terça-feira, 1 de junho de 2021

JOSÉ VIEIRA DE CARVALHO

O GRANDE OBREIRO DA MAIA MODERNA

Histórico obreiro presidente da Câmara da Maia, 

Era o Dia Mundial a Criança de 2002.

Só depois:

Depois da alegria das cores e das fantasias das crianças da Maia,

Das novas gerações do Lidador.

Depois do movimento festivo e colorido nos Paços do Concelho.

Era Dia Mundial da Criança!

Depois do dever cumprido e da Maia construída,

Só depois, veio a derradeira homenagem.

Um mar de gente na despedida, já com a Maia feita e entregues às maiatos.

Cumpriu-se a obra e a história moderna para a gente maiata.

Cumpriu-se o propósito de Deus,

Que à Maia o deu e da Maia o levou…

Só depois da obra feita:

José Vieira de Carvalho

O cidadão de todos os maiatos regressou ao Criador,

Deus o deu, Deus o levou.

Antes, a derradeira homenagem;

Encheu-se de um mar de gente a Praça do Município,

Tão pequena para um mar imenso,

De todas as idades e classes sociais,

Todas as entidades oficiais, culturais e de solidariedade,

E o mar de gente fez-se rio caudaloso…

Silencioso deslizou em passo lento e pesado…

Em sofrimento.

Pela partida do obreiro que à Maia de lugar primeiro.

E o mar fez-se rio sem fim até à última morada,

Do grande mestre estadista

Que legou aos maiatos nova forma de ser, estar e de agir

Que, como ele continuará a crer e a construir.

Vão continuar a ser como ele,

Mesmo sem o saber.

José Faria

- in “Contos e Versos do Meu Caminhos”

sábado, 15 de maio de 2021

CURIOSIDADES DA SARDANISCA

Quando o sol está de feição sobre os velhos muros, onde as sardaniscas se expõem ao sol a carregar as baterias, ou a aquecer o seu sangue-frio, adoro as fotografar.

Desde criança que vem este respeito e admiração por este pequenino e gracioso réptil. Também designada de lagartixa, répteis sáurios da família dos Lacertídeos, que nos faz lembrar os crocodilos e jacarés em ponto pequenino, a sardanisca pode atingir uma média de 10 anos de vida e medir até 10 cm, sem incluir a cauda. Esta cauda é mais longa que o corpo e pode se estender ainda mais se a lagartixa se sentir ameaçada.
Quanto à sua pele, é coberta por escamas minúsculas, com maior preponderância nas costas do que no abdómen. As cores e tons oscilam entre verde-escuro, verde-claro e castanho.
Da curiosidade que sempre me fascinou e intrigou, está o facto de a sardanisca, quando perde a cauda por que quer, por defesa, ou por acidente, ela volta a crescer.

Pois, para se defenderem, como acontece com outros lagartos; as lagartixas são capazes de soltar a cauda por autotomia (mecanismo conhecido como auto = voluntário, próprio e tomia = partir, cortar).

Elas forçam uma fratura num ponto específico do rabo, que se desprende de forma indolor e continua se movimentando, distraindo a atenção do predador enquanto fogem. Essa estratégia pode ser repetida, porém, a cada episódio, o rabo ficará mais curto. Se a rutura da cauda for forçada, por acidente, mordida ou uma pisão, a regeneração é completa.

Curioso é quando há ferimento sem perder a cauda, e outra nasce-lhe no lugar do ferimento, como se a tivesse perdido, ou cresça noutra direção ao alinhamento do rabo.

Respeite as lagartixas.

Estas fotos foram tiradas em Pedrouços – Maia em maio de 2021.

José Faria

 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

O MISTICISMO

PELO MISTICISMO NOS EXTRAÍMOS DAS NOSSAS MAIS ÍNTIMAS
E BIOLÓGICAS NECESSIDADES REAIS DE EXISTÊNCIA

 

- “O Misticismo é a busca da comunhão com uma verdade espiritual que é realizada por meio de experiências diretas ou intuitivas. A origem do termo está nos escritos de Dionísio no século V, o qual foi empregado para definir um tipo de teologia. Esta é a marca para definir um sistema religioso que possui Deus como transcendente. Assim, o Misticismo marca uma relação direta e íntima com Deus ou com a espiritualidade, resultando em uma religião em seu estado mais apurado. Por isso mesmo, o termo é empregado em crenças paralelas à religião principal, como é o caso da Kabala para o judaísmo, do Sufismo para o islamismo e do Gnosticismo para o cristianismo. Os orientais, por sua vez, acham o misticismo redundante.

