segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ATÉ JÁ SANTIAGO, VOU AO FIM DO MUNDO

 

O FIM OU INÍCIO DO CAMINHO
ATÉ AO MAR DO FIM DO MUNDO

O caminho pela rota jacobina singular com destino ao “fim do mundo, tem início junto à Catedral de Santiago de Compostela e termina junto ao mar Atlântico. Uma caminhada a pé de cerca de 150 km que pode ser feita durante 5 ou 6 dias, numa média de 25/30 km por dia.

Repleto de história, natureza, monumentos de tempos ancestrais, este caminho celta e romano, inicia-se com um “até já” a Santiago, pois todos os caminho terminam junto da Catedral e este, continua o caminho para Finisterra e Muxia, para no “Fim do Mundo”, se libertar de tudo quanto é negativo.

É aí, onde a terra acaba e o mar começa, que antes do cristianismo, os povos pré-romanos acreditavam que o Cabo de Fisterra era o lugar onde a terra terminava e as almas ascendiam ao céu, por isso um local de culto, onde, para se ascender ao céu, teriam que se purificar com orações ao sol. O nome Finisterra é a consequência linguística daquilo a que os romanos chamavam de “Finis Terrae” (fim da terra).

Entre as várias lendas que envolvem a história da chegada de Santiago a Compostela, a de Muxia conta que a Virgem Maria terá chegado aí num barco de pedra para o apóstolo Santiago, na sua evangelização, por isso o Santuário da Virgem da Barca está situado nas rochas míticas, associadas a feridas milagrosas.

Os peregrinos partem junto à Catedral com um “até já Santiago, eu já volto”, fazendo-se à estrada em direção à ponte medieval de Ponte de Maceira, seguindo para Negreira onde opta por se dirigir a Fisterra ou a Muxia. São cerca de 90 km até Fisterra e aproximadamente 120 km incluindo Muxia.

É com este caminho singular de continuação depois da chegada a Santiago de Compostela, e de visitarem o Túmulo do Apóstolo, que os peregrino que seguem para o “Fim do Mundo”, podem dizer “Vamos mais longe!”, o que significa Ultreia.

Desde tempos ancestrais, que muito peregrinos se livram da roupa que usaram no caminho e vestem outra, nova ou lavada, e tomam banho nas águas do Atlântico, com o propósito de se purificarem, de se livrarem de maus pensamentos e das coisas negativas, simbolizando o fim do caminho, o fim da sua jornada até aquele momento, para, fazendo jus à história ou lenda de ascensão ao céu, iniciarem uma nova vida…limpa.

Quem me dera chegar ao fim do mundo,
Antes de o mundo findar para mim;
Que o caminho desta vida tem no fundo,
O
percurso de existência com o seu fim.
José Faria

 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

CHEIAS ANTIGAS DO RIO LEÇA

CHEIAS DO RIO LEÇA
EM TEMPOS IDOS

Junto à porta do moleiro há muitos anos desativado, aí se encontram gravadas as datas em que o rio mais subiu: 1909 -1912 e 1922.

Também nessa parte do rio, onde havia uma levada, as crianças e jovens de Pedrouços e de outras paragens fazia dele a praia dos tesos, assim se dizia por graça…verdadeira nos anos sessenta.

A maioria dos que por aí chafurdavam, aprenderam a nadar muito cedo, por volta dos sete, 10 anos, se necessidade de instrutor.

Nestas cheias, a ponte de Parada ficava sempre submersa impossibilitando a sua travessia.

Se fosse hoje, as imagens e comentários andariam na memória de milhares de telemóveis e seria notícia de televisão, que nem ela existia ainda no tempo das grades cheias deste rio que nasce no Monte Córdova, banha Santo Tirso, Valongo, a Maia e Matosinhos, antes de derreado, de rastos e muito conspurcado entrar no Atlântico em Leça da Palmeira.


Porque a gravação esta à porta do moleiro, lembremos aquele provérbio tão verdadeiro que se refere ao Leça em tempos de seca e de enchentes:


Pois o moleiro, “quando não tinha água, bebia água, e quando tinha água bebia vinho!”

José Faria

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ENCONTRO DAS JANEIRAS IGREJA DE PEDROUÇOS

 ENCONTRO DE JANEIRAS
IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS 

O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de Pedrouços, com o cantar das janeiras.

