ABRIL NA ESCOLA DAS ENXURREIRAS
sexta-feira, 19 de abril de 2024
quarta-feira, 3 de abril de 2024
BICIGRINOS NO CAMINHO DE CANTIAGO
MEMÓRIA
E DESPERTAR DE DOIS BICIGRINOSJosé
Faria – Carlos Silva – Caminho Central – maio.2017
“BOM CAMINO!”
Bom caminho é a palavra de ordem, de cumprimento, de desejo, de amizade e de salvação, pronunciada em todas as línguas, por tantas e tantos peregrinos e caminhantes de tantos países, nos caminhos de Santiago, tranquilamente em harmonia com a vida.
Já os “bicigrinos”, tem outra dinâmica e movimentos ao fazerem o caminho a pedalar, mas também outros cuidados. Por acaso são sempre mais rápidos nas descidas e caminhos planos, mas nas subidas e por estreitos trilhos e caminhos difíceis, passam a caminhar a pé como os demais, com a bicicleta pela mão ou às costas, quando o caminho é mais difícil, estreito e de piso muito incerto.
A verdade é que cada peregrino (a pé, de bicicleta ou a cavalo), está no seu caminho, observando, meditando, agradecendo, vivendo e sorrindo à vida com gratidão, muitas vezes espiritualmente, entregue aos seus pensamentos. Daí todos os cuidados para os “bicigrinos”, não só para que eles evitem quedas, mas também acidentes ao se cruzarem com os peregrinos a pé.
Por isso, devem reduzir a
velocidade e pronunciar a salvação de “BOM CAMINO” em voz alta, mais que uma
vez se necessário! antes de se cruzarem com os peregrinos a pé, para que estes
se apercebam que se aproximam bicicletas em movimento, tantas vezes em caminhos
estreitos e, aí, se necessário, levar a bicicleta pela mão, até encontrem
condições de segurança para voltarem a pedalar.
A todas e todos BOM
CAMINHO!
José Faria
terça-feira, 26 de março de 2024
Bela Quinta do Covelo
BELA QUINTA DO
COVELO
Aprazível é a
Quinta do Covelo,
Bom pulmão da
invicta cidade;
O fresco do
silêncio aí tão belo,
Oferece saúde
e felicidade.
Neste caminhar
que tanto zelo,
Pelo bem-estar
e tranquilidade;
Entre a
natureza que tanto zelo,
Encontro a paz
e a vitalidade.
José Faria
“No século XVIII, a quinta do Covelo, então chamada do Lindo Vale ou da Boa Vista, pertencia a um fidalgo chamado Pais de Andrade, cujos descendentes venderam a Manuel José do Covelo, negociante. No século XIX, entre 1829 e 1830, a quinta foi vendida, pelos descendentes do Covelo, a Manuel Pereira da Rocha Paranhos e passou a ser conhecida, também, por Quinta do Paranhos.
No século XX,
a quinta foi doada à CMP e ao Ministério da Saúde, por testamento, com o
impedimento de indivisibilidade e para edificação hospitalar de tuberculosos.
Tendo o Ministério da Saúde prescindido de aí construir o referido equipamento
hospitalar, a Câmara Municipal do Porto, gere atualmente a quase totalidade do
espaço.”
Fonte: - https://ambiente.cm-porto.pt/parques-e-jardins/parque-do-covelo
segunda-feira, 11 de março de 2024
O professor, o filósofo, o ateísmo e o deísmo.
“O CULTO DA INCOMPETÊNCIA”
Duas páginas para reflexão! Pag. 156/157
O professor, o filósofo,
o ateísmo e o deísmo.
-“É principalmente o
professor, mais ainda que o filósofo, que tem mais interesse sociocultural, de animadversão
e animosidade; quem acredita que tudo quanto o padre ensina, é uma invenção
pura de opressores engenhosos, que querem refrear e aprisionar o povo para
fundarem e manterem um dominado eterno.
É isto que explica a
ostentação que o professor faz de ideias filosóficas renovadas de Diderot e de
Holbach. Chega quase a ser inverosímil que haja um professor para quem o padre
não seja um scelerado.
O ateísmo é
aristocrático, dizia Robespierre, lembrando-se de Rousseou; O ateísmo é
democrático, exclamam os professores modernos. Qual a causa de tão grande
divergência de apreciação? Do facto de a libertinagem estar em moda, entre os
grandes senhores (referia-se à nobreza no século XVIII) e da crença e Deus ser unânime
no povo. (XVIII). (…/…)
O ateísmo fez-se, pois,
democrático, como arma contra os deístas, que, em geral, são aristocratas.
