Moalde, Casal da Poupa, Asprela, Arroteia, Casal de
Baixo, Deveza, Outeiro, Alagoa, Cidreira e Cavada. A importância do Couto de
Leça no início do século XVI justifica mesmo que, em 4 de Junho de 1519, o rei
D. Manuel lhe atribua uma carta de foral, indo mais longe, no primeiro quartel
deste século. Leça é constituída em município, para fins administrativos, com
julgado próprio e com três freguesias - Leça, Custóias e São Mamede. Cada uma
das freguesias elegia dois vereadores e os seis elegiam outro, que servia como
juiz ordinário do julgado.1643

Esta via, que durante séculos foi a principal
estrada da região, era lugar de passagem dos peregrinos para Santiago de
Compostela. Integrada, desde o século XII, no território do Couto de Leça, a
jurisdição pertenceu, até 1835, ao Balio do Mosteiro de Leça.
Em 1643, referenciada como igreja matriz da
paróquia de S. Mamede da Ermida, apresenta uma construção com “a sua galilé à
porta e sino”, estatuto que manteve até 1735, altura em que foi construída uma
nova igreja paroquial.
Após diversas obras de reconstrução no século
XVIII e XIX, foi acrescentada a torre sineira lateral, nos inícios do século XX.”
JANEIRAS NA IGREJA 2026
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