O grupo das janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico “Flor de Linho” de Pedrouços, Maia, juntou a si os Grupos das janeiras, da Associação Cultural e Recreativa “Os Fontineiros da Maia”, - do Rancho Folclórico Passal, de São Pedro da Cova, Gondomar, e o Grupo Folclórico de Danças e Cantares da Pérola do Campo. Todos cantaram as suas janeiras no Altar, aos pés da Santa Natividade, padroeira desta freguesia maiata.


A apresentação dos grupos participantes, foi coordenada pelo jovem Ricardo Sousa da paróquia de Pedrouços, que a todos agradeceu a participação neste anual Encontro de Janeiras na igreja matriz.

Uma tradição secular que anualmente se repete no decorrer do mês de janeiro, que leva os grupos de janeireiros a percorrem de porta em porta as ruas dos lugares onde se insere, e nas igrejas Cristãs.

Todos os cânticos se referem à caminhada e chegada dos Reis Magos junto ao Menino Jesus, sua Mãe Natividade, a José e aos pastores, que cantam – “De belém vimos, somos pastores, dar Boas Festas aos meus senhores” e, “Meu menino Deus, que assim nos amais, no céu e na terra, bendito sejais”.

Se recuarmos ainda mais a tempos ancestrais desta tradição, e entrando na cultura pagã, verificamos que o cantar das janeiras de porta em porta tinha o propósito de saudar o Natal, o Menino, os reis Magos, a luz da Estrela do Oriente, dar a Boa Nova do nascimento do Salvador, mas também o de pedir, por isso recebiam em troca dos seus cânticos, doces, frutos secos e dinheiro. Assim, as letras das canções das janeiras contemplam esse propósito cantando: “Não vamos deixar cair, esta tradição tão nobre; não é desonra pedir, para alguém se for mais pobre”.

Este pedir chega também para o Menino. “Vimos cantar as janeiras, e pedir-vos com carinho, abram vossas algibeiras, p’ra Jesus que é pobrezinho”.

Esta cultura popular, rica na divulgação de fragmentos da nossa história, leva-nos a ver os bons janeireiros, os Grupos de janeiras e os Ranchos folclóricos, como embaixadores da cultura popular e tradicional portuguesa.

Este encontro promoveu também o convívio entre todos os elementos dos quatro grupos de ranchos folclóricos que após as atuações se reuniram no salão de eventos da paróquia num agradável banquete coletivo, onde a alegria foi brindada com mais música, canto e dança.

José Faria

VIVA FEVEREIRO DE 2026

 VIVA FEVEREIRO DE 2026!

Para quem trabalha a terra e dela colhe o nosso sustento, tem que lhe dar e criar condições para produzir alimento, por isso é hora de pôr novos bacelos (plantar novas varas de videira), semear laranjeiras, limoeiros, coentros, erva-doce e mostarda. Plantar batatas, cebolas, alcachofras, espargos, morangos e cenouras.
A rega pluvial da mãe natureza foi intensa em janeiro, e contínua em fevereiro, as terras andam encharcadas, o que não é impedimento de entrega e dedicação do lavrador, pois como diz o ditado; “quando não chove em fevereiro, não há bom prado nem bom centeio”.

Assim, quem trabalha a terra não se pode queixar de falta de água, até porque este fevereiro que nasceu enevoado e chovido, assim vai continuar.
Se acreditarmos nos provérbios criados e respeitados pelos nossos sábios antepassados, verificamos que tinham razão.
Ora tomem nota:
- Ao fevereiro e ao rapaz, perdoa-se quanto faz,
- Neve de fevereiro, presságio de mau celeiro,
- Em fevereiro, uma hora ao sol, outra ao braseiro, até porque “fevereiro enganou a mãe ao soalheiro”.
“Que aproveite em fevereiro, quem folgou em janeiro”, que a terra para nos alimentar é preciso a trabalhar.

Como afirmou com verdade científica Antoine Laurent Lavoisier: que nasceu a 26 de agosto de 1743 e faleceu a 8 de maio de 1794; “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Por essa razão é que se em fevereiro se “houver mais chuva, em agosto haverá mais uva”. Fevereiro é matreiro e gosta de mostrar muitas caras, por isso também se diz e se acredita que em “fevereiro é dia e logo Santa Luzia. (Mudou o olhar!) Há pois que ter fé e não esquecermos que fevereiro também nos recomenda: - “ Primeiro jejuarás, segundo guardarás, terceiro ir para São Brás”.
Mas deixemos ao tempo o que é do tempo e a Santa Barbara, o que é de Santa Bárbara.
Bom fevereiro de 2026.
José Faria

domingo, 25 de janeiro de 2026

O FLOR DE LINHO E O FOLCLORE NACIONAL

RANCHOS DE FOLCLORE E ETNOGRÁFICOS
EMBAIXADORES DA CULTURAL TRADICIONAL.