De resto, não ser
restringido por nenhuma coisa, não ser limitado no seu poder soberano, é a
ideia capital do povo, ou, por outros termos, a ideia capital do democrata, é
que o povo não seja restringido nem limitado em seu soberano poder.
Ora, Deus é um limite,
Deus é uma prisão!; e assim como o democrata não admite uma constituição
secular que o povo não possa destruir e o impeça de fazer leis más, assim como
não admite, servindo-se da terminologia de Aristóteles, o Governos das leis, o governo
de uma legislação antiga que refreie o povo e o reprima na fabricação
quotidiana de decretos; assim também não admite a existência de um Deus que tem
os seus mandamentos, a sua legislação,
anterior e superior a todas as leis e a todos os decretos, que limita as
veleidades legisladoras do povo, a sua caprichosa omnipotência, numa palavra;
LIMITA A SOBERANIA POPULAR!”
(…/…)
domingo, 10 de março de 2024
A MÃE NATUREZA NÃO QUER REZAS!
A MÃE NATUREZA NÃO QUER
REZASSÓ RESPEITO, AMOR E
DEVOÇÃO!
A mãe natureza não se
queixa, não se importa,
Nunca se sente ofendida,
de tão provocada;
Até com partes do corpo
de natureza morta,
Continua a promover a
vida, sempre empenhada.
Invente o homem todo o
mal que importa,
Continuando a manter a
terra destroçada;
Milagrosa é a mãe terra
que suporta,
Mesmo com guerra, e
poluição, não está parada.
Ingrata é a humanidade, filha
e descendente,
Que da natureza nasceu e
nela se alimenta,
Que ignorante deus inventou
para dominar;
É a Terra, que todas as
vidas alimenta,
De que a humanidade
continua inconsciente;
Ludibriada em fé e
crenças de embalar.
José Faria
sexta-feira, 1 de março de 2024
VAN GOGH ANDOU NO PORTO
“Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”
“Vincent van
Gogh (1853-1890) foi um importante pintor holandês, um dos maiores
representantes do pós-impressionismo. Van Gogh morreu praticamente no
anonimato, depois de uma vida atormentada que o levou ao isolamento e
finalmente ao suicídio.
Com
uma trajetória difícil, cheia de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra
comovente e vigorosa que se constitui em um dos maiores legados artísticos
da humanidade.
Infância e juventude melancólicas
Vincent
Willem van Gogh nasceu em Groot Zundert, uma pequena aldeia holandesa, no dia
30 de março de 1853. Filho de um pastor calvinista, era o primogênito de seis
filhos. Passou a infância melancólico e inclinado à solidão.
Gostava
muito de ler, sobretudo histórias sobre os oprimidos, o que posteriormente
justifica seu interesse pelo sofrimento e injustiças sociais. Em 1865
ingressou em um internato provinciano.
Desajustado
no lar e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16
anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que
abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comerciava
livros e obras de arte.
Depois
de três anos insiste com o tio para viajar e ver o mundo. É, então,
mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a
serviço da galeria, onde permanece dois anos e meio.
Em 1875, Van Gogh consegue realizar seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gosta do emprego. Dedica-se à leitura de livros sobre arte, forma opinião e discute com os clientes. Em abril de 1876 é demitido do grupo Goupil.”
Fonte:
- https://www.ebiografia.com/van_gogh/
A MALDIÇÃO DO MARQUÊS - Tiago Rebelo
A MALDIÇÃO DO
MARQUÊS E O TERRAMOTO
DE LISBOA
De Tiago Rebelo
Muito interessante, cultural e informativa, é a caminhada ao passado; caminhar por entre as ruínas de uma Lisboa destroçada e destruída quase por completo, pelo sismo de 1755.
Ver, ouvir e acompanhar, testemunhar sem ser visto, todo um emaranhado de conflitos entre os poderes instalados, as armadilhas criadas e acusações infundadas contra nobres que incomodavam o poder de um tal ministro lacaio de D. José, que eliminava tudo e todos que dele não gostassem.
Embora já proibidas as torturas
da Santa Sé, as mesmas eram utilizadas na praça pública, à martelada e
queimados na fogueira por ordens do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo,
que assim se via livre de opositores, servindo de exemplo a quem não lhe
obedecesse.
Pena foi ter morrido de velhice e
doença, e não ter o mesmo fim de grande sofrimento e morte, como a que infligiu
na praça pública a tantos nobres, filhos e criados, que dele não gostava.
Uma obra de Tiago Rebelo que me
fascinou e me levou a recordar a história da tortura da Santa Inquisição, mas
também, dos iguais modos de castigo levados a efeito por muitos reinados de
Portugal.
José Faria
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