Misticismo vai além da religião tradicional por permitir uma experiência direta e pessoal com a divindade ou com a espiritualidade em questão. O que fere os dogmas das maiores religiões do mundo, pois elimina a figura do intermediário. A iluminação ou a experiência mítica é o nome dado para o contato direto com a divindade, que é um estado de consciência no qual o indivíduo vislumbra tudo aquilo que está além do plano físico. Porém essa união com o todo só é possível através de uma dedicação espiritual que capacita o ser humano a se livrar das tentações mundanas.”

Como dizia e cantava José Mário Branco, e isto aplica-se aos 3 Fs.

“O faduncho choradinho
de tabernas e salões
semeia só desalento
misticismo e ilusões

canto mole em letra dura
nunca fez revoluções

Se tu cantas a reboque

não vale a pena cantar
se vais à frente demais
bem te podes engasgar
a cantiga só é arma
quando a luta acompanhar.”

Fonte: - https://www.infoescola.com/religiao/misticismo/?fbclid=IwAR2HumVPT0HtGfkas8egvqHsujPpbU3tMvLvn-ewffiou0dwZXB1LeZCJzo

terça-feira, 11 de maio de 2021

O SEGREDO - Casa do Alto

O SEGREDO


Velhas ruínas da Casa do Alto - Pedrouços - Maia (Recuperada)


De olhos e pensamento apontados noutra abordagem literária, que abarque realidade e ficção, passeio-me no passado por entre ruínas recuperadas e transformadas no presente.
Só a compilação e interação de muitas histórias, rascunhos, apontamentos e do conhecimento de recordações acumuladas, possibilitarão a criação de um novo trabalho literário historicamente romanceado.


Quando na história local residem contos e o “diz-se que”, “aconteceu antigamente que”, sem explicações nem respostas concretas às questões fundamentais que se colocam para o entendimento desses “ditos”; a curiosidade vai ao encontro do mito, da ficção e da realidade, obrigando o escritor a ser ainda mais inspetor e criador.
Das ruínas da Mansão da Colina carregadas de mistério, que se transformaram, recuperadas em Casa do Alto, se vão soltando do pensamento, fragmentos de lembranças da história do tempo e de vidas ali vividas, que se vão intercalando nas verdades e mentiras de criação e ficção num trabalho literário que anseia nascer.

José Faria

 

domingo, 9 de maio de 2021

CHUVA E LAMA PARA QUEM A BICICLETA AMA

 

MANSA CHUVA  E DIVERTIDA 

 

Já chegou a chuva de mansinho,
A refrescar os prados e os montes;
E a assentar a poeira do caminho,
Encher de água pura as suas fontes.
 
Desperta o desejo pelo gosto,
De pedalar por aí encharcadinho;
Sentir a chuva fresca sobre o rosto,
De os charcos cortar e abrir caminho.
 
Rolar na lama de quelhas e vielas,
Sentir a graça e alegria de viver,
Com a borra da terra nas canelas,
E a força desportiva por prazer.
 
Já chegou e cai suavemente;
Rejuvenesce os montes e os prados,
Toda a terra e seus habitantes.
 
Divina dádiva chega a toda a gente,
E aos frutos da terra renovados,
São da Natureza, milagres constantes.

 José Faria

sexta-feira, 7 de maio de 2021

CUIDEMO-NOS

Há-de passar se nós quisermos,
Esta tempestade vírica de morte;
Se mais respeito por nós tivermos,
E se soubermos onde é o Norte.

Pouco importa ser fraco ou forte,
Ser bem formado ou ignorante;
Não ser infetado já é uma sorte,
Nesta pandemia tão galopante.