É no nosso folclore onde mais se reúnem tradições, usos e costumes vindos de tempos ancestrais. Considerado como o maior embaixador da nossa cultura popular, o Folclore Português reúne em si a grande fusão de danças e cantares dos antepassados, desde quando se manifestavam alegremente, no trabalho agrícola, na azáfama festiva das desfolhadas e no decorrer das grandes ceifas.


Os instrumentos musicais foram surgindo e se adaptando aos cânticos, às danças e a todas as modas desses convívios alegres e festivos, durante e no fim de cada jornada. Até que os arraiais populares e as festividades religiosas, passaram a ser contempladas e animadas com os Ranchos Folclóricos, com a suas danças, os seus cantares, os seus trajes que habitualmente usavam no dia-a-dia, cada qual destinado à sua função de trabalho no campo ou na casa senhorial, caraterizando a sua qualidade social, de acordo com o uso nas suas regiões.

Os contos e as lendas, também dão alma a tudo que transmitem os Ranchos de Folclore e o seu cantar das janeiras. Mas toda esta grandeza cultural não está somente na divulgação de tradições, usos e costumes do passado evidenciados no presente, mas na forte componente cultural, das raízes vivas da nossa identidade social, como nos mostra, informa e ensina, os Festivais de Folclore com a participação de vários grupos de várias regiões do país.

Outra grande e salutar vertente social e cultural promovida e desenvolvida por estes grupos animados e animadores, está na força de reunirem em si gerações de avós, pais, filhos e netos, chegando a comportar famílias inteiras enquanto elementos de canto e dança dos grupos.

Não menos importante, além dos conhecimentos que todos vão adquirindo sobre a história e tradições do passado das suas regiões e da regiões que visitam, onde participam em festivais nacionais e internacionais, sobressai sempre o salutar convívio social de amizade. De amizade entre si, entre os elementos de cada Grupo, ou do convívio sociocultural internacional de arraial mais alargado, entre os elementos de todos os Grupos de Folclore participantes nos Festivais promocionais das nossas tradições.

Pode-se mesmo afirmar que um Grupo de Rancho Folclórico e Etnográfico, é uma grande família que em si reúne muitas famílias, entregues ao mesmo propósito de embaixadores da cultura popular, em prol das regiões e dos seus povos e do seu país.
E é aí que se integra com entusiasmo e dedicação sociocultural o Rancho Folclórico e Etnográfico Flor de Linho, de Pedrouços, do concelho da Maia, como todos os Ranchos Folclóricos, em prol da cultura, usos e costumes das suas regiões de Portugal.
Bem-Haja a todos!

José Faria

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A LUA E O SOL DA DOUTRINA SECRETA

Se Jeová é símbolo da Lua
Cristo é símbolo do Sol.
 
O tempo, a noite, o sol, o dia,
Que dão vida a toda a terra;
Da existência são a energia,
Em tudo que nela encerra.
José Faria
 
- Fragmento do meu “passeio” literário pel’A Doutrina Secreta:
 
“A letra M é o símbolo da água, o grande mar, equivalente ao número cinco, ou pentágono, signo sagrado, monograma divino.
Maitreia é o nome sagrado do quinto Buda, aquele que virá como Messias na culminação do grande ciclo.
M é a letra de Maia, a mãe, Nur no Egito. Minerva na Grécia, e Maria, a mãe do Logos (inteligência ou pensamento) cristão.
A mais antiga deidade egípcia é representada pela deusa Hiquit, de natureza anfíbia, como uma rã repousando sobre um lótus.
No Museu de Bulaque, no Cairo, é hoje possível ver as antigas lâmpadas dos primitivos egípcios, com a forma de uma rã encerrada numa flor de lótus, tendo uma inscrição: - “Eu sou a ressurreição.” A imagem desta deusa era encontrada junto às múmias como amuleto.”
 
A LUA: DEUS LUNUS; PHOEBE
 
A Lua é o símbolo arcaico mais poético e filosófico que se conhece, e está em íntimas relações com a Terra.
O Sol é fonte de vida de todo o sistema planetário, a Lua é o dispensador de vida no nosso mundo.
As primeiras raças sabiam e compreendiam isto desde a sua infância. Era o rei Soma, antes de se transformar em Febo,
 e a casta Diana.
A Lua era o símbolo de Jeová, o que dispõe da existência no nosso mundo. Se Artemis foi a Lua do céu, Diana foi-o na Terra. É o protótipo da nossa trindade, que não foi sempre completamente masculina.

Segundo a “Doutrina Secreta”, os cultos solar e lunar são os mais antigos do mundo, e prevalecem ainda sobre a Terra, para uns abertamente, para outros de modo secreto., como no Cristianismo simbólico.
Os parses adoradores do Sol são poucos, mas o culto lunar está dentro dos símbolos judaicos, poste que Jeová é um símbolo lunar enquanto Cristo é um símbolo Solar.”
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/La_doctrina_secreta
 
 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

JANEIRAS 2026 - FLOR DE LINHO - PEDROUÇOS

 

AS JANEIRAS DE 2026 DO RANCHO FOLCLÓRICO
E ETNOGRÁFICO “FLOR DE LINHO”
- Por terras da Maia

Era o início da tarde da primeira segunda-feira do ano de 2026, precisamente no dia 5, quando as JANEIRAS do Rancho “FLOR DE LINHO”, de Pedrouços, do concelho da Maia, se dirigiu para o “Centro Geriátrico Quintinha da Conceição”, Centro de Dia e Lar de Idosos e de Apoio Domiciliário de Pedrouços. (https://quintinhadaconceicao.pt/).

A animação cultural e tradicional do cantar das janeiras, recordando usos e costumes dos nossos antepassados, quiseram primeiramente agraciar os seniores desta instituição solidária, cantando-as para os utentes dos dois edifícios que constituem esta estrutura social dedicada à terceira Idade.


Antes de se aprontarem com destino à Câmara Municipal da Maia, onde levaram também os cantos e as músicas das janeiras do “FLOR DE LINHO”, um lanche depois das atuações do Rancho, foi servido no Centro Geriátrico. Concluída a degustação e em franco convívio, surgiu o elogio cantado às cozinheiras do Centro, e a cantoria do Rancho, virou-se para as “donas da cozinha”: -  “Cara linda, cara linda, não saias de noite à rua; que as estrelas nunca viram, cara linda como a tua”.

Depois, as JANEIRAS do Flor de Linho, fizeram-se ao caminho, em direção à praça Prof. Dr. José Vieira de Carvalho, onde no interior do edifício da Câmara Municipal da Maia, junto à luminosa árvore de Natal, se ofereceram de presente ao senhor presidente da Assembleia Municipal, Eng. António Gonçalves Bragança Fernandes, ao Presidente do executivo António Domingos Tiago, à senhora vice-presidente Dra. Emília Santos e demais vereadores, e a todos quantos quiseram ouvir cantar as janeiras em vésperas de Reis, pelo Rancho Folclórico e Etnográfico Flor de Linho.

A terminar, a mensagem de bom ano novo de 2026, em nome do Rancho, proferida pelo professor, músico e ensaiador do “Flor de Linho”, senhor José Maria, foi dirigida ao executivo camarário e ao seu presidente em especial, desejando boas prosperidades e sucessos de progresso para todos os eleitos, para a Câmara Municipal e, nomeadamente, para toda a comunidade maiata.

Foi o momento também de informar o executivo de toda a dinâmica cultural do Rancho e da sua dedicação de trabalho dispendioso na renovação da sede social.


Com os agradecimentos do presidente municipal, que reconhece muito bem todo o empenho dos elementos do Ranho e sobretudo da sua direção, nas remodelações de restauro e inovação que estão a fazer, inovando e valorizando o imóvel que é a sua coletividade.  Por essa razão, lembrou o presidente a disponibilidade da Câmara Municipal em contribuir com esse esforço e com essas despesas bem empregues a bem de melhores condições das instalações da sede.


O cantar das janeiras 2026 na Câmara Municipal da Maia, terminaram com as “JANEIRAS AO MENINO – Vimos cantar as janeiras – E pedir-vos com carinho – Abram as vossas algibeiras – Pra Jesus que é pobrezinho.”


Assim foi a gratidão e a oferta de ajuda municipal às obras na sede do Rancho, tal como anunciou o autarca maiato, Eng. António Domingos Tiago.
Satisfeitos e gratos, todos os elementos do Rancho Folclórico e Etnográfico “FLOR DE LINHO, se despediram dos autarcas da Maia, cantando:
“Agora vamos embora – Agradecendo a oferta – Vamos pela rua fora – Para outra porta aberta.
6/01/226

José Faria

FESTAS DA NATIVIDADE DE PEDROUÇOS - 2026

  FESTA E ROMARIA DE PAZ E ALEGRIA POR NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE - Pedrouços – Maia – Setembro de 2026   Estoura no céu o fogo da alegria,...