Estejam os cuidados todos ativos,
Sempre presentes no comportamento,
Que se requerem individualmente;

O melhor remédio que nos mantém vivos,
De sobreviver mais o nosso tempo,
Sem contaminar, nem ficar doente.
José Faria

quinta-feira, 6 de maio de 2021

DESPERTAR 6 - "OS VELHOS SÃO A CONSCIÊNCIA DA NAÇÃO"!

(In - O culto da incompetência)
 
o sentimento do respeito é o único que em si não engana”.
“Os velhos são a consciência da nação!”
Neste “despertar” o 6º, ainda debruçado a desfolhar as pequenas e velhas páginas amarelecidas de 1919, de “O Culto da Incompetência” de Émile Faguet, dei de caras com o despesismo das democracias sobre os mais velhos.
Continua-se em democracia, a desvalorizar e a abandonar os conhecimentos vividos e adquiridos pelos mais velhos e a sua importante complementaridade que deveria ser, na formação e educação dos mais novos.
Quando muito, a democracia vai concedendo aos velhos a subsistência, com reforma ou pensão, com base nas suas contribuições monetárias ao longo da vida de trabalho, ou com subsídio específico de sobrevivência e, assim, ficam “arrumados”.
Tudo quanto viveram, experimentaram, aprenderam e sabem, em democracia, deixa de ter qualquer interesse.
Isto também é falta de respeito por aquelas e aqueles que trabalharam uma vida inteira para a comunidade que agora os “encosta”.
Seja como for, a democracia não gosta nem quer ser questionada pelos mais velhos e, por isso, - “o velho não encontra na democracia uma amiga dedicada. Não se deve esquecer também, que a palavra gerontocracia (governação gerida por anciãos), que os antigos tomavam muito a sério e tinham a mais honrosa das significações, agora é tomada numa aceção ridícula e serve para designar o governo mais ridículo que possa existir no mundo, visto que é reservado aos velhos.”
A verdade é que o mal já não está só nessa falta de respeito de “arrumar” os velhos, como também a sua ausência nos locais de decisão de governação, permite generalizar-se ainda mais a falta de respeito, quando a democracia a exige, mas a aceita, a promove e a faz proliferar.

Já Kant (Immanuel Kant foi um filósofo prussiano), - “perguntando ao que é que deve obedecer-se, qual o critério para se reconhecer ao que em nós mesmos devemos obedecer, respondeu: - devemos obediência ao que em nós exija apenas respeito, ao que não nos exija amor sem medo, mas nos pareça respeitável. É por isso que o sentimento do respeito é o único que em si não engana.
Também na vida social só devemos obedecer aos sentimentos que exijam respeito, cumprindo-nos honrar e escutar os homens que no-lo inspirarem. Tal é o critério que devemos adotar, para sabermos a que e a quem devemos aplicar, se não a nossa obediência, pelo menos as nossas atenções e deferências.
OS VELHOS SÃO A CONSCIÊNCIA DA NAÇÃO.
É uma consciência severa, triste, impertinente, teimosa, escrupulosa, de mau génio, repetindo sempre a mesma coisa, não há dúvida; mas é uma consciência, ou melhor, É A CONSCIÊNCIA!”
Esta foi a abordagem de Kant, já muito discutida por outros filósofos relativamente  à democracia.
E o que se constata atualmente, já abordado e confirmado há mais de cem anos, a verdade é que – “não se respeitando a consciência, esta altera-se e corrompe-se; acaba por se fazer pequena, humilde, tímida, acanhada, falando só em voz baixa por ser impossível que ela se cale absolutamente.” (…/…)
E assim continua a acontecer à consciência cheia de  conhecimentos e de experiências vividas, mas “arrumadas”;  conhecimentos que não se transmitem aos mais novos, às novas gerações, porque a democracia assim o entende, para não ser “perturbada” e desmascarada pela sua falta de respeito.
José Faria

JANEIRAS NA IGREJA 2026

ENCONTRO DE JANEIRAS IGREJA MATRIZ DE PEDROUÇOS O último dia do mês de janeiro de 2026, animou a igreja de Nossa Senhora da Natividade de ...